Soluções por tipoAnálise de mobilidade
Quantos passam, por onde, e onde não era pra entrar?
Já são meia rua e ninguém conta
8h10 no saguão do metrô. No meio das pessoas que passam a catraca com o cartão na mão, atravessam uma bicicleta e duas motos. Uma delas passa com o piloto em cima, sem descer, aproveitando o vão da catraca aberta na frente. Ninguém grita, ninguém para nada, tudo dura três segundos. Na folha de ocorrências do dia não vai ter uma linha sobre isso.
3 câmeras em 3 setores
É assim que se pede
«Me avisa se entrarem bicicletas ou motos pelas catracas e me diz quantas passam por dia.»
Dentro da estação, uma moto andando é uma batida com alguém que sai de um corredor, e uma bateria de lítio descendo a escada de um túnel de onde não se sai rápido. Fora, na avenida, acontece o contrário: não tem perigo imediato, tem uma cidade que mudou e ninguém mediu. E na hora de decidir se a ciclofaixa é alargada, a reunião enche de opinião porque não tem um número em cima da mesa.
Se decide uma vez
Isso se decide uma vez e por lugar, porque nem todo lugar quer a mesma coisa. Na catraca: se atravessar uma bicicleta ou uma moto, aviso para o supervisor da estação com a câmera aberta. Na avenida: aqui eu não quero aviso, quero o número de bicicletas e motos por hora, e à parte quantas estão sem capacete. Na esteira da central de triagem: se aparecer um patinete ou uma bateria, para a linha antes do triturador. Você põe onde, quando e para quem. O IRIS aplica todo dia, em todos os turnos.
A moto é o veículo que mais mudou a rua brasileira e é o que menos aparece nos números. As contagens de trânsito foram feitas para contar carro, e moto e bicicleta escapam entre as categorias. O resultado é que uma cidade sabe em detalhe quantos carros passam numa avenida e não faz ideia de quantas pessoas atravessam ali em duas rodas, nem quantas estão de capacete.
Depois tem o outro lado: os lugares onde elas não era pra entrar. A linha de catracas de uma estação é exatamente isso. E tem um terceiro lugar onde ninguém procura duas rodas e onde elas são a coisa mais perigosa que pode aparecer: a esteira de triagem de uma central de resíduos. Um patinete ou um celular viajando entre sacos até o triturador é um incêndio com nome e hora, e não tem água que apague rápido.
O IRIS olha os três com a mesma ideia e respostas diferentes. Na avenida ele conta e guarda o número, que é o que se leva para uma reunião. Na catraca ele avisa na hora, com a câmera e o tempo, porque ali o que precisa é alguém descer. Na esteira ele faz o mesmo, só que contra o relógio: se alguma coisa parece uma bateria ou um patinete, precisa ser dito antes de chegar no fim. Não existe um alarme que sirva para os três. Existe uma regra para cada um, escrita por quem conhece o lugar.
O que muda
Uma contagem manual de dois dias por ano era tudo o que a avenida tinha, e dentro da estação valia o que o vigia mais próximo tivesse visto. O que existe agora é outra coisa: um número por hora, os trezentos e sessenta e cinco dias, e um aviso que chega na hora com a câmera e os três segundos gravados. Quem faz campanha de capacete parou de discutir com opinião — leva a curva do mês e diz em que horário vale a pena estar na rua.
Onde a gente já viu isso

CAM-41Avenida: carros, bicicletas e pedestres
«Conta também quantas pessoas passam de bicicleta ou de patinete sem capacete, para eu saber se falta uma campanha de segurança.»

CAM-420Uma bateria de lítio subindo para o triturador
«Me avisa assim que enxergar uma bateria, um celular ou um patinete na esteira de triagem, antes de chegar no triturador.»

CAM-89Bicicletas e patinetes nas catracas
«Me avisa se entrarem bicicletas ou patinetes pelas catracas e me diz quantos passam por dia.»
O que ele não faz
O IRIS não identifica quem vai em cima, não lê placa de moto e não sabe se o veículo é de aplicativo, próprio ou alugado.
E ele tem as falhas de vista dele: de madrugada, com chuva ou no meio de muita gente, separar uma bicicleta de uma moto fica mais difícil, e um capacete visto de costas e contra a luz às vezes não aparece. Para contar, serve; para acusar alguém, não serve.
Perguntas
- Ele separa uma bicicleta de uma moto?
- Separa, quando as duas aparecem com clareza. A forma é diferente, e o jeito de andar também. Com luz normal e na distância em que uma câmera de rua costuma estar, o IRIS conta as duas coisas em separado. Complica de madrugada, no meio de muita gente ou quando passam coladas: aí o total de veículos de duas rodas é um número mais firme do que a separação exata entre eles, e é assim que ele é entregue.
- Ele consegue saber quem estava na moto?
- Não consegue. O IRIS não reconhece rostos e não identifica ninguém. O que ele faz é dizer que passou uma moto por um lugar onde não era pra passar, a que horas e em que câmera, e guardar o vídeo daqueles segundos para quem precisar assistir. Se aquela pessoa tiver que ser identificada, quem faz isso é alguém com autoridade para fazer, seguindo o procedimento da casa e olhando aquela imagem. O IRIS encurta o caminho até o vídeo; não substitui quem decide o que fazer com ele.
- Ele consegue contar quantos estão sem capacete?
- Consegue, e esse número é para campanha, não para multa. O IRIS conta quantas pessoas atravessam o trecho de bicicleta ou de moto e quantas estão de capacete, por hora e por dia. Com isso aparece o que nenhuma pesquisa mostra: que às oito da manhã quase todo mundo está de capacete e às onze da noite quase ninguém, ou que num trecho específico o número cai. É ali que a campanha entra. Os números saem agrupados: não tem lista de pessoas, tem uma curva.
- Serve também na esteira de uma central de triagem?
- Serve, e ali as duas rodas deixam de ser assunto de trânsito e viram assunto de incêndio. Na esteira de triagem, uma bateria, um celular ou um patinete que chega no triturador pode pegar fogo dentro do galpão. O IRIS olha a esteira e avisa assim que enxerga uma coisa com esse formato, antes do fim, para alguém parar a linha e tirar. Ele não acerta tudo o que vai tapado por saco, e por isso o aviso não substitui a inspeção de quem está na mesa de triagem: ele chega antes dela.
Um caso diferente a cada volta
Veja o que acontece. E veja o que o IRIS faz com aquilo.
Isso não é vídeo gravado e não é desenho: é a ferramenta de verdade, resumida, com um caso diferente a cada volta. Ela inteira não cabe num quadrado.
- Você pergunta
- O IRIS procura
- Ele te mostra
Não achou o seu aqui?
Estas palavras são as que a gente tem montadas, não as que o IRIS entende. A lista é curta de propósito: você pede com uma frase, e frase não acaba. Conte o que você tem na frente das suas câmeras e a gente diz se ele entende, ou se ainda não.
E o melhor
Às vezes você não precisa de alarme:precisa de um número.
Quanta gente entrou e a que horas. Você traça uma linha em cima da imagem e a câmera conta. A contagem de pessoas é homologada pelo Centro Español de Metrología, o instituto nacional de metrologia da Espanha, através da NeuralPax.
Conte o seu problema e a gente diz se o IRIS entende isso ou ainda não.
A gente responde no mesmo dia útil.