Tudo o que perguntam
As perguntas de sempre, respondidas de uma vez.
Elas estão agrupadas por onde nascem: primeiro o que precisa ser entendido antes de tudo, depois cada parte do produto e no fim cada setor. Nenhuma resposta foi escrita para esta página: são as mesmas que você vê no lugar delas, e de cada grupo dá para chegar na página onde elas moram.
297 perguntas respondidas
Antes de tudo
O que é o IRIS, o que separa ele de um VMS, se precisa trocar as câmeras, se funciona sem internet e quem decide.
Início
Ir para a páginaO IRIS funciona sem internet?
Sim. Dá para instalar o IRIS de forma totalmente local e ele funcionar sem conexão com a internet. O vídeo, os modelos, as buscas e as regras podem rodar dentro da infraestrutura do cliente.
Preciso trocar as minhas câmeras?
Não necessariamente. O IRIS foi feito para aproveitar a infraestrutura de vídeo que já existe, quando a integração e os fluxos disponíveis permitem.
O IRIS decide as coisas por nós?
Não. A sua organização define as regras e os limites. O IRIS automatiza a aplicação repetitiva dessas regras e leva para as pessoas as situações que pedem critério humano.
O que é um NVMS?
Um NVMS é um Neural Video Management System: um sistema de gestão de vídeo que também entende o que está acontecendo na cena. Ele lê objetos, áreas, tempos e contexto, aplica as regras da organização e transforma o vídeo em métrica e prova.
Quanto tempo leva para estar funcionando?
Depende da instalação e de quantas câmeras entram, então a gente não dá prazo genérico. O normal é começar com poucas câmeras e uma ou duas regras, conferir que ele detecta o esperado e crescer a partir dali.
O IRIS substitui o meu VMS de hoje?
Depende da instalação. O IRIS pode funcionar como sistema completo de gestão de vídeo ou conviver com o que você já tem, e isso se decide depois de olhar a sua rede de câmeras, não antes. A gente prefere revisar câmera por câmera e te dizer o que dá para fazer hoje e o que não dá, em vez de prometer que encaixa com tudo.
Quanto custa o IRIS?
O preço depende de três coisas: quantas câmeras entram, quantas detecções você quer em cada uma e onde o vídeo é processado. A gente não publica tabela fechada porque uma instalação de doze câmeras e outra de seiscentas não têm nada a ver uma com a outra. Conte o seu caso e a gente te dá um número concreto, não uma faixa.
O IRIS diminui o alarme falso?
Sim, e é uma das razões pelas quais ele é instalado. A detecção de movimento clássica dispara com a chuva, com um galho ou com um gato; o IRIS olha a cena e separa o que tem ali, onde está e há quanto tempo, antes de avisar. A gente não promete que nunca mais vai disparar um aviso a mais, porque isso não existe: a gente promete que o ruído para de chegar no operador e que, quando chega um aviso, vale a pena olhar.
O que é o IRIS
Ir para a páginaO IRIS decide as coisas por nós?
Não. A sua organização define as regras e os limites, e o IRIS cuida de aplicar isso de forma repetitiva em todas as câmeras. As situações que pedem critério humano chegam numa pessoa com o vídeo, o contexto e o histórico, para ela decidir com tudo à vista.
Preciso trocar as minhas câmeras para usar o IRIS?
Não necessariamente. O IRIS foi feito para aproveitar a infraestrutura de vídeo que já existe, quando a integração e os fluxos disponíveis permitem. Na avaliação inicial a gente revisa câmera por câmera: quais servem do jeito que estão, quais vale a pena reapontar e quais não dão a qualidade de imagem que a detecção pedida exige.
O que separa o IRIS de uma analítica de vídeo?
O que separa o IRIS de uma analítica de vídeo é o que ele faz depois de detectar. Uma analítica detecta um fato solto: tem uma pessoa, cruzou uma linha, passaram doze veículos. O IRIS liga esse fato com a área, o tempo e o contexto, confere a regra que a sua organização fixou e executa o que tem que acontecer em seguida. Detectar é o começo, não o fim.
Detectar e entender são a mesma coisa?
Não, e essa é uma das coisas que mais se confundem. Olhar são três coisas diferentes. A primeira ACHA: sabe que ali tem uma pessoa e em que ponto exato da imagem ela está; é rápida e dá sempre o mesmo resultado na mesma imagem, e por isso é a única com que dá para contar e um número sair igual duas vezes. A segunda NOMEIA: separa uma van de um carro de passeio, um capacete de um boné; trabalha com uma lista, e o que não está na lista ela não vê. A terceira ENTENDE: lê a cena inteira e a relação entre as coisas — não “uma pessoa” e “um carro”, mas “uma pessoa no chão do lado de um carro parado no meio do cruzamento” —, não precisa de lista e responde a uma frase escrita com as suas palavras, mas não é com ela que se conta. O IRIS traz as três de fábrica, e não como opcional separado: na mesma câmera costumam ser necessárias ao mesmo tempo. É por isso que a gente diz que perguntar serve para procurar e contar serve para medir, e que não se faz do mesmo jeito.
O IRIS consegue aprender a ver uma coisa que só acontece na minha instalação?
Sim. Uma peça que só se fabrica aqui, um gesto que só se faz neste ofício, um defeito que só aparece com este material: nada disso está em lista nenhuma, e não vai estar. A gente treina um modelo próprio com imagens das suas câmeras e com os seus casos, e ele vira mais uma detecção dentro do IRIS: você escreve ele numa regra como qualquer outra. E esse modelo é seu: foi treinado com as suas imagens e com o critério da sua gente, então fica sendo propriedade sua. Não é reaproveitado com outro cliente, não entra num produto vendido para a sua concorrência e não depende de você continuar cliente para poder usar. O que precisa para treinar: imagens daquilo acontecendo — de verdade, não encenadas — e alguém da sua equipe que saiba dizer qual está certa e qual não está. Se aquilo que você quer detectar não aparece na imagem, não tem modelo que tire de lá.
NVMS
Ir para a páginaO IRIS é um VMS?
O IRIS traz capacidades próprias de um VMS — receber câmeras, gravar, reproduzir e exportar —, mas a proposta dele vai além disso. O IRIS entende o que acontece na imagem, aplica as regras da organização, transforma o vídeo em métrica e deixa investigar sem rever horas de gravação.
Preciso trocar o VMS que eu já tenho?
Não necessariamente. Dependendo do projeto, o IRIS entra como plataforma completa ou convive com a infraestrutura de vídeo que já existe, aproveitando os fluxos e as integrações disponíveis. O sensato é olhar caso a caso: que câmeras, que gravação e que sistemas dá para reaproveitar.
O que quer dizer NVMS, exatamente?
NVMS é a sigla de Neural Video Management System: um sistema de gestão de vídeo que, além disso, entende o que acontece dentro das imagens. A diferença para um VMS está no centro do modelo: o VMS gira em torno da tela e do operador; o NVMS gira em torno da decisão.
Vocês fazem desenvolvimento sob medida?
Sim. Uma detecção vale pouco se termina numa tela que ninguém olha, então o normal é precisar de alguma coisa em volta: uma tela pensada para o jeito como a sua equipe trabalha, um relatório no formato de vocês e com os nomes de vocês, um cálculo que só faz sentido na operação de vocês. Isso a gente faz. O que a gente não vai dizer é que tudo cabe no mesmo orçamento: tem coisa que se resolve numa tarde e tem coisa que é um projeto, e qual é qual a gente diz no começo, quando ainda dá para mudar de plano, e não depois de assinar.
Integra com o que eu já tenho?
Sim, e é o normal: quase ninguém começa do zero. O aviso pode entrar onde a sua equipe já trabalha, o número pode terminar no painel que vocês já olham, e o que o IRIS decide pode se apoiar em algo que o sistema de vocês já sabe. O que a gente não vai dizer é que encaixa com tudo. O que se integra e como se decide olhando o seu sistema concreto, não antes: tem conexão que se faz numa tarde e tem conexão que depende de o outro lado deixar entrar, e isso às vezes não depende nem de nós nem de você. Isso se confere no começo, com o seu sistema na frente, e se alguma coisa não for possível a gente fala na hora.
Linguagem natural
Ir para a páginaPreciso saber programar para configurar o IRIS?
Não. As regras se descrevem com frases normais — o que vigiar, onde, por quanto tempo e o que fazer — e o IRIS mostra como entendeu cada pedaço antes de ligar. A equipe técnica continua sendo necessária para a implantação e para as integrações, mas não para mexer num limiar.
O IRIS detecta qualquer coisa que eu pedir?
Não. Tem situação que uma câmera específica não resolve, pela posição em que está, pela qualidade da imagem ou pela iluminação, e tem detalhe pequeno ou muito longe que nenhuma câmera com aquele enquadramento distingue. O jeito de saber não é discutir: é testar a descrição com vídeo real daquela câmera e olhar o resultado antes de contar com ela.
Dá para usar linguagem natural para procurar nas gravações?
Sim. Além de escrever regras para o que vem pela frente, você pode descrever uma coisa que já aconteceu — “van branca parada mais de dez minutos na doca 4” — e o IRIS devolve os candidatos com a câmera, a hora e a imagem de cada um. Pare de procurar o minuto; procure o que aconteceu.
Testar frases até acertar me custa alguma coisa?
Nada. O IRIS não cobra por consulta: não tem contador de frases, nem de buscas, nem de testes. Escreva uma regra, teste contra o vídeo daquela câmera, mude e teste de novo quantas vezes precisar; um teste e um milhão de testes custam a mesma coisa. É de propósito, porque frase se afina testando, e um sistema que cobra por tentativa acaba cheio de regra escrita de primeira e mal escrita.
Processamento
Ir para a páginaO IRIS funciona sem conexão com a internet?
Sim, o IRIS funciona sem conexão com a internet, e a diferença importa: não é que ele aguenta o link cair, é que na modalidade local ele não usa o link para funcionar. Os servidores ficam no seu prédio, o vídeo entra pela sua rede, e os modelos rodam no seu hardware sem consultar serviço nenhum de fora. Você pode desconectar o cabo e o sistema continua detectando, avisando, medindo e gravando exatamente igual.
Onde o vídeo mora e quem consegue acessar?
O vídeo mora onde você decidir, e acessa ele só quem você autorizar. Na modalidade local ele mora nos discos do seu prédio e terceiro nenhum vê. No nosso centro de dados ele mora em infraestrutura nossa, dedicada e localizada onde for combinado, e o contrato fixa quem pode entrar, com que permissão e quanto tempo cada coisa fica guardada. Nas duas modalidades a comunicação vai criptografada e os acessos ficam registrados.
Dá para começar com uma modalidade e mudar para a outra depois?
Sim, dá para começar com uma modalidade e mudar para a outra depois. É o mesmo sistema nos dois lugares: o que muda é onde a análise roda, não o que ele sabe fazer, nem as regras que você desenhou nas suas câmeras, nem o jeito de trabalhar dos seus operadores. Você também não precisa mexer na organização inteira ao mesmo tempo: cada instalação pode ter a modalidade dela e todas se veem do mesmo lugar. O que muda é quem compra o hardware e como se fatura, e isso a gente conversa antes de assinar, não depois.
O que acontece se a conexão cair enquanto o vídeo é processado no centro de dados de vocês?
Se a conexão cair, a análise no nosso centro de dados para até o link voltar. A gente fala isso com clareza porque é o limite real daquela modalidade: sem conexão não chega nada para analisar do outro lado, e nesse tempo você não vai receber alerta. As suas câmeras continuam gravando onde já gravam hoje, e assim que o link volta a análise recomeça. Se tiver um ponto onde essa falha não é aceitável — um centro de controle, uma estação de tratamento, uma unidade fechada —, aquele ponto vai na modalidade local. As duas podem se misturar na mesma organização.
Quanto mais eu usar, mais caro fica?
Não. O IRIS não é faturado por uso: não tem contador de consulta, de busca, de aviso nem de câmera aberta. Uma consulta e um milhão de consultas custam a mesma coisa. É de propósito, porque um sistema que cobra por pergunta acaba sendo pouco usado: o operador pensa duas vezes antes de procurar e a ferramenta fica parada. O que muda o preço é o tamanho da instalação e a modalidade de implantação, e isso a gente conversa antes de assinar, não depois.
O mundo
Ir para a páginaO IRIS serve só para segurança?
Não. O IRIS serve também para medir a operação: lotação, tempo de espera, ocupação de área, fila e fluxo de pessoas ou de veículos. Tem instalação onde isso é pedido todo dia e alarme quase nunca, porque nem tudo o que importa é alarme: às vezes o que importa é um número. E isso ninguém pede falando: você desenha uma linha ou uma área em cima da imagem, porque linha tem que traçar. A contagem de pessoas é homologada pelo Centro Español de Metrología, o instituto nacional de metrologia da Espanha, através da NeuralPax. Isso não é uma homologação brasileira e não vale como tal: o que está homologado é essa medida, contar pessoas, e não o resto.
Preciso comprar um módulo diferente para cada setor?
Não. É a mesma plataforma em todos os ambientes; o que muda é a configuração: que objetos importam, que áreas são vigiadas e que regras se aplicam. Uma organização com ambientes bem diferentes trabalha com um sistema só, um histórico só e uma equipe treinada só.
Funciona em lugar remoto, sem gente e sem conexão?
Sim, desde que a câmera tenha energia e um caminho para chegar no servidor do IRIS. A análise roda dentro da própria instalação, então num perímetro remoto ou numa rede fechada o IRIS continua entendendo a cena mesmo sem conexão com a internet.
Pelo que ele faz
Uma para cada parte do produto: o ao vivo, a busca, as placas, as ocorrências, os mapas, a automação e as outras.
Ao vivo e videowall
Ir para a páginaPreciso trocar de câmera para ter um videowall assim?
Não precisa. O IRIS trabalha com as câmeras que já estão lá e o operador faz tudo pelo navegador, sem instalar programa nenhum em cada posto. O que muda não é o equipamento lá fora: é que o mosaico se monta em dois cliques, fica salvo e volta igual amanhã, e o painel da sala se comanda da mesa.
Quantas câmeras cabem numa tela ao mesmo tempo?
Até 64 células por tela, com vinte formatos de grade ou colocação livre na mão. Fora isso tem um teto, configurável por servidor, de quantas dessas células entregam vídeo ao vivo ao mesmo tempo, para não afogar nem o posto do operador nem a rede. As células que passam desse teto não ficam pretas: mostram imagem fixa que se atualiza, e a própria célula avisa que aquilo é decisão do sistema e não defeito.
Quem pode ver cada câmera, e fica registrado quem viu?
Ver, mover e configurar são permissões diferentes e, fora isso, cada câmera aceita a lista de acesso dela, pessoa por pessoa. As áreas cobertas por privacidade não podem ser descobertas a partir de uma visão: elas exigem motivo escrito, duração limitada e, se a organização exigir, um supervisor autorizando. E sim, fica registrado: cada visualização, cada movimento de câmera, cada descoberta de área e cada acesso a um painel publicado ficam registrados com quem, quando, de onde e por qual caminho.
Uma célula parou de dar vídeo. Como eu sei se é defeito ou decisão?
Porque a célula fala. O IRIS separa três motivos e dá nome a cada um: bateu no teto de vídeo ao vivo simultâneo — decisão do sistema, não defeito —, a câmera está fora do ar, ou o fluxo travou. No primeiro caso a célula passa para imagem fixa que se atualiza e continua servindo para alguma coisa; nos outros dois ela tenta reconectar sozinha e avisa enquanto tenta. Um operador pode ainda exigir que as células dele nunca passem para imagem fixa. E se uma célula está preta porque ele não tem acesso àquela câmera, ela fala isso também: quadrado preto sem explicação é a pior resposta possível numa sala.
O que é mesmo preciso para montar um painel de telas?
Uma tela com navegador — uma TV, um monitor ou um cubo de vídeo — e a conexão dela com o servidor pela mesma porta segura de todo o resto. Nada para instalar naquela tela e nenhum arquivo de configuração para mexer: o formato do painel, o conteúdo de cada célula, a compensação das molduras e até a faixa de texto se ajustam pela web. A tela abre o link publicado sem ninguém digitar senha, e esse link leva PIN, validade e lista de endereços liberados. O que faz falta de verdade é o que fabricante nenhum vende: decidir o que aparece. Essa parte é trabalho da sala, e todo o resto existe para ela precisar ser feita uma vez só.
Detecção e comportamentos
Ir para a páginaO que exatamente o IRIS consegue detectar?
O IRIS já vem com 41 comportamentos prontos — entrada não autorizada, cruzamento de linha, permanência, perambulação, objeto abandonado ou retirado, lotação, fila, aglomeração com densidade, vaga ocupada, contramão, velocidade, distância entre pessoas, percurso entre áreas — em cima de um catálogo de 94 classes de objeto agrupadas em 12 famílias. Se o que você procura não for nenhum deles, um filtro fino compara cada objeto contra onze campos — confiança, tempo de vida, velocidade, direção, tamanho, estabilidade da classe — com oito comparadores e condições agrupadas com «e» e com «ou».
Precisa calibrar a câmera para medir velocidade?
Para começar, não. Cada classe do catálogo já traz a altura média real dela — pessoa 1,70 metro, carro 1,50 — e só com isso já saem metro por segundo e quilômetro por hora sem mexer em nada. Para medida real sobre o chão, você marca quatro pontos da imagem e informa quanto eles medem de verdade: dali em diante, distância, percurso e velocidade estão em metros. O IRIS sempre separa a velocidade medida da estimada, e uma regra pode exigir que só a medida conte; a estimada fica curta, e por isso vai etiquetada como aquilo que ela é.
E se isso lotar meu turno de aviso falso?
É a primeira coisa que se ataca. Dá para marcar áreas onde não se detecta nada — uma via ao fundo, um cartaz com foto de gente —, exigir que o objeto já venha sendo seguido faz um tempo antes de a regra agir, pôr um limite duplo para o aviso não piscar na borda de uma área, prender o comportamento a um horário e ainda somar tempo de espera, resfriamento e um teto de avisos por minuto. E antes de publicar qualquer coisa, você vê na imagem ao vivo o que aquela regra produz de verdade, com os objetos descartados e o motivo do descarte.
E de madrugada, ou com pouca luz?
Com menos luz se detecta menos, e o sistema fala isso em vez de disfarçar. Cada câmera carrega um indicador de qualidade de imagem que funciona como porteiro: se ela estiver desfocada, suja ou embaçada, as regras que dependem dela não rodam no escuro. Tem também uma nota de saúde da detecção por câmera, com seis sinais, que não para no diagnóstico e diz o que fazer: revisar a lente, conferir o foco, olhar o infravermelho noturno. E o limite, dito na cara: de madrugada, no infravermelho, a imagem perde cor, então a medida de cor é marcada como pouco confiável em vez de afirmar que a van era branca. Os horários entendem o nascer e o pôr do sol, de modo que vigiar de madrugada continua querendo dizer a mesma coisa em junho e em dezembro.
O que acontece quando dois objetos se cruzam e um tapa o outro?
A identidade se segura por alguns segundos e, quando não dá, o sistema fala. Quando alguma coisa tapa um objeto — um pilar, outro veículo, um toldo — ele não sai extrapolando no escuro: amortece a velocidade que o objeto trazia e alarga o critério para pegar ele de volta, na proporção do tempo que ficou sem ser visto. Cada objeto guarda ainda um histórico curto das classes dele, e por isso um carro que de longe oscila para caminhão não fica fazendo a regra piscar; os parâmetros do rastreio se afinam por classe, porque caminhão e pessoa não se movem do mesmo jeito. E o limite, dito na cara: se a oclusão durar demais, o rastreio morre, o resumo de vida daquele objeto se fecha e o que reaparece depois é um objeto novo. Reconhecer ele de novo pela aparência é outra coisa, e continua sem saber quem é ninguém.
Gravação e forense
Ir para a páginaDá para achar alguma coisa no vídeo sem saber a hora exata?
Dá, e é exatamente para isso que existem os quinze filtros. Você fecha o cerco por intervalo de datas, por câmeras, por tipo de objeto, por até quatro cores, por um pedaço específico do enquadramento e por um dos nove comportamentos — e todos podem ser usados juntos. Se preferir, escreve a frase em linguagem natural e o sistema converte ela nesses mesmos filtros, mostrando antes o que entendeu de você. E quando mesmo assim o intervalo continua largo, o resumo pula o tempo morto: oito horas viram poucos minutos de revisão.
Como quem recebe o vídeo sabe que ninguém mexeu nele?
Porque é ele mesmo que confere. O pacote exportado inclui a impressão digital de cada fragmento, a impressão do pacote completo, uma assinatura digital e um verificador que abre em qualquer navegador. Esse verificador funciona sem conexão: ele não fala com servidor nenhum, nem o nosso nem outro. Se alguma coisa foi alterada — um quadro, um byte, o manifesto —, a verificação falha e fala. E antes de ser entregue, o pacote se verifica sozinho; se ele não passar na própria verificação, não é entregue.
E se o disco encher e esse vídeo estiver num processo em andamento?
Ele não é apagado. Um trecho bloqueado fica fora da reciclagem, e o critério de disco não passa por cima dele. Se o único material antigo que sobrou estiver bloqueado, o sistema para, escreve isso no registro por extenso e avisa, em vez de sacrificar material protegido para ganhar espaço. A conferência é feita três vezes antes de apagar o que quer que seja; se alguma das três não puder ser feita, nada é apagado — ninguém dá como certo que não havia bloqueio quando o que aconteceu foi não ter conseguido conferir. Fora isso, a tela diz quanto disco está imobilizado por bloqueio e quantos deles não têm data de fim.
Quanto vídeo dá para guardar de verdade, e quem decide quanto?
O prazo quem decide é o cliente, câmera a câmera, e esse prazo manda no geral do servidor; pode ficar sem limite, para nada ser apagado por idade. O teto de verdade não é o programa, é o disco: por isso a tela não mostra só o prazo configurado, mostra os dias que existem gravados neste momento, e avisa quando são menos porque o disco enche antes. A gravação se espalha por quantos servidores e unidades forem precisos, então crescer é colocar disco onde está faltando. E a decisão não é tomada na nossa casa: o material mora na instalação do cliente.
E se alguém tentar apagar uma gravação que está num processo?
Não consegue, e fica escrito que tentou. O material bloqueado fica fora da exclusão automática, e para apagar na mão a pessoa precisa de uma permissão própria e, além disso, de ter aquela câmera atribuída a ela. Levantar um bloqueio exige a permissão reforçada — a mesma que rege os pedidos de exclusão — e um motivo escrito; o registro do bloqueio não some, fica marcado como liberado com quem, quando e por quê, e o histórico de bloqueios é permanente. E cada exclusão, cada exportação e cada liberação fica no registro de auditoria com o estado anterior e o posterior, encadeado de um jeito que denuncia se alguém alterou ou tirou uma entrada.
Busca por aparência
Ir para a páginaO IRIS reconhece rosto?
O produto inclui reconhecimento facial, ele vem desligado e não é oferecido na União Europeia. Onde a lei permite, ligar obriga a ler nove advertências legais e a declarar base jurídica, finalidade e prazo de retenção: sem esses três dados aquilo não funciona, e tirar qualquer um deles trava na hora, sem reiniciar nada. Quem decide é cada instalação, não vem de fábrica, e fica registrado quem ligou e quando. Nas zonas que este site mostra, o IRIS não identifica ninguém porque naquelas câmeras a função não está ligada. E quase toda busca de verdade dispensa isso: se resolve por tipo, cor, percurso, permanência, área e horário.
Dá para achar uma pessoa sem saber quem ela é?
Dá, e é o jeito normal de trabalhar. O IRIS guarda de cada objeto como ele era — tipo, cor, tamanho, percurso, velocidade, permanência e área — e com isso acha ele de novo em outra câmera e em outro dia sem dar nome a ninguém. Quando ele propõe que duas aparições são o mesmo objeto, isso vem como nível de confiança e não como identidade: a tela avisa que é uma possível correspondência por aparência, que não serve como prova de identidade e que exige revisão humana. Uma pessoa confirma ou descarta cada proposta, e a decisão dela fica guardada com nome e hora.
Quem pode procurar e o que fica registrado?
Procurar exige permissão de ver gravação e, fora isso, cada usuário só acha objeto das câmeras que ele pode ver: uma câmera sem permissão não quebra a busca, ela apenas não entrega resultado, e isso é dito. De cada busca fica escrito quem fez, quando, sobre quais câmeras e com quais critérios. As áreas sensíveis podem ser cobertas com máscara de privacidade, e descobrir uma exige motivo e, se a organização pedir, a aprovação de um segundo supervisor. O tempo de retenção de cada tipo de dado é definido separado. E tudo acontece dentro da instalação: os modelos e a cartografia são nossos e funcionam sem internet, então imagem nenhuma sai para terceiro. E tudo — interface, vídeo, miniatura e consulta — trafega por uma porta só, a 443: nem mais uma porta para abrir no firewall.
E se a pessoa trocar de roupa?
Aí o rastro por aparência se rompe, e isso tem que ser dito. A impressão de uma pessoa se apoia na cor, no formato e no porte: se a roupa muda, a impressão muda, e o IRIS para de propor essa pessoa nas câmeras seguintes. O que ele não faz é inventar correspondência: ele diz que ninguém chegou no limite, e com qual limite. O que continua de pé é o percurso até a troca — onde ela foi vista pela última vez e a que horas —, a busca por outros critérios naquela área e naquela faixa, e o veículo, se existir. É por isso que o percurso é montado com avistamentos que uma pessoa confirma, e não com uma corrente automática que ninguém olhou.
Quanto tempo a impressão de aparência fica guardada e quem pode consultar?
O prazo é definido por cada instalação, separado para pessoas, veículos, rostos e placas, e vai de zero a 3.650 dias. Zero não significa apagar: significa retenção indefinida, e a tela marca isso em vermelho para ninguém escolher sem querer. A exclusão é executada por uma varredura de madrugada, e se essa varredura não estiver armada a tela avisa, em vez de dar como garantido que o prazo está sendo cumprido; também dá para ver quantas impressões vivas existem por modalidade e quantas passaram do prazo. Consultar exige a permissão de ver gravação, e só alcança as câmeras que aquele usuário pode ver. Mudar a retenção exige permissão própria, e cada busca e cada mudança ficam registradas com quem e quando.
Placas e acessos
Ir para a páginaO site de vocês diz que o IRIS não lê placa. Afinal, como é que fica?
As duas coisas são verdade, e o que muda é a câmera. A leitura de placas é uma função que se liga câmera a câmera e de fábrica vem desligada. Onde ela não é ligada — o pátio de uma escola, um corredor de uma unidade prisional, o perímetro de uma obra — o IRIS enxerga «um veículo» e para por aí: não lê o número, não guarda e não compara com nada. É por isso que naquelas páginas a gente diz que ele não lê placa: naquelas câmeras é literal. Onde ela faz falta — a cancela de um estacionamento, o portão de um pátio de caminhões — ela é ligada, porque é exatamente o que o cliente foi comprar. Quem ligou, em quais câmeras e quando fica na trilha de auditoria, então a resposta para «onde se lê placa nesta instalação?» pode ser consultada sempre, e é sempre uma lista curta e conferível. E ligar isso não é só decisão técnica: uma placa é dado pessoal, então ela se liga onde é permitido e para uma finalidade concreta, e o que fica guardado é guardado pelo que é — com o prazo dele, com quem pode acessar e com o registro de quem consultou.
O IRIS sabe de quem é o carro?
Não sabe. O IRIS lê o número da placa e compara com as listas que o cliente carregou, e para por aí. Não tem cadastro de proprietário nenhum atrás disso: ele não consulta base oficial nenhuma, não sabe o nome do dono e não tem como descobrir. Também não lê marca nem modelo. O que ele sabe é o que a câmera enxergou — o tipo de veículo e a cor — e quando não enxergou direito, ele fala, em vez de tapar o buraco com palpite. Uma placa só significa alguma coisa se o cliente tiver colocado ela numa lista; e cada lista declara para que serve, com qual base legal e por quantos dias os dados dela ficam guardados, de um dia a dez anos, com exclusão no fim do prazo.
O IRIS abre a cancela sozinho?
O IRIS decide, registra e mantém a conta de quem está lá dentro. Quem mexe fisicamente na cancela é uma sequência que o cliente monta pela web, passo a passo, e que dá para ensaiar antes de acontecer o que quer que seja: «o que você faria com esta placa, neste acesso, neste horário?», e a tela responde pelo mesmo caminho que o motor usa de verdade. Abrir na mão é outra coisa e tem permissão própria, separada de todas as outras: você marca uma caixa, escreve um motivo, e aquilo fica em nome de quem fez. Se a sequência falhar no meio, ele diz em qual passo falhou e o que pode ter ficado aberto, em vez de dar como boa uma abertura que ninguém confirmou. E as credenciais que abrem a cancela nunca saem do servidor: elas não chegam no navegador, porque em muitos controladores esse endereço é a chave.
E se a placa estiver suja, amassada ou tapada?
Com barro, com ângulo ruim ou com pouca luz costuma dar certo, porque uma passagem deixa dezenas de leituras e basta uma sair boa. Com uma placa que não está legível, não dá: ali não tem leitura, e o sistema não inventa nenhuma. O que ele faz é contar o descarte com o motivo dele, para você ver quantas estão se perdendo naquela câmera. Se está se perdendo uma em cada três, o problema não é software que resolve: se resolve mudando o poste de lugar, mudando o ângulo ou botando luz, e isso a gente fala antes de vender, não depois. Num controle de acesso, uma placa que não é lida sai como «não está em lista nenhuma», fica registrada com a imagem dela e a cancela não abre sozinha: quem abre é uma pessoa, na mão, com motivo escrito e em nome dela. E atenção, que é outra coisa: perceber que um veículo circula sem placa legível não exige ler nada, e isso acontece em câmeras onde a leitura está desligada.
E se ele errar um caractere na leitura?
Acontece, e está previsto. Na hora de comparar com uma lista tem três critérios: exato, só confusões conhecidas — que é o de fábrica — e aproximado. O do meio aceita diferença unicamente em caractere que de fato se confunde, e só nos pares que estiverem ligados; não em qualquer caractere, que é justamente o que faz uma comparação frouxa acabar abrindo a cancela para o carro do lado. Para uma cancela dá para exigir o critério exato, zero caractere de diferença, e se o ajuste daquele acesso ficar mais frouxo do que a regra geral, a tela fala em vermelho antes de salvar. Depois vêm dois detalhes que só aparecem quando isso foi montado para valer: o silêncio dos avisos e o estado de quem está lá dentro se guiam pela placa da lista e não pela lida, então uma letra trocada não fura o próprio silêncio nem conta como uma segunda entrada. E quando duas variantes de uma placa dividiram o mesmo rastreio, aquilo já não é parecença: é a prova de que era o mesmo carro, e a tela marca isso assim.
Ocorrências e sala de controle
Ir para a páginaO que acontece se ninguém atender um alerta?
Ele sobe. Cada alerta entra numa escada com os prazos dela: se no vencimento do primeiro degrau ninguém respondeu, o degrau seguinte é avisado, e assim por diante. Responder é assumir, validar, fechar ou comentar; isso trava a subida, mesmo que não resolva o caso. Se um turno ficou sem ninguém de plantão, o alerta pula para o degrau seguinte em vez de ficar quieto. E quando acabam os degraus e as repetições, um destino de último recurso é avisado. Nunca termina em silêncio.
Como se evita a sala afogar em alerta?
Com três coisas. As repetições da mesma câmera são dobradas numa linha só com o contador delas, sem apagar nenhuma: o detalhe fica guardado e a conta bate sempre. A fila se filtra por 27 critérios combináveis, e cada operador salva a visão dele e compartilha com a equipe. E um painel mede quantos alertas cada pessoa recebe por hora e aponta a câmera e a regra que produzem isso, para você afinar em vez de desligar. Fora isso, fica registrado quem silenciou o quê.
Dá para provar depois o que foi feito?
Dá. Cada ocorrência guarda a linha do tempo inteira dela: quem abriu, quem viu, o que mudou, o que escreveu e quando fechou. O registro só aceita acréscimo, vai encadeado com criptografia e pode ser verificado na hora que você quiser; se alguma coisa tivesse sido tocada, ele diz em qual lançamento exato a corrente se rompe. O processo se baixa como um pacote assinado, com a impressão digital de cada arquivo e uma página que verifica tudo sem conexão e sem instalar nada. E o que existia antes de ligar o encadeamento é declarado como não verificável, em vez de passar por verificado.
E se o que falhar for o próprio escalonamento?
Escalonamento que falha calado é pior do que não ter nenhum, então ele é medido e mostrado. Um painel diz se está rodando, se roda mas tem alerta que não chega, ou se está parado, e dá o motivo em texto simples: desligado, nunca executado, a última passagem deu erro, faz tantos minutos que não passa. Ele avisa também do que ninguém olha até ser tarde: que não tem canal ativo nenhum por onde sair, ou quantas pessoas da equipe não têm como receber um alerta. E dá para ver, nas últimas 24 horas, quantos escalonamentos ficaram sem destinatário e quantas vezes foi preciso recorrer ao último recurso. Fora isso, recém-instalado ele nasce desarmado de propósito: só simula e deixa o plano escrito, e alguém precisa armar servidor por servidor. Uma instalação não pode sair ligando para gente por conta própria.
O que acontece se dois operadores pegarem a mesma ocorrência ao mesmo tempo?
Um enxerga o outro. A ficha diz, com nome, quem mais está olhando para ela naquele momento; e se você estiver sozinho, ela diz isso também. Assumir é reivindicar a propriedade, e esse gesto fica com a hora dele: é ele, além do mais, que trava o escalonamento, mesmo que ainda não resolva nada. Os estados não pulam de qualquer um para qualquer outro: o servidor confere cada mudança e recusa a que não cabe, dizendo de onde para onde alguém tentou ir, então duas pessoas não conseguem deixar a mesma ocorrência em dois lugares diferentes. E tudo o que as duas fizeram fica na mesma linha do tempo: quem abriu, quem viu, quem alterou e o que cada uma escreveu.
Regras e automações
Ir para a páginaPrecisa saber programar para montar uma automação?
Não precisa. Você arrasta blocos para uma prancheta e liga eles com cabos, como quem desenha um esquema no quadro branco. Se duas peças não combinam, o editor recusa a ligação na hora e aponta quais são as duas, então o erro não aparece com a instalação já rodando. E se você nem quiser desenhar, tem 23 receitas prontas: escolhe uma, preenche quatro campos em cima da imagem ao vivo da câmera e no primeiro dia funciona. Para o operador de sala ainda tem um modo de seis perguntas em linguagem do dia a dia, sem prancheta nenhuma.
E se a regra disparar sozinha de madrugada?
Esse é o medo de verdade de quem automatiza alguma coisa, e por isso tem quatro freios antes de chegar lá. Antes de publicar, o simulador joga o fluxo contra a última imagem real da câmera e diz se teria disparado e o que teria feito, sem mandar aviso nenhum. Depois de publicado, ele pode ficar silencioso: o fluxo roda e calcula, mas não executa ação nenhuma, então você valida por dias sem incomodar ninguém. Se alguma coisa sair errada, pausa por uma hora, quatro, um dia ou até a data que quiser, e ele volta sozinho. E um fluxo que falha várias vezes seguidas se desliga por conta própria e deixa o motivo escrito.
A mesma regra serve para muitas câmeras ao mesmo tempo?
Serve. Você define uma automação uma vez e aplica numa câmera, num grupo, num servidor inteiro ou na instalação toda. As exclusões se escrevem com o motivo delas: todas as câmeras do servidor menos o vestiário e a sala de servidores cabe numa declaração só, e não numa lista que alguém tenha que manter na mão. Cada lugar pode ter os limites e o horário dele sem duplicar o fluxo. E a mesma câmera aceita várias configurações ao mesmo tempo: uma em produção contando para valer, outra em validação com os limites novos e uma terceira em rascunho enquanto alguém risca, sem encostar na que está rodando.
E se um fluxo falhar no meio? Deixa as coisas pela metade?
Ele falha onde falha, e fica escrito exatamente onde. Cada bloco tem, além das saídas normais, uma saída de falha, então o erro é encaminhado para outro lugar — avisar a manutenção, registrar, tentar de novo — em vez de se perder no caminho. O histórico guarda em que etapa quebrou, se foi a câmera, o modelo, a condição ou a ação, e o número da tentativa, de modo que o defeito se localiza sem abrir um vídeo sequer. Tem dois critérios que é bom dizer com clareza. Se um aviso não puder ser enviado porque o canal está desligado ou mal configurado, ele não se perde no silêncio: fica anotado como adiado, com o motivo. E se um valor não puder ser lido, ninguém inventa outro: fica dito por que ele falta, e zero nunca aparece fazendo as vezes de medição. O que a gente não promete é desfazer o que já foi feito: se a ocorrência foi criada antes da falha, a ocorrência está criada. O que a gente promete é que você sabe até onde ele chegou e por que parou ali.
Quem pode mexer numa automação que já está rodando?
Só quem tem permissão de escrita. Leitura e escrita são separadas, então um operador consegue abrir o fluxo, entender ele inteiro e não conseguir mudar nada. Acima disso, um administrador decide quais blocos cada perfil pode usar: bloco bloqueado continua aparecendo em cinza, para todo mundo saber que ele existe e poder pedir, e as automações já publicadas que usam esse bloco continuam rodando, porque bloquear não quebra nada. Fica registrado quem bloqueou o quê e quando, e se tira num clique. E toda alteração deixa rastro: cada versão publicada fica guardada, dá para renomear e restaurar como rascunho, e o comparador mostra em cima do desenho o que entrou, o que saiu e o que mudou entre duas publicações. Também não dá para apagar uma automação que dá partida em outra encadeada: primeiro se tira o engate.
Chat e inteligência artificial
Ir para a páginaMinhas imagens ou minhas conversas saem para algum serviço na internet?
Não saem. A inteligência artificial que responde é nossa e roda no servidor da instalação, e o mesmo vale para a transcrição de voz, a leitura em voz alta e os mapas. Imagem nenhuma, quadro nenhum e frase nenhuma da conversa viajam para fornecedor de fora, porque não existe chamada a terceiro em ponto nenhum do caminho. Funciona com o cabo de internet fora da tomada, e isso é requisito de projeto, não sorte. Os dados ficam no banco de dados do cliente, com a hora e a origem de cada um.
No que isso é diferente de qualquer outro chat?
No fato de este aqui alcançar os comandos. Chat comum responde com o que sabe; o assistente do IRIS tem 95 ferramentas plugadas no sistema, e usa todas para ir buscar a resposta: abre uma câmera, puxa uma gravação, agrega estatística, desenha o mapa, monta o relatório. E se quem pergunta tiver permissão, ele age em cima do sistema: abre ou fecha uma ocorrência, gira uma câmera motorizada, dispara um aviso. Cada uma dessas ações fica registrada com o autor dela, e as que mexem na instalação pedem confirmação explícita antes de qualquer coisa.
Posso pedir falando para ele contar quanta gente passa?
Não, e essa diferença importa. Perguntar serve para procurar e para descrever uma situação: isso se faz falando, e o assistente faz muito bem. Contar serve para medir, e para medir alguém precisa saber por onde exatamente a linha passa e em que sentido. Linha não se descreve com uma frase: tem que riscar em cima da imagem. Por isso a contagem se configura desenhando, e por isso o número dá para repetir e para auditar um ano depois.
O que acontece se o assistente errar ou não souber?
Ele fala, e essa é a parte que mais deu trabalho. Se não tem gravação no instante que você pediu, ele fala isso em vez de mostrar outra coisa. Se ficar sem fôlego para pensar ou para escrever, ele fala e sugere subir de nível, em vez de entregar resposta cortada sem avisar. Nos níveis altos ele lista o que não dá para determinar com a evidência que está na frente dele e o que seria preciso para saber, sem tapar buraco com palpite. Os erros vêm com a causa concreta — uma permissão que falta, uma sessão expirada — em vez de falhar caladinho. E cada resposta chega com as ferramentas que ele usou e o que elas devolveram, então dá para conferir em vez de acreditar. A decisão continua sendo da pessoa: isto é ferramenta para quem opera, não substituto de ninguém.
Ele pode fazer coisas que o usuário não tem permissão para fazer?
Não pode, e isso não é promessa: é como ele foi construído. O assistente só enxerga as ferramentas que a pessoa que pergunta tem direito de usar, então o mesmo chat entrega poderes diferentes para um operador e para um administrador. Dez permissões governam o próprio chat — usar, compartilhar uma conversa, criar ou moderar conversas compartilhadas, ler as dos outros, configurar o serviço, administrar comportamentos e administrar ferramentas — e, fora isso, cada ferramenta ainda pode exigir a sua. As que alteram dados estão marcadas como tal e não rodam sem essa permissão, e publicar uma automação pede confirmação explícita. Tudo fica registrado: quem pediu, com que perfil naquele momento, com quais argumentos, o que voltou, quanto demorou e se deu certo ou errado; e as tentativas de acesso negadas também. As conversas são privadas por padrão, e as compartilhadas só aceitam gente da própria organização.
Cada vez que eu pergunto, isso me custa alguma coisa?
Não custa. Não tem contador: nem de pergunta, nem de mensagem, nem de palavra. Você pode ter uma conversa de duas frases ou passar o turno inteiro perguntando, e o preço é o mesmo. A gente diz isso porque muda o jeito de usar: quando cada mensagem tem preço, o operador se retrai, pergunta menos do que precisa e acaba voltando para o sistema antigo. Aqui não tem nada para racionar.
Mapas, plantas e território
Ir para a páginaFunciona mesmo sem conexão com a internet?
Funciona. A cartografia é instalada no servidor do cliente, país por país, e fica lá: o desenho do mapa, a busca de um endereço e a tradução de uma coordenada em endereço postal se resolvem contra esses dados. A interface fala isso na tela, «mapa local, sem internet», para o operador saber com o que ele está trabalhando. Consulta nenhuma sai da instalação, então ninguém de fora consegue deduzir qual área está sendo acompanhada.
Posso usar as plantas do prédio que eu já tenho?
Pode. São aceitos PDF, TIFF, JPG e PNG. No assistente você marca com um retângulo os pedaços do documento que interessam, e de um PDF de projeto com vinte andares saem vinte plantas independentes numa passagem só. As pastas se organizam do jeito que cada instalação preferir — país, instalação, prédio, andar ou o que for — e cada planta guarda a data real dela, que quase nunca é a do dia em que foi carregada.
Existe mapa de calor de detecções em cima do território?
Não existe, e é melhor falar isso antes da demonstração do que no meio dela. O mapa de calor do IRIS é desenhado em cima da imagem da câmera, não em cima da cartografia. A densidade sobre o terreno hoje se obtém agregando por áreas desenhadas, por perímetro de instalação e por espaço de medição, e não como uma camada de calor contínua em cima do mapa. É uma lacuna de verdade e está declarada aqui porque um integrador confirma isso em cinco minutos.
Quanto ocupa um mapa que mora dentro, e como ele se atualiza?
Ele ocupa o que ocuparem os países que você instalar, porque eles entram e saem um por um: o mundo inteiro nunca se instala, e quase ninguém precisa dele. Dos 185 do catálogo, uma instalação de referência trabalha com 65. Na tela de administração cada país mostra o tamanho dele no armazenamento e a data de instalação dele, então o dimensionamento não é estimativa de folheto: é um número que se vê antes e depois. A atualização é uma carga de dados disparada pelo administrador, com uma fila de trabalhos que diz o tipo, o estado, o progresso, o passo atual e o erro se alguma coisa falhar. Não tem gotejamento automático vindo da internet, porque internet não tem: o mapa muda quando alguém da casa decide que ele mude, e cada conjunto guarda a versão e a data de carga dele para você sempre saber com que edição está trabalhando.
E se a instalação for nova ou o prédio não estiver na cartografia?
Isso acontece toda hora e não trava nada. A planta de interior não depende da base de logradouros: você carrega a planta do projeto, ancora no mapa com um clique e o prédio passa a existir no sistema antes de existir em cartografia nenhuma. O perímetro da instalação aceita cinco origens — tirado da referência cartográfica, desenhado na mão, importado de um arquivo do cliente, calculado envolvendo as câmeras, ou marcado como referência órfã quando o contorno de onde ele vinha já não está no conjunto atual — e essa última etiqueta existe justamente para o sistema falar em vez de ficar calado. A busca inversa continua respondendo mesmo que o número não exista: ela entrega o mais próximo que existe, com a distância em metros. E se o ponto cair fora da área com dado de relevo, ele diz que ali não tem dado em vez de inventar uma altitude.
Videoconferência e colaboração
Ir para a páginaPrecisa de uma ferramenta de videochamada à parte?
Não precisa. A sala mora dentro do IRIS e abre a partir do mosaico de câmeras ou do mapa. Não tem mais nada para instalar nem para contratar, e ninguém precisa tirar o vídeo da instalação para conversar sobre ele: a câmera entra dentro da chamada, ao vivo, e todo mundo enxerga a mesma coisa enquanto conversa.
Pode entrar alguém que não tem conta no sistema?
Pode. O anfitrião gera um link com QR Code que a pessoa escaneia com o celular. O link vence, tem um número de usos, se cancela na hora e define o que pode fazer quem abrir: falar, ver as câmeras do mosaico, escrever no chat, ou só olhar. Cada uso fica registrado.
Funciona numa instalação sem internet?
Funciona. O link da sala, o áudio, o vídeo das pessoas e o vídeo das câmeras trafegam pela porta 443 dentro da rede do próprio cliente. Não tem servidor de terceiro em ponto nenhum do caminho, então uma central isolada do mundo faz a reunião igual a qualquer outra unidade.
Precisa instalar alguma coisa para entrar numa reunião?
Não precisa. Você entra com o navegador que já está usando, e quem vem de fora entra escaneando um QR Code com o celular. Antes de entrar tem uma antessala: você digita o nome, vê como vai aparecer na imagem e decide se liga a câmera e o microfone. As permissões do navegador são pedidas ali uma vez só e não voltam a ser pedidas lá dentro. E se a sala grava, o aviso aparece nessa mesma antessala e você precisa aceitar para passar.
E se precisar participar alguém de fora da organização?
Essa pessoa entra por um link, sem conta, e o anfitrião decide como o link é protegido: aberto para quem tiver ele, só para quem tem sessão no sistema, ou com um PIN. Ele decide também quanto tempo o link dura — algumas horas, até uma data certa ou sem prazo —, quantas vezes pode ser usado e o que pode fazer quem abrir. O link ainda fixa o idioma com que ele abre, então um prestador ou um perito vê tudo no idioma dele sem configurar nada. E ele se cancela na hora assim que deixa de ser preciso.
Plataforma, escala e integração
Ir para a páginaQuantas portas precisam ser abertas no firewall?
Uma: a 443. Por ela trafegam a interface, o vídeo ao vivo, as gravações, os mapas, a inteligência artificial, a conferência e a interface de programação, tudo criptografado. O sistema escuta em catorze portas no total, mas as outras treze só são alcançáveis dentro da própria máquina e nunca atravessam a rede. Para a equipe de redes são treze exceções que ninguém precisa abrir, justificar nem manter, e uma conferência só quando alguma coisa dá errado.
O que acontece se a conexão entre uma unidade e o centro cair?
A unidade continua funcionando. Cada uma captura as câmeras dela, detecta, aplica as regras dela, grava e aciona os relés dela ali mesmo; para o centro sobem só eventos e medições, nunca quadros de vídeo. Uma queda deixa o centro sem visão ao vivo daquela unidade, mas não para a vigilância nem a gravação, e quando a conexão volta a unidade publica tudo o que acumulou. Por isso a banda entre unidades se dimensiona por eventos e o vídeo só atravessa a rede quando alguém pede.
Até onde isso escala de verdade?
O produto declara mais de cem mil servidores e mais de cinco milhões de câmeras, mas o que deixa conferir isso são os oito limites publicados, cada um com a unidade de divisão dele: três se resolvem colocando máquina e cinco são parede. Por exemplo, cabem sessenta e quatro câmeras por processo de captura, de modo que cinco mil câmeras são setenta e nove processos espalhados pelas máquinas necessárias. A calculadora que vem dentro do produto faz essa conta com doze perguntas, diz qual recurso acaba primeiro e declara inviável um dimensionamento que atravesse um limite que não dá para dividir.
A instalação está ficando pequena. O que precisa entrar e o que precisa ser refeito?
Você coloca uma máquina e não refaz nada. Gera um código de registro pela interface central, instala o serviço na máquina nova e passa esse código para ela: a máquina se inscreve sozinha, com a identidade própria dela, e aparece na frota. Depois você declara quais tipos de trabalho ela sabe atender e marca câmeras para ela; enquanto ela não declarar pelo menos um, não recebe trabalho, e a interface fala isso alto em vez de deixar em silêncio. A distribuição se ajusta sozinha e só mudam de lugar as câmeras que trocam de máquina: a instalação inteira não é embaralhada. O que precisa ser recalculado é o dimensionamento, se o crescimento atravessar um dos cinco limites que não se dividem, e isso a calculadora fala antes de você comprar o que quer que seja.
Como se atualiza um sistema espalhado por muitas unidades?
Cada servidor publica a versão dele, o identificador de compilação dele e a hora em que ele subiu, então uma defasagem de versão na frota aparece na tela em vez de ser descoberta no dia em que alguma coisa falha. A atualização é máquina a máquina, e não um apagão geral: enquanto uma unidade atualiza, as outras continuam capturando, detectando e gravando ali mesmo, porque nenhuma precisa da outra para trabalhar. E não tem arquivo de configuração para reconciliar servidor por servidor: tudo mora no sistema e se edita pela web, então uma atualização não arrasta um rastro de ajuste local. Se faltar alguma coisa para um serviço depois de atualizar, ele não sobe pela metade: espera com a porta fechada e deixa escrito exatamente o que está faltando. O que a gente não vai prometer é prazo: o calendário de um sistema espalhado assim quem marca é o cliente e a janela de manutenção dele, não a gente.
Administração e auditoria
Ir para a páginaO IRIS é certificado no Esquema Nacional de Segurança ou na ISO 27001?
Não é, e programa nenhum pode ser certificado sozinho: quem se certifica é a organização que opera o sistema, com os processos, o pessoal e as instalações dela. O que o IRIS faz é vir desenhado para ajudar a cumprir esses quadros com o trabalho já adiantado: os 79 controles do Esquema Nacional de Segurança de nível alto e os 93 do anexo A da ISO 27001, cada um com o estado dele, as evidências dele e a data de revisão dele, cruzados entre si para ninguém fazer duas vezes a mesma tarefa. A gente diz assim em vez de mostrar um selo: na primeira auditoria a diferença aparece. A única homologação de terceiro que a gente tem de verdade é a da contagem de pessoas, pelo Centro Español de Metrología, o instituto nacional de metrologia da Espanha — e isso não é homologação brasileira.
Um administrador consegue apagar o rastro do que ele fez?
Não consegue. O registro de auditoria só aceita acréscimo, e essa regra não é imposta pelo programa e sim pelo próprio banco de dados: qualquer tentativa de alterar ou apagar um lançamento na mão é rejeitada, tenha quem tentou as permissões que tiver. A única coisa que apaga é a política de retenção que a organização declarou, e essa purga também fica registrada, com a política aplicada, quantos lançamentos caíram e quem disparou. Fora isso, cada lançamento carrega a impressão do anterior: se alguém mexesse nos dados por baixo, a corrente se romperia, e a tela de verificação diria em qual lançamento e em que data isso aconteceu.
Posso dar acesso a uma empresa de fora só a algumas câmeras e só por uns dias?
Pode, e é o caso normal. O acesso se concede por câmera, por instalação — com tudo o que depende dela ou sem isso — ou por caso de investigação, sempre com data de validade; a tela avisa sozinha das concessões que vencem nos próximos sete dias. Em cima disso dá para colocar uma faixa de horário: fora dela a pessoa vê uma mensagem explícita e não entra. Na hora de revogar, o motivo é obrigatório, e a concessão guarda quem deu, quando, com que motivo, quem tirou e por quê. É assim que um acesso temporário fecha, em vez de ficar aberto para sempre porque ninguém lembrou.
O que acontece quando alguém sai da organização?
A conta é desativada, e isso é reversível caso a pessoa volte. As sessões abertas dela são revogadas na hora: as credenciais em curso param de valer sem esperar vencimento, então ninguém fica lá dentro até um registro expirar. As concessões que ela tivesse sobre instalações ou câmeras são revogadas com motivo obrigatório, e as chaves de acesso que os programas dela usavam são cortadas e guardam quem tirou. O que não vai embora junto com a pessoa é o rastro dela: o registro continua provando o que ela fez enquanto esteve ali. E se ela também exercer o direito de exclusão, a exclusão tramita como pedido, com um período de carência antes de virar definitiva, e a anonimização troca o dado pessoal dentro dos lançamentos deixando a corrente intacta e contando quantos foram anonimizados: o registro continua provando o que aconteceu sem guardar quem era.
Como se prova para um terceiro que o registro não foi tocado?
Com três coisas que dá para entregar na mão. A primeira é a verificação de integridade: ela percorre a corrente inteira e responde íntegro, ou aponta o lançamento exato e a data em que a corrente se rompe. A segunda é a exportação assinada — planilha, arquivo de intercâmbio ou relatório —, que leva a assinatura dentro do próprio arquivo, de modo que quem recebe confere por conta própria que ninguém encostou, sem precisar confiar na gente nem em você. A terceira são as âncoras e o selo por período, que fixam o estado do registro numa data para dar para confrontar anos depois. E vai junto um aviso que a gente escreve na própria tela: os lançamentos gravados antes de ligar o encadeamento são declarados como tal, com quantos são e por que não dá para verificar eles. A gente prefere falar antes que o perito descubra.
Por onde ele trabalha
As mesmas dúvidas mudam de cara conforme o lugar: o que preocupa num hospital não é o que preocupa num porto. Aqui estão elas, por ambiente.
A cidade
Ir para a páginaPreciso trocar as câmeras que eu já tenho na rua?
Não, você não precisa trocar as câmeras que já tem na rua. O IRIS se conecta no sinal das câmeras IP já instaladas e analisa: o que muda não é o sensor, é o que se entende da imagem. No projeto a gente revisa câmera por câmera se o enquadramento e a qualidade servem para o que você quer detectar naquele ponto, e fala com clareza quais não alcançam. Trocar uma câmera é a exceção, não o ponto de partida.
Quantas câmeras o IRIS consegue analisar ao mesmo tempo numa cidade inteira?
O IRIS analisa ao mesmo tempo todas as câmeras que a sua instalação tiver, inclusive os milhares de uma cidade inteira. Esta demonstração mostra vinte e três porque vinte e três cabem numa tela, não porque seja um limite. A capacidade real vem do hardware que se coloca atrás, não do software, e é dimensionada no projeto conforme quantas câmeras tem e o que se analisa em cada uma.
O vídeo sai da minha instalação ou fica lá dentro?
O vídeo sai ou fica dentro conforme a modalidade que você escolher, e as modalidades são duas. Na modalidade local ele não sai: os servidores ficam no seu prédio, o vídeo entra pela sua rede, é analisado ali dentro e o sistema não precisa de internet para funcionar. Na outra ele é processado no nosso centro de dados — que é a nossa nuvem, não a de um terceiro — e aí ele sai, criptografado e com as condições assinadas em contrato. O normal é misturar: dentro o que é sensível, fora o que não é.
O IRIS identifica as pessoas ou reconhece rostos?
Não, o IRIS não identifica as pessoas e não reconhece rostos. Ele detecta objeto, comportamento e situação: um carro parado em cima da calçada, uma queda, uma aglomeração, lixo fora da lixeira. Ele não bota nome em ninguém e não compara rosto com base de dados nenhuma. A contagem por faixa de horário é agregada e anônima: ela diz quantas pessoas passaram por uma área, nunca quem elas eram. Uma pessoa contada é um um: não sobra mais nada dela.
Como eu evito que a sala de controle acabe ignorando os alertas por causa de alarme falso?
Você evita que a sala ignore os alertas ajustando as regras com os seus operadores, rua por rua, durante as primeiras semanas. Vamos começar pelo incômodo: sim, o sistema erra de vez em quando. Todo sistema de detecção erra, e quem falar o contrário nunca instalou nenhum. Por isso uma regra nunca é uma condição só: ela combina o que se vê, onde se vê e há quanto tempo aquilo está ali. Esses três valores se afinam com você até o que chega na tela ser o que a sua equipe quer receber. Um alerta que ninguém atende é alerta mal configurado, e isso se corrige.
Quanto tempo leva para estar funcionando na rua?
O tempo depende do tamanho da instalação, e a gente não vai dar um prazo que ainda não controla. O trabalho tem três fases claras: conectar as câmeras que já existem, desenhar em cima de cada imagem as áreas e as regras que importam, e afinar essas regras com o que for acontecendo de fato na rua. As primeiras detecções aparecem cedo; o ajuste fino leva mais tempo. As datas concretas vão na proposta, quando a gente souber quantas câmeras tem e o que você quer detectar em cada uma.
O IRIS substitui o meu centro de controle ou os vigilantes que eu tenho?
Não, o IRIS não substitui o seu centro de controle nem os seus vigilantes: ele muda aquilo para onde eles olham. Hoje uma pessoa tem na frente dezenas de telas e não dá conta de todas ao mesmo tempo. Com o IRIS ela para de olhar tudo e passa a olhar o que importa, quando importa. A decisão continua sendo dela: o IRIS abre a câmera, mostra o que viu e espera. Quem decide o que se faz é uma pessoa, sempre.
Dá para usar o IRIS se eu já tenho um VMS gravando?
Sim, dá para usar o IRIS se você já tem um VMS gravando: ele convive com o VMS em vez de substituir. O IRIS é um NVMS, ou seja, a camada que falta hoje para você: entender o que está acontecendo na frente das câmeras e aplicar as suas regras. Você pode continuar gravando e cuidando do vídeo onde já cuida. O que se integra e como se decide olhando o seu sistema concreto, não prometendo de saída que a gente encaixa com tudo.
Dá para botar isso na via pública sem infringir a lei de proteção de dados?
Dá, mas o cumprimento não depende só do software: depende também de como você instala e do que você decidir tratar, e quem assina isso é a sua organização, não a gente. O que a gente pode dizer é que o tratamento é configurável peça por peça: o que se guarda, por quanto tempo, quem acessa e de onde. E que o nosso jeito de trabalhar é certificado em segurança da informação e em privacidade por uma auditoria externa. Esse papel não é um comercial que assina: é um auditor, e você pode pedir antes de contratar qualquer coisa.
Quanto custa botar o IRIS nas câmeras de uma cidade?
O custo depende de três coisas: quantas câmeras são analisadas, que modalidade de instalação você escolhe e se o hardware é seu ou a gente coloca. Não tem tabela única que sirva para todos, porque não custa a mesma coisa analisar vinte câmeras de um parque e duas mil de uma cidade inteira. Diga quantas câmeras você tem e o que quer detectar, e a gente dá um número. O telefone é o +34 902 02 70 91.
A rodovia
Ir para a páginaFunciona com as câmeras que a gente já tem instaladas na rodovia?
Sim, o IRIS funciona com as câmeras que você já tem instaladas na rodovia. Ele se conecta no sinal das câmeras IP montadas em pórticos, colunas e postes e analisa do jeito que chega: o que muda não é o equipamento do poste, é o que se entende da imagem. No projeto a gente olha câmera por câmera se o enquadramento e o alcance dão para o que você quer detectar naquele trecho — um acostamento a cinquenta metros não é a mesma coisa que uma faixa no fundo do enquadramento — e fala sem rodeio quais não servem. Trocar uma câmera é a exceção, não o ponto de partida.
Funciona de noite e com chuva?
O IRIS funciona de noite e com chuva, com um detalhe que a gente prefere falar antes de assinar: a chuva forte, a cerração fechada e o ofuscamento diminuem o que qualquer câmera enxerga, e o que não aparece não é detectado. Por isso o IRIS detecta também a própria queda de visibilidade: quando um trecho deixa de aparecer bem, a sala sabe e pode avisar, limitar a velocidade ou mandar uma equipe. De noite ele trabalha com a iluminação que a rodovia já tem e com o que os faróis dão; em trecho sem luz a gente revisa ponto a ponto o que dá para detectar e o que não dá.
Em quanto tempo ele avisa de uma ocorrência na pista?
O IRIS avisa de uma ocorrência assim que a regra que você definiu se cumpre, sem ninguém precisar ligar. É essa a mudança de verdade: hoje o relógio começa quando um motorista liga para pedir socorro ou quando alguém da sala passa por acaso naquela câmera. Com o IRIS ele começa quando a cena acontece na frente da objetiva. A gente não vai te dar um número de segundos, porque depende da sua rede, das suas câmeras e do hardware que for colocado atrás; o que a gente diz é que ficar sabendo deixa de depender de alguém estar olhando a tela certa na hora certa.
Dá para substituir os contadores de tráfego que a gente coloca alguns dias por ano?
O IRIS não substitui uma contagem homologada, mas ele conta o que uma contagem de alguns dias não consegue: todos os dias, em todas as horas e em cada câmera. Uma contagem pontual te dá a fotografia de uma semana; uma câmera com o IRIS te dá o ano inteiro, com o tipo de veículo separado — carro de passeio, caminhão, ônibus, moto — e sem interditar uma faixa para instalar nada. Se você precisa de um número com validade metrológica para veículos, isso é outra coisa e a gente não vai dizer que entrega: a nossa homologação do Centro Español de Metrología, o instituto nacional de metrologia da Espanha, cobre a contagem de pessoas, e não é uma homologação brasileira. Para decidir onde entra reforço de pavimento ou onde falta mais uma faixa, o dado contínuo costuma valer mais do que a fotografia de alguns dias.
Ele detecta um veículo parado no acostamento?
Sim, o IRIS detecta um veículo parado no acostamento, e detecta também o que costuma vir depois. A regra não é só “tem um carro ali”: é um veículo parado dentro da área que você marcou como acostamento e por mais tempo do que você definiu. E se alguém sair do veículo e andar pelo acostamento ou pela pista, aquilo é outra detecção e pode subir o nível do aviso. Uma pane é uma ocorrência; uma pane com uma pessoa fora do carro é uma urgência, e o sistema separa as duas.
O IRIS confere se os painéis de mensagem variável estão funcionando?
Sim, o IRIS confere se os painéis de mensagem variável estão funcionando, com um limite que vale dizer de frente. O IRIS lê o que aparece no painel, então ele detecta que ele está apagado, que tem led queimado ou que a mensagem deixou de ser legível: isso aparece na câmera, sem depender de ninguém. O que ele não consegue saber sozinho é se o painel está mostrando a mensagem errada, porque para isso precisa comparar o que aparece com o que foi mandado mostrar, e isso exige que o sistema que envia as ordens esteja conectado. O IRIS também pode disparar ordem para os painéis e para os sistemas que estiverem conectados: o que se conecta a gente revisa no projeto, antes de assinar, e fala o que encaixa e o que não.
O vídeo sai da nossa instalação ou fica dentro?
O vídeo sai ou fica dentro conforme a modalidade que você escolher, e as modalidades são duas. Na modalidade local ele não sai: os servidores ficam nas suas instalações, o vídeo entra pela sua rede, é analisado ali dentro e o sistema não precisa de internet para funcionar. Na outra ele é processado no nosso centro de dados, que é a nossa nuvem e não a de um terceiro. Nas duas, a comunicação vai criptografada e as condições ficam assinadas em contrato. Vale decidir cedo, porque isso pesa no dimensionamento da rede e dos servidores.
Ele identifica placa ou as pessoas que aparecem nas câmeras?
Não, o IRIS não identifica placa e não identifica pessoas. Ele detecta objeto, comportamento e situação: um veículo parado, uma pessoa andando pela pista, um volume numa faixa, material caído de um talude, uma faixa interditada. Ele não lê placa, não compara rosto com base de dados nenhuma e não bota nome em ninguém. Quando conta veículo, conta por tipo — carro de passeio, caminhão, ônibus, moto — e o resultado é um número agregado, nunca uma lista de quem passou.
O que acontece com os alarmes falsos numa rodovia aberta?
Alarme falso existe, e quem falar o contrário nunca botou um sistema de detecção numa rodovia aberta. Sombra comprida no amanhecer, farol de frente, um saco atravessando uma faixa: tudo isso parece alguma coisa. Por isso uma regra nunca é uma condição só, e sim o que se vê, onde se vê e há quanto tempo aquilo está ali. Esses três valores se afinam com os seus operadores durante as primeiras semanas, trecho por trecho, até o que chega na sala ser o que a sala quer receber. Um aviso que o turno da noite aprende a ignorar é aviso mal afinado, e isso se corrige.
Quanto custa botar o IRIS nas câmeras de uma rodovia?
O custo depende de quantas câmeras são analisadas, do que se detecta em cada uma, da modalidade de implantação que você escolher e de o hardware ser seu ou a gente colocar. Não tem tabela única, porque não custa a mesma coisa analisar as câmeras de um trecho e as de uma rodovia inteira com os entroncamentos dela, os túneis e as áreas de descanso. Diga quantas câmeras você tem e o que quer detectar em cada uma, e a gente dá um número. O telefone é o +34 902 02 70 91.
O transporte público
Ir para a páginaFunciona com as câmeras que a gente já tem na estação?
Sim, o IRIS funciona com as câmeras que você já tem na estação. Ele se conecta no sinal das câmeras IP das plataformas, do saguão, dos corredores, das catracas e dos acessos e analisa do jeito que chega: o que muda não é a câmera do teto, é o que se entende da imagem. No projeto a gente revisa câmera por câmera se o enquadramento alcança o que você quer detectar naquele ponto — uma câmera que pega a plataforma no comprimento não é a mesma coisa que uma que pega de frente — e fala sem rodeio quais não servem. Trocar uma câmera é a exceção, não o ponto de partida.
O IRIS identifica os passageiros?
Não, o IRIS não identifica os passageiros. Ele detecta objeto, comportamento e situação: uma pessoa dentro da via, uma pessoa caída no chão, uma plataforma enchendo, uma catraca aberta, uma máquina apagada, uma escada rolante parada. Não reconhece rosto, não compara com base de dados nenhuma e não guarda quem é ninguém. Quando ele conta gente, o resultado é um número — quantas pessoas estão numa área ou quantas passam por um ponto —, nunca uma lista de quem passou. E o que se guarda, por quanto tempo e quem pode ver quem decide é você: o sistema pode rodar inteiro dentro da estação, sem sair uma imagem sequer.
Ele detecta alguém que cai na via?
Sim, o IRIS detecta uma pessoa que cai na via, porque a via é uma área desenhada em cima da imagem e uma pessoa dentro daquela área é uma regra que se cumpre sozinha. O aviso sai com a câmera e a hora, e a sala já tem a imagem aberta sem precisar esperar um passageiro puxar o botão de emergência ou chamar pelo interfone. O honesto: a detecção depende de aquela câmera enxergar a via, e nem todas enxergam. No projeto a gente revisa plataforma por plataforma que enquadramento precisa e diz qual não alcança.
Funciona com a plataforma cheia de gente?
O IRIS funciona com a plataforma cheia de gente, com um detalhe que a gente prefere falar antes de assinar: quando as pessoas se tapam umas às outras, tem coisa que deixa de aparecer. Uma pessoa que cai no chão atrás de um grupo compacto pode ficar escondida daquela câmera, e o que não aparece não é detectado. A ocupação, essa, continua sendo medida igual: para saber o quanto uma plataforma está enchendo não precisa separar uma pessoa da outra. Por isso nas plataformas vale combinar enquadramentos: duas perspectivas da mesma plataforma se tapam muito menos do que uma só.
Como o aviso sai e para quem?
O aviso é mandado para quem você decidir e pelo canal que você decidir. Cada regra leva o destinatário dela: o posto da sala de controle, o chefe de estação, a equipe de manutenção, a equipe de segurança. Na tela abre a câmera com o que se viu, a hora e o vídeo do momento, para quem decide ver exatamente o mesmo que o sistema viu e não um rótulo solto. E uma pessoa na via não precisa chegar pelo mesmo caminho que uma máquina de recarga com defeito: cada aviso vai para quem consegue resolver. Quem decide o que se faz é sempre uma pessoa: o IRIS abre a câmera, mostra e espera.
Dá para substituir as contagens que a gente faz hoje?
O IRIS pode substituir as contagens que você faz hoje, e ainda faz o que elas não conseguem: contar todos os dias do ano, em todas as horas e em cada ponto que interessar. Uma contagem de três dias te dá a fotografia de três dias; uma câmera com o IRIS te dá a temporada inteira, com o detalhe de por onde a gente entra, quanto ela espera no controle e quanta fica em terra numa parada. E na contagem de pessoas o nosso sistema é homologado pelo Centro Español de Metrología, o instituto nacional de metrologia da Espanha: é a garantia de que a lotação que você apresenta é a correta, porque quem conferiu foi um terceiro e não nós. Vale dizer com precisão: isso não é uma homologação brasileira e não vale como tal, e ela cobre a contagem de pessoas, não o produto inteiro.
O vídeo sai da estação?
O vídeo sai da estação ou fica dentro conforme a modalidade que você escolher, e as modalidades são duas. Na modalidade local ele não sai: os servidores ficam nas suas instalações, o vídeo entra pela sua rede, é analisado ali dentro e o sistema não precisa de internet para funcionar. Na outra ele é processado no nosso centro de dados, que é a nossa nuvem e não a de um terceiro. Nas duas, a comunicação vai criptografada e as condições ficam assinadas em contrato. Vale decidir cedo, porque isso pesa no dimensionamento da rede e dos servidores da estação.
E a proteção de dados, com tanta gente na frente das câmeras?
A proteção de dados se resolve configurando o tratamento peça por peça: o que se guarda, por quanto tempo, quem acessa e de onde. Esse é o ponto de partida, e acima dele está o que mais pesa: o IRIS não identifica ninguém, então não tem identidade para proteger. O cumprimento, esse, não depende só do software: depende também de como você instala e do que você decidir tratar, e quem assina isso é a sua organização, não a gente. O que a gente consegue botar na mesa é que o nosso jeito de trabalhar é certificado em segurança da informação e em privacidade por uma auditoria externa. Esse papel não é um comercial que assina: é um auditor, e você pode pedir antes de contratar qualquer coisa.
O que acontece com os alarmes falsos numa estação cheia?
Alarme falso existe numa estação cheia, e quem falar o contrário nunca botou um sistema de detecção na frente de tanta gente. Uma despedida efusiva parece um empurrão. Uma mochila no chão parece um volume abandonado. Um reflexo no chão molhado parece qualquer coisa. Por isso uma regra nunca é uma condição só, e sim o que se vê, onde se vê e há quanto tempo aquilo está ali. Esses três valores se afinam com os seus operadores durante as primeiras semanas, plataforma por plataforma e acesso por acesso, até o que chega na sala ser o que a sala quer receber. Um aviso que o turno da tarde aprende a ignorar é aviso mal afinado, e isso se corrige.
Quanto custa botar o IRIS nas câmeras de uma estação?
O custo depende de quantas câmeras são analisadas, do que se detecta ou se mede em cada uma, da modalidade de implantação que você escolher e de o hardware ser seu ou a gente colocar. Não tem tabela única, porque não custa a mesma coisa analisar as plataformas de uma estação pequena e uma estação inteira com saguão, catracas, rodoviária, ponto de táxi e estacionamento, nem custa a mesma coisa uma rede de vinte estações. Diga quantas câmeras você tem e o que quer detectar em cada uma, e a gente dá um número. O telefone é o +34 902 02 70 91.
O varejo
Ir para a páginaO IRIS identifica os nossos clientes?
Não, o IRIS não identifica os clientes de vocês: ele detecta objeto, comportamento e situação. Não reconhece rosto, não compara com base de dados nenhuma, não guarda quem é ninguém, não segue uma pessoa de uma loja para outra e não cruza com o programa de fidelidade. O que ele vê é “uma pessoa”, “um carrinho”, “uma prateleira vazia”, onde aquilo está e há quanto tempo. Por isso a contagem de uma loja não diz quem entrou: diz quantos, por onde e a que horas. Se um dia alguém oferecer o contrário para vocês, saibam que a gente não faz isso e que não é descuido: é decisão.
Funciona com as câmeras que a gente já tem na loja?
Sim, o IRIS funciona com as câmeras que vocês já têm instaladas na loja. Ele se conecta no sinal das câmeras IP do teto e analisa o sinal do jeito que chega: o que muda não é o equipamento, é o que se entende da imagem. No projeto a gente olha câmera por câmera se o enquadramento dá para o que vocês querem ver ali — uma câmera posicionada para vigiar a porta talvez não alcance a gôndola do fundo — e fala sem rodeio quais não servem e quais bastaria girar alguns graus. Botar câmera nova é a exceção, não o ponto de partida.
Isso serve para detectar furto?
Não, isso não serve para detectar furto, e a gente prefere falar antes de o tema aparecer numa reunião. Nenhuma das dez câmeras desta página faz isso, e não é porque não ocorreu para a gente: detectar furto obriga a julgar a intenção de uma pessoa específica, e o IRIS não olha pessoa específica. O que ele faz é o que está nesta página: avisar de um vazio na gôndola, de algo derramado no chão, de uma área no escuro ou de uma loja mais cheia do que o turno dá conta de atender; e medir as filas, os provadores, os carrinhos, a distribuição das pessoas pela loja e o que a ilha de promoção faz de verdade. Ou seja: vender melhor e ter a loja do jeito que ela tem que estar. Se o que vocês procuram é prevenção de perdas, vão precisar de outra coisa, e a gente fala isso na primeira reunião e não na última.
Como eu sei quanta gente desiste da fila e vai embora sem comprar?
Você sabe quanta gente desiste da fila porque o IRIS conta duas coisas separadas: quantas pessoas entram na área de espera dos caixas e quantas chegam no ponto de pagamento. A diferença é a gente que foi embora antes da vez dela. Some a isso duas pistas: o tempo médio de espera naquela fila e os carrinhos abandonados num corredor ou perto dos caixas, que quase sempre são de alguém que cansou. E tudo isso carrega a hora, então dá para cruzar com quantos caixas estavam abertos naquele momento. A gente não vai dizer quanto dinheiro é isso — a gente não sabe, aquilo não passou no seu caixa —, mas diz a que horas acontece e com quantos caixas abertos deixa de acontecer.
Dá para me dizer se uma promoção funciona?
O IRIS consegue dizer se uma promoção funciona na parte que se enxerga de uma câmera: quanta gente passa na frente da ilha, quanta para e quanto tempo fica. A venda está no seu caixa e ali a gente não entra. Mas juntando as duas metades, o diagnóstico muda: se passa muita gente e quase ninguém para, o problema é onde a ilha está ou como ela aparece. Se para muita gente e mesmo assim não vende, o problema é o preço ou o produto. Hoje essas duas situações parecem iguais no relatório de venda — vendeu pouco — e são dois problemas diferentes com duas soluções diferentes. Vale o mesmo para comparar a mesma montagem em duas lojas ou o mesmo ponto em duas semanas.
Funciona com a loja cheia?
O IRIS funciona com a loja cheia, com um detalhe que a gente prefere falar antes de assinar: quando junta muita gente, umas pessoas tapam as outras e uma câmera deixa de separar uma por uma. Isso acontece com qualquer sistema de visão, o nosso incluído, e quem falar o contrário não testou num sábado à tarde. O que não se perde é o que mais faz falta naquele momento: a ocupação. Medir quanta gente tem numa área e como ela se distribui pela loja não exige separar cada pessoa, então isso continua sendo medido igual, e detectar que a loja travou funciona justamente por ela estar cheia. O que piora é contar um por um numa passagem estreita e muito carregada; nesse caso a contagem vai para o acesso, onde as pessoas passam em fila, e a ocupação fica para o salão.
O vídeo sai da loja?
O vídeo sai da loja ou fica dentro conforme a modalidade que vocês escolherem, e as modalidades são duas. Na modalidade local ele não sai: os servidores ficam nas instalações de vocês — na loja ou na matriz —, o vídeo entra pela rede de vocês, é analisado ali dentro e o sistema não precisa de internet para funcionar. Na outra ele é processado no nosso centro de dados, que é a nossa nuvem e não a de um terceiro. Nas duas, a comunicação vai criptografada e as condições ficam assinadas em contrato. Numa rede vale decidir cedo, porque não é a mesma coisa botar um servidor por loja ou levar a análise para um lugar só: isso pesa na rede de cada espaço.
E a proteção de dados, com a loja cheia de cliente?
A proteção de dados se resolve configurando o tratamento peça por peça: o que se guarda, por quanto tempo, quem acessa e de onde. E acima disso está o que mais pesa numa loja: o IRIS não identifica ninguém, então não tem identidade para proteger nem perfil de cliente para montar. O cumprimento, esse, não depende só do software: depende também de como vocês instalam e do que vocês decidirem tratar, e quem assina isso é a organização de vocês, não a gente. O que a gente consegue botar na mesa é que o nosso jeito de trabalhar é certificado em segurança da informação e em privacidade por uma auditoria externa. Esse papel não é um comercial que assina: é um auditor, e vocês podem pedir antes de contratar qualquer coisa.
Serve para uma loja só ou precisa de uma rede?
O IRIS serve para uma loja só e serve também para uma rede; o que muda não é o sistema, é o que se faz com o dado. Numa loja só ele serve para decidir aquela loja: a que horas abrir o terceiro caixa, onde botar a mesa de promoção, se o fundo do salão é visitado ou se precisa dar um motivo para alguém chegar até lá. Numa rede aparece uma coisa que uma loja só não tem: a comparação. A mesma promoção montada em quarenta lojas e medida do mesmo jeito em todas. A loja onde a fila dispara meia hora antes das outras. A que tem o mesmo tamanho e metade das pessoas no fundo. Começar por uma loja, ver o que sai e decidir depois é o mais normal, e é o que a gente costuma recomendar.
Quanto custa botar o IRIS nas câmeras de uma loja?
O custo depende de quantas câmeras são analisadas, do que se detecta ou se mede em cada uma, de quantas lojas entram, da modalidade de implantação que vocês escolherem e de o hardware ser de vocês ou a gente colocar. Não tem tabela única, porque não custa a mesma coisa medir os caixas e a entrada de uma loja de bairro e cobrir o salão inteiro de um supermercado grande, nem custa a mesma coisa uma loja e quarenta. Diga quantas lojas vocês têm, quantas câmeras tem em cada uma e o que querem ver, e a gente dá um número. O telefone é o +34 902 02 70 91.
A obra
Ir para a páginaIsso serve para vigiar os nossos trabalhadores?
Não, isso não serve para vigiar os trabalhadores de vocês, e tem que ser dito com todas as letras. O IRIS não identifica ninguém: ele detecta que uma pessoa está sem capacete, ele não detecta quem é aquela pessoa. Não reconhece rosto, não compara com base de dados nenhuma, não guarda quem é ninguém, não serve para bater ponto, não serve para punir um trabalhador específico e não substitui o controle de acesso do canteiro. O que ele vê é “uma pessoa sem capacete na área de máquinas”, onde ela está e desde quando, e é isso que chega no aviso. Se o canteiro tiver representação dos trabalhadores, isso é a primeira coisa que vocês têm que conseguir mostrar para ela: um sistema que olha situação, não pessoa.
O IRIS para a grua quando vê a carga passar por cima de alguém?
Não, o IRIS não para a grua. Ele não encosta em máquina nenhuma, não corta comando nenhum e não substitui o técnico de segurança do trabalho, o sinaleiro nem o plano de segurança da obra. O que ele faz é avisar de uma situação de risco enquanto ela está acontecendo — com a câmera, a hora e o vídeo — para quem comanda a manobra poder parar. A decisão continua sendo de uma pessoa, e tem que continuar sendo: num canteiro, o critério de quem está lá vale mais do que qualquer automatismo. O IRIS entrega para essa pessoa o que falta para ela, que é um par de olhos no ponto onde neste momento ninguém está olhando.
Quantos avisos a gente vai receber por dia?
Vocês vão receber os avisos que a regra de vocês pedir, e afinar essa regra é o trabalho do primeiro mês. Um sistema que dá cem avisos por dia é desligado em uma semana; a gente sabe disso, e por isso uma regra não é “avisa se alguém estiver sem capacete”. É “avisa se alguém sem capacete estiver dentro da área de máquinas, em horário de trabalho, por mais de alguns segundos”. Você fecha a área em cima da imagem, o horário, quanto tempo a situação tem que durar e para quem chega o aviso. Começa pelo que de fato importa naquele canteiro, revisa uma semana de avisos junto com a equipe de vocês e ajusta. O objetivo não é avisar de tudo: é avisar do que faz alguém levantar a cabeça, e ficar quieto no resto.
Funciona com as câmeras que a gente já tem no canteiro?
Sim, o IRIS funciona com as câmeras que vocês já têm no canteiro, inclusive as que entram e saem conforme a obra anda. Ele se conecta no sinal e analisa do jeito que chega: o que muda não é o equipamento, é o que se entende da imagem. No projeto a gente olha câmera por câmera se o enquadramento dá para o que vocês querem ver ali — uma câmera posicionada para vigiar o canteiro de obras à noite talvez não alcance para separar um capacete do outro lado do terreno — e fala sem rodeio quais não servem e quais bastaria mexer ou baixar. A poeira, o contraluz e a chuva aparecem ali mesmo, porque um canteiro não é um corredor com luz fixa. Botar câmera nova é a exceção, não o ponto de partida.
A obra muda a cada poucas semanas. Precisa refazer tudo toda vez?
A obra muda a cada poucas semanas, e é justamente por isso que o sistema foi pensado para mudar custar pouco tempo. Quando você muda uma câmera de lugar ou redesenha uma área, marca a área de novo em cima da imagem e segue: ninguém precisa encomendar nada nem esperar por alguém. As regras de aviso são escritas com palavras, então uma regra para a fase que está começando se escreve num instante e se testa no mesmo dia. É a diferença entre um sistema que serve no primeiro mês e um que continua servindo no acabamento, quando a obra já não parece nada com a do começo.
A gente consegue saber quanta gente está dentro de cada área?
Sim, vocês conseguem saber quanta gente está dentro de cada área de trabalho, e essa é uma das duas câmeras desta página que não avisam de nada: só medem. Você desenha a área em cima da imagem e o IRIS conta quem entra e quem sai, sem nunca dizer quem é. Serve para agora — quanta gente está no subsolo neste momento — e serve para o histórico, para ver a que hora todo mundo se junta no mesmo ponto. Perguntar serve para procurar e contar serve para medir, e as duas coisas não se fazem do mesmo jeito: uma linha ninguém descreve com uma frase, tem que traçar. Na contagem de pessoas o nosso sistema é homologado pelo Centro Español de Metrología, o instituto nacional de metrologia da Espanha, então o número que vocês veem foi conferido por um terceiro e não por nós. Vale dizer com precisão: isso não é uma homologação brasileira e não vale como tal, e ela cobre a contagem de pessoas, não o produto inteiro.
Onde o vídeo é processado? No canteiro nem sempre tem uma boa conexão.
O vídeo é processado onde vocês decidirem, e num canteiro isso importa porque a conexão nem sempre acompanha. São duas modalidades e só duas. A primeira é dentro do próprio canteiro: um equipamento no barracão analisa as câmeras ali mesmo e funciona sem internet, então se o link cair o sistema continua vendo e continua avisando. A segunda é o nosso centro de dados, que é a nossa nuvem: o vídeo é processado lá e o canteiro só precisa de conexão. Dá para começar por uma e passar para a outra, e numa construtora com muitas obras as duas convivem.
O que a gente fala para a representação dos trabalhadores?
Para a representação dos trabalhadores se fala exatamente isto, e quanto antes melhor: o que o sistema vê, o que ele não vê e quem recebe os avisos. O IRIS detecta situação, não pessoa: não reconhece rosto, não identifica ninguém e não serve para punir um trabalhador específico. O que é tratado, quanto tempo se guarda e quem pode ver se configura, e se configura junto com vocês. E a gente fala sem rodeio: o cumprimento em matéria de proteção de dados é a organização de vocês que assina, não um comercial nosso; a gente entrega a ferramenta e a documentação de como ela trata os dados. Um canteiro onde a representação entende para que o sistema serve funciona; um onde ela não entende, não funciona.
Isso é para uma obra ou para todas as obras da empresa?
Isso serve para uma obra sozinha e ganha outro sentido com todas as da empresa. Numa obra, o valor é o aviso: alguém fica sabendo da situação enquanto ela acontece. Numa construtora com dezenas de obras ao mesmo tempo aparece uma coisa que uma obra sozinha não tem, que é a comparação com a mesma régua: a mesma regra, escrita igual, aplicada em todas. Aí dá para ver que obra acumula mais situação de risco no mesmo tipo de serviço, qual corrigiu depois de um treinamento e qual vale a pena ir visitar. Hoje isso se decide pela impressão de quem pisa em mais obra. Com o dado na frente se decide melhor, e dá para explicar.
Quanto custa?
Custa conforme quantas câmeras são analisadas, o que se pede de cada uma e onde o vídeo é processado. A gente não publica tabela de preço porque não seria honesto: uma obra com seis câmeras e duas regras e uma construtora com vinte obras abertas não são o mesmo projeto. O que dá para fazer é começar pequeno: um par de pontos de uma obra, as duas ou três regras que ali de fato importam, e ver os avisos e os números junto com a equipe de vocês antes de decidir qualquer coisa. Escreva para a gente e a gente olha isso com as plantas e as câmeras de vocês na frente.
A unidade fechada
Ir para a páginaIsso serve para classificar quem está na unidade?
Não, isso não serve para classificar ninguém, e tem que ser dito com todas as letras. O IRIS não identifica pessoa nenhuma: não reconhece rosto, não compara com base de dados nenhuma, não guarda quem é ninguém, não tem ficha de ninguém e não segue nenhuma pessoa específica pela unidade. Ele também não prevê e não julga: não diz quem vai fazer o quê, não dá nota para ninguém, não classifica ninguém pelo comportamento e não interpreta o estado de espírito de ninguém. O que ele detecta são situações definidas pela unidade: “tem uma pessoa caída no chão na ala três”, “tem um grupo parado num corredor numa hora em que não deveria ter ninguém”. O que está acontecendo, onde e desde quando. É tudo o que vai no aviso, e é a primeira coisa que vocês têm que conseguir mostrar para a direção, para a representação dos trabalhadores e para quem tiver que aprovar isso.
O IRIS abre porta, dispara alarme ou substitui alguém da equipe?
Não, o IRIS não abre nem fecha porta nenhuma, não dispara alarme automático que substitua uma decisão e não substitui ninguém da equipe. Ele também não substitui a conferência que a equipe faz pelo procedimento nem nenhum protocolo de prevenção da unidade: esses continuam iguais, feitos pelas mesmas pessoas e do mesmo jeito. O que o IRIS faz é avisar antes — com a câmera, a hora e o vídeo — para chegar uma pessoa. Quem vai, quando vai e o que faz quem decide é quem está de plantão, e tem que continuar sendo assim: dentro de uma unidade, o critério de quem conhece aquela ala e as pessoas que estão nela vale mais do que qualquer automatismo. O IRIS entrega para essa pessoa o que falta para ela, que é um par de olhos na tela que agora mesmo ninguém está olhando.
Quantos avisos a gente vai receber por turno?
Vocês vão receber os avisos que vocês decidirem, porque a regra é fechada por área, horário e duração. Um sistema que dá duzentos avisos por turno está desligado em uma semana, e com razão: quando tudo avisa, nada avisa. Por isso uma regra não é “me avisa se tiver gente no corredor”, e sim “me avisa se tiver três ou mais pessoas paradas neste corredor, entre 22h e 7h, por mais de um minuto”. Mudando a área, a faixa de horário e o tempo mínimo, o mesmo detector sai de tocar cem vezes por dia e passa a tocar quando de fato importa. E depois se ajusta, com o que apareceu nas duas primeiras semanas: as regras se afinam com o que acontece na unidade de vocês, não com o que acontece em geral.
Quem decide o que é vigiado e o que não é?
Quem decide é a unidade, não o IRIS. Que área, a que hora, quanta gente e quanto tempo: isso quem escreve é a instituição, e fica escrito numa frase que qualquer pessoa lê e qualquer pessoa muda. O IRIS aplica o que falaram para ele, sempre igual e sem cansar. Ele não vem de fábrica com uma lista de comportamentos “suspeitos” e não decide por conta própria o que é normal no pátio de vocês: o que é normal numa unidade não é normal em outra, e isso quem sabe é quem trabalha ali. Se amanhã mudar o horário do refeitório, se fechar uma ala por causa de obra ou se abrir um módulo novo, a regra se reescreve num instante e ninguém precisa encomendar nada. E como ela está escrita numa frase, dá para mostrar do jeito que está para quem perguntar o que exatamente aquela câmera procura.
E os direitos de quem está na unidade e os da equipe?
Os direitos de quem está na unidade e os da equipe se protegem decidindo o que é olhado e o que não é, e aqui a resposta é curta: são olhadas situações em áreas comuns que a unidade definiu — um pátio, um corredor, uma doca — e não é olhado quem é ninguém. Não tem reconhecimento facial, não tem leitura de placa, não tem ficha de nenhuma pessoa que está ali e não tem ficha de nenhum trabalhador. O IRIS não consegue dizer para vocês “esta pessoa passou aqui seis vezes”, porque ele não sabe quem ela é: o aviso diz que situação, em que câmera e a que hora. E o resto não é um comercial nosso que assina: o enquadramento legal, a informação para a equipe e para quem está na unidade, e a decisão de onde tem câmera e onde não tem, quem assina é a administração que instala, com o jurídico dela e com a representação dos trabalhadores presente. Desconfiem de quem falar o contrário.
Funciona com as câmeras que a gente já tem?
Sim, funciona com as câmeras que vocês já têm, e é exatamente esse o ponto: uma unidade já tem centenas delas, e o que falta não é câmera, é alguém olhando. O IRIS analisa o sinal de vídeo que essas câmeras já estão produzindo. O que pesa no resultado é onde cada uma está colocada e o que se enxerga dali: uma câmera que pega o pátio de frente e de cima entrega muito mais do que uma posicionada para o muro aparecer inteiro. Antes de prometer qualquer coisa a gente prefere olhar as plantas de vocês e algumas imagens reais, e dizer em que câmeras isso faz sentido e em quais não faz. Às vezes a resposta é mexer dois metros numa câmera, e isso é mais barato do que comprar coisa nenhuma.
O vídeo sai da unidade?
O vídeo sai da unidade só se vocês quiserem, e numa unidade fechada o normal é não sair. O IRIS pode ser processado dentro da própria unidade, num equipamento de vocês e sem conexão com a internet: as imagens não vão para lugar nenhum e a análise continua funcionando mesmo se o link cair. Também dá para processar no nosso centro de dados ou na nuvem, se for melhor para vocês, mas isso é decisão de vocês e não condição nossa. Seja onde for, de um aviso se guarda sempre a mesma coisa: a câmera, a hora, a situação detectada e o trecho de vídeo, para o relatório depois se sustentar em alguma coisa além de uma lembrança.
A contagem por área é confiável?
A contagem por área é confiável porque ela não é configurada falando, é configurada desenhando: você traça uma linha ou uma área em cima da imagem e conta quem cruza e quanta gente está dentro. Uma linha ninguém descreve com uma frase; tem que traçar. Por isso o número é calculado igual todo dia, dá para repetir e dá para auditar. E na contagem de pessoas vocês não ficam com a nossa palavra: o nosso sistema é homologado pelo Centro Español de Metrología, o instituto nacional de metrologia da Espanha, um terceiro independente que conferiu que o número é o certo. Dito com precisão: isso não é uma homologação brasileira e não vale como tal, e ela cobre a contagem de pessoas, não o produto inteiro. E mais uma coisa, porque importa: isso não substitui a conferência que a equipe faz pelo procedimento. É saber quanta gente está no pátio agora, que é outra pergunta e se responde de outro jeito.
E o que o IRIS não vê?
O que o IRIS não vê existe, e é melhor falar isso antes de assinar qualquer coisa. Uma câmera só entende o que entra no enquadramento dela: se acontece alguma coisa fora de campo, atrás de um pilar, entre dois corpos ou numa área onde não tem câmera, o IRIS não vê, do mesmo jeito que uma pessoa olhando aquela mesma tela também não veria. Com pouca luz, com chuva forte ou com a objetiva suja, ele vê pior. E tem situação que se parece demais: duas pessoas se abraçando e duas se empurrando podem se confundir por um segundo, e por isso quem fecha o aviso é sempre uma pessoa olhando o vídeo. O IRIS não é infalível e a gente não vai vender ele como se fosse. É um sistema que olha, em todas as horas, as câmeras que agora mesmo ninguém está olhando.
Quanto custa?
Custa conforme quantas câmeras são analisadas, o que se pede de cada uma e onde o vídeo é processado. A gente não publica tabela de preço porque não seria honesto: um módulo com doze câmeras e três regras e uma unidade inteira com centenas não são o mesmo projeto. O que dá para fazer é começar pequeno: um pátio e uma ala, as duas ou três regras que ali de fato importam, e ver os avisos e os números junto com a equipe de vocês antes de decidir qualquer coisa. Escreva para a gente e a gente olha isso com as plantas e as câmeras de vocês na frente.
O hospital
Ir para a páginaVocês vão botar câmera nos quartos?
Não, ninguém vai botar câmera em quarto, e isso vem antes de tudo. Não tem câmera em quarto, não tem em banheiro, não tem em sala de exame e não tem em lugar nenhum onde um paciente é atendido ou examinado. O IRIS olha área comum: corredor, sala de espera, saguão e acesso, que é onde quase todo hospital já tem câmera hoje. E nessas áreas ele não identifica ninguém: não reconhece rosto, não compara com base de dados nenhuma, não sabe quem é nenhum paciente nem nenhum profissional, não tem ficha de ninguém, não acessa prontuário e não cruza dado médico nem o sistema do hospital. O que ele vê é “tem uma pessoa caída no chão do corredor do terceiro andar”: o que está acontecendo, onde e desde quando. É tudo o que vai no aviso, e é a primeira coisa que vocês têm que conseguir mostrar para a direção, para os profissionais e para quem tiver que aprovar isso.
O IRIS faz diagnóstico ou decide quem é atendido primeiro?
Não, o IRIS não diagnostica e não decide quem é atendido primeiro. Ele não diz o que uma pessoa tem, não avalia o estado de saúde de ninguém, não faz classificação de risco e não prioriza paciente: o critério clínico é de um profissional e o IRIS não entra nisso. Ele também não acessa prontuário nem dado médico nenhum, e não se conecta no sistema do hospital para saber quem é quem. E não substitui a vigilância clínica nem profissional nenhum: os protocolos da unidade continuam exatamente iguais, feitos pelas mesmas pessoas e do mesmo jeito. O IRIS também não aciona ninguém por conta própria nem dispara nada no lugar de uma decisão. O que ele faz é avisar antes — com a câmera, a hora e o vídeo — para chegar uma pessoa, que é quem olha, avalia e decide.
Quantos avisos a gente vai receber por turno?
Vocês vão receber os avisos que vocês decidirem, porque a regra é fechada por área, horário e duração. Um sistema que dá cem avisos por turno está desligado em uma semana, e com razão: quando tudo avisa, nada avisa. Por isso uma regra não é “me avisa se tiver alguém parado no corredor”, e sim “me avisa se tiver uma pessoa caída no chão neste corredor por mais de vinte segundos”, ou “me avisa se alguém estiver imóvel nesta sala de espera há mais de quinze minutos, entre 22h e 7h”. Mudando a área, a faixa de horário e o tempo mínimo, o mesmo detector sai de tocar cem vezes por dia e passa a tocar quando de fato importa. E depois se ajusta, com o que apareceu nas duas primeiras semanas: as regras se afinam com o que acontece no hospital de vocês, não com o que acontece em geral.
Quem decide o que é olhado e o que não é?
Quem decide é o hospital, não o IRIS. Que área, a que hora e quanto tempo é “muito tempo”: isso quem escreve é o hospital com os profissionais dele, e fica escrito numa frase que qualquer pessoa lê e qualquer pessoa muda. Um quarto de hora parado na sala de espera do pronto-socorro não quer dizer a mesma coisa que um quarto de hora parado no corredor de uma unidade às 4h da manhã, e essa diferença quem sabe é quem trabalha ali, não um fornecedor. O IRIS aplica o que falaram para ele, sempre igual e sem cansar. Ele não vem de fábrica com nenhuma lista do que é “normal” nos corredores de vocês. Se amanhã mudar o horário de visita, se fechar uma ala por causa de obra ou se abrir um andar novo, a regra se reescreve num instante e ninguém precisa encomendar nada. E como ela está escrita numa frase, dá para mostrar do jeito que está para quem perguntar o que exatamente aquela câmera procura.
O que a gente conta para a representação dos trabalhadores e para os profissionais?
Para a representação dos trabalhadores e para os profissionais se conta tudo, e antes de instalar qualquer coisa, não depois. Tem uma câmera que olha se uma área está com alguém atendendo, e é a que levanta a mão em qualquer reunião, então isso se explica de frente: aquilo não é controle de jornada, não é ponto e não avalia ninguém. O IRIS não sabe quem está naquele posto, não guarda quanto tempo alguém ficou em lugar nenhum e não consegue dizer para vocês “esta pessoa chegou tarde” nem “esta pessoa saiu mais cedo”. Ele separa um profissional pela roupa — um jaleco, um uniforme — e não por quem a pessoa é. O que ele diz é “esta área está há meia hora sem ninguém”, que é uma pergunta sobre a área e não sobre a pessoa. E o resto não é um comercial nosso que assina: quem vê os avisos, para que eles servem e o que não pode ser feito com eles é o hospital que escreve, com a representação dos trabalhadores na frente, e por escrito. Um sistema desses só funciona se o pessoal souber o que ele olha e o que ele não olha.
Funciona com as câmeras que a gente já tem?
Sim, funciona com as câmeras que vocês já têm, e é exatamente esse o ponto: um hospital já tem centenas em corredor, saguão e acesso, e o que falta não é câmera, é alguém olhando para elas. O IRIS analisa o sinal de vídeo que essas câmeras já estão produzindo. O que pesa no resultado é onde cada uma está colocada e o que se enxerga dali: uma câmera que pega o corredor no comprimento e de cima entrega muito mais do que uma posicionada para a porta aparecer inteira. Antes de prometer qualquer coisa a gente prefere olhar as plantas de vocês e algumas imagens reais, e dizer em que câmeras isso faz sentido e em quais não faz. Às vezes a resposta é mexer dois metros numa câmera, e isso é mais barato do que comprar coisa nenhuma.
O vídeo sai do hospital?
O vídeo sai do hospital só se vocês quiserem, e num hospital o normal é não sair. O IRIS pode ser processado dentro do próprio hospital, num equipamento de vocês e sem conexão com a internet: as imagens não vão para lugar nenhum e a análise continua funcionando mesmo se o link cair. Também dá para processar no nosso centro de dados ou na nuvem, se for melhor para vocês, mas isso é decisão de vocês e não condição nossa. Seja onde for, de um aviso se guarda sempre a mesma coisa: a câmera, a hora, a situação detectada e o trecho de vídeo, e nada mais. Nem nome, nem número de prontuário, nem dado médico, porque o IRIS não tem isso e não pede.
O número de pessoas esperando no pronto-socorro é confiável?
O número de gente esperando no pronto-socorro é confiável porque ele não é configurado falando, é configurado desenhando: você traça uma linha ou uma área em cima da imagem e conta quem cruza e quanta gente está dentro. Uma linha ninguém descreve com uma frase; tem que traçar. Por isso o número é calculado igual todo dia, dá para repetir e dá para auditar. E na contagem de pessoas vocês não ficam com a nossa palavra: o nosso sistema é homologado pelo Centro Español de Metrología, o instituto nacional de metrologia da Espanha, um terceiro independente que conferiu que o número é o certo. Dito com precisão: isso não é uma homologação brasileira e não vale como tal, e ela cobre a contagem de pessoas, não o produto inteiro. E mais uma coisa, porque importa: esse número diz quanta gente tem e desde quando, para vocês reforçarem o turno ou abrirem outro guichê. Ele não diz quem é ninguém e não decide quem é atendido primeiro.
E o que o IRIS não vê?
O que o IRIS não vê existe, e é melhor falar isso antes de assinar qualquer coisa. Uma câmera só entende o que entra no enquadramento dela: se acontece alguma coisa dentro de um quarto, num banheiro, atrás de uma porta fechada ou num corredor onde não tem câmera, o IRIS não vê, do mesmo jeito que uma pessoa olhando aquela mesma tela também não veria. Com pouca luz ou com a objetiva suja ele vê pior. E tem situação que se parece demais: alguém abaixando para pegar uma coisa e alguém que perdeu o equilíbrio podem se confundir por um segundo, e por isso quem fecha o aviso é sempre uma pessoa olhando o vídeo. E tem que dizer a frase inteira: o IRIS não evita queda nenhuma. Quando o IRIS vê, a queda já aconteceu. O que muda é o tempo que aquela pessoa fica no chão até alguém chegar. A gente não vai vender para vocês um sistema infalível, porque ele não é. É um sistema que olha, em todas as horas, os corredores que agora mesmo ninguém está olhando.
Quanto custa?
Custa conforme quantas câmeras são analisadas, o que se pede de cada uma e onde o vídeo é processado. A gente não publica tabela porque não seria honesto: uma unidade com doze câmeras e três regras e um hospital inteiro com centenas não são o mesmo projeto. O que dá para fazer é começar pequeno: um corredor e a sala de espera do pronto-socorro, as duas ou três regras que ali de fato importam, e ver os avisos e os números junto com a equipe de vocês antes de decidir qualquer coisa. Escreva para a gente e a gente olha isso com as plantas e as câmeras de vocês na frente.
A escola
Ir para a páginaVocês vão reconhecer os nossos alunos?
Não, ninguém vai reconhecer aluno nenhum, e isso vem antes de tudo. O IRIS não reconhece rosto, não compara com base de dados nenhuma, não sabe quem é nenhuma criança, não guarda rosto nenhum, não segue nenhuma criança e não tem ficha de ninguém. Ele também não lê placa: numa escola essa função fica desligada. E tem lugar onde não entra câmera: nem banheiro nem vestiário. O IRIS olha área comum — o pátio do recreio, os acessos, os corredores compartilhados e a rua do portão —, que é onde quase toda escola já tem câmera hoje. O que ele vê é “tem uma criança caída no chão na quadra dos fundos e faz três minutos que ela não levanta”: o que está acontecendo, onde e desde quando. É tudo o que vai no aviso, e é a primeira coisa que vocês têm que conseguir mostrar para os professores, para a associação de pais e para as famílias.
O IRIS detecta bullying?
Não, o IRIS não detecta bullying, e quem falar o contrário não está contando a verdade para vocês. Bullying é um padrão que um profissional com formação avalia, olhando muita coisa que não acontece na frente de uma câmera. Uma câmera vê outra coisa: vê uma roda fechada que se repete no mesmo canto e na mesma hora, ou vê uma criança que passou o recreio inteiro sozinha. Isso é fato verificável, não diagnóstico. O IRIS não diz quem pratica bullying, não diz quem é conflituoso, não diz quem está triste e não rotula criança nenhuma. Ele não diagnostica e não prevê. O que ele faz é mostrar para a equipe da escola onde e quando olhar, com o vídeo na frente. O que aquilo significa quem decide é uma pessoa com formação — o professor da turma, a orientação educacional, a equipe —, e nessa parte o IRIS não encosta.
O IRIS abre porta ou liga para alguém por conta própria?
Não, o IRIS não abre porta nenhuma e não liga para ninguém por conta própria. Ele não abre nem fecha o portão da escola, não dispara sirene, não avisa ninguém de fora e não toma decisão no lugar de uma pessoa. Ele também não substitui o professor que está de vigilância: o recreio continua sendo vigiado por quem vigia hoje, com o mesmo turno e o mesmo critério. Ele não controla os professores — não é controle de jornada, não é ponto e não avalia ninguém — e não aplica multa em carro nenhum. A única coisa que ele faz é avisar antes, com a câmera, a hora e o vídeo, para um adulto da escola se aproximar. Quem vai, o que faz e o que se registra continua exatamente igual.
Quantos avisos a gente vai receber por recreio?
Vocês vão receber os avisos que vocês decidirem, porque a regra é fechada por área, horário e duração. Um sistema que dá cinquenta avisos por recreio está desligado em uma semana, e com razão: quando tudo avisa, nada avisa. Por isso uma regra não é “me avisa se tiver uma criança no chão”, que num pátio acontece toda hora e quase sempre porque elas estão brincando, e sim “me avisa se tiver uma criança no chão nesta quadra por mais de dois minutos”, ou “me avisa se esta área ficar dez minutos sem nenhum adulto entre 11h e 11h30”. Mudando a área, a faixa de horário e o tempo mínimo, o mesmo detector sai de tocar toda hora e passa a tocar quando de fato importa. E quem escreve a regra é a escola com a equipe dela e a orientação educacional, não um fornecedor: quanto tempo é “muito tempo” e que canto importa quem sabe é quem está lá todo dia. Depois se afina com o que apareceu nas duas primeiras semanas.
O que a gente fala para os professores, para a associação de pais e para as famílias?
Para os professores, para a associação de pais e para as famílias se conta tudo, e antes de instalar qualquer coisa, não depois. Mostra para eles o que é olhado: o pátio do recreio, os acessos, os corredores comuns e a rua do portão. E o que não é olhado: banheiro e vestiário, onde não tem câmera. Fala com estas palavras que não tem reconhecimento facial, que não tem ficha de criança nenhuma e que o IRIS não rotula ninguém. E explica a câmera que conta quantas pessoas ficam em cada espaço, porque é a que levanta a mão em qualquer reunião: ela serve para saber quanta gente falta sair se precisar evacuar, e não é fazer a chamada, porque ela conta pessoas e não sabe quem são. O resto não é um comercial nosso que assina: o enquadramento legal e a informação para as famílias quem assina é a escola e a mantenedora dela, que são quem responde por isso. Um sistema desses só funciona se os professores e as famílias souberem exatamente o que ele olha e o que ele não olha.
Funciona com as câmeras que a gente já tem?
Sim, funciona com as câmeras que vocês já têm, e é exatamente esse o ponto: uma escola já costuma ter câmera no portão, no pátio e nos corredores, e o que falta não é câmera, é alguém olhando para elas. O IRIS analisa o sinal de vídeo que essas câmeras já estão produzindo. O que pesa mesmo no resultado é onde cada uma está colocada e o que se enxerga dali: uma câmera que pega o pátio no comprimento e de cima entrega muito mais do que uma posicionada para o portão aparecer inteiro. Antes de prometer qualquer coisa a gente prefere olhar as plantas de vocês e algumas imagens reais, e dizer em que câmeras isso faz sentido e em quais não faz. Às vezes a resposta é mexer dois metros numa câmera, e isso é mais barato do que comprar coisa nenhuma.
O vídeo sai da escola?
O vídeo sai da escola só se vocês quiserem, e numa escola o normal é não sair. O IRIS pode ser processado dentro da própria escola, num equipamento de vocês e sem conexão com a internet: as imagens não vão para lugar nenhum e a análise continua funcionando mesmo se o link cair. Também dá para processar no nosso centro de dados ou na nuvem, se for melhor para vocês, mas isso é decisão de vocês e não condição nossa. Seja onde for, de um aviso se guarda sempre a mesma coisa: a câmera, a hora, a situação detectada e o trecho de vídeo, e nada mais. Nem nome, nem turma, nem rosto guardado, porque o IRIS não tem isso e não pede.
O número de quantas pessoas ficam lá dentro é confiável?
O número de quantas pessoas ficam lá dentro é confiável porque ele não é configurado falando, é configurado desenhando: você traça uma linha ou uma área em cima da imagem e conta quem cruza e quanta gente está dentro. Uma linha ninguém descreve com uma frase; tem que traçar. Por isso o número é calculado do mesmo jeito todo dia, dá para repetir e dá para auditar. E na contagem de pessoas vocês não ficam com a nossa palavra: o nosso sistema é homologado pelo Centro Español de Metrología, o instituto nacional de metrologia da Espanha, um terceiro independente que conferiu que o número é o certo. Dito com precisão: isso não é uma homologação brasileira e não vale como tal, e ela cobre a contagem de pessoas, não o produto inteiro. E mais uma coisa, porque importa: esse número diz quantas pessoas ficam num espaço e desde quando, para que num simulado ou numa evacuação de verdade vocês saibam onde falta gente sair. Ele não diz quem é ninguém e não é fazer a chamada.
E o que o IRIS não vê?
O que o IRIS não vê existe, e é melhor falar isso antes de assinar qualquer coisa. Uma câmera só entende o que entra no enquadramento dela: em banheiro e em vestiário não tem câmera, e o que acontecer ali o IRIS não vê nem vai ver. Ele também não vê atrás de uma porta fechada, nem no canto que uma árvore tapa, nem fora do horário em que a escola decidiu que ele olha. Com pouca luz ou com a objetiva suja ele vê pior. E tem situação que se parece demais: um monte de criança se jogando uma em cima da outra brincando e uma briga podem se confundir por um segundo, e por isso quem fecha o aviso é sempre uma pessoa olhando o vídeo. E tem que dizer a frase inteira: o IRIS não evita briga nenhuma e não evita atropelamento nenhum. Quando o IRIS vê, já está acontecendo. O que muda é o tempo que passa até um adulto chegar. A gente não vai vender para vocês um sistema infalível, porque ele não é. É um sistema que olha, o horário inteiro, o pátio que agora mesmo ninguém está olhando.
Quanto custa?
Custa conforme quantas câmeras são analisadas, o que se pede de cada uma e onde o vídeo é processado. A gente não publica tabela porque não seria honesto: um pátio com quatro câmeras e duas regras e uma escola inteira com o portão, os corredores e a rua não são o mesmo projeto. O que dá para fazer é começar pequeno: o pátio e o portão, as duas ou três regras que ali de fato importam, e ver os avisos junto com a equipe de vocês antes de decidir qualquer coisa. Escreva para a gente e a gente olha isso com as plantas e as câmeras de vocês na frente.
A infraestrutura
Ir para a páginaO IRIS identifica alguém? Ele lê placa ou reconhece rosto?
Não, o IRIS não identifica ninguém: ele não lê placa e não reconhece rosto. O que ele vê é “uma pessoa na crista da barragem” ou “um veículo parado no acesso”, onde aquilo está e desde quando. Ele não compara nada com base de dados nenhuma e não guarda quem é ninguém. Se o que vocês precisam é saber de quem é um carro ou quem entrou, ele não faz isso, e a gente prefere falar antes do que depois.
O IRIS prevê uma cheia, uma pane ou um incêndio?
Não, o IRIS não prevê cheia, nem pane, nem incêndio. O IRIS não prevê nada. Ele avisa do que está acontecendo na frente da câmera e já dá para ver: a água que já passou por cima de uma referência, os troncos que já estão se acumulando na frente do vertedouro, a fumaça que já está saindo de uma pilha. Isso chega antes do dano, e por isso serve; mas é o aviso de uma coisa que está acontecendo, não um prognóstico. Com uma câmera ninguém pode prometer mais do que isso.
O IRIS abre uma comporta ou para uma bomba quando vê um problema?
Não, o IRIS não abre nem fecha comporta nenhuma, não para bomba nenhuma e não dispara manobra nenhuma. Ele também não substitui a instrumentação da instalação: nem sensor de nível, nem proteção elétrica, nem sistema de combate a incêndio, nem nenhum sistema de aviso hidrológico. Ele é uma camada que olha as câmeras e avisa antes, para uma pessoa decidir. Tudo o que manobra a instalação continua sendo de vocês e continua sendo decidido por quem decide hoje.
Como o IRIS sabe que a água subiu?
O IRIS sabe que a água subiu porque ele vê a água por cima de uma referência física que está na imagem: uma régua pintada, um degrau, a borda de uma caixa, um dique. Essa referência ninguém descreve com uma frase, ela é traçada em cima da imagem: por isso o dado sai igual todo dia e dá para auditar. E tem que ser dito com clareza: isso não é uma régua limnimétrica automática. Ele não dá uma cota em metros e não substitui a instrumentação. Ele diz “a água passou desta linha”, que muitas vezes é exatamente o que ninguém está vendo.
O que uma câmera consegue ver e o que ela não consegue?
Uma câmera consegue ver o que aparece e não consegue ver o que não aparece, e ter isso claro antes de escrever uma regra poupa aborrecimento. O IRIS vê uma comporta numa posição, e não lê telecomando nenhum nem sabe se a ordem chegou. Ele vê uma casa de bombas alagada com as bombas paradas, e não sabe se uma bomba está funcionando. Ele lê um nível em cima de uma referência física visível, e não é um medidor de nível. Isso são sinais observáveis, não medida de processo: servem para avisar com margem, não para substituir os sensores de vocês. Agora, se a câmera for termográfica a temperatura aparece, porque ali a temperatura é a imagem: o IRIS acha o ponto quente antes de ter fumaça. Numa pilha de resíduo o fogo começa por dentro e quando a fumaça aparece já faz horas; numa subestação, uma conexão que esquenta aparece antes de qualquer coisa queimar. E ninguém precisa comprar nada novo: o IRIS vê as termográficas que vocês já tiverem do mesmo jeito que vê as outras.
Quantos avisos a gente vai receber por dia?
Vocês vão receber os avisos que a regra de vocês pedir, e fechar essa regra é o trabalho do primeiro mês. Numa instalação sem gente isso é mais grave do que em qualquer outra: uma regra mal fechada gera cem avisos que ninguém lê, e em uma semana o sistema está desligado. Por isso uma regra não é “me avisa se tiver alguém”. É “me avisa se tiver uma pessoa dentro do recinto cercado, entre 22h e 6h, e há mais de vinte segundos”. Área, horário e duração. Com essas três coisas, na maioria das noites não toca nada, e na noite em que toca, alguém vai ver.
Muitas dessas instalações não têm internet. Onde o vídeo é processado?
O vídeo pode ser processado dentro da própria instalação, sem saída para a internet. É a modalidade que define o produto e é aqui que ela mais aparece: um equipamento local analisa as câmeras e aplica as regras ali mesmo, e as imagens não saem da rede de vocês. Se tiver conexão, o aviso chega também no centro de controle ou no celular de quem estiver de plantão; se ela cair, o IRIS continua vendo e continua guardando o que viu. Também dá para processar no nosso centro de dados ou na nuvem. Quem escolhe são vocês, instalação por instalação.
Aqui não tem ninguém às 4h da manhã. Para quem o aviso chega?
O aviso chega para quem vocês decidirem, porque às 4h da manhã não tem ninguém ali e é exatamente esse o problema. Ele pode ir para o centro de controle, para o celular de quem está de plantão, para a empresa de segurança que vocês contratam, ou para os três ao mesmo tempo. E chega com a câmera, a hora e o vídeo do momento, para quem recebe conseguir decidir sem levantar: isso pode esperar até amanhã, ou isso alguém tem que ir ver agora. Fica tudo guardado, então no dia seguinte ninguém precisa reconstruir nada a partir de horas de gravação.
Quem decide o que é um aviso e o que não é?
Quem decide é quem opera a instalação, não o IRIS. As regras quem escreve são vocês, com as palavras de vocês e numa frase, porque são vocês que sabem o que é normal na planta de vocês e o que não é: se por aquele caminho de serviço passa veículo autorizado todo dia, se aquela porta pode ficar aberta em horário de trabalho, a partir de que linha a água deixa de ser normal. O IRIS não traz critério de fábrica e não decide por conta própria o que importa. Ele aplica o de vocês, sempre igual, em todas as horas do ano. E quando a operação muda, muda a frase.
Uma barragem e um aterro não têm nada a ver. Precisa de um sistema para cada tipo?
Uma barragem e um aterro não têm nada a ver um com o outro, e ninguém precisa de um sistema para cada um: é o mesmo. Esta página mostra sete tipos de instalação — barragem, estação de tratamento, subestação, bacia de contenção, leito de rio, aterro e túnel — com as mesmas regras, escritas do mesmo jeito e numa frase. Por isso ele funciona também quando vocês não têm uma instalação e sim centenas, espalhadas por um estado inteiro e de sete tipos diferentes: um jeito só de escrever as regras, um lugar só onde os avisos chegam e uma coisa só para aprender.
A indústria
Ir para a páginaFunciona com as câmeras que a gente já tem na fábrica?
Sim, funciona com as câmeras que vocês já têm na fábrica. O IRIS se conecta no sinal das câmeras IP já instaladas e analisa do jeito que chega: o que muda não é o equipamento, é o que se entende da imagem. Agora a parte chata: um galpão não é um corredor com luz fixa. A poeira de um triturador, o vapor de uma sala de cozimento e o contraluz de um portão aberto pioram o que se enxerga, e tem enquadramento que não alcança. No projeto a gente revisa câmera por câmera e fala sem rodeio quais servem, quais bastaria mexer alguns graus e quais não dão para o que vocês querem ver ali.
Isso serve para vigiar os operadores?
Não, isso não serve para vigiar os operadores, e tem que ser dito com todas as letras. O IRIS não identifica ninguém: ele detecta que tem mão dentro de uma proteção de máquina aberta, ele não detecta de quem é aquela mão. Não reconhece rosto, não compara com base de dados nenhuma, não serve para bater ponto e não serve para punir uma pessoa específica. O que chega no aviso é a situação, onde ela está e desde quando. Se a fábrica tiver representação dos trabalhadores, isso é a primeira coisa que vocês têm que conseguir mostrar para ela, e quanto antes melhor: um sistema que olha situação, não pessoa.
O IRIS para a máquina ou se conecta no CLP?
Não, o IRIS não para a máquina e não se conecta no CLP. Ele não encosta em comando nenhum, não corta linha nenhuma e não substitui o intertravamento, o bloqueio e etiquetagem nem o plano de prevenção. O que ele faz é avisar da situação enquanto ela está acontecendo — com a câmera, a hora e o vídeo — para quem manda naquela área poder decidir. A decisão continua sendo de uma pessoa, e tem que continuar sendo: numa fábrica, o critério de quem está lá vale mais do que qualquer automatismo. O IRIS acrescenta o que falta para essa pessoa, que é um par de olhos onde neste momento ninguém está olhando.
Quantos avisos a gente vai receber por turno?
Vocês vão receber os avisos que a regra de vocês pedir, e afinar essa regra é o trabalho do primeiro mês. Um sistema que dá cem avisos por turno é desligado em uma semana; a gente sabe disso, e por isso uma regra nunca é “avisa se tiver alguém perto da empilhadeira”. É “avisa se uma pessoa a pé estiver dentro do corredor de empilhadeiras, em horário de produção, por mais do que alguns segundos”. Você fecha a área em cima da imagem, o horário, quanto tempo a situação tem que durar e para quem ela chega. Começa pelo que de fato importa naquele galpão, revisa uma semana de avisos junto com a equipe de vocês e ajusta. Um aviso que ninguém atende é aviso mal configurado, e isso se corrige.
O vídeo sai da fábrica?
O vídeo sai da fábrica ou fica lá dentro conforme a modalidade que vocês escolherem, e as modalidades são duas. Na modalidade local ele não sai: os servidores ficam nas instalações de vocês, o vídeo entra pela rede de vocês, é analisado ali dentro e o sistema não precisa de internet para funcionar. Isso importa numa fábrica onde o link cai ou onde não tem boa conexão. Na outra ele é processado no nosso centro de dados — que é a nossa nuvem, não a de um terceiro — e aí ele sai, criptografado e com as condições assinadas em contrato. O normal num grupo industrial é misturar: dentro o que é sensível, fora o que não é.
A gente tem fábricas de setores diferentes. Precisa de um sistema para cada uma?
Não precisa de um sistema para cada fábrica: é o mesmo sistema e o que muda é o que se pede dele. Uma sala de transferência de farmacêutica, uma bacia de contenção de química e uma esteira de reciclagem são cenas bem diferentes, mas por baixo é a mesma coisa: uma área desenhada em cima da imagem e uma regra escrita com palavras. Por isso uma fábrica nova não começa do zero, e por isso uma siderúrgica e uma fábrica de alimentos podem compartilhar o mesmo jeito de trabalhar. E aparece uma coisa que uma fábrica sozinha não tem: a comparação com a mesma medida. A mesma regra, escrita igual, aplicada em todas, para ver onde a situação se repete e em que fábrica vale a pena ir.
O que o IRIS não vê numa fábrica?
O IRIS não vê o que não cabe numa imagem, e numa fábrica essa lista é importante. Ele não lê sensor nem CLP: não sabe a temperatura de um forno, a pressão de uma linha nem a concentração de um gás. Não vê dentro de máquina fechada, de tanque nem de tubulação. Um gás incolor não aparece, e uma fumaça muito fina também não aparece cedo. Por isso o IRIS não é detecção de incêndio nem detecção de gás, e não substitui nenhuma das duas: aquelas instalações continuam onde estão. O que o IRIS vê é o que se vê: chama, fumaça quando ela já está visível, um líquido no chão, uma porta aberta, uma pessoa onde não deveria estar.
Substitui os nossos sensores, a instalação de segurança ou o plano de prevenção?
Não, ele não substitui os sensores de vocês, nem a instalação de segurança, nem o plano de prevenção: ele convive com tudo isso. Um sensor mede uma grandeza num ponto; o IRIS entende uma cena inteira. São coisas diferentes e as duas são necessárias. O que o IRIS acrescenta é a camada que hoje falta para vocês: olhar todas as câmeras ao mesmo tempo e contar o que está acontecendo na frente delas. Vocês podem continuar gravando e cuidando do vídeo onde já cuidam, porque o IRIS é um NVMS e assenta por cima. O que se integra e como se decide olhando o sistema concreto de vocês, não prometendo de antemão que a gente encaixa com tudo.
Além de avisar, ele consegue medir?
Sim, além de avisar ele consegue medir, e são duas coisas que não se configuram do mesmo jeito. Um aviso se escreve com uma frase. Uma medição se desenha: uma linha que alguém atravessa, uma área que alguém ocupa. E daí sai um número por hora, por turno e por temporada: quanta gente está dentro de uma área, quantos paletes passam num ponto, há quanto tempo uma linha está parada. Perguntar serve para procurar. Contar serve para medir. E as duas coisas não se fazem do mesmo jeito: uma linha ninguém descreve com uma frase, tem que traçar. Na contagem de pessoas o nosso sistema é homologado pelo Centro Español de Metrología, o instituto nacional de metrologia da Espanha, então esse número foi conferido por um terceiro e não por nós. Vale dizer com precisão: isso não é uma homologação brasileira e não vale como tal, e ela cobre a contagem de pessoas, não o produto inteiro.
Quanto custa botar ele numa fábrica?
Custa conforme quantas câmeras são analisadas, o que se pede de cada uma, quantas fábricas entram, que modalidade de instalação vocês escolhem e se o hardware é de vocês ou a gente coloca. A gente não publica tabela porque não seria honesto: um galpão com oito câmeras e três regras e um grupo com doze fábricas não são o mesmo projeto. O que dá para fazer é começar pequeno: dois ou três pontos de uma fábrica, as regras que ali de fato importam, e ver os avisos e os números junto com a equipe de vocês antes de decidir qualquer coisa. Diga quantas câmeras vocês têm e o que querem ver, e a gente dá um número. O telefone é o +34 902 02 70 91.
Os estacionamentos
Ir para a páginaPreciso de um sensor em cada vaga para saber quantas estão livres?
Não, você não precisa de um sensor em cada vaga. O número sai de olhar as vagas com as câmeras que o estacionamento já tem instaladas: você desenha em cima da imagem que pedaço de chão é cada vaga e o IRIS vê se tem carro ou não tem. Uma câmera de corredor cobre dezenas de vagas ao mesmo tempo, e ainda separa o tipo: reservada, de acessibilidade, de moto ou de recarga. Ninguém precisa levantar o asfalto, nem passar cabo andar por andar, nem mudar nada do que já funciona.
Funciona com as câmeras que eu já tenho, com a luz que tem lá embaixo?
Funciona com as câmeras que você já tem, e vale dizer onde ele não alcança. A boca de uma rampa em contraluz estoura a imagem ao meio-dia. Um andar com a iluminação no mínimo deixa corredor onde não dá para ler uma placa. Um domo de canto colocado para vigiar a porta não separa as vagas do fundo. No projeto a gente revisa câmera por câmera o que dá mesmo para detectar naquele enquadramento, e fala sem enfeite quais não alcançam, quais bastaria baixar alguns graus e quais vale deixar só para vigiar. Trocar uma câmera é a exceção, não o ponto de partida.
O número do painel da entrada é confiável? E quando o estacionamento está cheio?
O número do painel é confiável porque ele não vem de subtrair entradas e saídas: vem de olhar as vagas. Contar carro na cancela acumula o erro do dia inteiro, e por isso no meio da tarde o painel diz “lotado” com quarenta vagas livres no quarto andar. Aqui cada vaga é conferida uma por uma, e o número se corrige sozinho. E agora a parte chata: se um pilar tapa metade de uma vaga ou tem um corredor sem luz, aquela vaga específica é lida pior. Isso aparece na implantação, vaga por vaga, e ali se decide que câmera se mexe e que área fica fora da contagem.
Ele lê placa? E isso não é dado pessoal?
Sim, o IRIS lê placa, e sim, uma placa é dado pessoal. A gente fala assim, sem rodeio, porque é o que a lei diz e porque é bom saber antes de assinar. Por isso a leitura é decisão sua, câmera por câmera: você pode ligar na cancela para o mensalista e deixar desligada nos corredores. E se configura o que se guarda, por quanto tempo e quem consulta. O que o IRIS não faz é dizer de quem é aquele carro: ele não consulta cadastro de veículo nenhum nem base de dados de pessoas. Cruzar uma placa com um titular é assunto do seu sistema de mensalidade e da sua organização, não nosso.
O IRIS identifica as pessoas ou os motoristas?
Não, o IRIS não identifica as pessoas nem os motoristas. Ele não reconhece rosto, não compara com base de dados nenhuma e não guarda quem é ninguém. O que ele vê é “uma pessoa atravessando a faixa”, “um carro subindo a rampa”, onde aquilo está e desde quando. No aviso da saída de emergência bloqueada, o que chega é que tem alguém no chão e um carro na frente da porta: nunca quem é aquela pessoa. E a contagem é agregada e anônima: ela diz quantos carros e quantas pessoas passaram por uma área e a que horas, nunca quem eram. Uma pessoa contada é um um, e não sobra mais nada dela.
Quantos avisos a gente vai receber por dia?
Vocês vão receber os avisos que a regra de vocês pedir, e afinar essa regra é o trabalho das primeiras semanas. Um sistema que dispara duzentos avisos por dia é ignorado em quatro dias, e num estacionamento isso acontece rápido porque tem movimento a toda hora. Por isso uma regra nunca é “avisa se tiver um carro parado”. É “avisa se um carro estiver parado fora de vaga há mais de alguns minutos no quarto andar, em horário de funcionamento”. Você fecha a área em cima da imagem, o horário, quanto tempo aquilo tem que durar e para quem chega. Depois revisa uma semana de avisos junto com a equipe de vocês e ajusta. Um aviso que ninguém atende é aviso mal configurado, e isso se corrige.
O vídeo sai do estacionamento ou fica lá dentro?
O vídeo sai do estacionamento ou fica lá dentro conforme a modalidade que você escolher, e as modalidades são duas. Na modalidade local ele não sai: o servidor fica no seu próprio prédio, o vídeo entra pela sua rede, é analisado ali dentro e o sistema não precisa de internet para funcionar. É o normal num estacionamento no subsolo, onde a cobertura já é ruim por si só. Na outra ele é processado no nosso centro de dados — que é a nossa nuvem, não a de um terceiro — e aí sim ele sai, criptografado e com as condições que forem assinadas em contrato. Com vários estacionamentos vale decidir cedo, porque não é a mesma coisa um servidor por prédio e levar tudo para um lugar só.
Substitui as cancelas, o sistema de tíquete ou a instalação contra incêndio?
Não, ele não substitui as cancelas, nem o sistema de tíquete, nem a instalação contra incêndio: ele convive com os três. O IRIS não abre nem fecha nada, não cobra, não valida mensalidade e não corta a energia de um carregador. O que ele faz é ver o que está acontecendo e avisar quem pode descer até lá. E aqui vai o importante, dito sem rodeio: quando ele vê fumaça ou chama perto de um carro ligado na tomada, ele avisa, mas ele não é um detector de incêndio homologado e não substitui a instalação de detecção e combate que a norma exige. Ele é mais um par de olhos, antes de o detector do teto disparar. Nunca no lugar dele.
O que o IRIS NÃO sabe de um estacionamento?
O IRIS não sabe muita coisa de um estacionamento, e é bom falar isso antes e não depois. Ele não sabe se alguém pagou: isso está no seu sistema de tíquete, não na imagem. Não sabe de quem é um carro. Não sabe se quem estacionou na vaga reservada tem direito, ele só vê que tem um carro ali e que não consta autorização associada. Não sabe o que tem dentro de um veículo fechado. E ele não vê nada que não entre num enquadramento: se não tem câmera naquele canto, ali não tem dado. O que ele sabe é o que acontece na frente das câmeras que você já tem, e isso hoje ninguém sabe até alguém reclamar.
Quanto custa botar o IRIS nas câmeras de um estacionamento?
O custo depende de quantas câmeras são analisadas, do que se detecta ou se mede em cada uma, de quantos estacionamentos entram, da modalidade de instalação que você escolher e de o hardware ser seu ou a gente colocar. A gente não publica tabela única porque não seria honesto: não custa a mesma coisa medir as vagas de um andar e cobrir seis níveis, duas rampas e a cancela. O que dá para fazer é começar pequeno: um andar, duas ou três regras e a contagem de vagas livres, e ver os avisos e os números junto com a sua equipe antes de decidir mais nada. Diga quantas vagas e quantas câmeras você tem e a gente dá um número. O telefone é o +34 902 02 70 91.
As arenas
Ir para a páginaFunciona com as câmeras que a gente já tem no recinto?
Sim, funciona com as câmeras que vocês já têm no recinto. O IRIS se conecta no sinal das câmeras IP já instaladas e analisa do jeito que chega: o que muda não é o equipamento, é o que se entende da imagem. No projeto a gente olha câmera por câmera se o enquadramento dá para o que vocês querem ver ali. E fala sem enfeite quais não alcançam: a câmera da plateia não separa um rosto do outro lado da pista, e nem precisa separar, porque o que ela tem que ver é quanta gente tem por metro e se a fila anda.
O IRIS identifica as pessoas ou reconhece rostos na plateia?
Não, o IRIS não identifica as pessoas e não reconhece rostos na plateia. Ele não compara ninguém com lista nenhuma, nem com base de dados nenhuma, e não guarda quem é ninguém. O que ele vê são fatos: uma roda se fechando em volta de duas pessoas, alguém pulando uma cerca, um sinalizador aceso e em que fileira ele está, uma densidade que sobe e um corredor que para de andar. Isso chega na tela com a câmera e a hora. Quem vê o vídeo e conclui o que aconteceu é uma pessoa, sempre.
Dá para saber quanta gente está em cada área e controlar a lotação?
Sim, dá para saber quanta gente está em cada área e cuidar da lotação com isso. Você traça uma linha em cima da imagem de cada porta e o IRIS conta quem entra e quem sai, sem nunca dizer quem é. Você desenha a área de um túnel de acesso ou de um saguão e ele sabe quanta gente está lá dentro neste momento. Perguntar serve para procurar. Contar serve para medir. E as duas coisas não se fazem do mesmo jeito: uma linha ninguém descreve com uma frase, tem que traçar. Na contagem de pessoas o nosso sistema é homologado pelo Centro Español de Metrología, o instituto nacional de metrologia da Espanha, então o número foi conferido por um terceiro e não por nós. Vale dizer com precisão: isso não é uma homologação brasileira e não vale como tal, e ela cobre a contagem de pessoas, não o produto inteiro.
Funciona com o recinto cheio, que é quando faz falta?
O IRIS funciona com o recinto cheio, com um detalhe que a gente prefere falar antes de assinar: quando junta muita gente, umas pessoas tapam as outras e uma câmera deixa de separar uma por uma. Isso acontece com qualquer sistema de visão, o nosso incluído. O que não se perde é exatamente o que falta naquele momento: quanta gente tem por metro naquela área e se o grupo anda ou parou. Medir densidade e avanço não exige separar cada pessoa. Onde vale contar um por um é nas portas e nas catracas, porque ali as pessoas passam em fila.
Com quanta antecedência ele avisa de uma aglomeração?
O IRIS avisa de uma aglomeração assim que aparecem os dois sinais que anunciam ela, e vale dizer o que ele não faz: não adivinha o futuro e não prevê nada. O que ele mede é quanta gente tem por metro naquela área e a que velocidade ela anda. Quando a densidade sobe e o avanço cai ao mesmo tempo, aquilo é um funil se formando, e sai no aviso antes de dar para perceber da sala olhando a tela. Quanta margem ele dá depende do lugar: numa rampa larga dá para ver chegando com mais tempo do que na boca de um túnel de acesso. O aviso chega com a câmera, a área e a hora, e a manobra quem decide é quem está lá.
Isso substitui a equipe de apoio ao público, o plano de emergência ou o controle de acesso?
Não, isso não substitui a equipe de apoio ao público, nem o plano de emergência, nem o controle de acesso: muda aquilo para onde eles olham. Hoje uma pessoa tem na frente dezenas de telas e, em dia de casa cheia, não dá conta de todas. Com o IRIS ela para de olhar tudo e passa a olhar o que importa, quando importa. O IRIS não abre nem fecha porta, não para catraca e não manda ninguém para lugar nenhum: ele abre a câmera, mostra o que viu e espera. O plano continua sendo de vocês e a decisão também. O que ele traz é um par de olhos no ponto onde agora mesmo ninguém está olhando.
Quantos avisos chegam num dia de casa cheia, e para quem eles chegam?
Chegam os avisos que a regra de vocês pedir, e afinar essa regra é o trabalho dos primeiros eventos. Um sistema que dá cem avisos num show é desligado no segundo; a gente sabe disso. Por isso uma regra não é “avisa se tiver muita gente”. É “avisa se a densidade desta área passar deste valor e o avanço cair, por mais destes segundos, em horário de acesso”. Você fecha a área em cima da imagem, o limiar, quanto tempo aquilo tem que durar e para quem chega. E o aviso não vai para um e-mail: vai para o rádio e para o celular de quem está naquela porta, com a câmera aberta. Vocês revisam um evento inteiro junto com a equipe e ajustam.
O vídeo sai do recinto ou fica lá dentro?
O vídeo sai do recinto ou fica lá dentro conforme a modalidade que vocês escolherem, e as modalidades são duas. Na modalidade local ele não sai: os servidores ficam nas instalações de vocês, o vídeo entra pela rede de vocês, é analisado ali dentro e o sistema não precisa de internet para funcionar. Num recinto isso pesa muito, porque em dia de casa cheia a conexão é a primeira coisa a saturar, e o sistema tem que continuar vendo justamente nessa hora. Na outra modalidade ele é processado no nosso centro de dados, que é a nossa nuvem e não a de um terceiro. Nas duas, a comunicação vai criptografada e as condições ficam assinadas em contrato.
Uma feira e um show não se parecem. Precisa reconfigurar tudo a cada evento?
Uma feira e um show não se parecem, e por isso o sistema foi pensado para trocar de montagem custar pouco tempo. As áreas se redesenham em cima da imagem: se o palco tapa metade da plateia e aparece um fosso na frente, você marca o fosso e segue trabalhando. As regras de aviso são escritas com palavras, então uma regra para a montagem desta noite se escreve num instante e se testa no mesmo dia. E ninguém precisa refazer tudo toda vez: você guarda uma configuração por tipo de evento — feira, show em pé, show sentado — e carrega a que serve. É a diferença entre um sistema que serve no primeiro evento e um que continua servindo no meio da turnê.
Quanto custa botar o IRIS nas câmeras de um recinto?
O custo depende de quantas câmeras são analisadas, do que se detecta ou se mede em cada uma, da modalidade de instalação que vocês escolherem e de o hardware ser de vocês ou a gente colocar. A gente não publica tabela porque não seria honesto: não custa a mesma coisa cobrir as cinco portas de acesso de um pavilhão e cobrir a plateia, os túneis e os bares de um centro de convenções inteiro. O que dá para fazer é começar pequeno: as duas portas que travam sempre, a contagem da lotação, e ver os avisos e os números junto com a equipe de vocês depois de uns dois eventos. Diga quantas câmeras tem e o que vocês querem ver, e a gente dá um número. O telefone é o +34 902 02 70 91.
Os hotéis
Ir para a páginaTem câmera nos quartos?
Não, não tem câmera nos quartos. Também não tem em banheiro nem em vestiário da equipe. Ali não tem nada para medir, porque ali não tem câmera e não vai ter. As câmeras de que esta página fala estão na recepção, no salão, no restaurante, na cozinha, na porta e na área de serviço: lugares comuns, onde hoje já tem câmera instalada. Se alguém oferecer para você analisar o interior de um quarto, saiba que a gente não faz isso, e que não é descuido: é decisão.
Isso serve para controlar a minha equipe?
Não, isso não serve para controlar a sua equipe, e tem que ser dito com todas as letras. O IRIS mede a situação, nunca a pessoa: ele vê “uma mesa sem ser limpa há oito minutos”, ele não vê quem tinha que limpar. O aviso serve para abrir outro balcão ou para mandar alguém no balcão de saída da cozinha, não para apontar o dedo para um garçom nem para dar nota para um recepcionista. Ele não identifica ninguém, não serve para bater ponto e não serve para punir. Se tiver representação dos trabalhadores, isso é a primeira coisa que vocês têm que conseguir mostrar para ela, e quanto antes melhor.
O IRIS identifica os hóspedes ou reconhece rostos?
Não, o IRIS não identifica os hóspedes e não reconhece rostos. Ele detecta objeto, comportamento e situação: uma fila que cresce, uma mala sozinha no salão, uma travessa vazia, uma pessoa caída no chão. Ele não compara rosto com base de dados nenhuma, não segue ninguém de um salão para outro e não cruza com o programa de fidelidade nem com a ficha de reserva. A contagem é agregada e anônima: ela diz quantas pessoas estão no salão às 21h30, nunca quem eram. Uma pessoa contada é um um: dela não sobra mais nada.
Funciona com as câmeras que a gente já tem no hotel?
Sim, funciona com as câmeras que vocês já têm no hotel. O IRIS se conecta no sinal das câmeras IP instaladas e analisa do jeito que chega: o que muda não é o equipamento, é o que se entende da imagem. E agora a parte desconfortável: nem todas alcançam. Uma câmera posicionada para vigiar a porta talvez não separe se uma travessa do bufê está vazia, e a da recepção em contraluz de uma fachada envidraçada ao meio-dia entrega uma imagem estourada onde não se conta bem. No projeto a gente olha câmera por câmera, e fala sem enfeite quais não alcançam e quais bastaria mexer alguns graus.
Ele mede mesmo quanto tempo se espera na recepção?
Sim, ele mede mesmo quanto tempo se espera na recepção, e isso se faz desenhando, não falando. Você traça em cima da imagem a área de espera e a linha do balcão. O IRIS conta quanta gente entra na área e quanta chega a ser atendida: a diferença é quem cansou e foi embora. Perguntar serve para procurar. Contar serve para medir. E as duas coisas não se fazem do mesmo jeito: uma linha ninguém descreve com uma frase, tem que traçar. Na contagem de pessoas o nosso sistema é homologado pelo Centro Español de Metrología, o instituto nacional de metrologia da Espanha, então esse número foi conferido por um terceiro e não por nós. Vale dizer com precisão: isso não é uma homologação brasileira e não vale como tal, e ela cobre a contagem de pessoas, não o produto inteiro.
Funciona na cozinha, com o vapor e o calor?
Funciona na cozinha com uma ressalva que a gente prefere falar antes de assinar. Uma labareda em cima da frigideira aparece bem: é grande, é brilhante e surge de repente. Uma poça no chão também. O que aparece mal é a fumaça fina, e o vapor de uma lava-louças ou de uma panela pode tapar metade da imagem e se confundir com fumaça. Além disso a gordura gruda na ótica e vai borrando o enquadramento, então a câmera da cozinha precisa ser limpa. E o mais importante: o IRIS não é detector de incêndio homologado e não substitui a instalação de proteção da cozinha. Ele avisa; ele não apaga.
Quantos avisos a gente vai receber, e para quem eles chegam?
Vocês vão receber os avisos que a regra de vocês pedir, e afinar essa regra é o trabalho do primeiro mês. Um sistema que dá cem avisos por dia é desligado em uma semana. Por isso uma regra não é “avisa se tiver fila”: é “avisa se tiver mais de dez pessoas esperando na recepção por mais de cinco minutos com menos de três balcões abertos”. Você fecha a área em cima da imagem, a faixa de horário, quanto tempo a situação tem que durar e para quem ela chega. E eles chegam no celular do encarregado do turno ou do gerente, não numa tela da copa que ninguém olha. Revisa uma semana de avisos junto com a equipe de vocês e ajusta.
O vídeo sai do hotel?
O vídeo sai do hotel ou fica lá dentro conforme a modalidade que vocês escolherem, e as modalidades são duas. Na modalidade local ele não sai: os servidores ficam nas instalações de vocês, o vídeo entra pela rede de vocês, é analisado ali dentro e o sistema não precisa de internet para funcionar. Na outra ele é processado no nosso centro de dados, que é a nossa nuvem e não a de um terceiro. Nas duas, a comunicação vai criptografada e as condições ficam assinadas em contrato. Numa rede vale decidir cedo, porque não é a mesma coisa botar um equipamento por hotel e levar a análise para um lugar só: isso pesa na rede de cada unidade.
Serve para um hotel só ou precisa de uma rede?
Serve para um hotel só e serve também para uma rede; o que muda não é o sistema, é o que se faz com o dado. Num hotel só ele serve para decidir aquele hotel: a que horas abrir o segundo balcão, quando reforçar o café da manhã, se o salão está cheio mesmo ou só parece. Numa rede aparece uma coisa que um hotel só não tem: a comparação com a mesma régua. A mesma regra, escrita igual, medida igual em quarenta unidades. O hotel onde a fila dispara meia hora antes do que nos outros. Começar por um, ver o que sai e decidir depois é o mais normal, e é o que a gente costuma recomendar.
Quanto custa botar o IRIS nas câmeras de um hotel?
O custo depende de quantas câmeras são analisadas, do que se detecta ou se mede em cada uma, de quantas unidades entram, da modalidade de instalação que vocês escolherem e de o hardware ser de vocês ou a gente colocar. A gente não publica tabela única porque não seria honesto: não custa a mesma coisa medir a recepção e o salão de um hotel de sessenta quartos e cobrir um resort inteiro, nem um custa o mesmo que quarenta. O que dá para fazer é começar pequeno: recepção e salão, as duas ou três regras que ali de fato importam, e ver os avisos e os números junto com a equipe de vocês antes de decidir qualquer coisa. O telefone é o +34 902 02 70 91.
Os portos
Ir para a páginaFunciona com as câmeras que o terminal já tem?
Sim, o IRIS funciona com as câmeras que o terminal já tem. Ele se conecta no sinal das câmeras IP instaladas e analisa do jeito que chega: o que muda não é o equipamento, é o que se entende da imagem. Agora a parte chata. Uma retroárea é comprida, e uma câmera colocada anos atrás para olhar um portão não separa uma pessoa a duzentos metros. A maresia e a poeira deixam a ótica embaçada, e uma câmera suja enxerga menos a cada semana. No projeto a gente revisa câmera por câmera e fala sem enfeite quais alcançam, quais bastaria mexer ou limpar e quais não dão para o que você quer ver ali. Botar câmera nova é a exceção, não o ponto de partida.
Funciona se o link cair?
Sim, funciona se o link cair, e num terminal isso não é detalhe. São duas modalidades e só duas. A primeira é local: os servidores ficam dentro do terminal, o vídeo entra pela rede de vocês, é analisado ali mesmo e o sistema não precisa de internet para funcionar. Se o link cair, o IRIS continua vendo e continua avisando, porque a operação também não para. A segunda é o nosso centro de dados, que é a nossa nuvem e não a de um terceiro: aí o vídeo sai criptografado e com as condições assinadas em contrato. Dá para começar por uma e passar para a outra, e num porto com vários terminais as duas convivem.
Isso é para vigiar os estivadores?
Não, isso não é para vigiar os estivadores, e tem que ser dito com todas as letras. O IRIS não identifica ninguém: ele vê que uma pessoa atravessou a cerca ou que ela está andando para debaixo da carga, ele não vê quem é aquela pessoa. Não reconhece rosto, não compara com base de dados nenhuma, não serve para bater ponto e não serve para punir um trabalhador específico. O que chega no aviso é a situação, onde ela está e desde quando. Para a representação dos trabalhadores se mostra exatamente isso, e quanto antes melhor: o que o sistema olha, o que ele não olha e quem recebe os avisos. Um terminal onde a representação entende para que o sistema serve funciona; um onde ela não entende, não funciona.
O IRIS para o guindaste quando alguém passa debaixo da carga?
Não, o IRIS não para o guindaste. Ele não encosta em máquina nenhuma, não corta comando nenhum e não substitui o sinaleiro nem o plano de segurança do terminal. O que ele faz é avisar da situação enquanto ela está acontecendo — com a câmera, a hora e o vídeo — para quem comanda a manobra poder parar. A decisão continua sendo de uma pessoa, e tem que continuar sendo: num cais, o critério de quem está lá vale mais do que qualquer automatismo. O IRIS entrega para essa pessoa o que falta para ela, que é um par de olhos no ponto onde neste momento ninguém está olhando.
Ele vê de noite, com cerração e com chuva?
Ele vê de noite, com cerração e com chuva conforme a imagem que sobrar, e aqui a gente prefere ser antipático a ficar bem na fita. De noite depende de como o cais está iluminado e de aquela câmera ser térmica ou não: com luz ou com térmica ainda dá para ver uma pessoa; sem uma coisa nem outra, não dá. Com chuva se perde nitidez mas continua dando para trabalhar. Com cerração fechada a imagem se perde, e sistema de visão nenhum resolve isso: quem falar o contrário não passou uma noite de cerração num cais. Por isso, no projeto a gente diz ponto a ponto quais aguentam de noite e quais não aguentam, antes de assinar e não depois.
Quantos avisos a gente vai receber por turno?
Vocês vão receber os avisos que a regra de vocês pedir, e afinar essa regra é o trabalho das primeiras semanas. Um sistema que dá cem avisos por turno é desligado em três dias; a gente sabe disso. Por isso uma regra nunca é uma condição só: ela combina o que se vê, onde se vê e há quanto tempo aquilo está ali. “Alguém em pé dentro da área de retorno do cabo, durante a manobra, por mais do que alguns segundos” não é a mesma coisa que “alguém em pé”. Você fecha a área em cima da imagem, o horário, a duração e para quem o aviso chega. Revisa uma semana de avisos com os encarregados de cais de vocês e ajusta. Um aviso que ninguém atende é aviso mal configurado, e isso se corrige.
Isso serve para o plano de proteção do porto?
Isso serve para o plano de proteção do porto como mais uma ferramenta, não como o plano. O que ele traz é evidência: cada detecção fica com a câmera, a hora e a sequência de vídeo, então uma passagem pela cerca ou uma cancela com dois caminhões e uma abertura só deixam de ser a lembrança de alguém e viram um registro que dá para consultar e auditar. E serve tanto para dar razão a quem agiu quanto para desmentir. Agora o que a gente não vai maquiar: quem aprova o plano é quem tem competência para isso, e quem assina é a organização de vocês. A gente entrega a ferramenta e a documentação de como ela trata os dados, não o selo.
Substitui a cerca, os sensores do perímetro ou os vigilantes?
Não, o IRIS não substitui a cerca, nem os sensores do perímetro, nem os vigilantes. A cerca continua fazendo falta: uma cerca segura alguém, e uma câmera não segura ninguém. Os sensores do perímetro continuam onde estão, e o IRIS convive com eles: onde um sensor diz que alguma coisa encostou na cerca, o IRIS diz o que se vê ali e mostra a imagem, que é o que precisa para decidir se manda alguém ou não. Com os vigilantes acontece o mesmo que em qualquer sala: eles não são substituídos, muda o que eles olham. Hoje eles têm na frente muito mais câmera do que olho. Com o IRIS eles param de olhar tudo e passam a olhar o que importa, quando importa.
Serve para um terminal só ou para o porto inteiro?
Serve para um terminal só e ganha outro sentido no porto inteiro. Num terminal, o valor é o aviso: alguém fica sabendo da situação enquanto ela está acontecendo e chega a tempo de parar. Num porto com vários terminais aparece uma coisa que um só não tem, que é a comparação pela mesma régua: a mesma regra, escrita igual, aplicada em todos. Aí dá para ver que cais acumula mais passagem debaixo de carga, qual corrigiu depois de uma conversa e em qual vale a pena ir. Hoje isso se decide pela impressão de quem pisa em mais cais. Com o dado na frente se decide melhor, e dá para explicar. Começar por um terminal, ver o que sai e decidir depois é o mais normal.
Quanto custa?
Custa conforme quantas câmeras são analisadas, o que se pede de cada uma, onde o vídeo é processado e se o hardware é de vocês ou a gente coloca. A gente não publica tabela porque não seria honesto: um terminal com doze câmeras na portaria e no cais não é o mesmo projeto que um porto com várias concessões. O que dá para fazer é começar pequeno: dois pontos de um terminal, as duas ou três regras que ali de fato importam, e ver os avisos com os encarregados de cais de vocês antes de decidir qualquer coisa. Diga quantas câmeras vocês têm e o que querem detectar em cada uma, e a gente dá um número. O telefone é o +34 902 02 70 91.
Os bancos
Ir para a páginaO IRIS identifica os nossos clientes ou reconhece rostos?
Não, o IRIS não identifica os clientes de vocês e não reconhece rostos. Ele não compara rosto nenhum com lista nem com base de dados, não monta perfil de ninguém e não cruza com os sistemas de cliente de vocês. O que ele vê são fatos: dois corpos atravessando uma porta com uma abertura só, alguém que fica parado na sala de autoatendimento, um volume que não se mexe. Cada fato chega com a câmera dele e o minuto dele. Quem olha aquilo e decide o que significa é uma pessoa da casa de vocês, sempre.
Isso prevê o que uma pessoa vai fazer?
Não, isso não prevê o que uma pessoa vai fazer, e a gente prefere falar antes de o tema aparecer numa reunião. O IRIS não adivinha a intenção de ninguém e não prevê comportamento; quem prometer isso para vocês está vendendo fumaça. O que ele vê são fatos conferíveis, enquanto eles estão acontecendo: alguém que entra de capacete com a viseira baixada, um volume grande que entra e fica parado, uma porta de segurança aberta há vinte minutos. Isso chega com a câmera e o minuto, e quem decide é uma pessoa.
Funciona com as câmeras que as agências já têm?
Sim, o IRIS funciona com as câmeras que as agências já têm. Ele se conecta no sinal das câmeras IP instaladas e analisa do jeito que chega: o que muda não é o equipamento, é o que se entende da imagem. E a gente fala sem enfeite: o contraluz da vitrine no meio da tarde e a sala de autoatendimento no escuro estragam qualquer imagem, a nossa incluída. Por isso a gente revisa câmera por câmera se o enquadramento serve para o que vocês querem ver ali, e fala quais não alcançam e quais bastaria mexer alguns graus.
O vídeo sai da agência ou fica lá dentro?
O vídeo sai da agência ou fica lá dentro conforme a modalidade que vocês escolherem, e as modalidades são duas. Na local ele não sai: os servidores ficam nas instalações de vocês — na agência ou no centro de processamento de vocês —, o vídeo entra pela rede de vocês, é analisado ali dentro e o sistema não precisa de internet para funcionar. Na outra ele é processado no nosso centro de dados, que é a nossa nuvem e não a de um terceiro, criptografado e com as condições assinadas em contrato. Numa rede de agências vale decidir cedo, porque isso pesa na rede de cada ponto.
E a proteção de dados, numa agência cheia de cliente?
A proteção de dados se resolve configurando o tratamento peça por peça: o que se guarda, por quanto tempo, quem acessa e de onde. E acima de tudo isso está o que mais pesa numa agência: o IRIS não identifica ninguém, então não tem identidade para proteger nem perfil de cliente para montar. O cumprimento, esse, não depende só do software: depende também de como vocês instalam e do que vocês decidirem tratar, e quem assina isso é a organização de vocês, não a gente. O que a gente consegue botar na mesa é que o nosso jeito de trabalhar é certificado em segurança da informação e em privacidade por uma auditoria externa. Esse papel não é um comercial que assina: é um auditor, e vocês podem pedir antes de contratar qualquer coisa.
Substitui o alarme ligado na central, os vigilantes ou o controle de acesso?
Não, o IRIS não substitui o alarme ligado na central de monitoramento, nem os vigilantes, nem o controle de acesso: ele convive com os três e muda o que eles olham. O alarme continua fazendo o trabalho dele e o controle de acesso continua decidindo quem abre uma porta. O que falta hoje para vocês é a camada que entende a imagem: que a porta abriu uma vez e passaram duas pessoas, que ela está aberta há vinte minutos, que na sala de conferência de numerário tem uma pessoa numa operação que pede duas. Isso leitor de crachá nenhum vê, porque o leitor conta abertura e não conta corpo.
Chegou uma reclamação de duas semanas atrás. Isso serve para achar o momento?
Sim, isso serve para achar o momento de uma reclamação de duas semanas atrás, e aí está uma das coisas que mais devolve tempo. Hoje alguém senta e passa horas de gravação atrás de quatro minutos. Com o IRIS você descreve numa frase o que procura — uma pessoa caída no chão perto da entrada, um volume que fica parado na sala de autoatendimento — e sai a sequência, com a câmera dela e o minuto dela. E vale dizer a outra metade: essa mesma sequência serve tanto para dar razão a quem atendeu quanto para desmentir. É isso que faz ela valer como prova.
Quantos avisos vão chegar, e para quem?
Vão chegar os avisos que a regra de vocês pedir, e afinar essa regra é o trabalho do primeiro mês. Uma regra nunca é “avisa se tiver alguém na sala de autoatendimento”. É “avisa se alguém estiver há mais de tantos minutos na sala de autoatendimento, fora do horário da agência”. Você fecha a área em cima da imagem, a faixa de horário, quanto tempo a situação tem que durar e para quem ela chega. E o aviso vai para quem consegue fazer alguma coisa — o gerente da agência, a central, o celular de quem está de turno —, não para uma tela que ninguém olha. Um aviso que ninguém atende é aviso mal configurado, e isso se corrige.
Dá para aplicar a mesma regra em centenas de agências?
Sim, dá para aplicar a mesma regra em centenas de agências, e é aí que isso deixa de ser ferramenta de uma agência. Numa só, o valor é o aviso: alguém fica sabendo enquanto está acontecendo. Numa rede inteira aparece uma coisa que uma agência não tem, que é a comparação com a mesma régua: a mesma regra, escrita igual, medida igual em todas. Aí dá para ver que agências acumulam porta ficando aberta, qual tem fila na mesma hora todo dia e em qual vale a pena ir. E ninguém precisa começar por todas: começa por algumas e decide depois.
Quanto custa botar o IRIS numa rede de agências?
O custo depende de quantas câmeras são analisadas, do que se detecta ou se mede em cada uma, de quantas agências entram, da modalidade de instalação que vocês escolherem e de o hardware ser de vocês ou a gente colocar. A gente não publica tabela porque não seria honesto: uma agência com seis câmeras e três regras e uma rede de trezentas não são o mesmo projeto. O que dá para fazer é começar pequeno: algumas agências, as regras que ali de fato importam, e ver os avisos e os números junto com a equipe de vocês antes de decidir qualquer coisa. O telefone é o +34 902 02 70 91.
As casas de eventos
Ir para a páginaFunciona com as câmeras que a gente já tem em cima do salão?
Sim, funciona com as câmeras que vocês já têm em cima do salão. O IRIS se conecta no sinal das câmeras IP instaladas e analisa do jeito que chega: o que muda não é o equipamento, é o que se entende da imagem. No projeto a gente revisa câmera por câmera se o enquadramento dá para o que vocês querem ver ali — uma câmera colocada para cobrir o corredor pode não alcançar o tampo da mesa — e fala sem enfeite quais não alcançam e quais bastaria girar alguns graus. Botar câmera nova é a exceção, não o ponto de partida.
O IRIS reconhece rosto, confere credenciamento ou detecta menor de idade?
Não, o IRIS não reconhece rosto, não confere credenciamento e não detecta menor de idade. Ele não identifica ninguém: não compara rosto nenhum com base de dados nenhuma, não guarda quem é ninguém, não segue um convidado pelo salão e não cruza com o cadastro de vocês. E aqui está a linha, dita antes de perguntarem: conferir credenciamento e conferir idade obriga a saber quem é uma pessoa específica, e isso só se faz com base legal e com um sistema de identificação autorizado. Isso não é o IRIS, e a gente não vai vender ele como se fosse. O que o IRIS vê é uma mesa, uma fila, um balcão, uma situação e há quanto tempo aquilo está ali.
O vídeo sai da casa?
O vídeo sai da casa ou fica dentro conforme a modalidade que vocês escolherem, e as modalidades são duas. Na modalidade local ele não sai: os servidores ficam nas instalações de vocês, o vídeo entra pela rede de vocês, é analisado ali dentro e o sistema não precisa de internet para funcionar. Na outra ele é processado no nosso centro de dados, que é a nossa nuvem e não a de um terceiro. Nas duas a comunicação vai criptografada e as condições ficam assinadas em contrato. Numa casa de eventos o normal é deixar dentro tudo o que é do caixa e da sala onde o dinheiro é conferido, e decidir o resto com calma.
Quanto tempo leva para achar uma ocorrência de duas horas atrás?
Achar uma ocorrência de duas horas atrás deixa de ser uma tarde na sala de gravação. Hoje alguém desce, escolhe quatro câmeras e volta a fita. Com o IRIS você descreve numa frase o que se viu — que mesa, mais ou menos que horas, o que aconteceu — e chega no minuto. O que se entrega é a câmera, a hora e o pedaço de vídeo do jeito que está: não se retoca nada e não se esconde nada. E aí o IRIS para. A conclusão quem tira é uma pessoa, a reclamação quem resolve é a casa, e o que vale para o compliance de vocês ou para uma auditoria quem define é o procedimento de vocês e quem tiver que aprovar. Isso não é a gente que assina no lugar de vocês.
Os números do salão são confiáveis?
Os números do salão são confiáveis porque eles não são configurados falando, são configurados desenhando. Perguntar serve para procurar; contar serve para medir, e as duas coisas não se fazem do mesmo jeito. Uma linha ninguém descreve com uma frase: tem que traçar em cima da imagem. Você desenha uma linha na soleira ou uma área em cima da mesa, e daí em diante o número é calculado sempre do mesmo jeito, dá para repetir e dá para auditar. É assim que se mede quanta gente está em pé esperando para sentar, quanto tempo leva o atendimento numa mesa ou quanto se demora no caixa. E na contagem de pessoas vocês não ficam com a nossa palavra: ela é homologada pelo Centro Español de Metrología, o instituto nacional de metrologia da Espanha, um terceiro independente. Dito com precisão: isso não é uma homologação brasileira e não vale como tal, e ela cobre a contagem de pessoas, não o produto inteiro.
Quantos alertas a gente vai receber por turno?
Vocês vão receber os alertas que vocês decidirem, porque a regra é fechada por área, faixa de horário e duração. Um sistema que dispara duzentos alertas por turno está desligado em uma semana, e com razão: quando tudo alerta, nada alerta. Por isso uma regra não é “me avisa se tiver gente em pé perto de uma mesa”, e sim “me avisa se tiver três ou mais pessoas em pé perto desta mesa por mais de quatro minutos enquanto tiver outra livre e vazia”. Mudando a área, a faixa e o tempo mínimo, o mesmo detector sai de tocar cem vezes e passa a tocar quando de fato importa. E depois se afina, com o que aparecer nas duas primeiras semanas na casa de vocês, não com o que acontece em geral.
Quem decide o que é vigiado e o que não é?
Quem decide é a casa, não o IRIS. Que mesa, a que hora, quanta gente e por quanto tempo: isso quem escreve é a equipe de vocês, e fica escrito numa frase que qualquer pessoa lê e qualquer pessoa muda. O IRIS aplica o que falaram para ele, sempre igual e sem cansar. Ele não traz de fábrica lista nenhuma de comportamento e não decide por conta própria o que é normal no salão de vocês: o que é normal numa casa não é normal em outra, e isso quem sabe é quem trabalha ali. Se amanhã vocês mudarem o horário, fecharem uma mesa ou abrirem uma área nova, a regra se reescreve num instante e ninguém precisa encomendar nada. E como ela está escrita numa frase, vocês mostram do jeito que está para o compliance, para o comitê ou para quem perguntar o que exatamente aquela câmera vê.
O que o IRIS não vê numa mesa?
O que o IRIS não vê existe, e é melhor falar isso antes de assinar qualquer coisa. Uma câmera só entende o que entra no enquadramento dela: uma mão tapa o que está em cima da mesa, um corpo tapa outro e uma mesa cheia esconde metade da superfície. Com a luz baixa de um salão ele vê pior, e com a lente suja também. E tem gesto que se parece demais: recolher uma coisa e mudar uma coisa de lugar parecem a mesma coisa por um segundo. Por isso quem fecha o alerta é sempre uma pessoa olhando o vídeo, e por isso o IRIS não julga a intenção de ninguém nem diz que alguém fez algo errado. O IRIS não é infalível e a gente não vai vender ele como se fosse. É um sistema que olha, em todas as horas, as câmeras que neste momento ninguém está olhando.
Quanto tempo leva para estar funcionando na casa?
O tempo depende do tamanho da instalação, e a gente não vai dar um prazo que ainda não controla. O trabalho tem três fases claras: conectar as câmeras que já existem, desenhar em cima de cada imagem as áreas e escrever as regras que importam, e afinar essas regras com o que acontece de fato no salão de vocês. As primeiras detecções aparecem cedo; o ajuste fino leva mais tempo. As datas concretas vão na proposta, quando a gente souber quantas câmeras tem e o que vocês querem ver em cada uma.
Quanto custa botar o IRIS nas câmeras de uma casa de eventos?
O custo depende de quantas câmeras são analisadas, do que se detecta ou se mede em cada uma, da modalidade de instalação que vocês escolherem e de o hardware ser de vocês ou a gente colocar. A gente não publica tabela única porque não seria honesto: doze câmeras de salão e caixa não são o mesmo projeto que uma casa inteira com os acessos dela, os corredores de serviço e a sala onde o dinheiro é conferido. E dá para começar pequeno: algumas mesas e o caixa, as três regras que ali de fato importam, e ver os alertas e os números junto com a equipe de vocês antes de decidir qualquer coisa. Diga quantas câmeras vocês têm e o que querem ver, e a gente dá um número. O telefone é o +34 902 02 70 91.
Os shoppings
Ir para a páginaFunciona com as câmeras que o shopping já tem?
Sim, funciona com as câmeras que o shopping já tem instaladas. O IRIS se conecta no sinal das câmeras IP instaladas e analisa do jeito que chega: o que muda não é o equipamento, é o que se entende da imagem. No projeto a gente revisa câmera por câmera se o enquadramento dá para o que vocês querem medir ali — uma câmera colocada para vigiar um acesso talvez não alcance para contar no corredor do fundo — e fala sem enfeite quais não alcançam e quais bastaria girar alguns graus. Botar câmera nova é a exceção, não o ponto de partida.
O IRIS identifica os visitantes ou reconhece rostos?
Não, o IRIS não identifica os visitantes e não reconhece rostos. Ele não compara com base de dados nenhuma, não guarda quem é ninguém, não segue uma pessoa de uma loja para outra e não cruza com programa de fidelidade nenhum. Uma pessoa contada é um um: não sobra mais nada dela. E como isso aparece em toda reunião, a gente fala claro sobre a criança perdida: o IRIS consegue avisar que tem uma criança sozinha numa área, mas ele não procura uma criança pelo rosto e não sabe quem ela é. O que ele faz é reduzir câmeras e minutos para uma pessoa olhar, e quem acha é essa pessoa.
O vídeo sai do shopping?
O vídeo sai do shopping ou fica dentro conforme a modalidade que vocês escolherem, e as modalidades são duas. Na modalidade local ele não sai: os servidores ficam nas instalações de vocês, o vídeo entra pela rede de vocês, é analisado ali dentro e o sistema não precisa de internet para funcionar. Na outra ele é processado no nosso centro de dados, que é a nossa nuvem e não a de um terceiro. Nas duas, a comunicação vai criptografada e as condições ficam assinadas em contrato. Vale decidir cedo, porque não é a mesma coisa botar um servidor no prédio e levar a análise para fora: isso pesa na rede do shopping.
O que separa isso do contador que a gente já tem na porta?
Separa porque o contador da porta diz quanta gente veio, e isso aqui diz o que aconteceu lá dentro: por onde entrou, em que andares ficou, que corredores evitou e o que mudou no dia em que vocês lançaram a campanha. E tem dois jeitos de pedir as coisas, porque são duas coisas diferentes. O que é vigiado se descreve falando: uma frase, e o IRIS avisa quando acontece. O que é medido se desenha: uma linha na soleira, uma área em cima do piso. Uma linha não cabe numa frase, tem que traçar, e por isso o número é calculado igual todo dia, dá para repetir e dá para auditar. Na contagem de pessoas vocês não ficam com a nossa palavra: o nosso sistema é homologado pelo Centro Español de Metrología, o instituto nacional de metrologia da Espanha, um terceiro independente. Dito com precisão: isso não é uma homologação brasileira e não vale como tal, e ela cobre a contagem de pessoas, não o produto inteiro.
A gente pode passar esses números para os lojistas?
Sim, vocês podem passar esses números para os lojistas, e é uma das razões pelas quais o sistema é instalado: são números anônimos e agregados, então dá para compartilhar sem ceder dado de pessoa nenhuma. Quanta gente passa na frente de cada loja, a que hora e por que acesso ela chegou. O que não está aqui é a venda: essa está no caixa do lojista e ali a gente não entra. Mas juntando as duas metades o diagnóstico muda: se passa muita gente e quase ninguém entra, o problema é a vitrine ou a fachada da loja. Se não passa ninguém, o problema é o corredor e não a loja. Hoje essas duas situações parecem iguais no relatório — vendeu pouco — e são dois problemas diferentes com duas soluções diferentes.
Quantos alertas a gente vai receber na sala de controle?
Vocês vão receber os alertas que vocês decidirem, porque a regra é fechada por área, faixa de horário e duração. Um sistema que avisa duzentas vezes por dia está desligado em uma semana, e com razão: quando tudo avisa, nada avisa. Por isso uma regra não é “me avisa se tiver gente parada na escada rolante”, e sim “me avisa se tiver alguém parado na entrada desta escada por mais de um minuto, entre 22h e 22h30”. Mudando a área, a faixa e o tempo mínimo, o mesmo detector sai de tocar cem vezes por dia e passa a tocar quando de fato importa. E depois se afina, com o que aparecer nas duas primeiras semanas no shopping de vocês e não num shopping qualquer.
Quem decide o que é vigiado e o que é medido?
Quem decide é o shopping, não o IRIS. A regra se escreve numa frase que qualquer pessoa lê e qualquer pessoa muda; a medição se desenha em cima da imagem, com uma linha ou uma área. O IRIS aplica o que falaram para ele, sempre igual e sem cansar. Ele não traz de fábrica lista nenhuma de comportamento e não decide por conta própria o que é normal no corredor de vocês: o que é normal num shopping de bairro não é o que é normal num de três andares com praça de alimentação, e isso quem sabe é quem trabalha ali. Se amanhã mudar o horário, fechar uma loja ou montarem a campanha de fim de ano na praça central, a regra se reescreve num instante e ninguém precisa encomendar nada.
O que o IRIS não vê num sábado à tarde?
Num sábado à tarde o IRIS deixa de separar umas pessoas das outras quando elas se tapam entre si, e a gente prefere falar isso antes de assinar qualquer coisa. Isso acontece com qualquer sistema de visão, o nosso incluído, e quem falar o contrário não testou com o shopping cheio. O que não se perde é exatamente o que mais falta faz naquele momento: a ocupação. Medir quanta gente tem numa área e como ela se distribui pelos andares não exige separar cada pessoa. O que piora é contar um por um numa passagem estreita e muito carregada; aí a contagem muda para o acesso, onde as pessoas passam em fila. E o que acontece fora do enquadramento, atrás de uma coluna ou numa área sem câmera, ninguém vê: o IRIS também não.
Quanto tempo leva para estar funcionando?
O tempo depende do tamanho do shopping, e a gente não vai dar um prazo que ainda não controla. O trabalho tem três fases claras: conectar as câmeras que já existem, desenhar em cima de cada imagem as áreas e escrever as regras que importam, e afinar essas regras com o que for acontecendo de fato no shopping. As primeiras medições e os primeiros alertas aparecem cedo; o ajuste fino leva mais tempo, porque precisa passar um dia fraco, um sábado e um dia de campanha. As datas concretas vão na proposta, quando a gente souber quantas câmeras tem e o que vocês querem medir em cada uma.
Quanto custa botar o IRIS nas câmeras de um shopping?
O custo depende de quantas câmeras são analisadas, do que se mede ou se detecta em cada uma, da modalidade de instalação que vocês escolherem e de o hardware ser de vocês ou a gente colocar. Não tem tabela única que sirva para todos, porque não custa a mesma coisa medir dois acessos e um andar e cobrir três andares, a praça de alimentação e as rampas do estacionamento. E dá para começar pequeno: os acessos e um andar, ver os números junto com a equipe de vocês e decidir depois. Diga quantas câmeras vocês têm e o que querem medir, e a gente dá um número. O telefone é o +34 902 02 70 91.
Os aeroportos
Ir para a páginaFunciona com as câmeras que o terminal já tem?
Sim, funciona com as câmeras que o terminal já tem. O IRIS se conecta no sinal das câmeras IP já instaladas e analisa do jeito que chega: o que muda não é o equipamento, é o que se entende da imagem. No projeto a gente revisa câmera por câmera se o enquadramento dá para o que vocês querem medir ali — uma câmera colocada para pegar o saguão inteiro talvez não alcance para contar a boca de uma fila — e fala sem enfeite quais não alcançam e quais bastaria mexer alguns graus. Botar câmera nova é a exceção, não o ponto de partida.
O IRIS identifica os passageiros ou reconhece rostos?
Não, o IRIS não identifica os passageiros e não reconhece rostos. Ele não compara com base de dados nenhuma, não guarda quem é ninguém, não segue pessoa nenhuma pelo terminal e não cruza com lista de passageiros nem com cartão de embarque. E vale dizer onde está a linha: o IRIS não faz conferência documental, não confere documento, não substitui o equipamento de inspeção nem o agente e não encosta em nenhum dos sistemas de segurança do aeroporto. O que ele faz é medir fluxo e avisar de fato operacional: uma fila que cresce, um balcão aberto e vazio, uma esteira parada. Um passageiro contado é um um: não sobra mais nada dele.
O vídeo sai do aeroporto?
O vídeo sai do aeroporto ou fica dentro conforme a modalidade que vocês escolherem, e as modalidades são duas. Na modalidade local ele não sai: os servidores ficam nas instalações de vocês, o vídeo entra pela rede de vocês, é analisado ali dentro e o sistema não precisa de internet para funcionar. Na outra ele é processado no nosso centro de dados — que é a nossa nuvem, não a de um terceiro — e aí ele sai, criptografado e com as condições assinadas em contrato. Num aeroporto o normal é misturar: dentro o que é sensível, fora o que não é.
Os minutos de espera na inspeção de segurança são um número confiável?
Os minutos de espera na inspeção de segurança são um número confiável porque eles não são configurados falando, são configurados desenhando: uma linha na boca da fila, outra no ponto onde a pessoa passa, uma área em cima do piso. Uma linha não cabe numa frase, tem que traçar, e por isso o número sai igual todo dia, dá para repetir, dá para comparar entre semanas e dá para auditar. E não se mede só a espera: se mede também quantos canais estavam abertos enquanto a fila esperava, que é a metade que falta para explicar por que se abre mais um. Na contagem de pessoas vocês não ficam com a nossa palavra: ela é homologada pelo Centro Español de Metrología, o instituto nacional de metrologia da Espanha, um terceiro independente. Dito com precisão: isso não é uma homologação brasileira e não vale como tal, e ela cobre a contagem de pessoas, não o produto inteiro.
Ele detecta uma bagagem abandonada?
O IRIS detecta uma bagagem abandonada no sentido literal do que uma câmera vê: um objeto que está no chão faz um tempo sem ninguém do lado, dentro de uma área que vocês desenharam e durante o tempo que vocês fixaram. É tudo o que ele sabe. Ele não diz de quem é, não diz o que tem dentro, não procura ninguém e não decide nada: o alerta chega com a câmera, a hora e o vídeo, e quem decide o que se faz é a pessoa que está de plantão, com o protocolo do aeroporto na frente. E tem que ser dito antes de assinar: num saguão cheio, um objeto pode ficar tapado pelas pessoas que passam, e aí a câmera não vê.
Quantos alertas vão chegar no centro de operações?
Vão chegar os alertas que vocês decidirem, porque a regra é fechada por área, faixa de horário e duração. Um sistema que avisa duzentas vezes por turno está desligado em uma semana, e com razão: quando tudo avisa, nada avisa. Por isso uma regra não é “me avisa se tiver fila”, e sim “me avisa se esta fila passar de vinte minutos entre 6h e 9h”. Mudando a área, a faixa e o tempo mínimo, o mesmo detector sai de tocar o dia inteiro e passa a tocar quando de fato importa. E depois se ajusta, com o que aparecer nas duas primeiras semanas no terminal de vocês, não num terminal qualquer.
Quem decide o que é vigiado e o que é medido?
Quem decide é o aeroporto, não o IRIS. O que é vigiado se escreve falando: uma frase que qualquer pessoa lê e qualquer pessoa muda. O que é medido se desenha: uma linha no chão, uma área em cima de um salão. São duas coisas diferentes e não se configuram do mesmo jeito, e por isso as duas precisam ser decididas. O IRIS não traz de fábrica lista nenhuma de comportamento e não decide o que é normal no saguão de vocês às 6h da manhã: isso quem sabe é quem trabalha ali há vinte anos. E se mudar o horário de um voo de madrugada, se fechar um corredor por causa de obra ou se abrir um portão novo, a regra se reescreve num instante e ninguém precisa encomendar nada.
O que o IRIS não vê num terminal cheio?
O que o IRIS não vê existe, e é melhor falar isso antes de assinar qualquer coisa. Uma câmera só entende o que entra no enquadramento dela: com o saguão cheio, umas pessoas tapam as outras e ele deixa de separar uma por uma. Isso acontece com qualquer sistema de visão, o nosso incluído, e quem falar o contrário não testou num domingo à tarde. O que não se perde é a ocupação, que é exatamente o que mais falta faz quando está cheio: medir quantas pessoas tem numa área não exige separar cada pessoa. O que piora é contar uma por uma numa passagem estreita e muito carregada, e aí a contagem vai para onde as pessoas passam em fila. Com o contraluz de uma vidraça grande, com a ótica suja ou com uma câmera mal apontada, ele vê pior. E onde não tem câmera, ele não vê nada.
Quanto tempo leva para estar funcionando?
O tempo depende do tamanho da instalação, e a gente não vai dar um prazo que ainda não controla. O trabalho tem três fases claras: conectar as câmeras que já existem, desenhar em cima de cada imagem as áreas que tem para medir e escrever as regras que tem para vigiar, e afinar essas regras com o que acontece de fato no terminal às 6h da manhã e às 23h, que não têm nada a ver uma com a outra. As primeiras medições e as primeiras detecções aparecem cedo; o ajuste fino leva mais tempo. As datas concretas vão na proposta, quando a gente souber quantas câmeras tem e o que vocês querem ver em cada uma.
Quanto custa?
O custo depende de quantas câmeras são analisadas, do que se mede ou se detecta em cada uma, da modalidade de instalação que vocês escolherem e de o hardware ser de vocês ou a gente colocar. Não tem tabela única, porque não custa a mesma coisa medir a inspeção de segurança e a sala de restituição de bagagem e cobrir um terminal inteiro com as lojas dele, os corredores e o subsolo. E dá para começar pequeno: a inspeção e a sala de bagagem, ver os números com a equipe de vocês na frente e decidir depois. Diga quantas câmeras vocês têm e o que querem ver, e a gente dá um número. O telefone é o +34 902 02 70 91.
A operação urbana
Ir para a páginaFunciona com as câmeras que a gente já tem instaladas?
Sim, funciona com as câmeras que vocês já têm instaladas, e é exatamente esse o ponto: num território não falta câmera, falta alguém olhando para elas em todas as horas. O IRIS analisa o sinal das câmeras IP que já existem; o que muda não é o sensor, é o que se entende da imagem. O que pesa no resultado é onde cada uma está colocada e o que se enxerga dali: uma câmera posicionada para o acesso aparecer inteiro rende menos do que uma virada de frente para o ponto que importa para vocês. Antes de prometer qualquer coisa, a gente prefere ver imagens reais das câmeras de vocês e dizer em quais isso faz sentido e em quais não faz. Às vezes a resposta é mexer dois metros numa câmera, e isso é mais barato do que comprar coisa nenhuma.
O IRIS identifica pessoas, reconhece rostos ou segue alguém pelo território?
Não, o IRIS não identifica pessoas, não reconhece rostos e não segue ninguém pelo território, e isso tem que ser dito com todas as letras. Ele não compara rosto nenhum com base de dados nenhuma, não guarda quem é ninguém e não tem ficha de ninguém. Ele também não prevê, não dá nota para ninguém, não classifica ninguém pelo comportamento e não interpreta intenção nem estado de espírito de ninguém. O que ele detecta são fatos definidos pela própria administração: um veículo parado onde não pode parar, uma saída bloqueada, fumaça saindo do mato, uma mancha crescendo na água, uma aglomeração que vai aumentando. O que está acontecendo, onde e desde quando: é tudo o que vai no alerta. E sobre placa, a resposta honesta: o IRIS consegue ler placa quando a câmera está instalada para isso e quem opera tem base legal para fazer isso, mas aquilo é outra câmera e outra decisão, e não é o que as câmeras desta página fazem.
O vídeo sai das nossas instalações?
O vídeo sai das instalações de vocês só se vocês quiserem, e neste setor o normal é não sair. Na modalidade local os servidores ficam no prédio de vocês, o vídeo entra pela rede de vocês, é analisado ali dentro e o sistema não precisa de internet para funcionar: se o link cair, a análise continua. Na outra modalidade ele é processado no nosso centro de dados, que é a nossa nuvem e não a de um terceiro, criptografado e com as condições assinadas em contrato. Seja onde for, de um alerta se guarda sempre a mesma coisa: a câmera, a hora, o fato detectado e o pedaço de vídeo, para o registro depois se sustentar em alguma coisa além de uma lembrança.
Um alerta do IRIS vale como prova do que aconteceu?
Um alerta do IRIS traz um fato datado com o vídeo dele, nem mais nem menos: não retoca a imagem, não esconde nada e não interpreta o que aparece. Se aquele fato vale ou não como prova, quem decide é o procedimento que couber e quem tiver que avaliar, não a gente e não um comercial nosso. O que a gente pode falar é o que torna aquela sequência útil: ela é exatamente a mesma para os dois lados. Serve tanto para dar razão a quem agiu quanto para desmentir, e por isso é bom que ela exista antes de alguém precisar dela. Ver um fato não é acusar ninguém.
Onde não se bota câmera, e quem responde pela proteção de dados?
Onde não se bota câmera é melhor responder antes de perguntarem: não se olha dentro de uma moradia, nem em vestiário, nem em banheiro, nem numa sala onde alguém é atendido. E no espaço público, onde tem câmera e onde não tem quem decide é a administração, com o enquadramento legal dela, o jurídico dela e a informação pública que couber. Quem assina isso é quem instala, não a gente; desconfiem de quem falar o contrário. O que depende do software é que o tratamento se configura peça por peça: o que se guarda, por quanto tempo, quem acessa e de onde. E que o nosso jeito de trabalhar é certificado em segurança da informação e em privacidade por uma auditoria externa. Esse papel não é um comercial que assina: é um auditor, e vocês podem pedir antes de contratar qualquer coisa.
Quantos alertas vão chegar na sala?
Na sala vão chegar os alertas que vocês decidirem, porque a regra é fechada por área, faixa de horário e duração. Um sistema que dá duzentos alertas por turno está desligado em uma semana, e com razão: quando tudo alerta, nada alerta. Por isso uma regra não é “me avisa se tiver um veículo parado”, e sim “me avisa se tiver um veículo parado neste acostamento, entre 22h e 6h, por mais de três minutos”. Mudando a área, a faixa e o tempo mínimo, o mesmo detector sai de tocar cem vezes por dia e passa a tocar quando de fato importa. E depois se afina, com o que apareceu nas duas primeiras semanas no território de vocês e não no de outro.
Quem decide o que é vigiado e o que não é?
Quem decide é a administração, não o IRIS. Que área, a que hora, por quanto tempo e com que condições: isso quem escreve é quem opera o sistema, e fica escrito numa frase que qualquer pessoa lê e qualquer pessoa muda. O IRIS aplica o que falaram para ele, sempre igual e sem cansar. Ele não traz de fábrica lista nenhuma de comportamento e não decide por conta própria o que é normal no território de vocês: o que é normal num litoral não é normal numa área industrial, e isso quem sabe é quem trabalha ali. Se amanhã fechar uma via, abrir um acesso ou mudar o horário de uma travessia, a regra se reescreve num instante e ninguém precisa encomendar nada. E como ela está escrita numa frase, dá para mostrar do jeito que está para quem perguntar o que exatamente aquela câmera vê.
O que o IRIS não vê?
O que o IRIS não vê existe, e é melhor falar isso antes de assinar qualquer coisa. Uma câmera só entende o que entra no enquadramento dela: se acontece alguma coisa fora de campo, atrás de um muro, entre dois veículos ou numa área onde não tem câmera, o IRIS não vê, do mesmo jeito que uma pessoa olhando aquela mesma tela também não veria. De noite, com cerração, com chuva forte ou com a ótica suja ele vê pior, e numa encosta em contraluz no amanhecer vê pior ainda. E tem situação que se parece demais: a poeira levantada por um caminhão e a fumaça podem se confundir por alguns segundos, e por isso quem fecha o alerta é sempre uma pessoa olhando o vídeo. Detectar não é decidir. O IRIS não é infalível e a gente não vai vender ele como se fosse: é um sistema que olha, em todas as horas, as câmeras que agora mesmo ninguém está olhando.
Quanto tempo leva para estar funcionando?
O tempo depende do tamanho da instalação, e a gente não vai dar um prazo que ainda não controla. O trabalho tem três fases claras: conectar as câmeras que já existem, desenhar em cima de cada imagem as áreas e escrever as regras que importam naquele ponto, e afinar essas regras com o que for acontecendo de fato. As primeiras detecções aparecem cedo; o ajuste fino leva mais tempo, porque depende do que acontece na frente daquelas câmeras e não da gente. As datas concretas vão na proposta, quando a gente souber quantas câmeras tem e o que vocês querem detectar em cada uma.
Quanto custa?
O custo depende de quantas câmeras são analisadas, do que se pede de cada uma, da modalidade de instalação que vocês escolherem e de o hardware ser de vocês ou nosso. A gente não publica tabela porque não seria honesto: um trecho de litoral com doze câmeras e três regras e um território inteiro com centenas não são o mesmo projeto. O que dá para fazer é começar pequeno: um acesso, um trecho de estrada vicinal, as duas ou três regras que ali de fato importam, e ver os alertas junto com a equipe de vocês antes de decidir qualquer coisa. Diga quantas câmeras vocês têm e o que querem detectar, e a gente dá um número. O telefone é o +34 902 02 70 91.
Os data centers
Ir para a páginaFunciona com as câmeras que a gente já tem no data center?
Sim, funciona com as câmeras que vocês já têm no data center. O IRIS se conecta no sinal das câmeras IP já instaladas e analisa do jeito que chega: o que muda não é o equipamento, é o que se entende da imagem. No projeto a gente olha câmera por câmera se o enquadramento dá para o que vocês querem ver ali — uma câmera colocada para cobrir o corredor inteiro talvez não alcance para ver se um rack ficou aberto — e fala sem rodeio quais não alcançam e quais bastaria mexer alguns graus. Botar câmera nova é a exceção, não o ponto de partida.
O IRIS identifica a equipe ou reconhece rostos?
Não, o IRIS não identifica a equipe e não reconhece rostos. Ele não compara com base de dados nenhuma, não guarda quem é ninguém e não segue pessoa nenhuma pelo data center. E a gente fala isso para dentro também, porque é a primeira coisa que a representação dos trabalhadores pergunta: isso não serve para controlar a jornada de ninguém, nem para medir o desempenho de uma pessoa, nem para saber quanto tempo alguém ficou num corredor. O que ele vê é “tem uma pessoa”, “tem duas”, “esta porta está aberta há este tempo”, “este rack está aberto sem ninguém na frente”. O nome, se precisar, é o controle de acesso de vocês que coloca depois, e esse cruzamento quem decide são vocês.
O vídeo sai do data center?
O vídeo sai do data center ou fica lá dentro conforme a modalidade que vocês escolherem, e as modalidades são duas. Na modalidade local ele não sai: os servidores ficam nas instalações de vocês, o vídeo entra pela rede de vocês, é analisado ali dentro e o sistema não precisa de internet para funcionar. Na outra ele é processado no nosso centro de dados, que é a nossa nuvem e não a de um terceiro, criptografado e com as condições assinadas em contrato. Neste setor o normal é ficar dentro, e a gente acha bom: é decisão de vocês, não condição nossa.
Ele detecta que duas pessoas passam com uma autorização só?
O IRIS detecta que por aquela porta passaram duas pessoas, e a que horas. O que ele não sabe é quantas autorizações teve: esse dado mora no controle de acesso de vocês, não na imagem. O cruzamento quem faz é o sistema de vocês com o fato que a câmera entrega — dois corpos e uma passagem autorizada só, ou um técnico num corredor que não é o da ordem de serviço — e é aí que uma passagem normal vira um problema. Essa divisão é de propósito: a câmera dá o fato, o significado quem coloca é quem tem o resto da informação. E o fato fica com a câmera dele, a hora dele e o pedaço de vídeo dele, que é justamente o que faz falta no dia em que alguém precisa reconstruir o que aconteceu ou mostrar para quem vem auditar.
Ele avisa de água no piso elevado, de fumaça ou de uma porta escorada?
Sim, o IRIS avisa de água no piso elevado, de fumaça num corredor e de uma porta escorada com um calço, e também de um rack que ficou aberto ou de uma ferramenta esquecida dentro da sala. Agora o limite, porque é importante: isso não substitui a detecção de incêndio, nem os sensores de água, nem a supervisão da instalação. Aqueles sistemas têm a regulamentação deles e a manutenção deles, e continuam exatamente onde estão. O que a câmera acrescenta é outra coisa: ela chega em lugar onde não tem sensor e mostra a imagem do momento, para quem está de plantão ver do que se trata sem precisar descer para olhar.
Quantos alertas a gente vai receber por turno?
Vocês vão receber os alertas que vocês decidirem, porque a regra é fechada: que porta, que faixa de horário e quanto tempo. Um sistema que avisa duzentas vezes por turno está desligado em uma semana, e com razão: quando tudo avisa, nada avisa. Por isso uma regra não é “me avisa se esta porta abrir”, e sim “me avisa se esta porta ficar aberta mais de dois minutos fora do horário de manutenção”. Mudando a área, a faixa e o tempo mínimo, o mesmo detector sai de tocar o dia inteiro e passa a tocar quando de fato importa. E depois se ajusta, com o que aparecer nas duas primeiras semanas no data center de vocês, não em geral.
Quem decide o que é vigiado e o que não é?
Quem decide é o data center, não o IRIS. Que porta, a que hora, quanta gente e quanto tempo: isso quem escreve é a equipe de vocês, e fica escrito numa frase que qualquer pessoa lê e qualquer pessoa muda. O IRIS aplica o que falaram para ele, sempre igual e sem cansar. Ele não traz de fábrica lista nenhuma de comportamento e não decide sozinho o que é normal nos corredores de vocês: o que é normal numa sala de operação não é o que é normal numa doca de descarga, e isso quem sabe é quem trabalha ali. Se amanhã mudar um procedimento, abrir uma sala nova ou fechar um corredor por causa de obra, a regra se reescreve num instante e ninguém precisa encomendar nada.
O que o IRIS não vê num corredor de racks?
O que o IRIS não vê existe, e é melhor falar isso antes de assinar qualquer coisa. Uma câmera só entende o que entra no enquadramento dela: um rack tapa o que está atrás, um corpo tapa outro e num corredor estreito o ângulo deixa ponto cego. Com pouca luz, com a lente suja ou com uma luz muito dura de frente, ele vê pior. E tem situação que se parece demais: alguém encostando na porta e alguém escorando a porta podem se confundir por um segundo. Por isso quem fecha o alerta é sempre uma pessoa olhando o vídeo. O IRIS não é infalível e a gente não vai vender ele como se fosse. É um sistema que olha, em todas as horas, as câmeras que agora mesmo ninguém está olhando.
Quanto tempo leva para estar funcionando?
O tempo depende do tamanho da instalação, e a gente não vai dar um prazo que ainda não controla. O trabalho tem três fases claras: conectar as câmeras que já existem, desenhar em cima de cada imagem as áreas e escrever as regras que importam — esta porta, este corredor, este rack — e afinar essas regras com o que acontece de fato nos turnos de vocês. As primeiras detecções aparecem cedo; o ajuste fino leva mais tempo. As datas concretas vão na proposta, quando a gente souber quantas câmeras tem, que salas entram e o que vocês querem detectar em cada uma.
Quanto custa?
O custo depende de quantas câmeras são analisadas, do que se pede de cada uma, da modalidade de instalação que vocês escolherem e de o hardware ser de vocês ou a gente colocar. A gente não publica tabela única porque não seria honesto: não custa a mesma coisa cobrir a eclusa de acesso e a doca de descarga e botar regra em cada corredor de cada sala. E dá para começar pequeno: os acessos críticos, as duas ou três regras que ali de fato importam, e ver os alertas junto com a equipe de vocês antes de decidir mais nada. Diga quantas câmeras vocês têm e o que querem ver, e a gente dá um número. O telefone é o +34 902 02 70 91.
O estado das câmeras
Ir para a páginaFunciona com as minhas câmeras ou precisa trocar?
Funciona com as que você já tem, seja de que fabricante for. O IRIS não pergunta nada para a câmera e não depende de ela saber dizer que está ruim: ele olha a imagem que chega, do mesmo jeito que olha uma pessoa ou um caminhão. Uma câmera de doze anos atrás entrega uma imagem, e isso basta. Ninguém precisa trocar nenhuma, nem acrescentar aparelho, nem passar cabo novo.
Ele não vai encher o meu dia de aviso?
Não, e ele foi pensado justamente para isso. Cada coisa tem o limiar dela e o tempo dela: uma gota de chuva tem que ficar ali um bom tempo, a sujeira tem que piorar durante vários dias, o enquadramento tem que ter mudado de verdade e não por uma rajada de vento. Só três coisas avisam na hora: a câmera estar tapada, estar virada ou ter perdido o sinal. O resto não interrompe ninguém: espera o relatório do dia.
Como ele sabe como aquela câmera deveria enxergar?
Porque ele guarda registro. No primeiro dia o IRIS anota como aquela câmera enxerga quando está boa — o enquadramento, a nitidez, a cor, quanta luz ela dá à noite — e aquela é a referência dela. É daquela câmera e de mais nenhuma: uma do cais e uma do saguão não têm nada a ver, e comparar as duas não diria nada. Depois ele compara cada dia com a referência dela mesma, não com um ideal.
De quanto em quanto tempo ele revisa as câmeras?
Quem decide é o usuário. Você programa uma auditoria — todo dia, todo domingo, no dia um de cada mês — e na hora marcada o IRIS olha uma por uma todas as câmeras da instalação, sem ninguém precisar pedir e esteja quem estiver na tela. Ao terminar tem um relatório com quais estão boas, quais pioraram e quais não enxergam, cada uma com a imagem dela e a hora dela. E ele exporta para planilha.
Isso custa à parte?
Não. A licença do IRIS é por câmera, não por pergunta. Pedir para ele avisar se alguém cai e pedir para ele dizer se aquela mesma câmera está suja custa exatamente a mesma coisa, porque o que se paga é a câmera. Não tem módulo de manutenção separado nem preço por cada coisa que você quiser vigiar: se a câmera já está no IRIS, isso você já tem.
O IRIS conserta a câmera ou alguém tem que subir do mesmo jeito?
Alguém tem que subir, e o IRIS não disfarça: ele não conserta nada, não reinicia equipamento e não limpa domo. O que ele faz é quem sobe subir sabendo para quê e na ordem certa. A diferença não é pequena: sai de uma ronda por calendário — percorrer quatrocentas câmeras porque chegou a data — e vira uma lista das onze que de fato têm alguma coisa, com a imagem na frente. E dessas onze, algumas se resolvem aqui de baixo.
E se a sua não estiver aqui?
Escreva para a gente e a gente responde. Se a pergunta for boa, ela termina nesta página para o próximo que tiver a mesma dúvida.
Próximo passo
A unidade fechada
Quem está olhando a tela do pátio quando o número sobe rápido num canto?
17 casos: 16 avisam quando acontece alguma coisa e um só mede. Você vê cada imagem como ela é e depois com o que o IRIS entende por cima.
O hospital
Quanto tempo passa até alguém andar naquele corredor às 4h da manhã?
13 casos: 12 avisam quando acontece alguma coisa e um só mede. Você vê cada imagem como ela é e depois com o que o IRIS entende por cima.
E o melhor
As câmeras que você comprou anos atráscontinuam servindo. O que faltava nelas não era qualidade.
Era alguém olhando. O IRIS conecta na instalação que você já tem — os mesmos equipamentos, os mesmos cabos — e aquelas imagens saem de guardadas e viram entendidas.
Conte o seu problema e a gente diz se o IRIS entende isso ou ainda não.
A gente responde no mesmo dia útil.