Os aeroportosExperiência do cliente
CAM-581
Dezoito minutos numa fila e quatro na fila do lado
Saguão de check-in, seis e meia da manhã. Na esquerda, a linha de balcões atendidos com a sinalização por cima; na direita, a bateria de totens de autoatendimento para despachar a mala. Na frente, um zigue-zague de fitas com duzentas pessoas dentro. O detalhe é que as duas filas não se parecem: na dos balcões são dezoito minutos, na do autoatendimento, quatro. E tem cinco posições de balcão com a tela apagada. O IRIS mede a espera de cada fila, quanta gente está lá dentro e quantas posições estão abertas enquanto se espera.

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Imagem gerada com IA
O que o IRIS entende
O que ele reconhece nesta cena
- balcões atendidos
- totens de autoatendimento de bagagem
- fila para os balcões
- fila para o autoatendimento
- pessoal atrás do balcão
- posição de balcão fechada
- pessoa esperando na fila
- pátio de aeronaves visto pela janela
O que esta câmera devolve
Aqui ninguém recebe aviso. Aqui saem números.
- 18 min+6 minEspera na fila dos balcões
- 4 minEspera na fila do autoatendimento
- 210Pessoas nas duas filas
- 6 / 11Posições de balcão abertas
- 9 / minPassageiros atendidos por minuto
- 06:40Última atualização
Os números desta tela são um exemplo da ilustração, não a medição de nenhum cliente.
Como se conta
Contar ninguém pede falando. Se desenha uma linha.
Duas linhas por fila: uma na boca, onde a pessoa entra, e outra colada no balcão, onde ela é atendida. O tempo entre as duas é a espera. Sobre o piso de cada fila tem uma área pintada, que diz quanta gente está lá dentro a cada momento. O que o IRIS acompanha é uma silhueta dentro do enquadramento, sem nome e sem rosto, e essa marca se perde assim que ela sai da imagem. Nem as linhas nem as áreas se pedem falando: se desenham uma vez e ficam ali. Por isso uma segunda-feira de julho e uma terça de fevereiro se medem igual.
- linha da boca da fila dos balcões · Linha de contagem
- linha da boca da fila do autoatendimento · Linha de contagem
- área da fila dos balcões · Área de permanência
- área da fila do autoatendimento · Área de permanência
E além disso, uma regra
Decida uma vez. O IRIS aplica sempre.
Se
uma fila passa de quinze minutos de espera
E além dissoainda tem balcão fechado nessa mesma linha
Então
- avisa o supervisor do saguão com a fila, os minutos e as posições abertas
- mostra do lado a espera da fila do autoatendimento, para dar para dividir a gente
- deixa o episódio registrado para o relatório de balcões abertos por hora
A instrução que configurou isso«Me avisa se uma fila passar de quinze minutos de espera e ainda tiver balcão fechado.»
O que muda
O que muda para operações, para o passageiro e para a manutenção
O supervisor do saguão não precisa que alguém conte que tem fila: ele está vendo a fila. Às seis e meia, o que ele precisa saber é quantos minutos são de verdade, em qual das duas filas, e quantas posições ainda estão fechadas. Com isso ele abre mais uma, manda alguém para a boca da fila encaminhar gente ao autoatendimento e resolve em cinco minutos o que sem dado leva quarenta. No fim do mês fica a curva por faixa de horário, e aí a conversa com as companhias sobre quantos balcões abrir a cada hora deixa de ser discussão e passa a ser um número medido.
O que costumam perguntar
Como o IRIS sabe quantos minutos se espera?
Com duas linhas traçadas sobre a imagem: uma onde a pessoa entra na fila, outra onde ela é atendida. O tempo entre as duas é a espera. Como as linhas ficam sempre no mesmo lugar, o número de hoje e o de daqui a três meses se medem do mesmo jeito. É a diferença entre medir e estimar: ninguém precisa cronometrar nada nem perguntar para ninguém há quanto tempo está ali.
Ele reconhece os passageiros para acompanhar dentro da fila?
Não. O IRIS não reconhece rostos e não sabe quem é ninguém. O que ele acompanha é uma silhueta dentro deste enquadramento, enquanto ela está à vista, sem nome e sem nenhum traço que identifique. Essa marca se perde no instante em que a pessoa sai da imagem. Não existe ficha de ninguém, não tem cruzamento com lista nenhuma e não dá para reconstruir o caminho de uma pessoa específica pelo aeroporto.
Se abrir mais um balcão, o número percebe?
Sim, e é por isso que também se conta quantas posições estão abertas. Espera sem esse dado do lado não serve para decidir nada: quinze minutos com onze balcões abertos e quinze minutos com seis são dois problemas diferentes, e cada um se resolve de um jeito. A espera e as posições abertas saem da mesma imagem, no mesmo momento, e aparecem juntas.
Outras câmeras
- CAM-580 · O meio-fio entope antes do saguão
- CAM-582 · Quanto se espera no raio-x, medido e não estimado
- CAM-583 · Um guichê aberto sem ninguém passando há nove minutos
- CAM-584 · Cinquenta e dois minutos de fila e sete guichês apagados
- CAM-585 · O corredor anda solto e dez metros à frente ninguém sai
- CAM-586 · Três minutos parado no painel não é andar devagar
Demonstração · IRIS funcionando
Isso não é vídeo. É um pedaço da tela de verdade.
Um resumo da interface real, rodando sem mão nenhuma. Você vê o caminho de um caso do começo ao fim; o que você não vê são as outras telas, que são muitas.
- Olha o sistema inteiro
- Marca o que falha
- Bota tudo numa tela
Próximo passo
A escola
Quem vê a criança que caiu na outra ponta do pátio?
14 casos: 13 avisam quando acontece alguma coisa e um só mede. Você vê cada imagem como ela é e depois com o que o IRIS entende por cima.
A infraestrutura
Quem está olhando uma instalação onde quase nunca tem ninguém?
44 casos, e em todos o IRIS avisa quando acontece alguma coisa. Você vê cada imagem como ela é e depois com o que ele entende por cima.
E o melhor
Uma tarde inteira na frente da telacabe agora numa frase escrita.
O vídeo não mudou: continua inteiro e no mesmo lugar. O que mudou é que agora dá para perguntar para ele, e a resposta chega com câmera e hora.
Conte o seu problema e a gente diz se o IRIS entende isso ou ainda não.
A gente responde no mesmo dia útil.