CAM-96
Ponto de táxi: duas filas ao mesmo tempo
O ponto de táxi na saída da rodoviária, à noite: uma fila de carros esperando à esquerda e um grupo de pessoas com malas à direita. O IRIS conta os carros e conta as pessoas; não sabe quem é nenhuma delas.

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Imagem gerada com IA
O que o IRIS entende
O que ele reconhece nesta cena
- ponto de táxi
- fila de passageiros
- táxi
O que esta câmera devolve
Aqui ninguém recebe aviso. Aqui saem números.
- 14Táxis no ponto
- 9Pessoas esperando
- 3 minEspera média
- 86Corridas iniciadas
- 21:10Hora de pico
- 2 h 40 minPonto vazio
Os números desta tela são um exemplo da ilustração, não a medição de nenhum cliente.
A série, não o dado solto
Um número não diz nada. Uma curva diz.
Táxis e passageiros, na mesma hora
- Táxis no ponto
- Passageiros esperando
| Intervalo | Táxis no ponto | Passageiros esperando |
|---|---|---|
| 06 | 6 | 4 |
| 08 | 9 | 22 |
| 10 | 14 | 9 |
| 12 | 16 | 6 |
| 14 | 12 | 8 |
| 16 | 10 | 11 |
| 18 | 7 | 26 |
| 20 | 5 | 18 |
| 22 | 11 | 5 |
Os números desta tela são um exemplo da ilustração, não a medição de nenhum cliente.
Como se conta
Contar ninguém pede falando. Se desenha uma linha.
Aqui tem duas coisas para medir e elas se medem de jeitos diferentes. A zona desenhada em cima da fila de táxis diz quantos carros estão parados e há quanto tempo cada um espera. A linha que cruza o embarque soma cada corrida que sai. E contando ao mesmo tempo a gente que está na calçada, se sabe qual das duas filas é a comprida em cada momento. As três geometrias se traçam uma vez sobre o enquadramento; daí em diante, o número de uma terça de março se compara com o de uma terça de outubro sem discussão.
- linha de embarque · Linha de contagem
- zona do ponto · Área de permanência
O que muda
O que muda para quem opera a estação
A administração da rodoviária e a categoria dos taxistas discutem a mesma coisa todo ano: se no ponto sobra carro ou se falta. Os dois têm razão, só que em horas diferentes, e nenhum dos dois consegue mostrar. Com a zona e a linha no lugar, aparecem duas curvas sobre a mesma hora: quantos carros esperam e quanta gente espera. No meio da manhã o ponto fica vazio duas horas seguidas; às nove da noite tem nove pessoas com mala e nenhum carro encostado, porque a essa hora a frota está atendendo aplicativo do outro lado da cidade. Com isso quem cuida da mobilidade do terminal e as cooperativas conversam sobre turno e reforço com número na mão, e não com a impressão de cada um. E como a geometria não muda, no ano seguinte se mede igual e se vê se o combinado adiantou.
O que costumam perguntar
Dá para contar os táxis e os passageiros com a mesma câmera?
Dá, com a mesma câmera, porque cada coisa tem uma geometria própria. A fila de carros se mede com uma zona em cima do asfalto, que diz quantos estão parados e há quanto tempo. As pessoas se contam na calçada e na linha de embarque, que soma cada corrida que sai. São duas contas separadas dividindo o mesmo relógio, e o valor está justamente aí: sobrepostas, elas mostram o desencontro, que é o que não aparece quando você olha só para uma.
O IRIS lê a placa ou a licença dos táxis?
Placa esta câmera não lê. Número de licença, também não. E as pessoas da calçada não ficam identificadas. Para saber se sobra carro ou falta gente, basta contar quantos estão ali e há quanto tempo, e isso se faz sem saber de quem é cada veículo. A escolha foi de propósito: num ponto de táxi, um dado que aponte profissional por profissional envenena exatamente a conversa que esse número quer destravar. O que sai são números do conjunto, por faixa de horário — que é do que se precisa para falar de turno sem apontar para ninguém.
Esse dado pode ser compartilhado com a categoria dos taxistas?
Pode, e é o melhor uso dele. O que sai desta câmera são números do conjunto por faixa de horário: carros no ponto, pessoas esperando, corridas iniciadas e horas com o ponto vazio. Aí não tem uma pessoa identificada nem um veículo apontado, então esse número entra numa reunião sem constranger ninguém. E como a linha e a zona não se mexem, a categoria confere o número no mês seguinte e passa a discutir a medida em vez de discutir a medição. É isso que transforma uma briga anual num acordo que dá para revisar.
A interface real, passo a passo
A gente não conta. A gente mostra.
É um resumo da tela de verdade: ele anda sozinho, passo a passo, e mostra só o caminho de um caso. A ferramenta de verdade tem muito mais função do que cabe aqui.
- Você monta a regra
- Ela vale nas câmeras
- Publicada, ela vigia sozinha
- E então ela dispara
Próximo passo
Os hotéis
Quando uma avaliação ruim se decide?
15 casos: 11 avisam quando acontece alguma coisa e 4 só medem. Você vê cada imagem como ela é e depois com o que o IRIS entende por cima.
Os portos
Quem está olhando um cais inteiro às 3h da manhã?
14 casos: 13 avisam quando acontece alguma coisa e um só mede. Você vê cada imagem como ela é e depois com o que o IRIS entende por cima.
E o melhor
Quem está de plantão já tem trabalho.Olhar quarenta telas não cabe no turno dele.
Em turno nenhum sobra tempo. O IRIS olha as quarenta ao mesmo tempo e leva para essa pessoa só o que ela precisa ver, com câmera e hora. O que vem depois quem decide é ela.
Conte o seu problema e a gente diz se o IRIS entende isso ou ainda não.
A gente responde no mesmo dia útil.