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A cidade

CAM-44

Veículo de tração animal no meio do trânsito

A rua do centro histórico de sempre. Descendo a pista vem uma charrete puxada por dois cavalos, com o cocheiro na boleia e um casal atrás. Um carro desce logo depois, e mais adiante tem outro encostado no meio-fio. Nada de errado acontece aqui: a rua funciona, e o que ninguém tem é o número.

A rua do centro histórico de sempre. Descendo a pista vem uma charrete puxada por dois cavalos, com o cocheiro na boleia e um casal atrás. Um carro desce logo depois, e mais adiante tem outro encostado no meio-fio. Nada de errado acontece aqui: a rua funciona, e o que ninguém tem é o número.
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Imagem gerada com IA

CAM-44 · 1 LINE · 1 ZONE · 24 h

O que o IRIS entende

O que ele reconhece nesta cena

  • cavalos atrelados
  • charrete
  • pessoas a bordo
  • carro
  • carro estacionado

O que esta câmera devolve

Aqui ninguém recebe aviso. Aqui saem números.

  • 38+6%Charretes hoje
  • 18:00 – 19:00Faixa com mais passagens
  • 8Passagens nessa faixa
  • 09:00 – 20:00Horas com atividade
  • 2Cavalos atrelados
  • 3Pessoas a bordo

Os números desta tela são um exemplo da ilustração, não a medição de nenhum cliente.

A série, não o dado solto

Um número não diz nada. Uma curva diz.

Passagens por faixa de horário

  • Charretes
Passagens por faixa de horário
IntervaloCharretes
060
084
107
126
143
164
188
206
220

Passagens por dia da semana

  • Charretes
Passagens por dia da semana
IntervaloCharretes
Seg22
Ter19
Qua24
Qui26
Sex38
Sáb61
Dom54

Os números desta tela são um exemplo da ilustração, não a medição de nenhum cliente.

Como se conta

Contar ninguém pede falando. Se desenha uma linha.

Tem uma linha desenhada de meio-fio a meio-fio, atravessada no sentido da marcha, e uma zona em cima do trecho de pista. Cada charrete que cruza a linha é somada, e o sentido da linha diz se ela desce ou sobe; a zona mede quanto tempo ela leva para atravessar o trecho e se fica parada lá dentro. Isso não se pede falando: contar precisa saber exatamente por onde passa a linha e em que sentido, e uma linha não se descreve com uma frase, tem que ser traçada em cima do enquadramento. Perguntar serve para procurar e descrever; contar se configura desenhando. Por isso o número é repetível e auditável: a linha está onde estava no ano passado.

  • linha de contagem · Linha de contagem
  • trecho de pista · Área de permanência

O que muda

O que muda para quem cuida da cidade

Em muitas cidades a charrete é uma atividade regulada: tem um número máximo de licenças e umas horas permitidas. Hoje isso se controla colocando um fiscal em pé numa esquina com um caderno, um tempo, um dia. Com a linha desenhada, o município sabe quantas charretes passam, em que horários e em que dias, o ano inteiro e sem ninguém na esquina. E tem uma segunda leitura, a que termina na reunião: o bem-estar animal. Em que faixa do dia se trabalha, quantas charretes circulam ao mesmo tempo e por quantas horas seguidas tem atividade são dados que hoje ninguém tem, e são justamente os que as associações pedem. O IRIS dá o número. A decisão — quantas licenças, que horário, que meses — é política, e não é uma câmera que toma.

O que costumam perguntar

O IRIS pode me dizer há quantas horas seguidas uma charrete está trabalhando?

Não. O IRIS conta charretes que cruzam uma linha. Não sabe qual é qual, não identifica nenhuma charrete específica nem o cocheiro dela, e não consegue dizer que “essa já está há seis horas”. O que ele consegue dizer é quantas passaram e em que horários: quantos cruzamentos houve por faixa de horário, em que momento do dia eles se concentram, quantos dias da semana e de que hora até que hora tem atividade naquela rua. Com isso aparece o padrão do ofício inteiro, que é o que se discute numa reunião, sem seguir ninguém em particular. Se alguém precisar do histórico de uma charrete específica, isso não sai de uma câmera: sai do registro de licenças.

Para que serve, para o município, contar charretes?

Para duas coisas, e as duas se discutem todo ano. A primeira é o controle da atividade: se tem um número máximo de licenças e umas horas permitidas, alguém precisa poder conferir se a rua está dentro disso, e hoje isso se confere com um fiscal numa esquina durante um tempo. A segunda é o bem-estar animal: em que faixa do dia se trabalha, quantas charretes circulam ao mesmo tempo e por quantas horas seguidas tem atividade. Hoje ninguém tem esses números e são justamente os que se pedem em cada debate. O IRIS coloca eles na mesa sem opinar: conta cruzamentos de uma linha, todo dia e no mesmo horário, e por isso o dado deste ano dá para comparar com o do ano passado. O que se faz com ele, quem decide é quem tem que decidir.

Não basta pedir para o IRIS “conta as charretes”?

Não, e a diferença é a que separa as duas metades do produto. Perguntar serve para procurar e para descrever uma situação: isso sim se faz falando. Contar precisa saber exatamente por onde passa a linha e em que sentido, e uma linha não se descreve com uma frase: tem que ser traçada em cima da imagem. “Conta as charretes desta rua” não diz se conta as que descem, as que sobem ou as duas, nem onde a rua começa. Por isso a contagem se configura desenhando: a linha fica fixa, se mede sempre a mesma coisa, e o número é repetível e auditável um ano depois. Perguntar serve para procurar. Contar serve para medir. E as duas coisas não se fazem do mesmo jeito.

Um caso diferente a cada volta

Aqui não tem alarme demais. Tem o que precisa ser visto.

Não é vídeo gravado nem desenho explicativo: é um resumo da tela de verdade, com um caso diferente toda vez que começa. Atrás tem muito mais.

  1. Acha a placa
  2. Lê os caracteres
  3. Segue a mesma placa
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E o melhor

Você pode botar mais câmera;não pode botar mais hora no dia de ninguém.

Câmera se multiplica; a hora de uma pessoa não. O IRIS olha tudo o que entra e deixa para ela a única coisa que ela faz melhor do que qualquer máquina: decidir.

Conte o seu problema e a gente diz se o IRIS entende isso ou ainda não.

A gente responde no mesmo dia útil.