Tudo o que perguntam
As perguntas do costume, respondidas de uma vez.
Estão agrupadas por onde nascem: primeiro o que é preciso perceber antes de tudo, depois cada parte do produto e no fim cada setor. Nenhuma resposta foi escrita para esta página: são as mesmas que verá no sítio delas, e a partir de cada grupo chega-se à página onde vivem.
297 perguntas respondidas
Antes de mais
O que é o IRIS, em que se distingue de um VMS, se é preciso mudar as câmaras, se funciona sem internet e quem decide.
Início
Ir para a páginaO IRIS pode funcionar sem internet?
Sim. O IRIS pode ser instalado de forma totalmente local e funcionar sem ligação à internet. O vídeo, os modelos, as pesquisas e as regras podem correr dentro da infraestrutura do cliente.
Tenho de mudar as minhas câmaras?
Não necessariamente. O IRIS foi concebido para aproveitar a infraestrutura de vídeo existente quando a integração e os fluxos disponíveis o permitem.
O IRIS toma decisões por nós?
Não. A sua organização define as regras e os limites. O IRIS automatiza a sua aplicação repetitiva e leva às pessoas as situações que exigem critério humano.
O que é um NVMS?
Um NVMS é um Neural Video Management System: um sistema de gestão de vídeo que também compreende o que acontece na cena. Interpreta objetos, zonas, tempos e contexto, aplica as regras da organização e converte o vídeo em métricas e provas.
Quanto tempo demora a estar a funcionar?
Depende da instalação e de quantas câmaras se integram, por isso não damos um prazo genérico. O habitual é começar com poucas câmaras e uma ou duas regras, confirmar que deteta o esperado e crescer a partir daí.
O IRIS substitui o meu VMS atual?
Depende da instalação. O IRIS pode funcionar como sistema completo de gestão de vídeo ou conviver com o que já tem, e isso decide-se depois de olhar para a sua rede de câmaras, não antes. Preferimos revê-la câmara a câmara e dizer-lhe o que dá para fazer hoje e o que não dá, em vez de prometer que encaixa com tudo.
Quanto custa o IRIS?
O preço depende de três coisas: quantas câmaras entram, quantas deteções quer em cada uma e onde é processado o vídeo. Não publicamos uma tabela fechada porque uma instalação de doze câmaras e outra de seiscentas não se parecem em nada. Diga-nos o seu caso e damos-lhe um número concreto, não um intervalo.
O IRIS reduz os falsos alarmes?
Sim, e é uma das razões pelas quais se instala. A deteção de movimento clássica dispara com a chuva, com um ramo ou com um gato; o IRIS olha para a cena e distingue o que lá está, onde está e há quanto tempo, antes de avisar. Não prometemos que nunca mais dispare um aviso a mais, porque isso não existe: prometemos que o ruído deixa de chegar ao operador e que, quando chega um aviso, vale a pena olhar.
O que é o IRIS
Ir para a páginaO IRIS toma decisões por nós?
Não. A sua organização define as regras e os limites, e o IRIS encarrega-se de os aplicar de forma repetitiva em todas as câmaras. As situações que exigem critério humano chegam a uma pessoa com o vídeo, o contexto e o histórico, para decidir com tudo à vista.
Tenho de trocar as minhas câmaras para usar o IRIS?
Não necessariamente. O IRIS foi concebido para aproveitar a infraestrutura de vídeo existente quando a integração e os fluxos disponíveis o permitem. Na avaliação prévia revê-se câmara a câmara: quais servem tal como estão, quais convém reorientar e quais não dão a qualidade de imagem que a deteção pretendida exige.
Em que se distingue o IRIS de uma analítica de vídeo?
O IRIS distingue-se de uma analítica de vídeo pelo que faz depois de detetar. Uma analítica deteta um facto isolado: há uma pessoa, cruzou uma linha, passaram doze veículos. O IRIS relaciona esse facto com a zona, o tempo e o contexto, verifica a regra fixada pela sua organização e executa o que deve acontecer a seguir. Detetar é o princípio, não o fim.
Detetar e compreender são a mesma coisa?
Não, e esta é uma das coisas que mais se confundem. Olhar são três coisas diferentes. A primeira ENCONTRA: sabe que ali está uma pessoa e em que ponto exato da imagem; é rápida e dá sempre o mesmo resultado sobre a mesma imagem, e por isso é a única com que se pode contar e um número sair igual duas vezes. A segunda NOMEIA: distingue uma carrinha de um ligeiro, um capacete de um boné; trabalha com uma lista, e o que não está na lista não vê. A terceira COMPREENDE: lê a cena inteira e a relação entre as coisas —não «uma pessoa» e «um carro», mas «uma pessoa no chão ao lado de um carro parado no meio do cruzamento»—, não precisa de lista e responde a uma frase escrita com as suas palavras, mas não é com ela que se conta. O IRIS traz as três de série, e não como extras à parte: na mesma câmara costumam ser precisas ao mesmo tempo. É por isso que dizemos que perguntar serve para procurar e contar serve para medir, e que não se fazem da mesma maneira.
O IRIS pode aprender a ver algo que só acontece na minha instalação?
Sim. Uma peça que só se fabrica aqui, um gesto que só se faz neste ofício, um defeito que só aparece com este material: nada disso está em nenhuma lista, e não vai estar. Treina-se um modelo próprio com imagens das suas câmaras e com os seus casos, e passa a ser mais uma deteção dentro do IRIS: escreve-se numa regra como as outras. E esse modelo é seu: treina-se com as suas imagens e com o critério da sua gente, por isso fica propriedade sua. Não é reutilizado com outro cliente, não entra num produto vendido à sua concorrência e não depende de continuar cliente para o poder usar. O que é preciso para o treinar: imagens disso a acontecer — a sério, não encenadas — e alguém da sua equipa que saiba dizer qual está bem e qual não. Se aquilo que quer detetar não se vê na imagem, não há modelo que o tire.
NVMS
Ir para a páginaO IRIS é um VMS?
O IRIS inclui capacidades próprias de um VMS — receber câmaras, gravar, reproduzir e exportar —, mas a sua proposta vai além disso. O IRIS compreende o que acontece na imagem, aplica as regras da organização, transforma o vídeo em métricas e permite investigar sem rever horas de gravação.
Tenho de substituir o VMS que já tenho?
Não necessariamente. Consoante o projeto, o IRIS pode atuar como plataforma completa ou conviver com a infraestrutura de vídeo existente, aproveitando os fluxos e as integrações disponíveis. O sensato é rever caso a caso: que câmaras, que gravação e que sistemas se podem reutilizar.
O que significa exatamente NVMS?
NVMS é a sigla de Neural Video Management System: um sistema de gestão de vídeo que além disso compreende o que acontece dentro das imagens. A diferença face a um VMS está no centro do modelo: o VMS gira à volta do ecrã e do operador; o NVMS gira à volta da decisão.
Fazem desenvolvimentos à medida?
Sim. Uma deteção vale pouco se acabar num ecrã que ninguém olha, por isso o normal é que seja preciso algo à volta: um ecrã pensado para como a sua equipa trabalha, um relatório no vosso formato e com os vossos nomes, um cálculo que só faz sentido na vossa operação. Isso faz-se. O que não lhe vamos dizer é que tudo cabe no mesmo orçamento: há coisas que se resolvem numa tarde e outras que são um projeto, e qual é qual diz-se no início, quando ainda se pode mudar de plano, e não depois de assinar.
Integra-se com o que já tenho?
Sim, e é o normal: quase ninguém começa do zero. O aviso pode entrar onde a sua equipa já trabalha, o número pode acabar no painel que já veem, e o que o IRIS decide pode apoiar-se em algo que o vosso sistema já sabe. O que não lhe vamos dizer é que encaixamos com tudo. O que se integra e como decide-se olhando para o seu sistema concreto, não antes: há ligações que se fazem numa tarde e outras que dependem de o outro lado deixar entrar, e isso às vezes não depende nem de nós nem de si. Comprova-se no início, com o seu sistema à frente, e se algo não for possível diz-se nessa altura.
Linguagem natural
Ir para a páginaTenho de saber programar para configurar o IRIS?
Não. As regras descrevem-se com frases normais — o que vigiar, onde, durante quanto tempo e o que fazer — e o IRIS mostra como interpretou cada parte antes de a ativar. A equipa técnica continua a ser precisa para o arranque e as integrações, mas não para mudar um limiar.
O IRIS deteta qualquer coisa que lhe peça?
Não. Há situações que uma câmara concreta não consegue resolver pela sua posição, pela qualidade de imagem ou pela iluminação, e há detalhes pequenos ou muito distantes que nenhuma câmara com aquele enquadramento distingue. A forma de saber não é discutir: é testar a descrição com vídeo real dessa câmara e olhar para o resultado antes de contar com ela.
Posso usar linguagem natural para procurar nas gravações?
Sim. Além de definir regras para o futuro, pode descrever algo que já aconteceu — «carrinha branca parada mais de dez minutos no cais 4» — e o IRIS devolve os candidatos com a sua câmara, a sua hora e a sua imagem. Deixe de procurar o minuto; procure o que aconteceu.
Custa-me alguma coisa experimentar frases até acertar?
Não custa nada. O IRIS não cobra por consulta: não há contador de frases, de pesquisas nem de ensaios. Escreva uma regra, teste-a contra o vídeo dessa câmara, mude-a e volte a testá-la as vezes que forem precisas; um ensaio e um milhão de ensaios custam o mesmo. É de propósito, porque uma frase afina-se experimentando, e um sistema que cobra por tentativa acaba com regras escritas à primeira e mal.
Processamento
Ir para a páginaO IRIS pode funcionar sem ligação à internet?
Sim, o IRIS pode funcionar sem ligação à internet, e a nuance importa: não é que aguente uma queda de linha, é que na modalidade local não a usa para funcionar. Os servidores estão no seu edifício, o vídeo entra pela sua rede, e os modelos correm no seu hardware sem consultar nenhum serviço de fora. Pode desligar o cabo e o sistema continua a detetar, avisar, medir e gravar exatamente igual.
Onde reside o vídeo e quem lhe pode aceder?
O vídeo reside onde você decidir, e acede-lhe só quem você autorizar. Na modalidade local vive nos discos do seu edifício e não o vê nenhum terceiro. No nosso centro de dados vive em infraestrutura nossa, dedicada e localizada onde se acordar, e o contrato fixa quem pode entrar, com que permissões e quanto tempo se conserva cada coisa. Nas duas modalidades as comunicações são cifradas e os acessos ficam registados.
Posso começar com uma modalidade e mudar para a outra mais tarde?
Sim, pode começar com uma modalidade e mudar para a outra mais tarde. É o mesmo sistema nos dois sítios: o que muda é onde a análise corre, não o que sabe fazer, nem as regras que desenhou sobre as suas câmaras, nem a forma de trabalhar dos seus operadores. Também não tem de mexer a organização toda ao mesmo tempo: cada instalação pode ter a sua modalidade e todas se veem do mesmo sítio. O que muda é quem compra o hardware e como se factura, e isso fala-se antes de assinar, não depois.
O que acontece se a ligação cair enquanto o vídeo é processado no vosso centro de dados?
Se a ligação cair, a análise no nosso centro de dados pára até a linha voltar. Dizemo-lo com clareza porque é o limite real dessa modalidade: sem ligação não chega nada para analisar do outro lado, e durante esse tempo não vai receber alertas. As suas câmaras continuam a gravar onde o fizerem hoje, e assim que a linha é reposta a análise recomeça. Se houver um ponto onde essa falha não é aceitável — um centro de controlo, uma ETAR, uma prisão —, esse ponto vai em modalidade local. As duas podem misturar-se na mesma organização.
Custa-me mais quanto mais o usar?
Não. O IRIS não é faturado por utilização: não há contador de consultas, de pesquisas, de avisos nem de câmaras abertas. Uma consulta e um milhão de consultas custam o mesmo. É de propósito, porque um sistema que cobra por pergunta acaba por ser pouco usado: o operador pensa duas vezes antes de procurar e a ferramenta fica parada. O que muda o preço é o tamanho da instalação e a modalidade de implantação, e isso fala-se antes de assinar, não depois.
O mundo
Ir para a páginaO IRIS serve só para segurança?
Não. O IRIS serve também para medir a operação: lotações, tempos de espera, ocupação de zonas, filas e fluxos de pessoas ou veículos. Em muitas instalações é esse o uso mais frequente, porque nem tudo o que importa é um alarme: às vezes o importante é um número. Isso não se pede a falar: desenha-se uma linha ou uma zona sobre a imagem, porque uma linha tem de se traçar. E a contagem de pessoas está homologada pelo Centro Espanhol de Metrologia através do NeuralPax: o homologado é essa medida, contar pessoas, e não o resto.
É preciso comprar um módulo diferente para cada setor?
Não. É a mesma plataforma em todos os ambientes; o que muda é a configuração: que objetos importam, que zonas se vigiam e que regras se aplicam. Uma organização com ambientes muito diferentes trabalha com um só sistema, um só histórico e uma só equipa formada.
Funciona em sítios remotos, sem pessoal nem ligação?
Sim, desde que a câmara tenha alimentação e um caminho para chegar ao servidor do IRIS. A análise corre dentro da própria instalação, por isso num perímetro remoto ou numa rede fechada o IRIS continua a compreender a cena mesmo sem ligação à internet.
Pelo que faz
Uma por cada parte do produto: o direto, a pesquisa, as matrículas, as ocorrências, os mapas, a automatização e as restantes.
Direto e videowall
Ir para a páginaÉ preciso trocar de câmaras para ter um videowall assim?
Não. O IRIS trabalha com as câmaras que já lá estão e o operador faz tudo a partir do navegador, sem instalar nenhum programa em cada posto. O que muda não é o equipamento que está lá fora: é que o mosaico se monta em dois cliques, guarda-se e volta igual amanhã, e que o muro da sala se governa a partir da secretária.
Quantas câmaras cabem num ecrã ao mesmo tempo?
Até 64 células por ecrã, com vinte formas de grelha ou colocação livre à mão. À parte disso há um limite, configurável por servidor, de quantas dessas células dão vídeo em direto ao mesmo tempo, para não afogar nem o posto do operador nem a rede. As células que passam desse limite não ficam pretas: mostram imagem fixa que se atualiza, e a própria célula avisa que é uma decisão do sistema e não uma avaria.
Quem pode ver cada câmara, e fica registo de quem a viu?
Ver, mover e configurar são permissões distintas e, além disso, cada câmara aceita a sua própria lista de acesso, pessoa a pessoa. As zonas tapadas por privacidade não se podem destapar a partir de uma vista: exigem motivo escrito, duração limitada e, se a organização o exigir, um supervisor que autorize. E sim, fica registo: cada visualização, cada movimento de câmara, cada destape e cada acesso a um muro publicado ficam registados com quem, quando, de onde e por que via.
Uma célula deixa de dar vídeo. Como sei se é avaria ou decisão?
Porque a célula o diz. O IRIS distingue três motivos e nomeia-os: chegou-se ao limite de vídeo em direto em simultâneo — uma decisão do sistema, não uma avaria —, a câmara está em baixo, ou o fluxo ficou parado. No primeiro caso a célula passa a imagem fixa que se atualiza e continua a ser útil; nos outros dois volta a ligar-se sozinha e di-lo enquanto o faz. Um operador pode ainda exigir que as suas células nunca passem a imagem fixa. E se uma célula está preta porque não tem acesso a essa câmara, também o diz: um quadrado preto sem explicação é a pior resposta possível numa sala.
O que é preciso mesmo para montar um muro de ecrãs?
Um ecrã com navegador — um televisor, um monitor ou um cubo de vídeo — e a sua ligação ao servidor pela mesma porta segura que tudo o resto. Nada para instalar nesse ecrã e nenhum ficheiro de configuração para mexer: a forma do muro, o conteúdo de cada célula, a compensação das molduras e até a faixa de texto ajustam-se a partir da web. O ecrã abre a ligação publicada sem escrever palavra-passe, e essa ligação leva PIN, validade e lista de endereços permitidos. O que é mesmo preciso é aquilo que nenhum fabricante vende: decidir o que se vê. Essa parte é trabalho da sala, e tudo o resto existe para que só tenha de ser feita uma vez.
Deteção e comportamentos
Ir para a páginaO que é que o IRIS consegue detetar exatamente?
O IRIS traz 41 comportamentos prontos — intrusão, passagem de linha, permanência, deambulação, objeto abandonado ou retirado, lotação, filas, aglomeração com densidade, lugar ocupado, contramão, velocidade, distância entre pessoas, percurso entre zonas — sobre um catálogo de 94 classes de objeto agrupadas em 12 famílias. Se o que se procura não for nenhum deles, um filtro fino compara cada objeto com onze campos — confiança, tempo de vida, velocidade, direção, tamanho, estabilidade da classe — com oito comparadores e condições agrupadas com «e» e com «ou».
É preciso calibrar a câmara para medir velocidades?
Não para começar. Cada classe do catálogo traz a sua altura média real — uma pessoa 1,70 metros, um carro 1,50 — e com isso já saem metros por segundo e quilómetros por hora sem mexer em nada. Para medida real sobre o chão marcam-se quatro pontos da imagem e diz-se quanto medem de verdade: a partir daí, distâncias, percursos e velocidades estão em metros. O IRIS distingue sempre a velocidade medida da estimada, e uma regra pode exigir que só conte a medida; a estimada fica curta e por isso é etiquetada como aquilo que é.
E se me encher o turno de avisos falsos?
É a primeira coisa que se ataca. Podem marcar-se áreas onde não se deteta nada — uma estrada ao fundo, um cartaz com fotografias de pessoas —, exigir que o objeto já esteja a ser seguido há algum tempo antes de atuar, pôr um limiar duplo para que o aviso não pisque na borda de uma zona, limitar o comportamento a um horário e acrescentar tempo de espera, arrefecimento e um limite de avisos por minuto. Antes de publicar seja o que for, vê-se na imagem em direto o que a regra produz de verdade, incluindo os objetos descartados e o motivo do descarte.
E de noite, ou com pouca luz?
Com menos luz deteta-se menos, e o sistema di-lo em vez de o disfarçar. Cada câmara leva um indicador de qualidade de imagem que funciona como porta: se estiver desfocada, suja ou embaciada, as regras que dependem dela não são executadas às cegas. Há ainda uma pontuação de saúde da deteção por câmara, com seis sinais, que não fica pelo diagnóstico e diz o que fazer: rever a ótica, verificar a focagem, rever o infravermelho noturno. O limite, à frente: de noite, em infravermelho, a imagem perde cor, por isso a medida de cor é marcada como pouco fiável em vez de afirmar que a carrinha era branca. E os horários entendem o nascer e o pôr do sol, de modo que vigiar de noite continua a significar o mesmo em junho e em dezembro.
O que acontece quando dois objetos se cruzam e se tapam?
A identidade aguenta-se uns segundos e, quando não é possível, diz-se. Quando algo tapa um objeto — um pilar, outro veículo, um toldo — o sistema não extrapola às cegas: amortece a velocidade que ele trazia e alarga o critério para o voltar a agarrar, na proporção do tempo que leva sem ser visto. Cada objeto guarda ainda um pequeno histórico das suas classes, por isso um carro que ao longe oscila para camião não faz a regra piscar, e os parâmetros do seguimento afinam-se por classe, porque um camião e uma pessoa não se movem da mesma maneira. O limite, à frente: se a oclusão durar demasiado, o seguimento morre, fecha-se o resumo de vida desse objeto e o que reaparece depois é um objeto novo. Voltar a reconhecê-lo pelo aspeto é outra coisa, e continua sem saber quem é ninguém.
Gravação e forense
Ir para a páginaÉ possível encontrar algo no vídeo sem saber a hora exata?
Sim: é para isso que servem os quinze filtros. Delimita-se por intervalo de datas, câmaras, tipo de objeto, até quatro cores, uma parte concreta da imagem e um dos nove comportamentos, e todos se combinam entre si. Também se pode escrever a frase em linguagem natural e o sistema traduz-a nesses filtros, mostrando antes o que entendeu. E se mesmo assim o intervalo for longo, o resumo salta o tempo morto e deixa oito horas em poucos minutos de revisão.
Como sabe quem recebe o vídeo que ninguém lhe mexeu?
Porque é ele próprio que verifica. O pacote exportado inclui uma impressão de cada fragmento, uma impressão do pacote completo, uma assinatura digital e um verificador que abre em qualquer navegador. Esse verificador funciona sem ligação: não contacta servidor nenhum, nem o nosso nem outro. Se alguma coisa foi alterada — um fotograma, um byte, o manifesto —, a verificação falha e di-lo. E antes de ser entregue, o pacote verifica-se a si mesmo; se não passar na sua própria verificação, não é entregue.
E se o disco encher e esse vídeo estiver num processo em curso?
Não se apaga. Um troço bloqueado fica fora da reciclagem, e o critério de disco não o pode ultrapassar. Se o único material antigo que resta estiver bloqueado, o sistema para, escreve-o no registo por extenso e avisa, em vez de sacrificar material protegido para ganhar espaço. A verificação é feita três vezes antes de apagar seja o que for; se alguma das três não puder ser feita, não se apaga — nunca se dá por assente que não havia bloqueios quando o que aconteceu foi não se ter conseguido verificar. Além disso, o ecrã diz quanto disco está imobilizado por bloqueios e quantos deles não têm data de fim.
Quanto vídeo se pode guardar mesmo, e quem decide quanto?
O prazo é decidido pelo cliente, câmara a câmara, e esse prazo manda sobre o geral do servidor; pode ficar sem limite para que nada seja apagado por antiguidade. O teto real não é o programa, é o disco: por isso o ecrã não mostra apenas o prazo configurado, mas os dias que existem mesmo gravados neste momento, e avisa quando são menos porque o disco enche antes. A gravação reparte-se por tantos servidores e instalações quantos forem precisos, por isso crescer é acrescentar disco onde falta. E a decisão não se toma em nossa casa: o material vive na instalação do cliente.
E se alguém tentar apagar uma gravação que está num processo?
Não pode, e fica escrito que tentou. O material bloqueado está fora da eliminação automática, e para apagar à mão é precisa uma permissão própria e, além disso, ter essa câmara atribuída. Levantar um bloqueio exige a permissão reforçada — a mesma que rege os pedidos de eliminação — e um motivo escrito; o registo do bloqueio não desaparece, fica marcado como libertado com quem, quando e porquê, e o histórico de bloqueios é permanente. E cada eliminação, cada exportação e cada libertação fica no registo de auditoria com o estado anterior e o posterior, encadeado de modo a detetar se alguém alterou ou retirou uma entrada.
Pesquisa por aparência
Ir para a páginaO IRIS reconhece rostos?
O produto inclui reconhecimento facial, vem desligado e não é oferecido na União Europeia. Onde a lei o permite, ligá-lo obriga a ler nove advertências legais e a declarar base jurídica, finalidade e prazo de conservação: sem esses três dados não funciona, e retirá-los trava-o de imediato sem reiniciar nada. Decide cada instalação, não vem de fábrica, e fica registado quem o ligou e quando. Nas zonas que este site mostra, o IRIS não identifica ninguém porque nessas câmaras a função não está ligada. Quase todas as pesquisas reais dispensam-na: resolvem-se por tipo, cor, percurso, permanência, zona e hora.
É possível encontrar uma pessoa sem saber quem é?
Sim, e é a forma normal de trabalhar. O IRIS guarda de cada objeto como era —tipo, cor, tamanho, percurso, velocidade, permanência e zona— e com isso volta a encontrá-lo noutra câmara e noutro dia sem lhe pôr nome. Quando propõe que duas aparições são o mesmo objeto, di-lo como nível de confiança e não como identidade: o ecrã avisa que é uma possível correspondência por aparência, que não serve como prova de identidade e que exige revisão humana. Uma pessoa confirma ou descarta cada proposta, e a sua decisão fica guardada com nome e hora.
Quem pode procurar e o que fica registado?
Procurar exige permissão para ver gravações e, além disso, cada utilizador só encontra objetos das câmaras que pode ver: uma câmara sem permissão não parte a pesquisa, apenas não dá resultados, e isso é dito. De cada pesquisa fica escrito quem a fez, quando, sobre que câmaras e com que critérios. As zonas sensíveis podem tapar-se com máscaras de privacidade, e destapá-las exige um motivo e, se a organização o pedir, a aprovação de um segundo supervisor. O tempo de conservação de cada tipo de dado define-se em separado. E tudo acontece dentro da instalação: os modelos e a cartografia são próprios e funcionam sem internet, por isso nem uma imagem sai para terceiros. E tudo —interface, vídeo, miniaturas e consultas— viaja por uma única porta, a 443: nem mais uma porta para abrir na firewall.
E se a pessoa mudar de roupa?
Então o rasto por aparência quebra-se, e isso tem de ser dito. A impressão de uma pessoa assenta na cor, na forma e na compleição: se muda a roupa, muda a impressão, e o IRIS deixa de propor essa pessoa nas câmaras seguintes. O que não faz é inventar uma correspondência: diz que ninguém chega ao limiar, e com que limiar. O que continua de pé é o percurso até à mudança —onde foi visto pela última vez e a que horas—, a pesquisa por outros critérios nessa zona e nessa faixa, e o veículo se existir. É por isso que o percurso se constrói com avistamentos que uma pessoa confirma, e não com uma cadeia automática que ninguém olhou.
Quanto tempo se guarda a impressão de aparência e quem a pode consultar?
O prazo é definido por cada instalação, em separado para pessoas, veículos, rostos e matrículas, e vai de zero a 3.650 dias. Zero não significa apagar: significa conservação indefinida, e o ecrã marca-o a vermelho para que ninguém o escolha por descuido. A eliminação é executada por uma varredura noturna, e se essa varredura não estiver armada o ecrã avisa, em vez de dar por garantido que o prazo se cumpre; também se pode ver quantas impressões vivas há por modalidade e quantas excedem o prazo. Consultá-las exige a permissão de ver gravações, e só alcança as câmaras que esse utilizador pode ver. Alterar a retenção exige a sua própria permissão, e cada pesquisa e cada alteração ficam registadas com quem e quando.
Matrículas e acessos
Ir para a páginaO vosso site diz que o IRIS não lê matrículas. Afinal em que ficamos?
As duas coisas são verdade, e a diferença é a câmara. A leitura de matrículas é uma função que se liga câmara a câmara e de fábrica vem desligada. Onde não se liga — o recreio de uma escola, uma ala de uma prisão, o perímetro de uma obra — o IRIS vê «um veículo» e acaba aí: não lê o número, não o guarda e não o compara com nada. É por isso que nessas páginas dizemos que não lê matrículas: nessas câmaras é literal. Onde é preciso — a cancela de um parque, o portão de um parqueamento de camiões — liga-se, porque é exatamente o que o cliente foi comprar. Quem a ligou, em que câmaras e quando fica na pista de auditoria, por isso a resposta a «onde se leem matrículas nesta instalação?» pode sempre ser consultada, e é sempre uma lista curta e verificável. E ligá-la não é apenas uma decisão técnica: uma matrícula é um dado pessoal, por isso liga-se onde é permitido e para uma finalidade concreta, e o que se guarda guarda-se como aquilo que é — com o seu prazo, com quem lhe pode aceder e com o registo de quem o consultou.
O IRIS sabe de quem é o carro?
Não. O IRIS lê o número da matrícula e compara-o com as listas que o cliente carregou, e acaba aí. Não há nenhum registo de proprietários por trás: não consulta nenhuma base de dados oficial, não sabe o nome do dono e não o consegue descobrir. Também não lê a marca nem o modelo. O que sabe é o que a câmara viu — o tipo de veículo e a cor — e quando não os viu bem di-lo, em vez de preencher a lacuna com um palpite. Uma matrícula só significa alguma coisa se o cliente a tiver posto numa lista; e cada lista declara para que serve, com que base legal e quantos dias se conservam os seus dados, de um dia a dez anos, com eliminação no fim do prazo.
O IRIS abre a cancela sozinho?
O IRIS decide, regista e leva a conta de quem está lá dentro. O que mexe fisicamente a cancela é uma sequência que o cliente monta a partir da web, passo a passo, e que se pode ensaiar antes de acontecer o que quer que seja: «o que farias com esta matrícula, neste acesso, a esta hora?», e o ecrã responde pelo mesmo caminho que o motor usa a sério. Abrir à mão é outra coisa e tem a sua própria permissão, separada de todas as demais: é preciso marcar uma caixa, escrever um motivo, e fica em nome de quem o fez. Se a sequência falhar a meio, diz-se em que passo falhou e que pode ter ficado algo aberto, em vez de dar por boa uma abertura que ninguém confirmou. E as credenciais que abrem a cancela nunca saem do servidor: não chegam ao navegador, porque em muitos controladores esse endereço é a chave.
E se a matrícula estiver suja, dobrada ou tapada?
Com lama, com um ângulo mau ou com pouca luz costuma chegar, porque uma passagem deixa dezenas de leituras e basta que uma saia bem. Com uma chapa que não é legível, não: ali não há leitura, e o sistema não inventa nenhuma. O que faz é contar o descarte com o seu motivo, para que se veja quantas se estão a perder naquela câmara. Se se perde uma em cada três, o problema não é o software que o resolve: resolve-se mudando o poste de sítio, mudando o ângulo ou pondo luz, e isso dizemo-lo antes de vender, não depois. Num controlo de acessos, uma matrícula que não se lê sai como «não está em nenhuma lista», fica registada com a sua imagem e a cancela não se abre sozinha: abre-a uma pessoa à mão, com motivo escrito e em nome dela. E atenção, que é outra coisa: dar-se conta de que um veículo circula sem chapa legível não precisa de ler nada, e isso faz-se em câmaras onde a leitura está desligada.
E se se enganar a ler um carácter?
Acontece, e está previsto. Ao comparar com uma lista há três critérios: exato, só confusões conhecidas — que é o de fábrica — e aproximado. O do meio admite diferença unicamente em caracteres que de facto se confundem, e só nos pares ligados; não em qualquer carácter, que é justamente o que faz com que uma comparação frouxa acabe a abrir a cancela ao carro do lado. Para uma cancela pode exigir-se o critério exato, zero caracteres de diferença, e se o ajuste desse acesso ficar mais brando do que a regra geral, o ecrã di-lo a vermelho antes de guardar. Depois há dois pormenores que só aparecem quando isto se montou a sério: o silêncio dos avisos e o estado de quem está lá dentro guiam-se pela matrícula da lista e não pela lida, por isso uma letra trocada não salta o seu próprio silêncio nem conta como uma segunda entrada. E quando duas variantes de uma matrícula partilharam o mesmo seguimento, isso já não é uma parecença: é a prova de que era o mesmo carro, e o ecrã marca-o como tal.
Ocorrências e sala de controlo
Ir para a páginaO que acontece se ninguém atender um alerta?
Sobe. Cada alerta entra numa escada com os seus prazos: se ao vencer o primeiro ninguém respondeu, avisa-se o degrau seguinte, e assim por diante. Responder é assumi-la, validá-la, fechá-la ou comentá-la; isso trava a subida, mesmo que não resolva o caso. Se um turno ficou sem ninguém de piquete, o alerta salta para o degrau seguinte em vez de se calar. E quando se esgotam os degraus e as repetições, avisa-se um destino de último recurso. Nunca acaba em silêncio.
Como se evita que a sala se afogue em alertas?
Com três coisas. As repetições da mesma câmara dobram-se numa só linha com o seu contador, sem apagar nenhuma: o detalhe fica guardado e a conta bate sempre certo. A fila filtra-se por 27 critérios combináveis, e cada operador guarda a sua vista e partilha-a com a equipa. E um painel mede quantos alertas recebe cada pessoa por hora e aponta a câmara e a regra que os produzem, para as afinar em vez de as desligar. Além disso fica registo de quem silenciou o quê.
É possível demonstrar depois o que foi feito?
Sim. Cada ocorrência guarda a sua cronologia inteira: quem a abriu, quem a viu, o que mudou, o que escreveu e quando a fechou. O registo só admite acrescentar, vai encadeado criptograficamente e pode verificar-se quando se quiser; se algo tivesse sido tocado, diz em que apontamento exato se quebra a cadeia. O processo descarrega-se como um pacote assinado, com a impressão de cada ficheiro e uma página que o verifica sem ligação nem programas. E o que existia antes de ativar o encadeamento é declarado como não verificável, em vez de passar por verificado.
E se o que falha for o próprio escalonamento?
Um escalonamento que falha em silêncio é pior do que não ter nenhum, por isso mede-se e mostra-se. Um painel diz se está a correr, se corre mas há alertas que não chegam, ou se está parado, e dá o motivo em texto simples: desligado, nunca executado, a última passagem deu erro, há tantos minutos que não passa. Avisa também do que ninguém olha até ser tarde: que não há nenhum canal ativo por onde sair, ou quantas pessoas da equipa não têm forma de receber um alerta. E vê-se, nas últimas 24 horas, quantos escalonamentos ficaram sem destinatário e quantas vezes foi preciso recorrer ao último recurso. Além disso, acabado de instalar arranca desarmado de propósito: só simula e deixa o plano escrito, e alguém tem de o armar servidor a servidor. Uma instalação não pode começar a ligar a pessoas por sua conta.
O que acontece se dois operadores pegarem na mesma ocorrência ao mesmo tempo?
Veem-se. A ficha diz, com nomes, quem mais está a olhar para ela naquele momento; e se estiveres sozinho, também o diz. Assumi-la é reclamar a propriedade, e esse gesto fica com a sua hora: é além disso o que trava o escalonamento, mesmo que ainda não resolva nada. Os estados não podem saltar de qualquer um para qualquer outro: o servidor verifica cada mudança e rejeita a que não é devida, dizendo de onde para onde se tentou ir, por isso duas pessoas não podem deixar a mesma ocorrência em dois sítios diferentes. E tudo o que ambas fizeram fica na mesma linha de tempo: quem a abriu, quem a viu, quem a alterou e o que cada uma escreveu.
Regras e automatizações
Ir para a páginaÉ preciso saber programar para montar uma automatização?
Não. Arrastam-se blocos para uma tela e ligam-se com cabos, como quem desenha um esquema num quadro. Se duas peças não encaixam, o editor recusa a ligação na hora e diz quais são as duas, por isso o erro não aparece com a instalação já a funcionar. E se nem sequer quiser desenhar, há 23 receitas já feitas: escolhe uma, preenche quatro campos sobre a imagem em direto da câmara e funciona no primeiro dia. Para o operador de sala há ainda um modo de seis perguntas em linguagem corrente, sem tela nenhuma.
E se a regra disparar sozinha de madrugada?
É o medo real de quem automatiza alguma coisa, e por isso há quatro travões antes de lá chegar. Antes de publicar, o simulador lança o fluxo contra a última imagem real da câmara e diz se teria disparado e o que teria feito, sem enviar qualquer aviso. Depois de publicado pode ficar silenciado: o fluxo corre e calcula, mas não executa nenhuma ação, por isso valida-se durante dias sem incomodar ninguém. Se algo correr mal, pausa-se uma hora, quatro, um dia ou até à data que quiser, e reativa-se sozinho. E um fluxo que falha várias vezes seguidas desliga-se por sua conta e deixa o motivo escrito.
A mesma regra serve para muitas câmaras ao mesmo tempo?
Sim. Um automatismo define-se uma vez e aplica-se a uma câmara, a um grupo, a um servidor inteiro ou a toda a instalação. As exclusões escrevem-se com o seu motivo: todas as câmaras do servidor menos o balneário e a sala de servidores é uma única declaração, não uma lista que alguém tenha de manter. Cada sítio pode ter os seus próprios limiares e o seu próprio horário sem duplicar o fluxo. E a mesma câmara admite várias configurações ao mesmo tempo: uma em produção a contar a sério, outra em validação com os limiares novos e uma terceira em desenho enquanto se traça, sem tocar na que está a funcionar.
E se um fluxo falhar a meio? Deixa as coisas por acabar?
Falha onde falha, e fica escrito exatamente onde. Cada bloco tem, além das saídas normais, uma saída de falha, por isso o erro é encaminhado para outro sítio — avisar a manutenção, registá-lo, tentar de novo — em vez de se perder pelo caminho. O histórico guarda em que etapa se partiu, se foi a câmara, o modelo, a condição ou a ação, e o número da tentativa, de modo que a avaria se localiza sem abrir um único vídeo. Há dois critérios que convém dizer com clareza. Se um aviso não puder ser enviado porque o canal está desligado ou mal configurado, não se perde em silêncio: fica anotado como diferido, com o motivo. E se um valor não puder ser lido, não se inventa nenhum: diz-se porque falta, e nunca se mostra um zero como se fosse uma medida. O que não prometemos é desfazer o que já foi feito: se a ocorrência foi criada antes da falha, a ocorrência está criada. O que prometemos é que sabe até onde chegou e porque parou ali.
Quem pode mexer numa automatização que já está a funcionar?
Só quem tiver permissão de escrita. A leitura e a escrita são separadas, por isso um operador pode abrir o fluxo, percebê-lo por inteiro e não poder mudar nada. Acima disso, um administrador decide que blocos cada perfil pode usar: um bloco bloqueado continua a ver-se a cinzento, para que se saiba que existe e se possa pedir, e os automatismos já publicados que o usam continuam a funcionar, porque bloquear não parte nada. Fica registado quem bloqueou o quê e quando, e retira-se num clique. E toda a alteração deixa rasto: cada versão publicada guarda-se, renomeia-se e restaura-se como rascunho, e o comparador mostra sobre o desenho o que se acrescentou, o que se tirou e o que se alterou entre duas publicações. Também não se pode apagar um automatismo que faça arrancar outro encadeado: primeiro tira-se o engate.
Chat e inteligência artificial
Ir para a páginaAs minhas imagens ou as minhas conversas saem para algum serviço na internet?
Não. A inteligência artificial que responde é própria e corre no servidor da instalação, tal como a transcrição de voz, a leitura em voz alta e os mapas. Nem uma imagem, nem um fotograma, nem uma frase da conversa viajam para um fornecedor externo, porque não há qualquer chamada a terceiros em ponto nenhum do percurso. Funciona com o cabo de internet desligado, e isso é um requisito de projeto, não um acaso. Os dados ficam na base de dados do cliente, com a sua hora e a sua proveniência.
Em que é que isto se distingue de qualquer outro chat?
Em que este chega aos comandos. Um chat comum responde com o que sabe; o assistente do IRIS tem 95 ferramentas ligadas ao sistema, e usa-as para ir buscar a resposta: olha por uma câmara, abre uma gravação, agrega estatísticas, desenha o mapa, monta o relatório. E se quem pergunta tiver permissão, age sobre o sistema: abre ou fecha uma ocorrência, orienta uma câmara motorizada, envia um aviso. Cada uma dessas ações fica registada com o seu autor, e as que mexem na instalação pedem confirmação explícita antes de mais nada.
Posso pedir-lhe a falar que conte quanta gente passa?
Não, e a diferença importa. Perguntar serve para procurar e para descrever uma situação: isso faz-se a falar, e o assistente fá-lo muito bem. Contar serve para medir, e para medir é preciso saber por onde passa exatamente a linha e em que sentido. Uma linha não se descreve com uma frase: tem de se traçar sobre a imagem. Por isso a contagem configura-se a desenhar, e por isso o número é repetível e pode ser auditado um ano depois.
O que acontece se o assistente se enganar ou não souber?
Di-lo, e essa é a parte que mais trabalho deu. Se não houver gravação no instante que pediste, di-lo em vez de mostrar outra coisa. Se ficar sem margem para pensar ou para escrever, di-lo e sugere subir de nível, em vez de entregar uma resposta cortada sem avisar. Nos níveis altos enumera o que não se pode determinar com a evidência que tem à frente e o que seria preciso para saber, sem tapar o buraco com um palpite. Os erros explicam-se com a sua causa concreta — uma permissão que falta, uma sessão caducada — em vez de falhar em silêncio. E cada resposta chega com as ferramentas que usou e o que lhe devolveram, por isso pode comprovar-se em vez de acreditar-se. A decisão continua a ser da pessoa: isto é uma ferramenta para quem opera, não um substituto.
Pode fazer coisas que o utilizador não tem permissão para fazer?
Não, e não é uma promessa: é como está construído. O assistente só vê as ferramentas que a pessoa que pergunta tem direito a usar, por isso o mesmo chat oferece capacidades diferentes a um operador e a um administrador. Dez permissões governam o próprio chat — usá-lo, partilhar uma conversa, criar ou moderar fios partilhados, ler os dos outros, configurar o serviço, administrar comportamentos e administrar ferramentas — e, além disso, cada ferramenta pode exigir a sua. As que modificam dados estão marcadas como tal e não se executam sem essa permissão, e publicar uma automatização pede confirmação explícita. Tudo fica registado: quem pediu, com que papel nesse momento, com que argumentos, o que devolveu, quanto demorou e se correu bem ou mal; também as tentativas de acesso negadas. As conversas são privadas por omissão e os fios partilhados só admitem gente da própria organização.
Custa-me alguma coisa cada vez que lhe pergunto?
Não. Não há contador: nem de perguntas, nem de mensagens, nem de palavras. Pode ter uma conversa de duas frases ou passar o turno inteiro a perguntar, e custa o mesmo. Dizemo-lo porque muda a forma como se usa: quando cada mensagem tem preço, o operador retrai-se, pergunta menos do que precisa e acaba por voltar ao sistema antigo. Aqui não há nada para racionar.
Mapas, plantas e território
Ir para a páginaFunciona mesmo sem ligação à internet?
Sim. A cartografia é instalada no servidor do cliente, país a país, e fica lá: o desenho do mapa, a procura de uma morada e a tradução de uma coordenada numa morada postal resolvem-se contra esses dados. A interface di-lo no ecrã, «mapa local, sem internet», para o operador saber com o que está a trabalhar. Nenhuma consulta sai da instalação, por isso ninguém de fora pode deduzir que zona está a ser vigiada.
Posso usar as plantas que já tenho do edifício?
Sim. São aceites PDF, TIFF, JPG e PNG. No assistente marcam-se com um retângulo os pedaços do documento que interessam, e de um PDF de projeto com vinte pisos saem vinte plantas independentes numa só passagem. As pastas são organizadas como cada instalação preferir — país, instalação, edifício, piso ou o que for — e cada planta guarda a sua data real, que quase nunca é a do dia em que foi carregada.
Existe um mapa de calor de deteções sobre o território?
Não, e mais vale dizê-lo antes da demonstração do que durante. O mapa de calor do IRIS é desenhado sobre a imagem da câmara, não sobre a cartografia. A densidade sobre o terreno obtém-se hoje agregando por zonas desenhadas, por perímetro de instalação e por espaço de medição, não como uma camada de calor contínua sobre o mapa. É uma lacuna real e declara-se aqui porque um integrador confirma-a em cinco minutos.
Quanto ocupa um mapa que vive dentro, e como se atualiza?
Ocupa o que ocuparem os países que se instalarem, porque se instalam e se retiram um a um: o mundo inteiro nunca se instala, e quase ninguém precisa dele. Dos 185 do catálogo, uma instalação de referência trabalha com 65. No ecrã de administração cada país mostra o seu tamanho no armazenamento e a sua data de instalação, por isso o dimensionamento não é uma estimativa de folheto: é um número que se vê antes e depois. A atualização é um carregamento de dados lançado pelo administrador, com uma fila de trabalhos que diz o tipo, o estado, o progresso, o passo atual e o erro se algo falhar. Não há gota-a-gota automático a partir da internet, porque não há internet: o mapa muda quando alguém da casa decide que mude, e cada conjunto guarda a sua versão e a sua data de carregamento para se saber sempre com que edição se está a trabalhar.
E se uma instalação for nova ou o edifício não estiver na cartografia?
Acontece constantemente e não bloqueia nada. A planta de interior não depende do arruamento: carrega-se a planta do projeto, ancora-se ao mapa com um clique e o edifício existe no sistema antes de existir em qualquer cartografia. O perímetro da instalação admite cinco origens — tirado da referência cartográfica, desenhado à mão, importado de um ficheiro do cliente, calculado envolvendo as câmaras, ou marcado como referência órfã quando o contorno de onde vinha já não está no conjunto atual — e essa última etiqueta existe precisamente para que o sistema o diga em vez de se calar. A procura inversa continua a responder mesmo que a porta não exista: dá a mais próxima que existe, com a sua distância em metros. E se o ponto cair fora da zona com dados de relevo, diz que ali não há dado em vez de inventar uma altitude.
Videoconferência e colaboração
Ir para a páginaÉ preciso uma ferramenta de videochamada à parte?
Não. A sala vive dentro do IRIS e abre-se a partir do mural de câmaras ou do mapa. Não há nada mais para instalar nem para contratar, e não é preciso tirar o vídeo da instalação para falar sobre ele: a câmara entra dentro da chamada, ao vivo, e todos veem o mesmo enquanto falam.
Pode entrar alguém que não tem conta no sistema?
Sim. O anfitrião gera uma ligação com código QR que se digitaliza com o telemóvel. A ligação caduca, tem um número de usos, anula-se de imediato e define o que pode fazer quem a abre: falar, ver as câmaras do mural, escrever no chat, ou apenas olhar. Cada uso fica registado.
Funciona numa instalação sem internet?
Sim. A ligação da sala, o áudio, o vídeo das pessoas e o vídeo das câmaras viajam pela porta 443 dentro da rede do próprio cliente. Não há servidor de terceiros em nenhum ponto do caminho, por isso uma central isolada do exterior faz a reunião como qualquer outra sede.
É preciso instalar alguma coisa para entrar numa reunião?
Não. Entra-se com o navegador que já se está a usar, e quem vem de fora entra a digitalizar um código com o telemóvel. Antes de entrar há uma antecâmara: escreve-se o nome, vê-se como se vai aparecer na imagem e decide-se se se liga a câmara e o microfone. As permissões do navegador pedem-se ali uma única vez e não voltam a pedir-se lá dentro. E se a sala grava, o aviso mostra-se nessa mesma antecâmara e é preciso aceitá-lo para passar.
E se tiver de participar alguém de fora da organização?
Entra com uma ligação, sem conta, e o anfitrião decide como se protege: aberta a quem a tenha, só para quem tenha sessão no sistema, ou com um PIN. Decide também quanto dura —umas horas, até uma data concreta ou sem limite—, quantas vezes se pode usar e o que pode fazer quem a abre. A ligação fixa ainda o idioma com que abre, por isso um empreiteiro ou um perito vê-a no seu sem configurar nada. E anula-se de imediato assim que deixa de ser precisa.
Plataforma, escala e integração
Ir para a páginaQuantas portas é preciso abrir na firewall?
Uma: a 443. Por ela viajam a interface, o vídeo em direto, as gravações, os mapas, a inteligência artificial, a conferência e a interface de programação, tudo cifrado. O sistema escuta em catorze portas no total, mas as outras treze só são acessíveis dentro da própria máquina e nunca atravessam a rede. Para o departamento de redes são treze exceções que não é preciso abrir, justificar nem manter, e uma só verificação quando algo corre mal.
O que acontece se a ligação entre uma instalação e o centro cair?
A instalação continua a funcionar. Cada local capta as suas câmaras, deteta, aplica as suas regras, grava e aciona os seus relés localmente; para o centro só sobem eventos e medidas, nunca fotogramas. Um corte deixa o centro sem vista em direto desse local, mas não para a vigilância nem a gravação, e quando a ligação volta o local publica tudo o que acumulou. Por isso a largura de banda entre instalações dimensiona-se por eventos e o vídeo só atravessa a rede quando alguém o pede.
Até onde escala de verdade?
O produto declara mais de cem mil servidores e mais de cinco milhões de câmaras, mas o que permite comprová-lo são os oito limites publicados, cada um com a sua unidade de repartição: três resolvem-se acrescentando máquinas e cinco são muro. Por exemplo, cabem sessenta e quatro câmaras por processo de captação, de modo que cinco mil câmaras são setenta e nove processos repartidos pelas máquinas necessárias. A calculadora que vem dentro do produto faz essa conta com doze perguntas, diz que recurso se esgota primeiro e declara inviável um dimensionamento que atravesse um limite que não se pode repartir.
A instalação está a ficar-nos curta. O que é preciso acrescentar e o que há que refazer?
Acrescenta-se uma máquina e não se refaz nada. Gera-se um código de registo a partir da interface central, instala-se o serviço na máquina nova e dá-se-lhe esse código: a máquina inscreve-se sozinha, com a sua própria identidade, e aparece na frota. Depois declara-se que tipos de trabalho sabe atender e etiquetam-se-lhe câmaras; enquanto não declarar pelo menos um não recebe trabalho, e a interface di-lo em voz alta em vez de o deixar em silêncio. A distribuição ajusta-se sozinha e só se movem as câmaras que mudam de máquina: a instalação inteira não é baralhada. O que é preciso voltar a calcular é o dimensionamento, se o crescimento atravessar um dos cinco limites que não se repartem, e isso di-lo a calculadora antes de se comprar seja o que for.
Como se atualiza um sistema repartido por muitos locais?
Cada servidor publica a sua versão, o seu identificador de compilação e a sua hora de arranque, por isso um desfasamento de versões na frota vê-se no ecrã em vez de ser descoberto no dia em que algo falha. A atualização é máquina a máquina, não um apagão geral: enquanto um local se atualiza, os restantes continuam a captar, detetar e gravar localmente, porque nenhum precisa de outro para trabalhar. E não há ficheiros de configuração para reconciliar servidor a servidor: tudo vive no sistema e edita-se a partir da web, por isso uma atualização não arrasta um rasto de ajustes locais. Se a um serviço faltar alguma coisa depois de atualizar, não arranca pela metade: espera com a porta fechada e deixa escrito exatamente o que lhe falta. O que não vamos prometer é um prazo: o calendário de um sistema repartido é marcado pelo cliente e pela sua janela de manutenção, não por nós.
Administração e auditoria
Ir para a páginaO IRIS está certificado no Esquema Nacional de Segurança ou na ISO 27001?
Não, e nenhum programa pode estar certificado por si: quem se certifica é a organização que explora o sistema, com os seus processos, o seu pessoal e as suas instalações. O que o IRIS faz é vir desenhado para ajudar a cumprir esses quadros com o trabalho já feito: os 79 controlos do Esquema Nacional de Segurança de nível alto e os 93 do anexo A da ISO 27001, cada um com o seu estado, as suas evidências e a sua data de revisão, cruzados entre si para não fazer duas vezes a mesma tarefa. Dizemo-lo assim em vez de mostrar um selo: na primeira auditoria nota-se a diferença. A única homologação de um terceiro que temos mesmo é a da contagem de pessoas perante o Centro Espanhol de Metrologia.
Pode um administrador apagar o rasto do que fez?
Não. O registo de auditoria só admite acrescentar, e essa regra não é imposta pelo programa mas pelo próprio armazém de dados: qualquer tentativa de alterar ou apagar um assento à mão é rejeitada, tenha quem tentar as permissões que tiver. A única coisa que apaga é a política de conservação que a organização declarou, e essa purga também fica registada, com a política aplicada, quantos assentos caíram e quem a disparou. Além disso, cada assento leva a impressão do anterior: se alguém mexesse nos dados por baixo, a cadeia partia-se, e o ecrã de verificação diria em que assento e em que data aconteceu.
Posso dar acesso a uma empresa externa só a algumas câmaras e só por uns dias?
Sim, e é o caso normal. O acesso concede-se por câmara, por instalação — com tudo o que dela depende ou sem isso — ou por caso de investigação, sempre com data de validade; o ecrã avisa sozinho das concessões que expiram nos próximos sete dias. Por cima pode pôr-se-lhe uma faixa horária: fora dela a pessoa vê uma mensagem explícita e não entra. Ao revogar, o motivo é obrigatório, e a concessão guarda quem a deu, quando, com que motivo, quem a retirou e porquê. Assim fecha-se um acesso temporário em vez de ficar aberto para sempre porque ninguém se lembrou.
O que acontece quando alguém sai da organização?
Desativa-se a conta, e isso é reversível caso volte. As suas sessões abertas são revogadas de imediato: as credenciais em curso deixam de valer sem esperar que expirem, por isso não fica ninguém lá dentro até caducar um registo. As concessões que tivesse sobre instalações ou câmaras revogam-se com motivo obrigatório, e as chaves de acesso que os seus programas usassem são cortadas e guardam quem as retirou. O que não vai embora com a pessoa é o seu rasto: o registo continua a demonstrar o que fez enquanto lá esteve. E se também exercer o direito de apagamento, o apagamento tramita-se como pedido, com um período de graça antes de se tornar definitivo, e a anonimização substitui o dado pessoal dentro dos assentos deixando a cadeia intacta e contando quantos foram anonimizados: o registo continua a demonstrar o que aconteceu sem conservar quem era.
Como se demonstra perante um terceiro que o registo não foi tocado?
Com três coisas que se podem entregar. A primeira é a verificação de integridade: percorre a cadeia inteira e responde íntegro, ou aponta o assento exato e a data onde se parte. A segunda é a exportação assinada — folha de cálculo, ficheiro de intercâmbio ou relatório —, que leva a assinatura dentro do próprio ficheiro, de modo que quem o recebe verifica por sua conta que não foi tocado, sem confiar em nós nem em si. A terceira são as âncoras e a selagem por períodos, que fixam o estado do registo numa data para se poder confrontar anos depois. E vai com um aviso que damos por escrito no próprio ecrã: os assentos escritos antes de ativar o encadeamento são declarados como tal, com quantos são e porque não se podem verificar. Preferimos dizê-lo nós a que o descubra o perito.
Por onde trabalha
As mesmas dúvidas mudam de forma consoante o sítio: o que preocupa num hospital não é o que preocupa num porto. Aqui estão, por ambiente.
A cidade
Ir para a páginaTenho de mudar as câmaras que já tenho na rua?
Não, não tem de mudar as câmaras que já tem na rua. O IRIS liga-se ao sinal das câmaras IP já instaladas e analisa-o: o que muda não é o sensor, é o que se compreende da imagem. No projeto revê-se câmara a câmara se o enquadramento e a qualidade servem para o que quer detetar naquele ponto, e diz-se-lhe claramente quais não chegam. Trocar uma câmara é a exceção, não o ponto de partida.
Quantas câmaras consegue o IRIS analisar ao mesmo tempo num município inteiro?
O IRIS analisa ao mesmo tempo todas as câmaras que a sua instalação tiver, incluindo os milhares de um concelho inteiro. Esta demonstração mostra vinte e três porque vinte e três cabem num ecrã, não porque seja um limite. A capacidade real é dada pelo hardware que se coloca atrás, não pelo software, e dimensiona-se no projeto conforme quantas câmaras há e o que se analisa em cada uma.
O vídeo sai da minha instalação ou fica lá dentro?
O vídeo sai ou fica dentro conforme a modalidade que escolher, e as modalidades são duas. Na modalidade local não sai: os servidores estão no seu edifício, o vídeo entra pela sua rede, é analisado lá dentro e o sistema não precisa de internet para funcionar. Na outra é processado no nosso centro de dados — que é a nossa nuvem, não a de um terceiro — e aí sai, cifrado e com as condições assinadas por contrato. O habitual é misturar: dentro o que é sensível, fora o que não é.
O IRIS identifica as pessoas ou reconhece rostos?
Não, o IRIS não identifica as pessoas nem reconhece rostos. Deteta objetos, comportamentos e situações: um carro parado em cima do passeio, uma queda, um ajuntamento, lixo fora do contentor. Não dá nome a ninguém nem compara rostos com nenhuma base de dados. A contagem por faixas horárias é agregada e anónima: diz quantas pessoas passaram por uma zona, nunca quem eram. Uma pessoa contada é um um: não fica mais nada dela.
Como evito que a sala de controlo acabe a ignorar os alertas por causa dos falsos alarmes?
Evita que a sala ignore os alertas ajustando as regras com os seus operadores, rua a rua, durante as primeiras semanas. Comecemos pelo incómodo: sim, o sistema engana-se de vez em quando. Todos os sistemas de deteção o fazem, e quem disser o contrário nunca instalou nenhum. Por isso uma regra nunca é uma só condição: combina o que se vê, onde se vê e há quanto tempo está ali. Esses três valores afinam-se consigo até que o que chega ao ecrã é o que a sua equipa quer receber. Um alerta que ninguém atende é um alerta mal configurado, e isso corrige-se.
Quanto tempo demora a estar a funcionar na rua?
O tempo depende do tamanho da instalação, e não lhe vamos dar um prazo que ainda não controlamos. O trabalho tem três fases claras: ligar as câmaras que já existem, desenhar sobre cada imagem as zonas e as regras que importam, e afinar essas regras com o que vai acontecendo de facto na rua. As primeiras deteções veem-se cedo; o ajuste fino leva mais tempo. As datas concretas vão na proposta, quando soubermos quantas câmaras há e o que quer detetar em cada uma.
O IRIS substitui o meu centro de controlo ou os vigilantes que tenho?
Não, o IRIS não substitui o seu centro de controlo nem os seus vigilantes: muda aquilo para onde olham. Hoje uma pessoa tem à frente dezenas de ecrãs e não consegue atender a todos ao mesmo tempo. Com o IRIS deixa de olhar para tudo e olha para o que importa, quando importa. A decisão continua a ser dela: o IRIS abre a câmara, mostra o que viu e espera. Quem decide o que se faz é uma pessoa, sempre.
Posso usar o IRIS se já tenho um VMS a gravar?
Sim, pode usar o IRIS se já tem um VMS a gravar: convive com ele em vez de o substituir. O IRIS é um NVMS, ou seja, a camada que hoje lhe falta: perceber o que se passa à frente das câmaras e aplicar as suas regras. Pode continuar a gravar e a gerir o vídeo onde o faz agora. O que se integra e como decide-se olhando para o seu sistema concreto, não prometendo à partida que encaixamos com tudo.
Posso pôr isto na via pública sem violar a lei de proteção de dados?
Pode, mas o cumprimento não depende só do software: depende também de como o instala e do que decidir tratar, e isso assina-o a sua organização, não nós. O que lhe podemos dizer é que o tratamento é configurável peça a peça: o que se guarda, durante quanto tempo, quem acede e de onde. E que a nossa forma de trabalhar está certificada em segurança da informação e em privacidade por uma entidade auditora externa. Esse papel não é assinado por um comercial: é assinado por um auditor, e pode pedi-lo antes de contratar seja o que for.
Quanto custa pôr o IRIS nas câmaras de um município?
O custo calcula-se em função de três coisas: quantas câmaras se analisam, que modalidade de instalação escolhe e se o hardware é seu ou o pomos nós. Não há uma tarifa única que sirva a todos, porque não custa o mesmo analisar vinte câmaras de um parque e duas mil de um concelho inteiro. Diga-nos quantas câmaras tem e o que quer detetar, e damos-lhe um número. O telefone é o +34 902 02 70 91.
A estrada
Ir para a páginaServe com as câmaras que já temos instaladas na via?
Sim, o IRIS serve com as câmaras que já tem instaladas na via. Liga-se ao sinal das câmaras IP montadas em pórticos, colunas e postes e analisa-o tal como chega: o que muda não é o equipamento do poste, é o que se compreende da imagem. No projeto vê-se câmara a câmara se o enquadramento e o alcance chegam para o que quer detetar naquele troço — uma berma a cinquenta metros não é o mesmo que uma via ao fundo do enquadramento — e diz-se-lhe sem rodeios quais não servem. Substituir uma câmara é a exceção, não o ponto de partida.
Funciona de noite e com chuva?
O IRIS funciona de noite e com chuva, com um pormenor que preferimos dizer antes de assinar: a chuva forte, o nevoeiro cerrado e o encandeamento reduzem o que qualquer câmara vê, e o que não se vê não se deteta. Por isso o IRIS deteta também a própria queda de visibilidade: quando um troço deixa de se ver bem, a sala sabe e pode avisar, limitar a velocidade ou mandar uma patrulha. De noite trabalha com a iluminação que a via já tem e com o que dão os faróis; em troços sem luz revê-se ponto a ponto o que se pode detetar e o que não.
Em quanto tempo avisa de um incidente na via?
O IRIS avisa de um incidente assim que se cumpre a regra que definiu, sem que ninguém tenha de ligar. É essa a verdadeira mudança: hoje o relógio começa quando um condutor liga para o 112 ou quando alguém da sala calha passar por aquela câmara. Com o IRIS começa quando a cena acontece à frente da objetiva. Não lhe vamos dar um número de segundos, porque depende da sua rede, das suas câmaras e do hardware que se puser atrás; o que lhe dizemos é que saber deixa de depender de alguém estar a olhar para o ecrã certo no momento certo.
Pode substituir os contadores de tráfego que pomos uns dias por ano?
O IRIS não substitui uma contagem homologada, mas conta o que uma contagem de uns dias não consegue: todos os dias, a todas as horas e em cada câmara. Uma contagem pontual dá-lhe a fotografia de uma semana; uma câmara com o IRIS dá-lhe o ano inteiro, com o tipo de veículo separado — ligeiro, pesado, autocarro, motociclo — e sem cortar uma via para instalar seja o que for. Se precisa de um número com validade metrológica para veículos, isso é outra coisa e não lhe vamos dizer que a damos: a nossa homologação do Centro Espanhol de Metrologia cobre a contagem de pessoas. Para decidir onde toca reforço de pavimento ou onde falta mais uma via, o dado contínuo costuma valer mais do que a fotografia de uns dias.
Deteta um veículo parado na berma?
Sim, o IRIS deteta um veículo parado na berma, e também o que costuma vir a seguir. A regra não é só «está ali um carro»: é um veículo parado dentro da zona que marcou como berma e durante mais tempo do que definiu. E se alguém sair do veículo e andar pela berma ou pela faixa de rodagem, isso é outra deteção e pode subir o nível do aviso. Uma avaria é uma ocorrência; uma avaria com uma pessoa fora do carro é uma urgência, e o sistema distingue as duas.
O IRIS verifica se os painéis de mensagem variável funcionam?
Sim, o IRIS verifica se os painéis de mensagem variável funcionam, com um limite que convém dizer de frente. O IRIS lê o que se vê no painel, por isso deteta que está apagado, que tem leds fundidos ou que a mensagem deixou de ser legível: isso vê-se da câmara, sem depender de ninguém. O que não pode saber sozinho é se o painel mostra uma mensagem errada, porque para isso é preciso comparar o que se vê com o que se mandou mostrar, e isso exige que o sistema que envia as ordens esteja ligado. O IRIS também pode lançar ordens para os painéis e para os sistemas que estiverem ligados: o que se liga revê-se no projeto, antes de assinar, e diz-se-lhe o que encaixa e o que não.
O vídeo sai da nossa instalação ou fica dentro?
O vídeo sai ou fica dentro consoante a modalidade que escolher, e as modalidades são duas. Na modalidade local não sai: os servidores estão nas suas instalações, o vídeo entra pela sua rede, é analisado lá dentro e o sistema não precisa de internet para funcionar. Na outra é processado no nosso centro de dados, que é a nossa nuvem e não a de um terceiro. Nas duas, as comunicações vão cifradas e as condições são assinadas por contrato. Convém decidir cedo, porque condiciona o dimensionamento da rede e dos servidores.
Identifica matrículas ou as pessoas que aparecem nas câmaras?
Não, o IRIS não identifica matrículas nem identifica pessoas. Deteta objetos, comportamentos e situações: um veículo parado, uma pessoa a andar pela faixa de rodagem, um volume numa via, material caído de um talude, uma via cortada. Não lê chapas, não compara rostos com nenhuma base de dados e não põe nome a ninguém. Quando conta veículos, conta-os por tipo — ligeiro, pesado, autocarro, motociclo — e o resultado é um número agregado, nunca uma lista de quem passou.
O que acontece com os falsos alarmes numa via aberta?
Os falsos alarmes existem, e quem lhe disser o contrário nunca pôs um sistema de deteção numa via aberta. Sombras compridas ao amanhecer, faróis de frente, um saco que atravessa uma via: tudo isso parece alguma coisa. Por isso uma regra nunca é uma só condição, mas o que se vê, onde se vê e há quanto tempo está ali. Esses três valores afinam-se com os seus operadores durante as primeiras semanas, troço a troço, até que o que chega à sala é o que a sala quer receber. Um aviso que o turno da noite aprende a ignorar é um aviso mal afinado, e isso corrige-se.
Quanto custa pôr o IRIS nas câmaras de uma via?
O custo calcula-se em função de quantas câmaras se analisam, do que se deteta em cada uma, da modalidade de implementação que escolher e de o hardware ser seu ou sermos nós a pô-lo. Não há uma tarifa única, porque não custa o mesmo analisar as câmaras de um troço e as de um traçado inteiro com os seus nós, os seus túneis e as suas áreas de serviço. Diga-nos quantas câmaras tem e o que quer detetar em cada uma, e damos-lhe um número. O telefone é o +34 902 02 70 91.
Os transportes públicos
Ir para a páginaServe com as câmaras que já temos na estação?
Sim, o IRIS serve com as câmaras que já tem na estação. Liga-se ao sinal das câmaras IP das plataformas, do átrio, dos corredores, dos torniquetes e dos acessos e analisa-o tal como chega: o que muda não é a câmara do teto, é o que se compreende da imagem. No projeto revê-se câmara a câmara se o enquadramento chega para o que quer detetar naquele ponto — uma câmara que vê a plataforma ao comprido não é o mesmo que uma que a vê de frente — e diz-se-lhe sem rodeios quais não servem. Trocar uma câmara é a exceção, não o ponto de partida.
O IRIS identifica os passageiros?
Não, o IRIS não identifica os passageiros. Deteta objetos, comportamentos e situações: uma pessoa dentro da linha, uma pessoa no chão, uma plataforma que enche, um torniquete aberto, uma máquina apagada, uma escada rolante parada. Não reconhece rostos, não os compara com nenhuma base de dados e não guarda quem é ninguém. Quando conta gente, o resultado é um número — quantas pessoas estão numa zona ou quantas passam por um ponto —, nunca uma lista de quem passou. E o que se guarda, durante quanto tempo e quem pode ver decide-o você: o sistema pode funcionar todo dentro da estação, sem que saia uma única imagem.
Deteta alguém que cai à linha?
Sim, o IRIS deteta uma pessoa que cai à linha, porque a linha é uma zona desenhada sobre a imagem e uma pessoa dentro dessa zona é uma regra que se cumpre sozinha. O aviso sai com a câmara e a hora, e a sala tem a imagem aberta sem ter de esperar que um passageiro puxe o botão de emergência ou ligue pelo intercomunicador. O honesto: a deteção depende de essa câmara ver a linha, e nem todas veem. No projeto revê-se plataforma a plataforma que enquadramento é preciso e diz-se-lhe qual não chega.
Funciona com a plataforma cheia de gente?
O IRIS funciona com a plataforma cheia de gente, com um pormenor que preferimos dizer antes de assinar: quando as pessoas se tapam umas às outras, há coisas que deixam de se ver. Uma pessoa que cai ao chão atrás de um grupo compacto pode ficar escondida daquela câmara, e o que não se vê não se deteta. A ocupação, essa, continua a medir-se igual: para saber quanto está a encher uma plataforma não é preciso distinguir uma pessoa de outra. Por isso nas plataformas convém combinar enquadramentos: duas perspetivas da mesma plataforma tapam-se muito menos do que uma só.
Como se avisa e a quem?
O aviso é enviado a quem você decidir e pelo canal que você decidir. Cada regra leva o seu destinatário: o posto da sala de controlo, o chefe de estação, a equipa de manutenção, o piquete de segurança. No ecrã abre-se a câmara com o que se viu, a hora e o vídeo do momento, para que quem decide veja exatamente o mesmo que o sistema viu e não uma etiqueta solta. E uma pessoa na linha não tem de chegar pelo mesmo caminho que uma máquina de bilhetes avariada: cada aviso vai a quem o pode resolver. Quem decide o que se faz é sempre uma pessoa: o IRIS abre a câmara, mostra e espera.
Pode substituir as contagens que fazemos agora?
O IRIS pode substituir as contagens que faz agora, e ainda faz o que elas não conseguem: contar todos os dias do ano, a todas as horas e em cada ponto que lhe interesse. Uma contagem de três dias dá-lhe a fotografia de três dias; uma câmara com o IRIS dá-lhe a época inteira, com o detalhe de por onde entra a gente, quanto espera no controlo e quanta fica em terra numa paragem. E para a contagem de pessoas o nosso sistema está homologado pelo Centro Espanhol de Metrologia: é a garantia de que a lotação que apresenta é a correta, porque quem a verificou foi um terceiro e não nós. Convém dizê-lo com precisão: essa homologação cobre a contagem de pessoas, não o produto inteiro.
O vídeo sai da estação?
O vídeo sai da estação ou fica dentro consoante a modalidade que escolher, e as modalidades são duas. Na modalidade local não sai: os servidores estão nas suas instalações, o vídeo entra pela sua rede, é analisado lá dentro e o sistema não precisa de internet para funcionar. Na outra é processado no nosso centro de dados, que é a nossa nuvem e não a de um terceiro. Nas duas, as comunicações vão cifradas e as condições são assinadas por contrato. Convém decidir cedo, porque condiciona o dimensionamento da rede e dos servidores da estação.
E a proteção de dados, com tanta gente à frente das câmaras?
A proteção de dados resolve-se configurando o tratamento peça a peça: o que se guarda, durante quanto tempo, quem acede e de onde. Esse é o ponto de partida, e acima dele está o que mais pesa: o IRIS não identifica ninguém, por isso não há identidades a proteger. O cumprimento, esse, não depende só do software: depende também de como o instala e do que decidir tratar, e isso assina-o a sua organização, não nós. O que lhe podemos pôr em cima da mesa é que a nossa forma de trabalhar está certificada em segurança da informação e em privacidade por uma entidade auditora externa. Esse papel não é assinado por um comercial: é assinado por um auditor, e pode pedi-lo antes de contratar seja o que for.
O que acontece com os falsos alarmes numa estação cheia?
Os falsos alarmes existem numa estação cheia, e quem lhe disser o contrário nunca pôs um sistema de deteção à frente de tanta gente. Uma despedida efusiva parece um empurrão. Uma mochila no chão parece um volume abandonado. Um reflexo no chão molhado parece qualquer coisa. Por isso uma regra nunca é uma só condição, mas o que se vê, onde se vê e há quanto tempo está ali. Esses três valores afinam-se com os seus operadores durante as primeiras semanas, plataforma a plataforma e acesso a acesso, até que o que chega à sala é o que a sala quer receber. Um aviso que o turno da tarde aprende a ignorar é um aviso mal afinado, e isso corrige-se.
Quanto custa pôr o IRIS nas câmaras de uma estação?
O custo calcula-se em função de quantas câmaras se analisam, do que se deteta ou se mede em cada uma, da modalidade de implementação que escolher e de o hardware ser seu ou sermos nós a pô-lo. Não há uma tarifa única, porque não custa o mesmo analisar as plataformas de uma estação pequena e uma estação inteira com átrio, torniquetes, terminal de autocarros, praça de táxis e parque de estacionamento, nem custa o mesmo uma rede de vinte estações. Diga-nos quantas câmaras tem e o que quer detetar em cada uma, e damos-lhe um número. O telefone é o +34 902 02 70 91.
O comércio
Ir para a páginaO IRIS identifica os nossos clientes?
Não, o IRIS não identifica os vossos clientes: deteta objetos, comportamentos e situações. Não reconhece caras, não as compara com nenhuma base de dados, não guarda quem é ninguém, não segue uma pessoa de uma loja para outra e não se cruza com o programa de fidelização. O que vê é «uma pessoa», «um carrinho», «uma prateleira vazia», onde está e há quanto tempo. Por isso a contagem de uma loja não diz quem entrou: diz quantos, por onde e a que horas. Se um dia alguém vos oferecer o contrário, saibam que nós não o fazemos e que isso não é um descuido: é uma decisão.
Serve com as câmaras que já temos na loja?
Sim, o IRIS serve com as câmaras que já têm instaladas na loja. Liga-se ao sinal das câmaras IP do teto e analisa-o tal como chega: o que muda não é o equipamento, é o que se compreende da imagem. No projeto vê-se câmara a câmara se o enquadramento chega para o que querem ver ali — uma câmara posta para vigiar a porta talvez não chegue a ler o linear do fundo — e diz-se-vos sem rodeios quais não servem e quais bastaria mover uns graus. Pôr uma câmara nova é a exceção, não o ponto de partida.
Isto serve para detetar furtos?
Não, isto não serve para detetar furtos, e preferimos dizê-lo antes de aparecer numa reunião. Nenhuma das dez câmaras desta página faz isso, e não é por não nos ter ocorrido: detetar um furto obriga a julgar a intenção de uma pessoa concreta, e o IRIS não olha para pessoas concretas. O que faz é o que tem nesta página: avisar de um vazio no linear, de algo entornado no chão, de uma zona às escuras ou de uma sala mais cheia do que o turno consegue atender; e medir as filas, os gabinetes de prova, os carrinhos, a distribuição das pessoas pela sala e o que a ilha de promoção faz mesmo. Ou seja: vender melhor e ter a loja como deve estar. Se o que procuram é prevenção de perdas, vão precisar de outra coisa, e dizemo-lo na primeira reunião e não na última.
Como sei quanta gente desiste da fila e se vai embora sem comprar?
Sabe quanta gente desiste da fila porque o IRIS conta duas coisas em separado: quantas pessoas entram na zona de espera das caixas e quantas chegam ao ponto de pagamento. A diferença é a gente que se foi antes de chegar a sua vez. A isso somam-se duas pistas: o tempo médio de espera nessa fila e os carrinhos que ficam abandonados num corredor ou junto às caixas, que quase sempre são de alguém que se cansou. E tudo isso leva a hora, por isso cruza-se com quantas caixas estavam abertas nesse momento. Não lhe vamos dizer quanto dinheiro é isso — não sabemos, não passou pela sua caixa —, mas dizemos-lhe a que horas acontece e com quantas caixas abertas deixa de acontecer.
Pode dizer-me se uma promoção funciona?
O IRIS pode dizer-lhe se uma promoção funciona na parte que se vê a partir de uma câmara: quanta gente passa à frente da ilha, quanta pára e quanto tempo fica. A venda está na sua caixa e aí não entramos. Mas juntando as duas metades, o diagnóstico muda: se passa muita gente e quase ninguém pára, o problema é onde está a ilha ou como se vê. Se pára muita gente e mesmo assim não vende, o problema é o preço ou o produto. Hoje essas duas situações parecem iguais no relatório de vendas — vendeu pouco — e são dois problemas diferentes com duas soluções diferentes. O mesmo serve para comparar a mesma montagem em duas lojas ou o mesmo sítio em duas semanas.
Funciona com a loja cheia?
O IRIS funciona com a loja cheia, com um pormenor que preferimos dizer antes de assinar: quando se junta muita gente, umas pessoas tapam as outras e uma câmara deixa de as distinguir uma a uma. Isso acontece a qualquer sistema de visão, incluindo o nosso, e quem lhe disser o contrário não o experimentou num sábado à tarde. O que não se perde é o que mais faz falta nesse momento: a ocupação. Medir quanta gente há numa zona e como se reparte pela sala não exige distinguir cada pessoa, por isso continua a medir-se na mesma, e detetar que a loja está colapsada funciona precisamente por estar cheia. O que se degrada é contar uma a uma numa passagem estreita e muito carregada; nesse caso passa-se a contagem para o acesso, onde as pessoas passam em fila, e deixa-se a ocupação para a sala.
O vídeo sai da loja?
O vídeo sai da loja ou fica dentro consoante a modalidade que escolher, e as modalidades são duas. Na modalidade local não sai: os servidores estão nas vossas instalações — na loja ou na sede —, o vídeo entra pela vossa rede, é analisado lá dentro e o sistema não precisa de internet para funcionar. Na outra é processado no nosso centro de dados, que é a nossa nuvem e não a de um terceiro. Nas duas, as comunicações vão cifradas e as condições são assinadas por contrato. Numa cadeia convém decidir cedo, porque não é o mesmo pôr um servidor por loja ou levar a análise para um único sítio: condiciona a rede de cada espaço.
E a proteção de dados, com a loja cheia de clientes?
A proteção de dados resolve-se configurando o tratamento peça a peça: o que se guarda, durante quanto tempo, quem acede e de onde. E acima disso está o que mais pesa numa loja: o IRIS não identifica ninguém, por isso não há identidades a proteger nem perfis de cliente a construir. O cumprimento, esse, não depende só do software: depende também de como o instalarem e do que decidirem tratar, e isso assina-o a vossa organização, não nós. O que vos podemos pôr em cima da mesa é que a nossa forma de trabalhar está certificada em segurança da informação e em privacidade por uma entidade auditora externa. Esse papel não é assinado por um comercial: é assinado por um auditor, e podem pedi-lo antes de contratar seja o que for.
Serve para uma loja só ou é preciso uma cadeia?
O IRIS serve para uma loja só e também para uma cadeia; o que muda não é o sistema, é o que faz com o dado. Numa loja só serve-lhe para decidir a sua loja: a que horas abrir a terceira caixa, onde pôr a mesa de promoção, se o fundo do espaço é visitado ou se é preciso dar uma razão para lá chegar. Numa cadeia aparece algo que uma loja só não tem: a comparação. A mesma promoção montada em quarenta lojas e medida da mesma forma em todas. A loja onde a fila dispara meia hora antes das outras. A que tem o mesmo tamanho e metade das pessoas ao fundo. Começar por uma loja, ver o que sai e decidir depois é o mais normal, e é o que costumamos recomendar.
Quanto custa pôr o IRIS nas câmaras de uma loja?
O custo calcula-se em função de quantas câmaras se analisam, do que se deteta ou se mede em cada uma, de quantas lojas entram, da modalidade de implementação que escolher e de o hardware ser vosso ou sermos nós a pô-lo. Não há uma tarifa única, porque não custa o mesmo medir as caixas e a entrada de uma loja de bairro e cobrir a sala inteira de um supermercado grande, nem custa o mesmo uma loja e quarenta. Digam-nos quantas lojas têm, quantas câmaras há em cada uma e o que querem ver, e damos-vos um número. O telefone é o +34 902 02 70 91.
A obra
Ir para a páginaIsto serve para vigiar os nossos trabalhadores?
Não, isto não serve para vigiar os vossos trabalhadores, e há que dizê-lo com todas as letras. O IRIS não identifica ninguém: deteta que uma pessoa não leva capacete, não deteta quem é essa pessoa. Não reconhece caras, não as compara com nenhuma base de dados, não guarda quem é ninguém, não serve para picar o ponto, não serve para sancionar um trabalhador concreto e não substitui o controlo de acessos da obra. O que vê é «uma pessoa sem capacete na zona de máquinas», onde está e desde quando, e é isso que chega no aviso. Se na obra houver comissão de trabalhadores, isto é a primeira coisa que lhe devem poder mostrar: um sistema que olha para situações, não para pessoas.
O IRIS pára a grua quando vê a carga passar por cima de alguém?
Não, o IRIS não pára a grua. Não toca em nenhuma máquina, não corta nenhum comando e não substitui o técnico de segurança em obra, o sinaleiro nem o plano de segurança e saúde. O que faz é avisar de uma situação de risco enquanto está a acontecer — com a câmara, a hora e o vídeo — para que quem manda a manobra a possa parar. A decisão continua a ser de uma pessoa, e tem de continuar a sê-lo: numa obra, o critério de quem está lá vale mais do que qualquer automatismo. O IRIS traz o que falta a essa pessoa, que são uns olhos no ponto onde neste momento não está ninguém a olhar.
Quantos avisos vamos receber por dia?
Vão receber os avisos que a vossa regra pedir, e afinar essa regra é o trabalho do primeiro mês. Um sistema que dá cem avisos por dia é desligado numa semana; sabemos disso, e por isso uma regra não é «avisa se alguém não levar capacete». É «avisa se alguém sem capacete estiver dentro da zona de máquinas, em horário de trabalho, mais de uns segundos». Delimita-se a zona sobre a imagem, o horário, quanto tem de durar a situação e a quem chega o aviso. Começa-se pelo que realmente importa naquela obra, revê-se uma semana de avisos com a vossa equipa e ajusta-se. O objetivo não é avisar de tudo: é avisar do que faz levantar a cabeça, e calar no resto.
Serve com as câmaras que já temos na obra?
Sim, o IRIS serve com as câmaras que já têm na obra, incluindo as que se põem e se tiram à medida que ela avança. Liga-se ao sinal e analisa-o tal como chega: o que muda não é o equipamento, é o que se compreende da imagem. No projeto vê-se câmara a câmara se o enquadramento chega para o que querem ver ali — uma câmara posta para vigiar o estaleiro à noite talvez não chegue para distinguir um capacete do outro lado do terreno — e diz-se-vos sem rodeios quais não servem e quais bastaria mover ou baixar. O pó, o contraluz e a chuva veem-se ali mesmo, porque uma obra não é um corredor com luz fixa. Pôr uma câmara nova é a exceção, não o ponto de partida.
A obra muda de poucas em poucas semanas. É preciso refazer tudo de cada vez?
A obra muda de poucas em poucas semanas, e é por isso que o sistema está pensado para que mudá-lo custe pouco tempo. Quando se muda uma câmara de sítio ou se redesenha uma zona, volta-se a marcar a zona sobre a imagem e continua-se: não é preciso encomendar nada nem esperar por ninguém. As regras de aviso escrevem-se com palavras, por isso uma regra para a fase que começa escreve-se num bocado e testa-se no mesmo dia. É a diferença entre um sistema que serve no primeiro mês e um que continua a servir nos acabamentos, quando a obra já não se parece nada com a da implantação.
Podemos saber quanta gente está dentro de cada zona?
Sim, podem saber quanta gente está dentro de cada zona de trabalho, e essa é uma das duas câmaras desta página que não avisam de nada: apenas medem. Desenha-se a zona sobre a imagem e o IRIS conta quem entra e quem sai, sem nunca dizer quem é. Serve para agora — quanta gente está na cave neste momento — e para o histórico, para ver a que hora se junta toda a gente no mesmo sítio. Perguntar serve para procurar e contar serve para medir, e não se fazem da mesma maneira: uma linha não se pode descrever com uma frase, tem de se traçar. Para a contagem de pessoas o nosso sistema está homologado pelo Centro Espanhol de Metrologia, por isso o número que veem foi verificado por um terceiro e não por nós. Convém dizê-lo com precisão: essa homologação cobre a contagem de pessoas, não o produto inteiro.
Onde é processado o vídeo? Na obra nem sempre há boa ligação.
O vídeo é processado onde vocês decidirem, e numa obra isso importa porque a ligação nem sempre acompanha. Há duas modalidades e só duas. A primeira é dentro da própria obra: um equipamento na casota analisa as câmaras ali mesmo e funciona sem internet, por isso se a linha cair o sistema continua a ver e continua a avisar. A segunda é o nosso centro de dados, que é a nossa nuvem: o vídeo é processado lá e a obra só precisa de ligação. Pode começar-se por uma e passar à outra, e numa construtora com muitas obras convivem as duas.
O que dizemos à comissão de trabalhadores?
À comissão de trabalhadores diz-se exatamente isto, e quanto mais cedo melhor: o que o sistema vê, o que não vê e quem recebe os avisos. O IRIS deteta situações, não pessoas: não reconhece caras, não identifica ninguém e não serve para sancionar um trabalhador concreto. O que é tratado, quanto tempo se guarda e quem o pode ver configura-se, e configura-se convosco. E dizemo-lo sem rodeios: o cumprimento em matéria de proteção de dados é assinado pela vossa organização, não por um comercial nosso; nós entregamos a ferramenta e a documentação de como trata os dados. Uma obra onde a comissão percebe para que serve o sistema funciona; uma onde não percebe, não.
Isto é para uma obra ou para todas as da empresa?
Isto serve para uma obra sozinha e ganha outro sentido com todas as da empresa. Numa obra, o valor é o aviso: alguém fica a saber da situação enquanto ela acontece. Numa construtora com dezenas de obras ao mesmo tempo aparece algo que uma obra sozinha não tem, que é a comparação com a mesma régua: a mesma regra, escrita igual, aplicada em todas. Então pode ver-se que obra acumula mais situações de risco no mesmo tipo de trabalho, qual as corrigiu depois de uma formação e qual convém ir visitar. Hoje isso decide-se com a sensação de quem pisa mais obras. Com o dado à frente decide-se melhor, e consegue explicar-se.
Quanto custa?
Custa consoante quantas câmaras se analisam, o que se pede a cada uma e onde se processa o vídeo. Não publicamos uma tabela de preços porque não seria honesta: uma obra com seis câmaras e duas regras e uma construtora com vinte obras abertas não são o mesmo projeto. O que se pode fazer é começar pequeno: um par de pontos de uma obra, as duas ou três regras que realmente importam ali, e ver os avisos e os números com a vossa equipa antes de decidir seja o que for. Escrevam-nos e vemos isso com as vossas plantas e as vossas câmaras à frente.
O estabelecimento prisional
Ir para a páginaIsto serve para classificar os reclusos?
Não, isto não serve para classificar os reclusos, e há que dizê-lo com todas as letras. O IRIS não identifica ninguém: não reconhece caras, não as compara com nenhuma base de dados, não guarda quem é ninguém, não tem ficha de ninguém e não segue nenhuma pessoa concreta pelo estabelecimento. Também não prevê nem julga: não diz quem vai fazer o quê, não pontua ninguém, não classifica ninguém pelo seu comportamento e não interpreta o estado de espírito de ninguém. O que deteta são situações definidas pelo estabelecimento: «está uma pessoa no chão na ala três», «está um grupo reunido num corredor a uma hora em que não deveria estar ninguém». O que está a acontecer, onde e desde quando. É tudo o que vai no aviso, e é a primeira coisa que se tem de poder mostrar à direção, à representação dos trabalhadores e a quem tiver de aprovar isto.
O IRIS abre portas, dispara alarmes ou substitui um guarda prisional?
Não, o IRIS não abre nem fecha nenhuma porta, não dispara nenhum alarme automático que substitua uma decisão e não substitui nenhum guarda prisional. Também não substitui a contagem regulamentar nem nenhum protocolo de prevenção do estabelecimento: esses continuam iguais, feitos pelas mesmas pessoas e com o mesmo procedimento. O que o IRIS faz é avisar antes — com a câmara, a hora e o vídeo — para que chegue uma pessoa. Quem vai, quando vai e o que faz decide quem está de serviço, e tem de continuar a ser assim: dentro de um estabelecimento, o critério de quem conhece aquela ala e as pessoas que lá estão vale mais do que qualquer automatismo. O IRIS traz o que falta a essa pessoa, que são uns olhos no ecrã para o qual neste momento não está ninguém a olhar.
Quantos avisos vamos ter por turno?
Vão ter os avisos que decidirem, porque a regra delimita-se: zona, hora e duração. Um sistema que dá duzentos avisos por turno está desligado ao fim de uma semana, e com razão: quando tudo avisa, não avisa nada. Por isso uma regra não é «avisa-me se houver gente no corredor», mas «avisa-me se houver três ou mais pessoas paradas neste corredor, entre as dez e as sete, durante mais de um minuto». Mudando a zona, a faixa horária e o tempo mínimo, o mesmo detetor passa de tocar cem vezes por dia a tocar quando realmente importa. E ajusta-se depois, com o que tiver saído nas duas primeiras semanas: as regras afinam-se com o que acontece no vosso estabelecimento, não com o que acontece em geral.
Quem decide o que se vigia e o que não?
Decide o estabelecimento, não o IRIS. Que zona, a que hora, quanta gente e quanto tempo: isso escreve-o a instituição, e fica escrito numa frase que qualquer pessoa pode ler e qualquer pessoa pode mudar. O IRIS aplica o que lhe disseram, sempre igual e sem se cansar. Não vem de fábrica com uma lista de comportamentos «suspeitos» nem decide por sua conta o que é normal no vosso pátio: o que é normal num estabelecimento não é normal noutro, e isso sabe-o quem lá trabalha. Se amanhã mudar o horário do refeitório, se fechar uma ala por obras ou se abrir um módulo novo, a regra reescreve-se num bocado e não é preciso encomendar nada. E como está escrita numa frase, pode mostrar-se tal como está a quem perguntar o que é que aquela câmara procura exatamente.
E os direitos das pessoas reclusas e os do pessoal?
Os direitos das pessoas reclusas e os do pessoal protegem-se decidindo o que se olha e o que não, e aqui a resposta é curta: olham-se situações em zonas comuns que o estabelecimento definiu — um pátio, um corredor, um cais de carga — e não se olha quem é ninguém. Não há reconhecimento facial, não há leitura de matrículas, não há ficha de nenhuma pessoa reclusa e não há ficha de nenhum trabalhador. O IRIS não vos pode dizer «esta pessoa passou por aqui seis vezes», porque não sabe quem é: o aviso diz que situação, em que câmara e a que hora. E o resto não o assina um comercial nosso: o enquadramento legal, a informação ao pessoal e às pessoas reclusas, e a decisão de onde há câmara e onde não há, assina-os a administração que o instala, com os seus serviços jurídicos e com a representação dos trabalhadores presente. Desconfiem de quem vos disser o contrário.
Funciona com as câmaras que já temos?
Sim, funciona com as câmaras que já têm, e é precisamente esse o ponto: um estabelecimento já tem centenas, e o que falta não são câmaras, é alguém que olhe para elas. O IRIS analisa o sinal de vídeo que essas câmaras já estão a produzir. O que condiciona o resultado é onde está colocada cada uma e o que se vê dali: uma câmara que olha o pátio de frente e de cima dá muito mais do que uma colocada para que apanhe o muro inteiro. Antes de prometer seja o que for preferimos ver as vossas plantas e algumas imagens reais, e dizer-vos em que câmaras isto faz sentido e em quais não faz. Às vezes a resposta é mudar uma câmara dois metros, e isso é mais barato do que comprar o que quer que seja.
O vídeo sai do estabelecimento?
O vídeo sai do estabelecimento só se vocês quiserem, e num estabelecimento prisional o normal é que não saia. O IRIS pode ser processado dentro do próprio estabelecimento, num equipamento vosso e sem ligação à internet: as imagens não vão a lado nenhum e a análise continua a funcionar mesmo que a linha caia. Também pode ser processado no nosso centro de dados ou na nuvem, se a vocês convier, mas essa é uma decisão vossa e não uma condição nossa. Seja onde for, de um aviso guarda-se sempre o mesmo: a câmara, a hora, a situação detetada e o troço de vídeo, para que o relatório se possa sustentar depois com algo mais do que uma memória.
A contagem por zonas é fiável?
A contagem por zonas é fiável porque não se configura a falar, configura-se a desenhar: traça-se uma linha ou uma zona sobre a imagem e conta-se quem a atravessa e quanta gente está lá dentro. Uma linha não se pode descrever com uma frase; tem de se traçar. Por isso o número calcula-se igual todos os dias, pode repetir-se e pode auditar-se. E na contagem de pessoas não ficam com a nossa palavra: o nosso sistema está homologado pelo Centro Espanhol de Metrologia, um terceiro independente que verificou que o número é o correto. Dito com precisão: essa homologação cobre a contagem de pessoas, não o produto inteiro. E mais uma coisa, porque importa: isto não substitui a contagem regulamentar. É saber quanta gente está no pátio neste momento, que é outra pergunta e responde-se de outra maneira.
E o que o IRIS não vê?
O que o IRIS não vê existe, e convém dizê-lo antes de assinar seja o que for. Uma câmara só compreende o que entra no seu enquadramento: se alguma coisa acontece fora de campo, atrás de um pilar, entre dois corpos ou numa zona onde não há câmara, o IRIS não vê, tal como não veria uma pessoa a olhar para esse mesmo ecrã. Com pouca luz, com chuva forte ou com a objetiva suja, vê pior. E há situações que se parecem muito: duas pessoas que se abraçam e duas que se engalfinham podem confundir-se durante um segundo, e por isso o aviso é sempre fechado por uma pessoa a ver o vídeo. O IRIS não é infalível e não vo-lo vamos vender como se fosse. É um sistema que olha, a todas as horas, para as câmaras para as quais neste momento não olha ninguém.
Quanto custa?
Custa consoante quantas câmaras se analisam, o que se pede a cada uma e onde se processa o vídeo. Não publicamos uma tabela de preços porque não seria honesta: um módulo com doze câmaras e três regras e um estabelecimento inteiro com centenas não são o mesmo projeto. O que se pode fazer é começar pequeno: um pátio e uma ala, as duas ou três regras que realmente importam ali, e ver os avisos e os números com a vossa equipa antes de decidir seja o que for. Escrevam-nos e vemos isso com as vossas plantas e as vossas câmaras à frente.
O hospital
Ir para a páginaVão pôr câmaras nos quartos?
Não, não vamos pôr câmaras nos quartos, e isto vem antes de tudo. Não há câmara num quarto, não há numa casa de banho, não há numa sala de exame e não há em nenhum sítio onde se atende ou se observa um doente. O IRIS vê zonas comuns: corredores, salas de espera, átrios e acessos, que é onde quase qualquer hospital já tem câmaras hoje. E nessas zonas não identifica ninguém: não reconhece caras, não as compara com nenhuma base de dados, não sabe quem é nenhum doente nem nenhum profissional, não tem ficha de ninguém, não acede ao processo clínico e não cruza nenhum dado médico nem o sistema do hospital. O que vê é «está uma pessoa no chão no corredor do terceiro piso»: o que está a acontecer, onde e desde quando. É tudo o que vai no aviso, e é a primeira coisa que se tem de poder mostrar à direção, aos profissionais e a quem tiver de aprovar isto.
O IRIS diagnostica ou decide quem é atendido primeiro?
Não, o IRIS não diagnostica e não decide quem é atendido primeiro. Não diz o que se passa com ninguém, não avalia o estado de saúde de ninguém, não faz triagem e não prioriza nenhum doente: o critério clínico é de um profissional e o IRIS não participa nele. Também não acede ao processo clínico nem a nenhum dado médico, e não se liga ao sistema do hospital para saber quem é quem. E não substitui a vigilância clínica nem nenhum profissional: os protocolos do serviço continuam exatamente iguais, feitos pelas mesmas pessoas e com o mesmo procedimento. O IRIS também não chama ninguém por sua conta nem ativa nada em vez de uma decisão. O que faz é avisar antes — com a câmara, a hora e o vídeo — para que chegue uma pessoa, que é quem vê, avalia e decide.
Quantos avisos vamos ter por turno?
Vão ter os avisos que decidirem, porque a regra acota-se: zona, hora e duração. Um sistema que dá cem avisos por turno está desligado ao fim de uma semana, e com razão: quando tudo avisa, não avisa nada. Por isso uma regra não é «avisa-me se estiver alguém parado no corredor», mas «avisa-me se estiver uma pessoa no chão neste corredor durante mais de vinte segundos», ou «avisa-me se alguém estiver imóvel nesta sala de espera há mais de quinze minutos, entre as dez da noite e as sete». Mudando a zona, a faixa horária e o tempo mínimo, o mesmo detetor passa de tocar cem vezes por dia a tocar quando de facto importa. E ajusta-se depois, com o que tiver saído nas duas primeiras semanas: as regras afinam-se com o que acontece no vosso hospital, não com o que acontece em geral.
Quem decide o que se vê e o que não?
Decide o hospital, não o IRIS. Que zona, a que hora e quanto tempo é «muito tempo»: isso escreve-o o centro com os seus profissionais, e fica escrito numa frase que qualquer pessoa pode ler e qualquer pessoa pode mudar. Um quarto de hora quieto na sala de espera das urgências não quer dizer o mesmo que um quarto de hora quieto no corredor de um serviço às quatro da manhã, e essa diferença sabe-a quem lá trabalha, não um fornecedor. O IRIS aplica o que lhe disseram, sempre igual e sem se cansar. Não vem de fábrica com nenhuma lista do que é «normal» nos vossos corredores. Se amanhã mudar o horário de visitas, se fechar uma ala por obras ou se abrir um piso novo, a regra reescreve-se num bocado e não é preciso encomendar nada. E como está escrita numa frase, pode mostrar-se tal como está a quem perguntar o que é que aquela câmara procura exatamente.
O que contamos à comissão de trabalhadores e aos profissionais?
À comissão de trabalhadores e aos profissionais conta-se tudo, e antes de instalar seja o que for, não depois. Há uma câmara que vê se uma zona tem alguém a atendê-la, e é a que levanta a mão em qualquer reunião, por isso explica-se de frente: isso não é controlo de horário, não é picar o ponto e não avalia ninguém. O IRIS não sabe quem está naquele posto, não guarda quanto tempo alguém esteve em lado nenhum e não vos pode dizer «esta pessoa chegou tarde» nem «esta pessoa saiu mais cedo». Distingue um profissional pela roupa — uma bata, um uniforme — e não por quem é. O que diz é «esta zona está há meia hora sem ninguém», que é uma pergunta sobre a zona e não sobre a pessoa. E o resto não o assina um comercial nosso: quem vê os avisos, para que servem e o que não se pode fazer com eles escreve-o o hospital com a representação dos trabalhadores à frente, e por escrito. Um sistema assim só funciona se o pessoal souber o que vê e o que não vê.
Funciona com as câmaras que já temos?
Sim, funciona com as câmaras que já têm, e é precisamente esse o ponto: um hospital já tem centenas em corredores, átrios e acessos, e o que falta não são câmaras, é alguém que olhe para elas. O IRIS analisa o sinal de vídeo que essas câmaras já estão a produzir. O que condiciona o resultado é onde está colocada cada uma e o que se vê dali: uma câmara que vê um corredor ao comprido e de cima dá muito mais do que uma colocada para apanhar a porta inteira. Antes de prometer o que quer que seja, preferimos ver as vossas plantas e umas quantas imagens reais, e dizer-vos em que câmaras isto faz sentido e em quais não faz. Às vezes a resposta é mudar uma câmara dois metros, e isso é mais barato do que comprar seja o que for.
O vídeo sai do hospital?
O vídeo sai do hospital só se vocês quiserem, e num hospital o normal é que não saia. O IRIS pode ser processado dentro do próprio centro, num equipamento vosso e sem ligação à internet: as imagens não vão a lado nenhum e a análise continua a funcionar mesmo que a linha caia. Também se pode processar no nosso centro de dados ou na nuvem se vos convier, mas isso é uma decisão vossa e não uma condição nossa. Seja onde for, de um aviso guarda-se sempre o mesmo: a câmara, a hora, a situação detetada e o excerto de vídeo, e mais nada. Nem um nome, nem um número de processo, nem um dado médico, porque o IRIS não os tem nem os pede.
O número de pessoas à espera nas urgências é fiável?
O número de pessoas à espera nas urgências é fiável porque não se configura a falar, configura-se a desenhar: traça-se uma linha ou uma zona sobre a imagem e conta-se quem a atravessa e quanta gente está lá dentro. Uma linha não se pode descrever com uma frase; tem de se traçar. Por isso o número calcula-se igual todos os dias, pode repetir-se e pode ser auditado. E na contagem de pessoas não ficam com a nossa palavra: o nosso sistema está homologado pelo Centro Espanhol de Metrologia, um terceiro independente que verificou que o número é o correto. Dito com precisão: essa homologação cobre a contagem de pessoas, não o produto inteiro. E mais uma coisa, porque importa: esse número diz quanta gente está e desde quando, para que possam reforçar o turno ou abrir outro balcão. Não diz quem é ninguém e não decide quem é atendido primeiro.
E o que o IRIS não vê?
O que o IRIS não vê existe, e convém dizê-lo antes de assinar seja o que for. Uma câmara só compreende o que entra no seu enquadramento: se algo acontece dentro de um quarto, numa casa de banho, atrás de uma porta fechada ou num corredor onde não há câmara, o IRIS não vê, tal como não veria uma pessoa a olhar para esse mesmo ecrã. Com pouca luz ou com a objetiva suja vê pior. E há situações que se parecem muito: alguém que se baixa para apanhar uma coisa e alguém que perdeu o equilíbrio podem confundir-se durante um segundo, e por isso o aviso é sempre fechado por uma pessoa a ver o vídeo. E há que dizer a frase inteira: o IRIS não evita nenhuma queda. A queda já aconteceu quando o IRIS a vê. O que muda é o tempo que essa pessoa fica no chão até chegar alguém. Não vos vamos vender um sistema infalível, porque não é. É um sistema que vê, a todas as horas, os corredores para os quais neste momento não olha ninguém.
Quanto custa?
Custa consoante quantas câmaras se analisam, o que se pede a cada uma e onde se processa o vídeo. Não publicamos uma tabela porque não seria honesta: um serviço com doze câmaras e três regras e um hospital inteiro com centenas não são o mesmo projeto. O que se pode fazer é começar pequeno: um corredor e a sala de espera das urgências, as duas ou três regras que ali de facto importam, e ver os avisos e os números com a vossa equipa antes de decidir seja o que for. Escrevam-nos e olhamos para isso com as vossas plantas e as vossas câmaras à frente.
A escola
Ir para a páginaVão reconhecer os nossos alunos?
Não, não vamos reconhecer nenhum aluno, e isto vem antes de tudo. O IRIS não reconhece caras, não as compara com nenhuma base de dados, não sabe quem é nenhuma criança, não guarda nenhuma cara, não segue nenhum menor e não tem ficha de ninguém. Também não lê matrículas: numa escola essa função não se liga. E há sítios onde não há câmara: nem nas casas de banho nem nos balneários. O IRIS vê zonas comuns — o recreio, os acessos, os corredores partilhados e a rua do portão —, que é onde quase todas as escolas já têm câmaras hoje. O que vê é «há uma criança no chão no campo de trás e há três minutos que não se levanta»: o que está a acontecer, onde e desde quando. É tudo o que vai no aviso, e é a primeira coisa que se tem de poder mostrar aos professores, à associação de pais e às famílias.
O IRIS deteta o bullying?
Não, o IRIS não deteta o bullying, e quem lhe disser o contrário não lhe está a dizer a verdade. O bullying é um padrão que um profissional com formação avalia, olhando para muitas coisas que não acontecem à frente de uma câmara. Uma câmara vê outra coisa: vê uma roda fechada que se repete no mesmo canto à mesma hora, ou vê uma criança que passou o intervalo inteiro sozinha. Isso é um facto verificável, não um diagnóstico. O IRIS não diz quem faz bullying, não diz quem é conflituoso, não diz quem está triste e não etiqueta nenhuma criança. Não diagnostica e não prevê. O que faz é mostrar à equipa da escola onde e quando olhar, com o vídeo à frente. O que aquilo significa decide-o uma pessoa com formação — o diretor de turma, o psicólogo escolar, a equipa —, e essa parte o IRIS não a toca.
O IRIS abre portas ou telefona a alguém por sua conta?
Não, o IRIS não abre nenhuma porta e não telefona a ninguém por sua conta. Não abre nem fecha o portão da escola, não aciona nenhuma sirene, não avisa ninguém de fora e não toma nenhuma decisão em vez de uma pessoa. Também não substitui o professor de vigilância: o recreio continua a ser vigiado por quem o vigia hoje, com o mesmo turno e o mesmo critério. Não controla os docentes — não é controlo de horários, não é picar o ponto e não avalia ninguém — e não passa nenhuma multa a nenhum carro. A única coisa que faz é avisar antes, com a câmara, a hora e o vídeo, para que se aproxime um adulto da escola. Quem vai, o que faz e o que se regista continua exatamente igual.
Quantos avisos vamos ter por intervalo?
Vão ter os avisos que decidirem, porque a regra é delimitada: zona, hora e duração. Um sistema que dá cinquenta avisos por intervalo está desligado numa semana, e com razão: quando tudo avisa, não avisa nada. Por isso uma regra não é «avisa-me se houver uma criança no chão», o que num recreio acontece a toda a hora e quase sempre porque estão a brincar, mas sim «avisa-me se houver uma criança no chão neste campo durante mais de dois minutos», ou «avisa-me se esta zona estiver há dez minutos sem nenhum adulto entre as onze e as onze e meia». Mudando a zona, a faixa horária e o tempo mínimo, o mesmo detetor passa de tocar a toda a hora a tocar quando realmente importa. E a regra escreve-a a escola com a sua equipa e o seu psicólogo escolar, não um fornecedor: quanto tempo é «muito tempo» e que canto importa sabe-o quem está lá todos os dias. Depois afina-se com o que tiver saído nas duas primeiras semanas.
O que dizemos aos professores, à associação de pais e às famílias?
Aos professores, à associação de pais e às famílias conta-se tudo, e antes de instalar seja o que for, não depois. Mostra-se-lhes o que é visto: o recreio, os acessos, os corredores comuns e a rua do portão. E o que não é visto: as casas de banho e os balneários, onde não há câmara. Diz-se-lhes com estas palavras que não há reconhecimento facial, que não há ficha de nenhum menor e que o IRIS não etiqueta nenhuma criança. E explica-se a câmara que conta quantas pessoas ficam em cada espaço, porque é a que levanta a mão em qualquer reunião: serve para saber quanta gente falta sair se for preciso evacuar, e não é fazer a chamada, porque conta pessoas e não sabe quem são. O resto não o assina um comercial nosso: o enquadramento legal e a informação às famílias assina-os a escola e a sua entidade titular, que são quem responde por isso. Um sistema destes só funciona se os professores e as famílias souberem exatamente o que ele vê e o que não vê.
Serve com as câmaras que já temos?
Sim, serve com as câmaras que já têm, e é precisamente esse o ponto: uma escola já costuma ter câmaras no portão, no recreio e nos corredores, e o que falta não são câmaras, é alguém que as veja. O IRIS analisa o sinal de vídeo que essas câmaras já estão a produzir. O que condiciona mesmo o resultado é onde está colocada cada uma e o que se vê dali: uma câmara que apanha o recreio ao comprido e de cima dá muito mais do que uma colocada para caber o portão inteiro. Antes de prometer seja o que for preferimos ver as vossas plantas e algumas imagens reais, e dizer-vos em que câmaras isto faz sentido e em quais não faz. Às vezes a resposta é mudar uma câmara dois metros, e isso é mais barato do que comprar seja o que for.
O vídeo sai da escola?
O vídeo sai da escola só se vocês quiserem, e numa escola o normal é que não saia. O IRIS pode ser processado dentro da própria escola, num equipamento vosso e sem ligação à internet: as imagens não vão a lado nenhum e a análise continua a funcionar mesmo que a linha caia. Também pode ser processado no nosso centro de dados ou na nuvem se vos convier, mas isso é uma decisão vossa e não uma condição nossa. Seja onde for, de um aviso guarda-se sempre o mesmo: a câmara, a hora, a situação detetada e o excerto de vídeo, e mais nada. Nem um nome, nem uma turma, nem uma cara guardada, porque o IRIS não os tem nem os pede.
O número de quantas pessoas ficam lá dentro é fiável?
O número de quantas pessoas ficam lá dentro é fiável porque não se configura a falar, configura-se a desenhar: traça-se uma linha ou uma zona sobre a imagem e conta-se quem a atravessa e quantas pessoas estão lá dentro. Uma linha não se pode descrever com uma frase; tem de se traçar. Por isso o número é calculado da mesma maneira todos os dias, pode repetir-se e pode auditar-se. E na contagem de pessoas não ficam com a nossa palavra: o nosso sistema está homologado pelo Centro Espanhol de Metrologia, um terceiro independente que verificou que o número é o correto. Dito com precisão: essa homologação cobre a contagem de pessoas, não o produto inteiro. E mais uma coisa, porque importa: esse número diz quantas pessoas ficam num espaço e desde quando, para que num simulacro ou numa evacuação a sério saibam onde falta gente por sair. Não diz quem é ninguém e não é fazer a chamada.
E o que o IRIS não vê?
O que o IRIS não vê existe, e convém dizê-lo antes de assinar seja o que for. Uma câmara só entende o que entra no seu enquadramento: nas casas de banho e nos balneários não há câmara, e o que ali acontecer o IRIS não vê nem vai ver. Também não vê atrás de uma porta fechada, nem no canto que uma árvore tapa, nem fora do horário em que a escola decidiu que ele veja. Com pouca luz ou com a objetiva suja vê pior. E há situações que se parecem muito: um monte de crianças que se atiram umas para cima das outras a brincar e uma briga podem confundir-se durante um segundo, e por isso o aviso é sempre fechado por uma pessoa a ver o vídeo. E há que dizer a frase inteira: o IRIS não evita nenhuma briga e não evita nenhum atropelamento. Quando o IRIS vê, já está a acontecer. O que muda é o tempo que passa até chegar um adulto. Não lhe vamos vender um sistema infalível, porque não é. É um sistema que vê, todo o horário, o recreio que neste momento ninguém está a ver.
Quanto custa?
Custa consoante quantas câmaras se analisam, o que se pede a cada uma e onde se processa o vídeo. Não publicamos um tarifário porque não seria honesto: um recreio com quatro câmaras e duas regras e uma escola inteira com o portão, os corredores e a rua não são o mesmo projeto. O que se pode fazer é começar pequeno: o recreio e o portão, as duas ou três regras que ali importam mesmo, e ver os avisos com a vossa equipa antes de decidir seja o que for. Escrevam-nos e vemos isso com as vossas plantas e as vossas câmaras à frente.
As infraestruturas
Ir para a páginaO IRIS identifica alguém? Lê matrículas ou reconhece caras?
Não, o IRIS não identifica ninguém: não lê matrículas e não reconhece caras. O que vê é «uma pessoa no coroamento» ou «um veículo parado no acesso», onde está e desde quando. Não compara nada com nenhuma base de dados e não guarda quem é ninguém. Se o que precisam é saber de quem é um carro ou quem entrou, isto não faz isso, e preferimos dizê-lo antes do que depois.
O IRIS prevê uma cheia, uma avaria ou um incêndio?
Não, o IRIS não prevê uma cheia, nem uma avaria, nem um incêndio. O IRIS não prevê nada. Avisa do que está a acontecer à frente da câmara e já se vê: a água que já passou por cima de uma referência, os troncos que já se acumulam à frente do descarregador, o fumo que já sai de uma pilha. Isso chega antes do dano, e por isso serve; mas é o aviso de uma coisa que está a acontecer, não um prognóstico. Com uma câmara não se pode prometer mais do que isso.
O IRIS abre uma comporta ou pára uma bomba quando vê um problema?
Não, o IRIS não abre nem fecha nenhuma comporta, não pára nenhuma bomba e não dispara nenhuma manobra. Também não substitui a instrumentação da instalação: nem um sensor de nível, nem a proteção elétrica, nem um sistema de extinção, nem nenhum sistema de aviso hidrológico. É uma camada que vê as câmaras e avisa antes, para que decida uma pessoa. Tudo o que manobra a instalação continua a ser vosso e continua a ser decidido por quem o decide hoje.
Como sabe o IRIS que a água subiu?
O IRIS sabe que a água subiu porque a vê por cima de uma referência física que está na imagem: uma escala pintada, um degrau, o bordo de uma caixa, um dique. Essa referência não se descreve com uma frase, traça-se sobre a imagem: por isso o dado sai igual todos os dias e pode ser auditado. E há que dizê-lo com clareza: isso não é um limnímetro. Não dá uma cota em metros nem substitui a instrumentação. Diz «a água passou esta linha», que muitas vezes é precisamente o que ninguém está a ver.
O que é que uma câmara consegue ver e o que não consegue?
Uma câmara consegue ver o que se vê e não consegue ver o que não se vê, e tê-lo claro antes de escrever uma regra poupa dissabores. O IRIS vê uma comporta numa posição, e não lê nenhum telecomando nem sabe se a ordem chegou. Vê uma sala inundada com as bombas paradas, e não sabe se uma bomba está a funcionar. Lê um nível sobre uma referência física visível, e não é um limnímetro. Isso são sinais observáveis, não medidas de processo: servem para avisar com margem, não para substituir os vossos sensores. Agora, se a câmara for termográfica a temperatura vê-se, porque ali a temperatura é a imagem: o IRIS localiza o ponto quente antes de haver fumo. Numa pilha de resíduos o fogo começa por dentro e quando o fumo aparece já leva horas; numa subestação, uma ligação que aquece vê-se antes de arder o que quer que seja. E não é preciso comprar nada de novo: o IRIS vê as termográficas que já tiverem tal como vê as restantes.
Quantos avisos vamos receber por dia?
Vão receber os avisos que a vossa regra pedir, e delimitar essa regra é o trabalho do primeiro mês. Numa instalação sem pessoal isto é mais grave do que em qualquer outra: uma regra mal delimitada gera cem avisos que ninguém lê, e ao fim de uma semana o sistema está desligado. Por isso uma regra não é «avisa-me se houver alguém». É «avisa-me se houver uma pessoa dentro do recinto vedado, entre as dez da noite e as seis, e há mais de vinte segundos». Zona, horário e duração. Com essas três coisas, na maioria das noites não toca nada, e na noite em que toca, vai-se ver.
Muitas destas instalações não têm internet. Onde é que o vídeo é processado?
O vídeo pode ser processado dentro da própria instalação, sem saída para a internet. É a modalidade que define o produto e é aqui que mais se nota: um equipamento local analisa as câmaras e aplica as regras ali mesmo, e as imagens não saem da vossa rede. Se houver ligação, o aviso chega também ao centro de controlo ou ao telemóvel de quem estiver de prevenção; se cair, o IRIS continua a ver e continua a guardar o que viu. Também se pode processar no nosso centro de dados ou na nuvem. Escolhem vocês, instalação a instalação.
Aqui não está ninguém às quatro da manhã. A quem chega o aviso?
O aviso chega a quem vocês decidirem, porque às quatro da manhã não está ninguém à frente e é precisamente esse o problema. Pode ir para o centro de controlo, para o telemóvel de quem está de prevenção, para a empresa de segurança que têm contratada, ou para os três ao mesmo tempo. E chega com a câmara, a hora e o vídeo do momento, para que quem o recebe possa decidir sem se levantar: isto pode esperar até amanhã, ou isto é preciso ir ver agora. Fica tudo guardado, por isso no dia seguinte não é preciso reconstruir nada a partir de horas de gravação.
Quem decide o que é um aviso e o que não é?
Decide o titular da instalação, não o IRIS. As regras escrevem-nas vocês, com as vossas palavras e numa frase, porque são vocês que sabem o que é normal na vossa planta e o que não é: se por aquele caminho de serviço passam veículos autorizados todos os dias, se aquela porta pode estar aberta em horário de trabalho, a partir de que linha a água deixa de ser normal. O IRIS não traz um critério de fábrica nem decide por sua conta o que importa. Aplica o vosso, sempre igual, todas as horas do ano. E quando muda a operação, muda-se a frase.
Uma barragem e um aterro não se parecem em nada. É preciso um sistema para cada tipo?
Uma barragem e um aterro não se parecem em nada, e não é preciso um sistema para cada um: é o mesmo. Esta página mostra sete tipos de instalação —barragem, ETAR, subestação, bacia de tempestade, leito, aterro e túnel— com as mesmas regras, escritas da mesma maneira e numa frase. Por isso funciona também quando não têm uma instalação mas centenas, espalhadas por toda uma província e de sete tipos diferentes: uma só forma de escrever as regras, um só sítio onde chegam os avisos e uma só coisa para aprender.
A indústria
Ir para a páginaFunciona com as câmaras que já temos na fábrica?
Sim, funciona com as câmaras que já têm na fábrica. O IRIS liga-se ao sinal das câmaras IP já instaladas e analisa-o tal como chega: o que muda não é o equipamento, é o que se compreende da imagem. Agora a parte incómoda: um pavilhão não é um corredor com luz fixa. O pó de um triturador, o vapor de uma sala de cozedura e o contraluz de um portão aberto degradam o que se vê, e há enquadramentos que não chegam. No projeto revê-se câmara a câmara e diz-se-vos sem rodeios quais servem, quais bastaria mover uns graus e quais não dão para o que querem ver ali.
Isto serve para vigiar os operadores?
Não, isto não serve para vigiar os operadores, e é preciso dizê-lo com todas as letras. O IRIS não identifica ninguém: deteta que há mãos dentro de um resguardo aberto, não deteta de quem são essas mãos. Não reconhece rostos, não os compara com nenhuma base de dados, não serve para picar o ponto e não serve para sancionar uma pessoa concreta. O que chega ao aviso é a situação, onde está e desde quando. Se na fábrica há comissão de trabalhadores, isto é a primeira coisa que se lhe deve poder mostrar, e quanto mais cedo melhor: um sistema que olha para situações, não para pessoas.
O IRIS para a máquina ou liga-se ao autómato?
Não, o IRIS não para a máquina nem se liga ao autómato. Não toca em nenhum comando, não corta nenhuma linha e não substitui o encravamento, o bloqueio e etiquetagem nem o plano de prevenção. O que faz é avisar da situação enquanto está a acontecer — com a câmara, a hora e o vídeo — para que quem manda naquela zona possa decidir. A decisão continua a ser de uma pessoa, e tem de continuar a sê-lo: numa fábrica, o critério de quem está lá vale mais do que qualquer automatismo. O IRIS acrescenta o que falta a essa pessoa, que são uns olhos onde neste momento não está a olhar ninguém.
Quantos avisos vamos receber por turno?
Vão receber os avisos que a vossa regra pedir, e afinar essa regra é o trabalho do primeiro mês. Um sistema que dá cem avisos por turno é desligado numa semana; sabemo-lo, e por isso uma regra nunca é «avisa se houver alguém perto do empilhador». É «avisa se uma pessoa a pé estiver dentro do corredor de empilhadores, em horário de produção, mais do que uns segundos». Delimita-se a zona sobre a imagem, o horário, quanto tem de durar a situação e a quem chega. Começa-se pelo que realmente importa naquele pavilhão, revê-se uma semana de avisos com a vossa equipa e ajusta-se. Um aviso que ninguém atende é um aviso mal configurado, e isso corrige-se.
O vídeo sai da fábrica?
O vídeo sai da fábrica ou fica lá dentro conforme a modalidade que escolherem, e as modalidades são duas. Na modalidade local não sai: os servidores estão nas vossas instalações, o vídeo entra pela vossa rede, é analisado ali dentro e o sistema não precisa de internet para funcionar. Isso importa numa fábrica onde a linha cai ou onde não há boa ligação. Na outra é processado no nosso centro de dados — que é a nossa nuvem, não a de um terceiro — e então sai, cifrado e com as condições assinadas por contrato. O habitual num grupo industrial é misturar: dentro o sensível, fora o que não o é.
Temos fábricas de setores diferentes. É preciso fazer um sistema para cada uma?
Não é preciso um sistema para cada fábrica: é o mesmo sistema e muda o que se lhe pede. Uma câmara de transferência de farmacêutica, uma bacia de retenção de química e uma correia de reciclagem são cenas muito diferentes, mas por baixo é a mesma coisa: uma zona desenhada sobre a imagem e uma regra escrita com palavras. Por isso uma fábrica nova não começa do zero, e por isso uma siderurgia e uma fábrica de alimentação podem partilhar a mesma forma de trabalhar. E aparece algo que uma fábrica sozinha não tem: a comparação com a mesma medida. A mesma regra, escrita igual, aplicada em todas, para ver onde a situação se repete e a que fábrica convém ir.
O que é que o IRIS não vê numa fábrica?
O IRIS não vê o que não cabe numa imagem, e numa fábrica essa lista é importante. Não lê um sensor nem um autómato: não sabe a temperatura de um forno, a pressão de uma linha nem a concentração de um gás. Não vê dentro de uma máquina fechada, de um depósito nem de uma tubagem. Um gás incolor não se vê, e um fumo muito fino também não se vê cedo. Por isso o IRIS não é deteção de incêndios nem deteção de gases, e não substitui nenhuma das duas: essas instalações continuam onde estão. O que o IRIS vê é o que se vê: chama, fumo quando já é visível, um líquido no chão, uma porta aberta, uma pessoa onde não devia estar.
Substitui os nossos sensores, a instalação de segurança ou o plano de prevenção?
Não, não substitui os vossos sensores, nem a instalação de segurança, nem o plano de prevenção: convive com tudo isso. Um sensor mede uma grandeza num ponto; o IRIS compreende uma cena inteira. São coisas diferentes e são precisas as duas. O que o IRIS acrescenta é a camada que hoje vos falta: olhar para todas as câmaras ao mesmo tempo e contar o que está a acontecer à frente delas. Podem continuar a gravar e a gerir o vídeo onde o fazem agora, porque o IRIS é um NVMS e assenta por cima. O que se integra e como decide-se olhando para o vosso sistema concreto, não prometendo de antemão que encaixamos com tudo.
Além de avisar, consegue medir?
Sim, além de avisar consegue medir, e são duas coisas que não se configuram da mesma maneira. Um aviso escreve-se com uma frase. Uma medição desenha-se: uma linha que se atravessa, uma zona que se ocupa. E daí sai um número por hora, por turno e por época: quanta gente está dentro de uma zona, quantas paletes passam num ponto, há quanto tempo uma linha está parada. Perguntar serve para procurar. Contar serve para medir. E não se fazem da mesma maneira: uma linha não se pode descrever com uma frase, tem de se traçar. Para a contagem de pessoas o nosso sistema está homologado pelo Centro Espanhol de Metrologia, por isso esse número foi verificado por um terceiro e não por nós. Convém dizê-lo com precisão: essa homologação cobre a contagem de pessoas, não o produto inteiro.
Quanto custa colocá-lo numa fábrica?
Custa conforme quantas câmaras se analisam, o que se pede a cada uma, quantas fábricas entram, que modalidade de instalação escolhem e se o hardware é vosso ou o pomos nós. Não publicamos uma tarifa porque não seria honesta: um pavilhão com oito câmaras e três regras e um grupo com doze fábricas não são o mesmo projeto. O que se pode fazer é começar pequeno: dois ou três pontos de uma fábrica, as regras que realmente importam ali, e ver os avisos e os números com a vossa equipa antes de decidir seja o que for. Digam-nos quantas câmaras têm e o que querem ver, e damos-vos um número. O telefone é o +34 902 02 70 91.
Os estacionamentos
Ir para a páginaPreciso de um sensor em cada lugar para saber quantos estão livres?
Não, não precisa de um sensor em cada lugar. O número sai de olhar para os lugares com as câmaras que o parque já tem instaladas: desenha-se sobre a imagem que pedaço de chão é cada lugar e o IRIS vê se há carro ou não há. Uma câmara de corredor cobre dezenas de lugares ao mesmo tempo, e ainda distingue o tipo: reservado, de mobilidade reduzida, de mota ou de carregamento. Não é preciso levantar o asfalto, nem cablar piso a piso, nem mudar nada do que já funciona.
Funciona com as câmaras que já tenho, com a luz que há lá em baixo?
Funciona com as câmaras que já tem, e convém dizer onde não chega. A boca de uma rampa em contraluz queima a imagem ao meio-dia. Um piso com a iluminação no mínimo deixa corredores onde uma matrícula não se lê. Um domo de canto colocado para vigiar a porta não distingue os lugares do fundo. No projeto revê-se câmara a câmara o que se consegue mesmo detetar naquele enquadramento, e diz-se-lhe sem adornos quais não chegam, quais bastaria baixar uns graus e quais convém deixar só para vigiar. Trocar uma câmara é a exceção, não o ponto de partida.
O número do painel da entrada é fiável? E quando o parque está cheio?
O número do painel é fiável porque não vem de subtrair entradas e saídas: vem de olhar para os lugares. Contar carros na barreira acumula o erro do dia inteiro, e por isso a meio da tarde o painel diz «completo» com quarenta lugares livres no piso quatro. Aqui cada lugar é verificado um a um, e o número corrige-se sozinho. E agora a parte incómoda: se um pilar tapa meio lugar ou há um corredor sem luz, esse lugar em concreto lê-se pior. Isso vê-se no arranque, lugar a lugar, e decide-se que câmara se mexe e que zona fica fora da contagem.
Lê matrículas? E isso não é um dado pessoal?
Sim, o IRIS lê matrículas, e sim, uma matrícula é um dado pessoal. Dizemo-lo assim, sem rodeios, porque é o que diz a lei e porque convém sabê-lo antes de assinar. Por isso a leitura é uma decisão sua, câmara a câmara: pode ativá-la na barreira para o avençado e deixá-la desligada nos corredores. E configura-se o que se guarda, durante quanto tempo e quem pode consultar. O que o IRIS não faz é dizer-lhe de quem é aquele carro: não consulta nenhum registo de veículos nem nenhuma base de dados de pessoas. Cruzar uma matrícula com um titular é assunto do seu sistema de avenças e da sua organização, não nosso.
O IRIS identifica as pessoas ou os condutores?
Não, o IRIS não identifica as pessoas nem os condutores. Não reconhece caras, não as compara com nenhuma base de dados e não guarda quem é ninguém. O que vê é «uma pessoa a atravessar a passagem», «um carro a subir a rampa», onde está e desde quando. No aviso da saída de emergência tapada, o que chega é que há alguém no chão e um carro à frente da porta: nunca quem é essa pessoa. E a contagem é agregada e anónima: diz quantos carros e quantas pessoas passaram por uma zona e a que horas, nunca quem eram. Uma pessoa contada é um um, e não fica mais nada dela.
Quantos avisos vamos receber por dia?
Vão receber os avisos que a vossa regra pedir, e afinar essa regra é o trabalho das primeiras semanas. Um sistema que dispara duzentos avisos por dia é ignorado em quatro dias, e num parque isso acontece depressa porque há movimento a toda a hora. Por isso uma regra nunca é «avisa se houver um carro parado». É «avisa se um carro estiver parado fora de lugar há mais de uns minutos no piso quatro, em horário de abertura». Delimita-se a zona sobre a imagem, o horário, quanto tem de durar e a quem chega. Depois revê-se uma semana de avisos com a vossa equipa e ajusta-se. Um aviso que ninguém atende é um aviso mal configurado, e isso corrige-se.
O vídeo sai do parque ou fica lá dentro?
O vídeo sai do parque ou fica lá dentro conforme a modalidade que escolher, e as modalidades são duas. Na modalidade local não sai: o servidor está no seu próprio edifício, o vídeo entra pela sua rede, é analisado ali dentro e o sistema não precisa de internet para funcionar. É o habitual num parque subterrâneo, onde a cobertura já é má por si só. Na outra é processado no nosso centro de dados — que é a nossa nuvem, não a de um terceiro — e aí sim sai, cifrado e com as condições que se assinarem por contrato. Com vários parques convém decidir cedo, porque não é o mesmo um servidor por edifício do que levar tudo para um só sítio.
Substitui as barreiras, o sistema de bilhetes ou a instalação contra incêndios?
Não, não substitui as barreiras, nem o sistema de bilhetes, nem a instalação contra incêndios: convive com os três. O IRIS não abre nem fecha nada, não cobra, não valida uma avença e não corta a corrente de um carregador. O que faz é ver o que está a acontecer e avisar quem pode descer até lá. E aqui vai o importante, dito sem rodeios: quando vê fumo ou chama ao pé de um carro ligado à tomada, avisa, mas não é um detetor de incêndios homologado e não substitui a instalação de deteção e extinção que a norma exige. É mais um par de olhos, antes de disparar o detetor do teto. Nunca em lugar dele.
O que é que o IRIS NÃO sabe de um parque?
O IRIS não sabe muitas coisas de um parque, e convém dizê-las antes e não depois. Não sabe se alguém pagou: isso está no seu sistema de bilhetes, não na imagem. Não sabe de quem é um carro. Não sabe se quem estaciona no lugar reservado tem direito a fazê-lo, só vê que há um carro ali e que não consta nenhuma autorização associada. Não sabe o que há dentro de um veículo fechado. E não vê nada que não entre num enquadramento: se não há câmara naquele canto, ali não há dado. O que sabe é o que acontece à frente das câmaras que já tem, e isso hoje não o sabe ninguém até alguém se queixar.
Quanto custa pôr o IRIS nas câmaras de um parque?
O custo calcula-se em função de quantas câmaras se analisam, do que se deteta ou se mede em cada uma, de quantos parques entram, da modalidade de instalação que escolher e de se o hardware é seu ou o pomos nós. Não publicamos uma tarifa única porque não seria honesta: não custa o mesmo medir os lugares de um piso e cobrir seis níveis, duas rampas e a barreira. O que se pode fazer é começar pequeno: um piso, duas ou três regras e a contagem de lugares livres, e ver os avisos e os números com a sua equipa antes de decidir mais nada. Diga-nos quantos lugares e quantas câmaras tem e damos-lhe um número. O telefone é o +34 902 02 70 91.
Os estádios
Ir para a páginaFunciona com as câmaras que já temos no recinto?
Sim, funciona com as câmaras que já têm no recinto. O IRIS liga-se ao sinal das câmaras IP já instaladas e analisa-o tal como chega: o que muda não é o equipamento, é o que se compreende da imagem. No projeto vê-se câmara a câmara se o enquadramento chega para o que querem ver ali. E diz-se-vos sem enfeites quais não chegam: a câmara da bancada não distingue um rosto do outro lado do campo, e não é preciso que distinga, porque o que tem de ver é quanta gente há por metro e se a fila anda.
O IRIS identifica as pessoas ou reconhece rostos na bancada?
Não, o IRIS não identifica as pessoas nem reconhece rostos na bancada. Não compara ninguém com nenhuma lista, nem com nenhum livro de interdições, nem com nenhuma base de dados, e não guarda quem é ninguém. O que vê são factos: um círculo a fechar-se à volta de duas pessoas, alguém a saltar uma vedação, um sinalizador aceso e em que fila está, uma densidade que sobe e um corredor que deixa de andar. Isso chega ao ecrã com a câmara e a hora. Quem vê o vídeo e conclui o que aconteceu é uma pessoa, sempre.
Posso saber quanta gente está em cada zona e controlar a lotação?
Sim, pode saber quanta gente está em cada zona e gerir a lotação com isso. Traça-se uma linha sobre a imagem de cada porta e o IRIS conta quem entra e quem sai, sem nunca dizer quem é. Desenha-se a zona de um túnel de acesso ou de um átrio e sabe quanta gente está lá dentro neste momento. Perguntar serve para procurar. Contar serve para medir. E não se fazem da mesma maneira: uma linha não se pode descrever com uma frase, tem de se traçar. Para a contagem de pessoas o nosso sistema está homologado pelo Centro Espanhol de Metrologia, por isso o número foi verificado por um terceiro e não por nós. Convém dizê-lo com precisão: essa homologação cobre a contagem de pessoas, não o produto inteiro.
Funciona com o recinto cheio, que é quando faz falta?
O IRIS funciona com o recinto cheio, com um matiz que preferimos dizer antes de assinar: quando se junta muita gente, umas pessoas tapam outras e uma câmara deixa de as distinguir uma a uma. Isso acontece a qualquer sistema de visão, incluindo o nosso. O que não se perde é justamente o que faz falta nesse momento: quanta gente há por metro naquela zona e se o grupo anda ou parou. Medir densidade e avanço não precisa de distinguir cada pessoa. Onde convém contar um a um é nas portas e nos torniquetes, porque aí as pessoas passam em fila.
Com que antecedência avisa de uma aglomeração?
O IRIS avisa de uma aglomeração assim que aparecem os dois sinais que a anunciam, e convém dizer o que não faz: não adivinha o futuro nem prevê nada. O que mede é quanta gente há por metro naquela zona e a que velocidade anda. Quando a densidade sobe e o avanço cai ao mesmo tempo, isso é um funil a formar-se, e sai no aviso antes de se notar da sala a olhar para o ecrã. Quanta margem dá depende do sítio: numa rampa larga vê-se vir com mais tempo do que à boca de um túnel de acesso. O aviso chega com a câmara, a zona e a hora, e a manobra decide-a quem está lá.
Isto substitui os assistentes de recinto, o plano de autoproteção ou o controlo de acessos?
Não, isto não substitui os assistentes de recinto, nem o plano de autoproteção, nem o controlo de acessos: muda aquilo para onde olham. Hoje uma pessoa tem à frente dezenas de ecrãs e, em dia de casa cheia, não consegue dar conta de todos. Com o IRIS deixa de olhar para tudo e olha para o que importa, quando importa. O IRIS não abre nem fecha uma porta, não para um torniquete e não manda ninguém a lado nenhum: abre a câmara, mostra o que viu e espera. O plano continua a ser vosso e a decisão também. O que traz são uns olhos no ponto onde agora mesmo não olha ninguém.
Quantos avisos chegam num dia de casa cheia, e a quem chegam?
Chegam os avisos que a vossa regra pedir, e afinar essa regra é o trabalho dos primeiros eventos. Um sistema que dá cem avisos num jogo é desligado ao segundo; sabemo-lo. Por isso uma regra não é «avisa se houver muita gente». É «avisa se a densidade desta zona passar deste valor e o avanço cair, durante mais destes segundos, em horário de acesso». Delimita-se a zona sobre a imagem, o limiar, quanto tem de durar e a quem chega. E o aviso não vai para um email: vai para o rádio e para o telemóvel de quem está naquela porta, com a câmara aberta. Revê-se um evento inteiro com a vossa equipa e ajusta-se.
O vídeo sai do recinto ou fica lá dentro?
O vídeo sai do recinto ou fica lá dentro conforme a modalidade que escolherem, e as modalidades são duas. Na modalidade local não sai: os servidores estão nas vossas instalações, o vídeo entra pela vossa rede, é analisado ali dentro e o sistema não precisa de internet para funcionar. Num recinto isso pesa muito, porque em dia de casa cheia a ligação é a primeira coisa a saturar, e o sistema tem de continuar a ver precisamente nessa altura. Na outra modalidade é processado no nosso centro de dados, que é a nossa nuvem e não a de um terceiro. Em ambas, as comunicações vão cifradas e as condições assinam-se por contrato.
Um jogo e um concerto não se parecem. É preciso reconfigurar tudo em cada evento?
Um jogo e um concerto não se parecem, e por isso o sistema está pensado para que mudar de montagem custe pouco tempo. As zonas redesenham-se sobre a imagem: se o palco tapa meia bancada e aparece um fosso da frente, marca-se o fosso e continua-se a trabalhar. As regras de aviso escrevem-se com palavras, por isso uma regra para a montagem desta noite escreve-se num instante e testa-se no mesmo dia. E não é preciso refazer tudo de cada vez: guarda-se uma configuração por tipo de evento — jogo, concerto de pé, concerto sentado — e carrega-se a que serve. É a diferença entre um sistema que serve no primeiro jogo e um que continua a servir na digressão de verão.
Quanto custa pôr o IRIS nas câmaras de um recinto?
O custo calcula-se em função de quantas câmaras se analisam, do que se deteta ou mede em cada uma, da modalidade de instalação que escolherem e de se o hardware é vosso ou o pomos nós. Não publicamos uma tarifa porque não seria honesta: não custa o mesmo cobrir as cinco portas de acesso de um pavilhão e as bancadas, os túneis e os bares de um estádio inteiro. O que se pode fazer é começar pequeno: as duas portas que encravam sempre, a contagem da lotação, e ver os avisos e os números com a vossa equipa depois de um par de eventos. Digam-nos quantas câmaras há e o que querem ver, e damos-vos um número. O telefone é o +34 902 02 70 91.
Os hotéis
Ir para a páginaHá câmaras nos quartos?
Não, não há câmaras nos quartos. Também não nas casas de banho nem nos vestiários do pessoal. Aí não há nada para medir, porque aí não há câmara nem vai haver. As câmaras de que fala esta página estão na receção, no salão, na sala de refeições, na cozinha, à porta e na zona de serviço: sítios comuns, onde já hoje há câmaras instaladas. Se alguém lhe oferecer analisar o interior de um quarto, saiba que nós não o fazemos, e que não é um descuido: é uma decisão.
Isto serve para controlar o meu pessoal?
Não, isto não serve para controlar o seu pessoal, e há que dizê-lo com todas as letras. O IRIS mede a situação, nunca a pessoa: vê «uma mesa por levantar há oito minutos», não vê quem a tinha de levantar. O aviso serve para abrir outro balcão ou para mandar alguém ao passe, não para apontar o dedo a um empregado de mesa nem para pontuar um rececionista. Não identifica ninguém, não serve para picar o ponto e não serve para sancionar. Se houver comissão de trabalhadores, isto é a primeira coisa que se lhe deve poder mostrar, e quanto antes melhor.
O IRIS identifica os hóspedes ou reconhece rostos?
Não, o IRIS não identifica os hóspedes nem reconhece rostos. Deteta objetos, comportamentos e situações: uma fila que cresce, uma mala sozinha no salão, um tabuleiro vazio, uma pessoa no chão. Não compara rostos com nenhuma base de dados, não segue ninguém de uma sala para outra e não se cruza com o programa de fidelização nem com a ficha de reserva. A contagem é agregada e anónima: diz quantas pessoas estão na sala às nove e meia, nunca quem eram. Uma pessoa contada é um um: dela não fica mais nada.
Funciona com as câmaras que já temos no hotel?
Sim, funciona com as câmaras que já têm no hotel. O IRIS liga-se ao sinal das câmaras IP instaladas e analisa-o tal como chega: o que muda não é o equipamento, é o que se compreende da imagem. E agora a parte desconfortável: nem todas chegam. Uma câmara posta para vigiar a porta talvez não distinga se um tabuleiro do bufete está vazio, e a da receção em contraluz de uma fachada envidraçada ao meio-dia dá uma imagem queimada onde não se conta bem. No projeto olha-se câmara a câmara, e diz-se-vos sem adornos quais não chegam e quais bastaria mover uns graus.
Mede mesmo quanto tempo se espera na receção?
Sim, mede mesmo quanto tempo se espera na receção, e faz-se desenhando, não falando. Traça-se sobre a imagem a zona de espera e a linha do balcão. O IRIS conta quanta gente entra na zona e quanta chega a ser atendida: a diferença é quem se cansou e foi embora. Perguntar serve para procurar. Contar serve para medir. E não se fazem da mesma maneira: uma linha não se pode descrever com uma frase, tem de se traçar. Para a contagem de pessoas o nosso sistema está homologado pelo Centro Espanhol de Metrologia, por isso esse número foi verificado por um terceiro e não por nós. Convém dizê-lo com precisão: essa homologação cobre a contagem de pessoas, não o produto inteiro.
Funciona na cozinha, com o vapor e o calor?
Funciona na cozinha com uma ressalva que preferimos dizer antes de assinar. Uma labareda sobre a frigideira vê-se bem: é grande, é brilhante e aparece de repente. Uma poça no chão também. O que se vê mal é o fumo fino, e o vapor de uma máquina de lavar loiça ou de uma marmita pode tapar meia imagem e confundir-se com fumo. Além disso a gordura cola-se à ótica e vai borrando o enquadramento, por isso a câmara da cozinha tem de ser limpa. E o mais importante: o IRIS não é um detetor de incêndios homologado e não substitui a instalação de proteção da cozinha. Avisa; não apaga.
Quantos avisos vamos receber, e a quem chegam?
Vão receber os avisos que a vossa regra pedir, e afinar essa regra é o trabalho do primeiro mês. Um sistema que dá cem avisos por dia desliga-se numa semana. Por isso uma regra não é «avisa se houver fila»: é «avisa se houver mais de dez pessoas à espera na receção durante mais de cinco minutos com menos de três balcões abertos». Delimita-se a zona sobre a imagem, a faixa horária, quanto tem de durar a situação e a quem chega. E chegam ao telemóvel do chefe de turno ou do diretor, não a um ecrã do office que ninguém olha. Revê-se uma semana de avisos com a vossa equipa e ajusta-se.
O vídeo sai do hotel?
O vídeo sai do hotel ou fica lá dentro conforme a modalidade que escolherem, e as modalidades são duas. Na modalidade local não sai: os servidores estão nas vossas instalações, o vídeo entra pela vossa rede, é analisado ali dentro e o sistema não precisa de internet para funcionar. Na outra é processado no nosso centro de dados, que é a nossa nuvem e não a de um terceiro. Em ambas, as comunicações vão cifradas e as condições assinam-se por contrato. Numa cadeia convém decidi-lo cedo, porque não é o mesmo pôr um equipamento por hotel que levar a análise a um único sítio: condiciona a rede de cada unidade.
Serve para um hotel só ou é preciso uma cadeia?
Serve para um hotel só e também para uma cadeia; o que muda não é o sistema, é o que se faz com o dado. Num hotel só serve para decidir o seu hotel: a que horas abrir o segundo balcão, quando reforçar o pequeno-almoço, se a sala está mesmo cheia ou só parece. Numa cadeia aparece algo que um hotel só não tem: a comparação com a mesma bitola. A mesma regra, escrita igual, medida igual em quarenta unidades. O hotel onde a fila dispara meia hora antes do que nos outros. Começar por um, ver o que sai e decidir depois é o mais normal, e é o que costumamos recomendar.
Quanto custa pôr o IRIS nas câmaras de um hotel?
O custo calcula-se em função de quantas câmaras se analisam, do que se deteta ou mede em cada uma, de quantas unidades entram, da modalidade de instalação que escolher e de se o hardware é vosso ou o pomos nós. Não publicamos uma tarifa única porque não seria honesta: não custa o mesmo medir a receção e a sala de um hotel de sessenta quartos que cobrir um resort inteiro, nem um que quarenta. O que se pode fazer é começar pequeno: receção e sala, as duas ou três regras que realmente importam ali, e ver os avisos e os números com a vossa equipa antes de decidir seja o que for. O telefone é o +34 902 02 70 91.
Os portos
Ir para a páginaFunciona com as câmaras que o terminal já tem?
Sim, o IRIS funciona com as câmaras que o terminal já tem. Liga-se ao sinal das câmaras IP instaladas e analisa-o tal como chega: o que muda não é o equipamento, é o que se compreende da imagem. Agora a parte incómoda. Um terrapleno é comprido, e uma câmara colocada há anos para ver um portão não distingue uma pessoa a duzentos metros. O salitre e o pó deixam a ótica embaciada, e uma câmara suja vê menos a cada semana. No projeto revê-se câmara a câmara e diz-se sem adornos quais chegam, quais bastaria mover ou limpar e quais não dão para o que quer ver ali. Colocar uma câmara nova é a exceção, não o ponto de partida.
Funciona se a linha cair?
Sim, funciona se a linha cair, e num terminal isso não é um pormenor. Há duas modalidades e só duas. A primeira é local: os servidores estão dentro do terminal, o vídeo entra pela vossa rede, é analisado ali mesmo e o sistema não precisa de internet para funcionar. Se a linha cair, o IRIS continua a ver e continua a avisar, porque a operação também não para. A segunda é o nosso centro de dados, que é a nossa nuvem e não a de um terceiro: então o vídeo sai cifrado e com as condições assinadas por contrato. Pode começar-se por uma e passar à outra, e num porto com vários terminais convivem as duas.
Isto é para vigiar os estivadores?
Não, isto não é para vigiar os estivadores, e há que dizê-lo com todas as letras. O IRIS não identifica ninguém: vê que uma pessoa atravessou a vedação ou que caminha para debaixo da carga, não vê quem é essa pessoa. Não reconhece rostos, não os compara com nenhuma base de dados, não serve para picar o ponto e não serve para sancionar um trabalhador concreto. O que chega ao aviso é a situação, onde está e desde quando. À comissão de trabalhadores mostra-se exatamente isto, e quanto mais cedo melhor: o que o sistema olha, o que não olha e quem recebe os avisos. Um terminal onde a comissão percebe para que serve o sistema funciona; um onde não percebe, não.
O IRIS para a grua quando alguém passa debaixo da carga?
Não, o IRIS não para a grua. Não toca em nenhuma máquina, não corta nenhum comando e não substitui o sinaleiro nem o plano de segurança do terminal. O que faz é avisar da situação enquanto está a acontecer — com a câmara, a hora e o vídeo — para que quem comanda a manobra a possa parar. A decisão continua a ser de uma pessoa, e tem de continuar a sê-lo: num cais, o critério de quem lá está vale mais do que qualquer automatismo. O IRIS traz o que falta a essa pessoa, que são uns olhos no ponto onde neste momento não está ninguém a olhar.
Vê de noite, com nevoeiro e com chuva?
Vê de noite, com nevoeiro e com chuva conforme a imagem que sobre, e aqui preferimos ser antipáticos a ficar bem. De noite depende de como o cais está iluminado e de se aquela câmara é térmica: com luz ou com térmica continua a ver-se uma pessoa; sem uma coisa nem outra, não. Com chuva perde-se nitidez mas continua a trabalhar-se. Com nevoeiro cerrado a imagem perde-se, e nenhum sistema de visão resolve isso: quem lhe disser o contrário não passou uma noite de nevoeiro num cais. Por isso, no projeto diz-se ponto a ponto quais aguentam de noite e quais não, antes de assinar e não depois.
Quantos avisos vamos receber por turno?
Vão receber os avisos que a vossa regra pedir, e afinar essa regra é o trabalho das primeiras semanas. Um sistema que dá cem avisos por turno desliga-se em três dias; sabemo-lo. Por isso uma regra nunca é uma só condição: combina o que se vê, onde se vê e há quanto tempo está ali. «Alguém de pé dentro da zona de retrocesso da amarra, durante a manobra, mais do que uns segundos» não é o mesmo que «alguém de pé». Delimita-se a zona sobre a imagem, o horário, a duração e a quem chega. Revê-se uma semana de avisos com os vossos chefes de cais e ajusta-se. Um aviso que ninguém atende é um aviso mal configurado, e isso corrige-se.
Isto serve para o plano de proteção do porto?
Isto serve para o plano de proteção do porto como mais uma ferramenta, não como o plano. O que traz é evidência: cada deteção fica com a câmara, a hora e a sequência de vídeo, por isso uma passagem da vedação ou uma barreira com dois camiões e uma só abertura deixam de ser a memória de alguém e passam a ser um registo que se pode consultar e auditar. E serve tanto para dar razão a quem atuou como para o desmentir. Agora o que não vamos maquilhar: quem aprova o plano é a autoridade, e quem o assina é a sua organização. Nós entregamos a ferramenta e a documentação de como trata os dados, não o selo.
Substitui a vedação, os sensores do perímetro ou os vigilantes?
Não, o IRIS não substitui a vedação, nem os sensores do perímetro, nem os vigilantes. A vedação continua a fazer falta: uma vedação detém alguém, e uma câmara não detém ninguém. Os sensores do perímetro continuam onde estão, e o IRIS convive com eles: onde um sensor diz que algo tocou na vedação, o IRIS diz o que se vê ali e mostra a imagem, que é o que é preciso para decidir se se manda alguém ou não. Com os vigilantes passa-se o mesmo que em qualquer sala: não se substituem, muda o que olham. Hoje têm à frente muito mais câmaras do que olhos. Com o IRIS deixam de olhar para tudo e olham para o que importa, quando importa.
Serve para um terminal só ou para o porto inteiro?
Serve para um terminal só e ganha outro sentido no porto inteiro. Num terminal, o valor é o aviso: alguém fica a saber da situação enquanto está a acontecer e chega a tempo de a parar. Num porto com vários terminais aparece algo que um só não tem, que é a comparação pela mesma bitola: a mesma regra, escrita igual, aplicada em todos. Então pode ver-se que cais acumula mais passagens debaixo da carga, qual os corrigiu depois de uma conversa e a qual convém ir. Hoje isso decide-se com a sensação de quem pisa mais cais. Com o dado à frente decide-se melhor, e pode explicar-se. Começar por um terminal, ver o que sai e decidir depois é o mais normal.
Quanto custa?
Custa conforme quantas câmaras se analisam, o que se pede a cada uma, onde se processa o vídeo e se o hardware é vosso ou o pomos nós. Não publicamos uma tarifa porque não seria honesta: um terminal com doze câmaras na porta e no cais não é o mesmo projeto que um porto com várias concessões. O que se pode fazer é começar pequeno: dois pontos de um terminal, as duas ou três regras que ali importam mesmo, e ver os avisos com os vossos chefes de cais antes de decidir seja o que for. Digam-nos quantas câmaras têm e o que querem detetar em cada uma, e damos-vos um número. O telefone é o +34 902 02 70 91.
A banca
Ir para a páginaO IRIS identifica os nossos clientes ou reconhece rostos?
Não, o IRIS não identifica os vossos clientes nem reconhece rostos. Não compara nenhum rosto com listas nem com bases de dados, não constrói perfis de ninguém e não se cruza com os vossos sistemas de cliente. O que vê são factos: dois corpos a atravessar uma porta com uma só abertura, alguém que fica parado no vestíbulo, um volume que não se mexe. Cada facto chega com a sua câmara e o seu minuto. Quem olha para aquilo e decide o que significa é uma pessoa da vossa casa, sempre.
Isto deteta um assalto antes de acontecer?
Não, isto não deteta um assalto antes de acontecer, e preferimos dizê-lo antes que surja numa reunião. O IRIS não adivinha a intenção de ninguém nem prevê o que uma pessoa vai fazer; quem vos prometer isso está a vender fumo. O que vê são factos comprováveis, enquanto estão a acontecer: alguém que entra de capacete posto e viseira descida, um volume grande que entra e fica parado, uma porta blindada aberta há vinte minutos. Isso chega com a câmara e o minuto, e decide uma pessoa.
Funciona com as câmaras que os balcões já têm?
Sim, o IRIS funciona com as câmaras que os balcões já têm. Liga-se ao sinal das câmaras IP instaladas e analisa-o tal como chega: o que muda não é o equipamento, é o que se compreende da imagem. E dizemo-lo sem adornos: o contraluz da montra a meio da tarde e o vestíbulo de caixas às escuras estragam qualquer imagem, incluindo a nossa. Por isso revê-se câmara a câmara se o enquadramento serve para o que querem ver ali, e diz-se quais não chegam e quais bastaria mexer uns graus.
O vídeo sai do balcão ou fica lá dentro?
O vídeo sai do balcão ou fica lá dentro conforme a modalidade que escolherem, e as modalidades são duas. Na local não sai: os servidores estão nas vossas instalações — no balcão ou no vosso centro de processamento —, o vídeo entra pela vossa rede, é analisado ali dentro e o sistema não precisa de internet para funcionar. Na outra é processado no nosso centro de dados, que é a nossa nuvem e não a de um terceiro, cifrado e com as condições assinadas por contrato. Numa rede de balcões convém decidir cedo, porque condiciona a rede de cada local.
E a proteção de dados, num balcão cheio de clientes?
A proteção de dados resolve-se configurando o tratamento peça a peça: o que se guarda, durante quanto tempo, quem acede e de onde. E por cima de tudo isso está o que mais pesa num balcão: o IRIS não identifica ninguém, por isso não há identidades a proteger nem perfis de cliente a construir. O cumprimento, esse, não depende só do software: depende também de como o instalam e do que decidirem tratar, e isso assina-o a vossa organização, não nós. O que vos podemos pôr em cima da mesa é que a nossa forma de trabalhar está certificada em segurança da informação e em privacidade por uma entidade auditora externa. Esse papel não é assinado por um comercial: é assinado por um auditor, e podem pedi-lo antes de contratar seja o que for.
Substitui o alarme ligado à central, os vigilantes ou o controlo de acessos?
Não, o IRIS não substitui o alarme ligado à central, nem os vigilantes, nem o controlo de acessos: convive com os três e muda o que eles olham. O alarme continua a fazer o seu trabalho e o controlo de acessos continua a decidir quem abre uma porta. O que hoje vos falta é a camada que compreende a imagem: que a porta abriu uma vez e passaram duas pessoas, que está aberta há vinte minutos, que na sala de contagem está uma pessoa numa operação que pede duas. Isso nenhum leitor de cartão vê, porque o leitor conta aberturas e não conta corpos.
Chega-nos uma reclamação de há duas semanas. Isto serve para encontrar o momento?
Sim, isto serve para encontrar o momento de uma reclamação de há duas semanas, e aí está uma das coisas que mais tempo devolve. Hoje alguém senta-se a passar horas de gravação à procura de quatro minutos. Com o IRIS descreve-se numa frase o que se procura — uma pessoa no chão junto à entrada, um volume que fica parado no vestíbulo — e sai a sequência, com a sua câmara e o seu minuto. E convém dizer a outra metade: essa mesma sequência serve tanto para dar razão a quem atendeu como para o desmentir. É isso que a faz valer como prova.
Quantos avisos vão chegar, e a quem?
Vão chegar os avisos que a vossa regra pedir, e afinar essa regra é o trabalho do primeiro mês. Uma regra nunca é «avisa se estiver alguém no vestíbulo de caixas». É «avisa se alguém estiver há mais de tantos minutos no vestíbulo, fora do horário do balcão». Delimita-se a zona sobre a imagem, a faixa horária, quanto tem de durar a situação e a quem chega. E o aviso vai a quem pode fazer alguma coisa — o gerente do balcão, a central, o telemóvel de quem está de turno —, não a um ecrã que ninguém olha. Um aviso que ninguém atende é um aviso mal configurado, e isso corrige-se.
Pode aplicar-se a mesma regra em centenas de balcões?
Sim, pode aplicar-se a mesma regra em centenas de balcões, e é aí que isto deixa de ser uma ferramenta de um balcão. Num só, o valor é o aviso: alguém fica a saber enquanto está a acontecer. Numa rede inteira aparece algo que um balcão não tem, que é a comparação com a mesma bitola: a mesma regra, escrita igual, medida igual em todos. Aí vê-se que balcões acumulam portas que ficam abertas, qual tem fila à mesma hora todos os dias e a qual convém ir visitar. E não é preciso começar por todos: começa-se por alguns e decide-se depois.
Quanto custa pôr o IRIS numa rede de balcões?
O custo calcula-se em função de quantas câmaras se analisam, do que se deteta ou mede em cada uma, de quantos balcões entram, da modalidade de instalação que escolherem e de o hardware ser vosso ou pormo-lo nós. Não publicamos uma tarifa porque não seria honesta: um balcão com seis câmaras e três regras e uma rede de trezentos não são o mesmo projeto. O que se pode fazer é começar pequeno: alguns balcões, as regras que de facto importam ali, e ver os avisos e os números com a vossa equipa antes de decidir seja o que for. O telefone é o +34 902 02 70 91.
Os casinos
Ir para a páginaFunciona com as câmaras que já temos por cima das mesas?
Sim, funciona com as câmaras que já têm por cima das mesas. O IRIS liga-se ao sinal das câmaras IP instaladas e analisa-o tal como chega: o que muda não é o equipamento, é o que se compreende da imagem. No projeto revê-se câmara a câmara se o enquadramento dá para o que querem ver ali — uma câmara colocada para cobrir o corredor pode não chegar ao pano da mesa — e diz-se sem adornos quais não chegam e quais bastaria rodar uns graus. Colocar uma câmara nova é a exceção, não o ponto de partida.
O IRIS reconhece rostos, controla a autoexclusão ou deteta menores?
Não, o IRIS não reconhece rostos, não controla a autoexclusão e não deteta menores. Não identifica ninguém: não compara nenhum rosto com nenhuma base de dados, não guarda quem é ninguém, não segue um jogador pela sala e não se cruza com o vosso programa de fidelização. E aqui está a linha, dita antes de a perguntarem: a autoexclusão e o controlo de menores obrigam a saber quem é uma pessoa concreta, e isso só se pode fazer com base legal e com um sistema de identificação autorizado. Isso não é o IRIS, e não vo-lo vamos vender como se fosse. O que o IRIS vê é uma mesa, uma fila, uma máquina, uma situação e há quanto tempo está ali.
O vídeo sai da sala?
O vídeo sai da sala ou fica dentro conforme a modalidade que escolherem, e as modalidades são duas. Na modalidade local não sai: os servidores estão nas vossas instalações, o vídeo entra pela vossa rede, é analisado lá dentro e o sistema não precisa de internet para funcionar. Na outra é processado no nosso centro de dados, que é a nossa nuvem e não a de um terceiro. Nas duas as comunicações vão cifradas e as condições assinam-se por contrato. Numa sala o habitual é deixar dentro tudo o que é da caixa e da sala de contagem, e decidir o resto com calma.
Quanto tempo se demora a encontrar uma jogada de há duas horas?
Encontrar uma jogada de há duas horas deixa de ser uma tarde na sala de gravações. Hoje alguém desce, escolhe quatro câmaras e rebobina. Com o IRIS descreve numa frase o que se vê — que mesa, mais ou menos a que horas, o que aconteceu — e chega ao minuto. O que se entrega é a câmara, a hora e o pedaço de vídeo tal como está: não se retoca nada e não se esconde nada. E aí o IRIS para. A conclusão tira-a uma pessoa, a reclamação resolve-a a sala, e o que vale perante o compliance ou perante o regulador é marcado pelo vosso procedimento e por quem tiver de o aprovar. Isso não somos nós que o assinamos por vocês.
Os números da sala são fiáveis?
Os números da sala são fiáveis porque não se configuram a falar, configuram-se a desenhar. Perguntar serve para procurar; contar serve para medir, e não se fazem da mesma maneira. Uma risca não se pode descrever com uma frase: tem de se traçar sobre a imagem. Desenha-se uma linha na soleira ou uma zona sobre o pano, e a partir daí o número calcula-se sempre da mesma forma, pode repetir-se e pode auditar-se. É assim que se mede quanta gente espera de pé para se sentar, quanto dura uma mão ou quanto se demora na caixa. E na contagem de pessoas não ficam com a nossa palavra: está homologada pelo Centro Espanhol de Metrologia, um terceiro independente. Dito com precisão: essa homologação cobre a contagem de pessoas, não o produto inteiro.
Quantos alertas vamos ter por turno?
Vão ter os alertas que decidirem, porque a regra delimita-se: zona, faixa horária e duração. Um sistema que dispara duzentos alertas por turno está desligado numa semana, e com razão: quando tudo alerta, nada alerta. Por isso uma regra não é «avisa-me se houver gente de pé junto a uma mesa», mas «avisa-me se houver três ou mais pessoas de pé junto a esta mesa durante mais de quatro minutos enquanto houver outra aberta e vazia». Mudando a zona, a faixa e o tempo mínimo, o mesmo detetor passa de tocar cem vezes a tocar quando de facto importa. E afina-se depois, com o que sair nas duas primeiras semanas na vossa sala, não com o que acontece em geral.
Quem decide o que se vigia e o que não?
Decide a sala, não o IRIS. Que mesa, a que hora, quanta gente e durante quanto tempo: isso escreve-o a vossa equipa, e fica escrito numa frase que qualquer pessoa pode ler e qualquer pessoa pode mudar. O IRIS aplica o que lhe disseram, sempre igual e sem se cansar. Não traz de fábrica nenhuma lista de comportamentos nem decide por sua conta o que é normal no vosso pano: o que é normal numa sala não é normal noutra, e isso sabe-o quem lá trabalha. Se amanhã mudarem o horário, fecharem uma mesa ou abrirem uma zona nova, a regra reescreve-se num instante e não é preciso encomendar nada. E como está escrita numa frase, podem mostrá-la tal como está ao compliance, ao comité ou a quem perguntar o que aquela câmara vê exatamente.
O que é que o IRIS não vê numa mesa?
O que o IRIS não vê existe, e convém dizê-lo antes de assinar seja o que for. Uma câmara só compreende o que entra no seu enquadramento: uma mão tapa umas fichas, um corpo tapa outro e uma mesa cheia esconde meia superfície. Com a luz baixa de uma sala vê pior, e com a lente suja também. E há gestos que se parecem muitíssimo: recolher uma ficha e mover uma ficha parecem o mesmo durante um segundo. Por isso o alerta é sempre fechado por uma pessoa a ver o vídeo, e por isso o IRIS não julga a intenção de ninguém nem diz quem fez batota. O IRIS não é infalível e não vo-lo vamos vender como se fosse. É um sistema que olha, a todas as horas, para as câmaras que neste momento ninguém está a ver.
Quanto tempo demora a estar a funcionar na sala?
O tempo depende do tamanho da instalação, e não vos vamos dar um prazo que ainda não controlamos. O trabalho tem três fases claras: ligar as câmaras que já existem, desenhar sobre cada imagem as zonas e escrever as regras que importam, e afinar essas regras com o que acontece de facto na vossa sala. As primeiras deteções veem-se cedo; o ajuste fino leva mais tempo. As datas concretas vão na proposta, quando soubermos quantas câmaras há e o que querem ver em cada uma.
Quanto custa pôr o IRIS nas câmaras de uma sala?
O custo calcula-se em função de quantas câmaras se analisam, do que se deteta ou se mede em cada uma, da modalidade de instalação que escolherem e de o hardware ser vosso ou posto por nós. Não publicamos uma tarifa única porque não seria honesta: doze câmaras de mesas e caixa não são o mesmo projeto que uma sala inteira com os seus acessos, os seus corredores de serviço e a sua sala de contagem. E pode começar-se pequeno: umas quantas mesas e a caixa, as três regras que de facto importam ali, e ver os alertas e os números com a vossa equipa antes de decidir seja o que for. Digam-nos quantas câmaras têm e o que querem ver, e damos-vos um número. O telefone é o +34 902 02 70 91.
Os centros comerciais
Ir para a páginaFunciona com as câmaras que o centro já tem?
Sim, funciona com as câmaras que o centro já tem instaladas. O IRIS liga-se ao sinal das câmaras IP instaladas e analisa-o tal como chega: o que muda não é o equipamento, é o que se compreende da imagem. No projeto revê-se câmara a câmara se o enquadramento chega para o que querem medir ali — uma câmara colocada para vigiar um acesso talvez não chegue para contar no corredor do fundo — e diz-se-vos sem enfeites quais não chegam e quais bastaria rodar uns graus. Pôr uma câmara nova é a exceção, não o ponto de partida.
O IRIS identifica os visitantes ou reconhece rostos?
Não, o IRIS não identifica os visitantes nem reconhece rostos. Não os compara com nenhuma base de dados, não guarda quem é ninguém, não segue uma pessoa de uma loja para outra e não se cruza com nenhum programa de fidelização. Uma pessoa contada é um um: não fica mais nada dela. E como isto aparece em todas as reuniões, dizemo-lo claro a propósito da criança perdida: o IRIS pode avisar que há um menor sozinho numa zona, mas não procura uma criança pela cara nem sabe quem é. O que faz é reduzir câmaras e minutos para que uma pessoa olhe, e quem a encontra é essa pessoa.
O vídeo sai do centro?
O vídeo sai do centro ou fica dentro conforme a modalidade que escolherem, e as modalidades são duas. Na modalidade local não sai: os servidores estão nas vossas instalações, o vídeo entra pela vossa rede, é analisado lá dentro e o sistema não precisa de internet para funcionar. Na outra é processado no nosso centro de dados, que é a nossa nuvem e não a de um terceiro. Nas duas, as comunicações vão cifradas e as condições assinam-se por contrato. Convém decidir cedo, porque não é o mesmo pôr um servidor no edifício e levar a análise para fora: condiciona a rede do centro.
Em que é que isto se distingue do contador que já temos à porta?
Distingue-se porque o contador da porta diz quanta gente veio, e isto diz o que aconteceu lá dentro: por onde entrou, em que pisos ficou, que corredores evitou e o que mudou no dia em que lançaram a campanha. E há duas maneiras de lhe pedir as coisas, porque são duas coisas diferentes. O que se vigia descreve-se falando: uma frase, e o IRIS avisa quando acontece. O que se mede desenha-se: uma linha na soleira, uma zona sobre o chão. Uma linha não cabe numa frase, tem de se traçar, e por isso o número calcula-se igual todos os dias, pode repetir-se e pode auditar-se. Na contagem de pessoas não ficam com a nossa palavra: o nosso sistema está homologado pelo Centro Espanhol de Metrologia, um terceiro independente. Dito com precisão: essa homologação cobre a contagem de pessoas, não o produto inteiro.
Podemos dar estes números aos lojistas?
Sim, podem dar esses números aos lojistas, e é uma das razões por que se instala: são cifras anónimas e agregadas, por isso partilham-se sem ceder dados de nenhuma pessoa. Quanta gente passa em frente a cada loja, a que hora e por que acesso chegou. O que não está aqui é a venda: essa está na caixa do lojista e aí não entramos. Mas juntando as duas metades muda o diagnóstico: se passa muita gente e quase ninguém entra, o problema é a montra ou o letreiro. Se não passa ninguém, o problema é o corredor e não a loja. Hoje essas duas situações parecem iguais no relatório — vendeu pouco — e são dois problemas diferentes com duas soluções diferentes.
Quantos alertas vamos receber na sala de controlo?
Vão receber os alertas que decidirem, porque a regra delimita-se: zona, faixa horária e duração. Um sistema que avisa duzentas vezes por dia está desligado numa semana, e com razão: quando tudo avisa, nada avisa. Por isso uma regra não é «avisa-me se houver gente parada na escada rolante», mas «avisa-me se houver alguém parado no arranque desta escada mais de um minuto, entre as dez e as dez e meia». Mudando a zona, a faixa e o tempo mínimo, o mesmo detetor passa de tocar cem vezes por dia a tocar quando de facto importa. E afina-se depois, com o que sair nas duas primeiras semanas no vosso centro e não num centro qualquer.
Quem decide o que se vigia e o que se mede?
Decide-o o centro, não o IRIS. A regra escreve-se numa frase que qualquer pessoa pode ler e qualquer pessoa pode mudar; a medição desenha-se sobre a imagem, com uma linha ou uma zona. O IRIS aplica o que lhe disseram, sempre igual e sem se cansar. Não traz de fábrica nenhuma lista de comportamentos nem decide por sua conta o que é normal no vosso corredor: o normal num centro de bairro não é o normal num de três pisos com praça de restauração, e isso sabe-o quem lá trabalha. Se amanhã mudar o horário, fechar uma loja ou se montar a campanha de época no átrio, a regra reescreve-se num instante e não é preciso encomendar nada.
O que é que o IRIS não vê num sábado à tarde?
Num sábado à tarde o IRIS deixa de distinguir umas pessoas das outras quando se tapam entre si, e preferimos dizê-lo antes de assinar seja o que for. Acontece a qualquer sistema de visão, incluindo o nosso, e quem disser o contrário não o experimentou com o centro cheio. O que não se perde é justamente o que mais falta faz nesse momento: a ocupação. Medir quanta gente há numa zona e como se reparte pelos pisos não precisa de distinguir cada pessoa. O que se degrada é contar um a um numa passagem estreita e muito carregada; aí a contagem muda-se para o acesso, onde as pessoas passam em fila. E o que acontece fora do enquadramento, atrás de uma coluna ou numa zona sem câmara, não o vê ninguém: o IRIS também não.
Quanto tempo demora a estar a funcionar?
O tempo depende do tamanho do centro, e não vos vamos dar um prazo que ainda não controlamos. O trabalho tem três fases claras: ligar as câmaras que já existem, desenhar sobre cada imagem as zonas e escrever as regras que importam, e afinar essas regras com o que vai acontecendo de facto no centro. As primeiras medições e os primeiros alertas veem-se cedo; o ajuste fino leva mais tempo, porque é preciso que passem um dia fraco, um sábado e um dia de campanha. As datas concretas vão na proposta, quando soubermos quantas câmaras há e o que querem medir em cada uma.
Quanto custa pôr o IRIS nas câmaras de um centro comercial?
O custo calcula-se em função de quantas câmaras se analisam, do que se mede ou deteta em cada uma, da modalidade de instalação que escolherem e de o hardware ser vosso ou posto por nós. Não há uma tarifa única que sirva a todos, porque não custa o mesmo medir dois acessos e um piso e cobrir três pisos, a praça de restauração e as rampas do estacionamento. E pode começar-se pequeno: os acessos e um piso, ver os números com a vossa equipa e decidir depois. Digam-nos quantas câmaras têm e o que querem medir, e damos-vos um número. O telefone é o +34 902 02 70 91.
Os aeroportos
Ir para a páginaFunciona com as câmaras que o terminal já tem?
Sim, funciona com as câmaras que o terminal já tem. O IRIS liga-se ao sinal das câmaras IP já instaladas e analisa-o tal como chega: o que muda não é o equipamento, é o que se compreende da imagem. No projeto revê-se câmara a câmara se o enquadramento dá para o que querem medir ali — uma câmara colocada para ver o átrio inteiro talvez não chegue para contar a boca de uma fila — e diz-se-vos sem adornos quais não chegam e quais bastaria mover uns graus. Pôr uma câmara nova é a exceção, não o ponto de partida.
O IRIS identifica os passageiros ou reconhece rostos?
Não, o IRIS não identifica os passageiros nem reconhece rostos. Não os compara com nenhuma base de dados, não guarda quem é ninguém, não segue nenhuma pessoa pelo terminal e não se cruza com nenhuma lista de passageiros nem com nenhum cartão de embarque. E convém dizer onde está a linha: o IRIS não faz controlo documental, não verifica documentos, não substitui o scanner nem o agente e não toca em nenhum dos sistemas de segurança do aeroporto. O que faz é medir fluxos e avisar de factos operacionais: uma fila que cresce, um balcão aberto e vazio, um tapete parado. Um passageiro contado é um um: não fica mais nada dele.
O vídeo sai do aeroporto?
O vídeo sai do aeroporto ou fica dentro conforme a modalidade que escolherem, e as modalidades são duas. Na modalidade local não sai: os servidores estão nas vossas instalações, o vídeo entra pela vossa rede, é analisado lá dentro e o sistema não precisa de internet para funcionar. Na outra é processado no nosso centro de dados — que é a nossa nuvem, não a de um terceiro — e aí sai, cifrado e com as condições assinadas por contrato. Num aeroporto o habitual é misturar: dentro o que é sensível, fora o que não é.
Os minutos de espera do filtro são um número fiável?
Os minutos de espera do filtro são um número fiável porque não se configuram a falar, configuram-se a desenhar: uma linha na boca da fila, outra no ponto onde se passa, uma zona sobre o chão. Uma linha não cabe numa frase, tem de se traçar, e por isso o número sai igual todos os dias, pode repetir-se, pode comparar-se entre semanas e pode auditar-se. E não se mede só a espera: também quantos postos estavam abertos enquanto se esperava, que é a metade que falta para explicar por que se abre outro. Na contagem de pessoas não ficam com a nossa palavra: está homologada pelo Centro Espanhol de Metrologia, um terceiro independente. Dito com precisão: essa homologação cobre a contagem de pessoas, não o produto inteiro.
Deteta uma bagagem abandonada?
O IRIS deteta uma bagagem abandonada no sentido literal do que uma câmara vê: um objeto que está no chão há algum tempo sem ninguém ao lado, dentro de uma zona que desenharam vocês e durante o tempo que fixaram vocês. É tudo o que sabe. Não diz de quem é, não diz o que tem dentro, não procura ninguém e não decide nada: o alerta chega com a câmara, a hora e o vídeo, e quem decide o que se faz é a pessoa que está de serviço, com o protocolo do aeroporto à frente. E há que dizê-lo antes de assinar: num átrio cheio, um objeto pode ficar tapado pelas pessoas que passam, e então a câmara não o vê.
Quantos alertas vão chegar ao centro de operações?
Vão chegar os alertas que decidirem, porque a regra delimita-se: zona, faixa horária e duração. Um sistema que avisa duzentas vezes por turno está desligado numa semana, e com razão: quando tudo avisa, não avisa nada. Por isso uma regra não é «avisa-me se houver fila», mas «avisa-me se esta fila passar dos vinte minutos entre as seis e as nove». Mudando a zona, a faixa e o tempo mínimo, o mesmo detetor passa de tocar o dia inteiro a tocar quando de facto importa. E ajusta-se depois, com o que tiver saído nas duas primeiras semanas no vosso terminal, não num terminal qualquer.
Quem decide o que se vigia e o que se mede?
Decide o aeroporto, não o IRIS. O que se vigia escreve-se a falar: uma frase que qualquer um pode ler e qualquer um pode mudar. O que se mede desenha-se: uma linha no chão, uma zona sobre uma sala. São duas coisas diferentes e não se configuram da mesma maneira, e por isso têm de se decidir as duas. O IRIS não traz de fábrica nenhuma lista de comportamentos nem decide o que é normal no vosso átrio às seis da manhã: isso sabe-o quem lá trabalha há vinte anos. E se mudar o horário de um voo de madrugada, se fechar um corredor por obras ou se abrir uma porta nova, a regra reescreve-se num instante e não há que encomendar nada.
O que é que o IRIS não vê num terminal cheio?
O que o IRIS não vê existe, e convém dizê-lo antes de assinar seja o que for. Uma câmara só compreende o que entra no seu enquadramento: com o átrio cheio, umas pessoas tapam outras e deixa de as distinguir uma a uma. Isso acontece a qualquer sistema de visão, incluindo o nosso, e quem disser o contrário não o experimentou num domingo à tarde. O que não se perde é a ocupação, que é justamente o que mais falta faz quando está cheio: medir quantas pessoas há numa zona não precisa de distinguir cada pessoa. O que se degrada é contar uma a uma numa passagem estreita e muito carregada, e aí a contagem passa para onde as pessoas passam em fila. Com o contraluz de uma vidraça grande, com a ótica suja ou com uma câmara mal orientada, vê pior. E onde não há câmara, não vê nada.
Quanto tempo demora a estar a funcionar?
O tempo depende do tamanho da instalação, e não vos vamos dar um prazo que ainda não controlamos. O trabalho tem três fases claras: ligar as câmaras que já existem, desenhar sobre cada imagem as zonas que há para medir e escrever as regras que há para vigiar, e afinar essas regras com o que acontece de facto no terminal às seis da manhã e às onze da noite, que não se parecem em nada. As primeiras medições e as primeiras deteções veem-se cedo; o ajuste fino leva mais tempo. As datas concretas vão na proposta, quando soubermos quantas câmaras há e o que querem ver em cada uma.
Quanto custa?
O custo calcula-se em função de quantas câmaras se analisam, do que se mede ou se deteta em cada uma, da modalidade de instalação que escolherem e de o hardware ser vosso ou o pormos nós. Não há uma tarifa única, porque não custa o mesmo medir o filtro e a sala de recolha de bagagens e cobrir um terminal inteiro com as suas lojas, os seus corredores e a sua cave. E pode começar-se pequeno: o filtro e a sala de bagagens, ver os números com a vossa equipa à frente e decidir depois. Digam-nos quantas câmaras têm e o que querem ver, e damos-vos um número. O telefone é o +34 902 02 70 91.
A segurança pública
Ir para a páginaServe com as câmaras que já temos instaladas?
Sim, serve com as câmaras que já têm instaladas, e é precisamente esse o ponto: num território não faltam câmaras, falta alguém que as veja a todas as horas. O IRIS analisa o sinal das câmaras IP que já existem; o que muda não é o sensor, é o que se compreende da imagem. O que condiciona o resultado é onde está colocada cada uma e o que se vê dali: uma câmara posta para apanhar o acesso inteiro rende menos do que uma virada de frente para o ponto que vos importa. Antes de prometer seja o que for, preferimos ver imagens reais das vossas câmaras e dizer-vos em quais isto faz sentido e em quais não. Às vezes a resposta é mexer uma câmara dois metros, e isso é mais barato do que comprar o que quer que seja.
O IRIS identifica as pessoas, reconhece rostos ou segue alguém pelo território?
Não, o IRIS não identifica as pessoas, não reconhece rostos e não segue ninguém pelo território, e isto tem de ser dito com todas as letras. Não compara nenhum rosto com nenhuma base de dados, não guarda quem é ninguém e não tem ficha de ninguém. Também não prevê, não pontua ninguém, não classifica ninguém pelo comportamento e não interpreta as intenções nem o estado de espírito de ninguém. O que deteta são factos definidos pela própria administração: um veículo parado onde não se pode parar, uma saída bloqueada, fumo a sair do monte, uma mancha a crescer na água, um ajuntamento que vai aumentando. O que está a acontecer, onde e desde quando: é tudo o que vai no alerta. E quanto às matrículas, a resposta honesta: o IRIS pode ler matrículas quando a câmara está instalada para isso e quem a explora tem base legal para o fazer, mas isso é outra câmara e outra decisão, e não é o que fazem as câmaras desta página.
O vídeo sai das nossas instalações?
O vídeo sai das vossas instalações só se vocês quiserem, e neste setor o normal é que não saia. Na modalidade local os servidores estão no vosso edifício, o vídeo entra pela vossa rede, é analisado lá dentro e o sistema não precisa de internet para funcionar: se a linha cair, a análise continua. Na outra modalidade é processado no nosso centro de dados, que é a nossa nuvem e não a de um terceiro, cifrado e com as condições assinadas por contrato. Seja onde for, de um alerta guarda-se sempre o mesmo: a câmara, a hora, o facto detetado e o pedaço de vídeo, para que o auto se possa sustentar depois com algo mais do que uma memória.
Um alerta do IRIS serve como prova do que aconteceu?
Um alerta do IRIS traz um facto datado com o seu vídeo, nem mais nem menos: não retoca a imagem, não esconde nada e não interpreta o que se vê. Se esse facto serve ou não como prova, decide-o o procedimento que corresponder e quem tiver de o avaliar, não nós e não um comercial nosso. O que vos podemos dizer é o que torna essa sequência útil: é exatamente a mesma para as duas partes. Serve tanto para dar razão a quem atuou como para o desmentir, e por isso convém que exista antes de alguém precisar dela. Ver um facto não é acusar ninguém.
Onde não se põe uma câmara, e quem responde pela proteção de dados?
Onde não se põe uma câmara convém responder antes que perguntem: não se olha dentro de uma habitação, nem num balneário, nem numa casa de banho, nem num gabinete onde se atende uma pessoa. E no espaço público, onde há câmara e onde não há decide-o a administração, com o seu enquadramento legal, os seus serviços jurídicos e a informação pública que corresponder. Isso assina-o quem o instala, não nós; desconfiem de quem vos disser o contrário. O que depende do software é que o tratamento se configura peça a peça: o que se guarda, durante quanto tempo, quem acede e de onde. E que a nossa forma de trabalhar está certificada em segurança da informação e em privacidade por uma entidade auditora externa. Esse papel não é assinado por um comercial: é assinado por um auditor, e podem pedi-lo antes de contratar seja o que for.
Quantos alertas vão chegar à sala?
À sala vão chegar os alertas que vocês decidirem, porque a regra delimita-se: zona, faixa horária e duração. Um sistema que dá duzentos alertas por turno está desligado numa semana, e com razão: quando tudo alerta, nada alerta. Por isso uma regra não é «avisa-me se houver um veículo parado», mas «avisa-me se houver um veículo parado nesta berma, entre as dez da noite e as seis, durante mais de três minutos». Mudando a zona, a faixa e o tempo mínimo, o mesmo detetor passa de tocar cem vezes por dia a tocar quando realmente importa. E afina-se depois, com o que tiver saído nas duas primeiras semanas no vosso território e não no de outro.
Quem decide o que se vigia e o que não?
Decide-o a administração, não o IRIS. Que zona, a que hora, durante quanto tempo e com que condições: isso escreve-o quem explora o sistema, e fica escrito numa frase que qualquer pessoa pode ler e qualquer pessoa pode mudar. O IRIS aplica o que lhe disseram, sempre igual e sem se cansar. Não traz de fábrica nenhuma lista de comportamentos nem decide por conta própria o que é normal no vosso território: o normal numa costa não é o normal numa zona industrial, e isso sabe-o quem lá trabalha. Se amanhã se fechar uma via, se abrir um acesso ou mudar o horário de uma passagem, a regra reescreve-se num instante e não é preciso encomendar nada. E como está escrita numa frase, pode mostrar-se tal e qual a quem perguntar o que aquela câmara vê exatamente.
O que é que o IRIS não vê?
O que o IRIS não vê existe, e convém dizê-lo antes de assinar seja o que for. Uma câmara só compreende o que entra no seu enquadramento: se algo acontece fora de campo, atrás de um muro, entre dois veículos ou numa zona onde não há câmara, o IRIS não o vê, tal como não o veria uma pessoa a olhar para esse mesmo ecrã. De noite, com nevoeiro, com chuva forte ou com a ótica suja vê pior, e numa encosta em contraluz ao amanhecer vê pior ainda. E há situações que se parecem muito umas com as outras: a poeira levantada por um camião e o fumo podem confundir-se durante alguns segundos, e por isso o alerta é sempre fechado por uma pessoa a ver o vídeo. Detetar não é decidir. O IRIS não é infalível e não o vamos vender como se fosse: é um sistema que olha, a todas as horas, para as câmaras que agora mesmo ninguém olha.
Quanto tempo demora a estar a funcionar?
O tempo depende do tamanho da instalação, e não vos vamos dar um prazo que ainda não controlamos. O trabalho tem três fases claras: ligar as câmaras que já existem, desenhar sobre cada imagem as zonas e escrever as regras que importam naquele ponto, e afinar essas regras com o que vai acontecendo de facto. As primeiras deteções veem-se cedo; o ajuste fino leva mais tempo, porque depende do que acontece à frente dessas câmaras e não de nós. As datas concretas vão na proposta, quando soubermos quantas câmaras há e o que querem detetar em cada uma.
Quanto custa?
O custo calcula-se em função de quantas câmaras se analisam, do que se pede a cada uma, da modalidade de instalação que escolherem e de o hardware ser vosso ou nosso. Não publicamos uma tarifa porque não seria honesta: um troço de costa com doze câmaras e três regras e um território inteiro com centenas não são o mesmo projeto. O que se pode fazer é começar pequeno: um acesso, um troço de estrada de monte, as duas ou três regras que ali importam mesmo, e ver os alertas com a vossa equipa antes de decidir seja o que for. Digam-nos quantas câmaras têm e o que querem detetar, e damos-vos um número. O telefone é o +34 902 02 70 91.
Os centros de dados
Ir para a páginaServe com as câmaras que já temos no centro?
Sim, serve com as câmaras que já têm no centro. O IRIS liga-se ao sinal das câmaras IP já instaladas e analisa-o tal como chega: o que muda não é o equipamento, é o que se compreende da imagem. No projeto vê-se câmara a câmara se o enquadramento dá para o que querem ver ali — uma câmara colocada para cobrir o corredor inteiro talvez não chegue para ver se um bastidor ficou aberto — e diz-se-vos sem rodeios quais não chegam e quais bastaria mover uns graus. Pôr uma câmara nova é a exceção, não o ponto de partida.
O IRIS identifica o pessoal ou reconhece rostos?
Não, o IRIS não identifica o pessoal nem reconhece rostos. Não os compara com nenhuma base de dados, não guarda quem é ninguém e não segue nenhuma pessoa pelo centro. E dizemo-lo também para dentro, porque é a primeira coisa que a representação dos trabalhadores pergunta: isto não serve para controlar o horário de ninguém, nem para medir o desempenho de uma pessoa, nem para saber quanto tempo alguém esteve num corredor. O que vê é «há uma pessoa», «há duas», «esta porta está aberta há este tempo», «este bastidor está aberto sem ninguém à frente». O nome, se for preciso, é o vosso controlo de acessos que o põe depois, e esse cruzamento decidem-no vocês.
O vídeo sai do centro de dados?
O vídeo sai do centro ou fica lá dentro conforme a modalidade que escolherem, e as modalidades são duas. Na modalidade local não sai: os servidores estão nas vossas instalações, o vídeo entra pela vossa rede, é analisado ali dentro e o sistema não precisa de internet para funcionar. Na outra é processado no nosso centro de dados, que é a nossa nuvem e não a de um terceiro, cifrado e com as condições assinadas por contrato. Neste setor o normal é ficar dentro, e parece-nos bem: é uma decisão vossa, não uma condição nossa.
Deteta que duas pessoas passam com uma só autorização?
O IRIS deteta que por aquela porta passaram duas pessoas, e a que horas. O que não sabe é quantas autorizações houve: esse dado vive no vosso controlo de acessos, não na imagem. O cruzamento fá-lo o vosso sistema com o facto que a câmara fornece — dois corpos e uma só passagem autorizada, ou um técnico num corredor que não é o que diz a ordem de trabalho — e é aí que uma passagem normal se transforma num problema. Essa divisão é de propósito: a câmara dá o facto, o significado põe-no quem tem o resto da informação. E o facto fica com a sua câmara, a sua hora e o seu bocado de vídeo, que é precisamente o que faz falta no dia em que é preciso reconstruir o que aconteceu ou mostrá-lo a quem vem auditar.
Avisa de água no piso técnico, de fumo ou de uma porta calçada?
Sim, o IRIS avisa de água no piso técnico, de fumo num corredor e de uma porta calçada com um calço, e também de um bastidor que fica aberto ou de uma ferramenta esquecida dentro da sala. Agora o limite, porque é importante: isto não substitui a deteção de incêndios, nem as sondas de água, nem a supervisão da instalação. Esses sistemas têm a sua regulamentação e a sua manutenção, e continuam exatamente onde estão. O que a câmara acrescenta é outra coisa: chega a sítios onde não há sonda e mostra a imagem do momento, para que quem está de serviço veja do que se trata sem ter de descer a olhar.
Quantos alertas vamos ter por turno?
Vão ter os alertas que decidirem, porque a regra delimita-se: que porta, que faixa horária e quanto tempo. Um sistema que avisa duzentas vezes por turno está desligado numa semana, e com razão: quando tudo avisa, nada avisa. Por isso uma regra não é «avisa-me se esta porta abrir», mas «avisa-me se esta porta estiver aberta há mais de dois minutos fora do horário de manutenção». Mudando a zona, a faixa e o tempo mínimo, o mesmo detetor passa de tocar o dia inteiro a tocar quando de facto importa. E ajusta-se depois, com o que sair nas duas primeiras semanas no vosso centro, não em geral.
Quem decide o que se vigia e o que não?
Decide-o o centro, não o IRIS. Que porta, a que horas, quanta gente e quanto tempo: isso escreve-o a vossa equipa, e fica escrito numa frase que qualquer pessoa pode ler e qualquer pessoa pode mudar. O IRIS aplica o que lhe disseram, sempre igual e sem se cansar. Não traz de fábrica nenhuma lista de comportamentos nem decide por si o que é normal nos vossos corredores: o normal numa sala de operação não é o normal num cais de descarga, e isso sabe-o quem lá trabalha. Se amanhã mudar um procedimento, abrir uma sala nova ou fechar um corredor por obras, a regra reescreve-se num instante e não é preciso encomendar nada.
O que é que o IRIS não vê num corredor de bastidores?
O que o IRIS não vê existe, e convém dizê-lo antes de assinar seja o que for. Uma câmara só compreende o que entra no seu enquadramento: um bastidor tapa o que está atrás, um corpo tapa outro e num corredor estreito o ângulo deixa zonas cegas. Com pouca luz, com a lente suja ou com uma luz muito dura de frente, vê pior. E há situações que se parecem muito: alguém que se encosta à porta e alguém que a calça podem confundir-se durante um segundo. Por isso o alerta fecha-o sempre uma pessoa a olhar para o vídeo. O IRIS não é infalível e não vo-lo vamos vender como se fosse. É um sistema que olha, a todas as horas, para as câmaras que agora mesmo ninguém olha.
Quanto tempo demora a estar a funcionar?
O tempo depende do tamanho da instalação, e não vos vamos dar um prazo que ainda não controlamos. O trabalho tem três fases claras: ligar as câmaras que já existem, desenhar sobre cada imagem as zonas e escrever as regras que importam — esta porta, este corredor, este bastidor — e afinar essas regras com o que acontece de facto nos vossos turnos. As primeiras deteções veem-se cedo; o ajuste fino leva mais tempo. As datas concretas vão na proposta, quando soubermos quantas câmaras há, que salas entram e o que querem detetar em cada uma.
Quanto custa?
O custo calcula-se em função de quantas câmaras se analisam, do que se pede a cada uma, da modalidade de instalação que escolherem e de se o hardware é vosso ou o pomos nós. Não publicamos uma tarifa única porque não seria honesta: não custa o mesmo cobrir a eclusa de entrada e o cais de descarga do que pôr regras em cada corredor de cada sala. E pode começar-se pequeno: os acessos críticos, as duas ou três regras que de facto importam ali, e ver os alertas com a vossa equipa antes de decidir mais nada. Digam-nos quantas câmaras têm e o que querem ver, e damos-vos um número. O telefone é o +34 902 02 70 91.
O estado das câmaras
Ir para a páginaServe com as minhas câmaras ou é preciso trocá-las?
Com as que já tem, seja de que fabricante for. O IRIS não pergunta nada à câmara nem depende de ela saber dizer que está mal: olha para a imagem que chega, tal como olha para uma pessoa ou um camião. Uma câmara de há doze anos dá uma imagem, e isso basta. Não é preciso trocar nenhuma, nem acrescentar nenhum aparelho, nem passar cabo novo.
Não me vai encher o dia de avisos?
Não, e está pensado precisamente para isso. Cada coisa tem o seu limiar e o seu tempo: uma gota de chuva tem de lá ficar um bom bocado, a sujidade tem de piorar durante vários dias, o enquadramento tem de ter mudado a sério e não por uma rajada de vento. Só três coisas avisam de imediato: a câmara estar tapada, estar virada ou ter perdido o sinal. O resto não interrompe ninguém: espera pelo relatório do dia.
Como sabe como essa câmara devia ver-se?
Porque guarda registo. No primeiro dia o IRIS anota como se vê essa câmara quando está bem — o enquadramento, a nitidez, a cor, quanta luz dá à noite — e essa é a sua referência. É dessa câmara e de mais nenhuma: uma do cais e uma do átrio não se parecem em nada, e compará-las não diria nada. Depois compara cada dia com a sua própria referência, não com um ideal.
De quanto em quanto tempo revê as câmaras?
Decide o utilizador. Programa-se uma auditoria — todos os dias, todos os domingos, no dia um de cada mês — e à hora marcada o IRIS olha uma a uma todas as câmaras da instalação, sem que ninguém o tenha de pedir e esteja quem estiver ao ecrã. Ao terminar há um relatório com quais estão bem, quais pioraram e quais não veem, cada uma com a sua imagem e a sua hora. Exporta-se para folha de cálculo.
Isto custa à parte?
Não. A licença do IRIS é por câmara, não por pergunta. Pedir-lhe que avise se alguém cai e pedir-lhe que diga se essa mesma câmara está suja custa exatamente o mesmo, porque o que se paga é a câmara. Não há um módulo de manutenção à parte nem um preço por cada coisa que queira vigiar: se a câmara já está no IRIS, isto já tem.
O IRIS repara a câmara ou é preciso subir na mesma?
É preciso subir, e o IRIS não o disfarça: não repara nada, não reinicia equipamentos e não limpa cúpulas. O que faz é que quem sobe o faça sabendo ao quê e pela ordem certa. A diferença não é pequena: passa-se de uma ronda por calendário — percorrer quatrocentas câmaras porque calha — para uma lista das onze que têm mesmo alguma coisa, com a imagem à frente. E dessas onze, algumas resolvem-se cá de baixo.
E se a sua não estiver aqui?
Escreva-nos e respondemos. Se a pergunta for boa, acaba nesta página para o próximo que a tiver.
Passo seguinte
O estabelecimento prisional
Quem está a olhar para o ecrã do pátio quando começa a briga?
17 casos: 16 avisam quando acontece algo e um apenas mede. Vê cada imagem tal como é e depois com o que o IRIS compreende por cima.
O hospital
Quanto tempo passa até alguém passar naquele corredor às quatro da manhã?
13 casos: 12 avisam quando acontece algo e um apenas mede. Vê cada imagem tal como é e depois com o que o IRIS compreende por cima.
E o melhor
As câmaras que comprou há anoscontinuam a servir. O que lhes faltava não era qualidade.
Era alguém que olhasse. O IRIS liga-se à instalação que já tem — os mesmos equipamentos, os mesmos cabos — e essas imagens passam de guardadas a compreendidas.
Explique-nos o seu problema e dizemos-lhe se o IRIS o compreende ou ainda não.
Respondemos no mesmo dia útil.