E se a chave das instalações fosse a própria matrícula?
A matrícula abre a cancela, e fica escrito quem passou por lá
Umas instalações com cancela governam-se hoje com cartões que se emprestam, comandos que se perdem e um caderno na portaria. O IRIS lê a matrícula enquanto o veículo entra, compara-a com as listas que o cliente carregou e decide nesse momento se abre ou não. Cada passagem fica com a sua hora, a sua câmara, a sua fotografia e o seu vídeo, por isso meses depois é possível reconstruir quem entrou, quando saiu e quanto tempo demorou. A leitura liga-se câmara a câmara: escolhe-as o cliente, e só onde é precisa.
Num relance
O que sabe fazer
Lê em andamento
Não é preciso parar o carro nem pedir-lhe que se alinhe. Cada veículo deixa dezenas de leituras enquanto atravessa o campo da câmara, e basta que uma seja boa.
166 formatos, 72 países
Um camião espanhol que entra numa fábrica portuguesa lê-se como um de casa: a lista de autorizados não cai porque chegou um veículo estrangeiro. Cada formato liga-se e desliga-se separadamente.
Liga-se câmara a câmara
Vem desligada. Liga-se no controlo de acessos, não na câmara do recreio de uma escola. E onde está ligada fica registado.
Listas: quem passa
Cinco tipos de lista: bloqueada, autorizada, VIP, vigiada e a que o cliente inventar. Cada matrícula pode ainda ter o seu próprio horário.
Dez tipos de acesso
Cancela, portão, torniquete, pilarete, portão de garagem, barreira de fosso… ou apenas registar a passagem sem abrir nada. A sequência de abertura monta-se a partir da web, passo a passo.
Origem, destino e tempos
Dois pontos de leitura e uma subtração: quanto se demora mesmo a atravessar um troço. É um dado de gestão, não de vigilância.
Estacionamento e lotação
Lugares ocupados e livres, quem está lá dentro agora e desde quando, e aviso quando um veículo está há mais horas do que devia.
Encontrá-lo depois
Dezasseis filtros para encontrar uma passagem entre centenas de milhares: hora, câmara, cor, tipo de veículo, lista. Cada passagem leva a sua fotografia e o seu vídeo.
Caracteres que se parecem
O zero e o O, o um e o I, o oito e o B. Quinze pares conhecidos, que se ligam um a um, e cada um chega com um caso real da própria instalação ou com o aviso de que ali não há nenhum medido.
Entrar duas vezes sem ter saído
O velho «empresta-me o cartão», aplicado ao carro. Pode abrir-se na mesma e ficar registado, ou recusar. E um carro parado à frente da cancela não entra quarenta vezes: é uma só passagem.
Quando não serve, diz-se porquê
Cinco motivos de descarte, contados por hora mesmo que a leitura não seja guardada. Assim vê-se quantas se estão a perder e porquê, em vez de olhar para um contador que só mostra os acertos.
Cada lista diz para que serve
Finalidade declarada, base legal e prazo próprio de conservação, de um dia a dez anos, com eliminação no fim. Um registo de tratamento não se improvisa na semana da auditoria.
Matrículas e controlo de veículos
Uma função que se liga onde é precisa, e só aí
Umas instalações com cancela governam-se hoje com cartões que se emprestam, comandos que se perdem e um porteiro que sai da guarita para apontar uma matrícula num caderno. Quando é preciso saber que camião entrou na terça às sete, a resposta está nesse caderno ou não está em lado nenhum. O IRIS lê a matrícula enquanto o veículo entra, compara-a com as listas que o cliente carregou e decide nesse mesmo momento se abre ou não. A credencial deixa de ser um plástico e passa a ser o próprio veículo: não se empresta, não se perde e não fica em casa. E cada passagem fica guardada com a sua hora, a sua câmara, a sua fotografia e o seu vídeo.
Este site passa nove zonas a dizer que o IRIS não lê matrículas, e nessas câmaras é verdade. A leitura de matrículas é uma função que se liga câmara a câmara, e de fábrica vem desligada. No controlo de acessos de um parque de estacionamento liga-se, porque é para isso que serve. Na câmara do recreio de uma escola não se liga, porque não faz falta nenhuma: ali o IRIS continua a ver um veículo, não uma matrícula. Cada instalação decide onde sim e onde não, e essa decisão fica escrita com a sua data e o seu responsável. A função é pedida por qualquer caderno de encargos de controlo de acessos. O que não é habitual é poder responder, com data e com nome, em que câmaras exatas está ligada. Tê-la tem-na muita gente; tê-la sob controlo, bastante menos.
Quatro coisas, e nenhuma é «ler um número». A primeira são as listas: a cancela abre-se sozinha a quem se deve abrir e à hora que lhe toca, e uma lista de bloqueio nunca fica tapada por uma de permissão. A segunda é a origem e o destino: com dois pontos de leitura e uma subtração sabe-se quanto demora mesmo um camião entre a portaria e o cais, que percursos se repetem e que veículos entraram e ainda não saíram. Isso já não é segurança, é operação: mede o congestionamento de que toda a gente se queixa sem o conseguir demonstrar, e não persegue ninguém. Vender uma cancela que se abre sozinha fá-lo qualquer um; pôr esse número em cima da mesa, muito pouca gente. A terceira é o controlo de acessos em si: dez tipos de ponto — de uma cancela a um pilarete, ou apenas registar a passagem sem abrir nada — e uma sequência de abertura que o cliente monta passo a passo a partir da web. E a quarta é o estacionamento: lugares livres, lotação contada por veículos identificados e aviso quando alguém está lá dentro há mais horas do que o previsto.
O que não faz também se diz. Não se lê a marca nem o modelo: sabe-se o tipo de veículo e a cor, e quando a câmara não os viu bem, o campo fica vazio em vez de se preencher com algo que pareça real. Também não há deteção de via; há sentido de passagem e rumo de entrada e de saída, que é o dado que existe mesmo. O motor decide e regista, mas não mexe cancelas por sua conta: abrir à mão é uma permissão à parte, pede um motivo escrito e fica em nome de quem o fez. Regista-se tudo, também o que é recusado — que é a chamada do cliente às oito da manhã — e meses depois é possível reconstruir por que se abriu aquela cancela naquele dia e com que critério estava configurada nessa altura. Tudo viaja por uma única porta, a 443, e funciona com a instalação desligada da internet.
Uma matrícula a sério não está limpa, nem direita, nem bem iluminada. Por isso uma passagem não é uma leitura: são dezenas enquanto o veículo atravessa o campo da câmara, e o sistema trata-as como uma única passagem, porque basta que uma saia bem. Depois há o problema dos caracteres que se parecem: o zero e o O, o um e o I, o oito e o B. O IRIS mantém um catálogo de quinze pares conhecidos e ligam-se um a um, não em bloco, porque não valem todos o mesmo: quando o que baila é uma letra contra um algarismo, o formato do país costuma desempatar; quando bailam dois algarismos, não desempata nada, e esse par vem desligado de fábrica. E cada par chega com um caso real da própria instalação — duas matrículas que diferem só nesse carácter — ou com a indicação de que ali não há nenhum medido. Nunca com um exemplo inventado.
O que não se lê bem não se guarda, mas também não se cala. Há cinco motivos para uma leitura ser descartada — leva um carácter que não devia, é demasiado curta, demasiado longa, não tem um único algarismo, ou o sistema não está suficientemente seguro — e cada um é contado por hora mesmo que a leitura seja deitada fora. É a única coisa que dela fica, e é o que permite ver quantas se estão a perder naquela câmara e porquê, em vez de olhar para um contador que só mostra os acertos. O ecrã diz sempre quantas matrículas e quantas leituras de quantas estão a ser mostradas, e com que filtros: esconder dados em silêncio não é filtrar. E quando um acesso concreto se afasta da regra geral para ser mais permissivo, o ecrã avisa a vermelho antes de guardar, porque uma cancela física devia ser mais estrita do que uma listagem: uma letra de diferença é o portão a abrir-se ao carro errado.
Os números
Contado, não estimado
- 166formatos de matrícula, de 72 países
- 10tipos de ponto de acesso: cancela, torniquete, pilarete…
- 16filtros para encontrar um veículo entre as leituras
- 5permissões independentes; abrir uma cancela é uma à parte
- 15pares de caracteres que o sistema sabe que se confundem
- 32passos no máximo na sequência que abre um acesso
Perguntas
O vosso site diz que o IRIS não lê matrículas. Afinal em que ficamos?
As duas coisas são verdade, e a diferença é a câmara. A leitura de matrículas é uma função que se liga câmara a câmara e de fábrica vem desligada. Onde não se liga — o recreio de uma escola, uma ala de uma prisão, o perímetro de uma obra — o IRIS vê «um veículo» e acaba aí: não lê o número, não o guarda e não o compara com nada. É por isso que nessas páginas dizemos que não lê matrículas: nessas câmaras é literal. Onde é preciso — a cancela de um parque, o portão de um parqueamento de camiões — liga-se, porque é exatamente o que o cliente foi comprar. Quem a ligou, em que câmaras e quando fica na pista de auditoria, por isso a resposta a «onde se leem matrículas nesta instalação?» pode sempre ser consultada, e é sempre uma lista curta e verificável.
O IRIS sabe de quem é o carro?
Não. O IRIS lê o número da matrícula e compara-o com as listas que o cliente carregou, e acaba aí. Não há nenhum registo de proprietários por trás: não consulta nenhuma base de dados oficial, não sabe o nome do dono e não o consegue descobrir. Também não lê a marca nem o modelo. O que sabe é o que a câmara viu — o tipo de veículo e a cor — e quando não os viu bem di-lo, em vez de preencher a lacuna com um palpite. Uma matrícula só significa alguma coisa se o cliente a tiver posto numa lista; e cada lista declara para que serve, com que base legal e quantos dias se conservam os seus dados, de um dia a dez anos, com eliminação no fim do prazo.
O IRIS abre a cancela sozinho?
O IRIS decide, regista e leva a conta de quem está lá dentro. O que mexe fisicamente a cancela é uma sequência que o cliente monta a partir da web, passo a passo, e que se pode ensaiar antes de acontecer o que quer que seja: «o que farias com esta matrícula, neste acesso, a esta hora?», e o ecrã responde pelo mesmo caminho que o motor usa a sério. Abrir à mão é outra coisa e tem a sua própria permissão, separada de todas as demais: é preciso marcar uma caixa, escrever um motivo, e fica em nome de quem o fez. Se a sequência falhar a meio, diz-se em que passo falhou e que pode ter ficado algo aberto, em vez de dar por boa uma abertura que ninguém confirmou. E as credenciais que abrem a cancela nunca saem do servidor: não chegam ao navegador, porque em muitos controladores esse endereço é a chave.
E se a matrícula estiver suja, dobrada ou tapada?
Com lama, com um ângulo mau ou com pouca luz costuma chegar, porque uma passagem deixa dezenas de leituras e basta que uma saia bem. Com uma chapa que não é legível, não: ali não há leitura, e o sistema não inventa nenhuma. O que faz é contar o descarte com o seu motivo, para que se veja quantas se estão a perder naquela câmara. Se se perde uma em cada três, o problema não é o software que o resolve: resolve-se mudando o poste de sítio, mudando o ângulo ou pondo luz, e isso dizemo-lo antes de vender, não depois. Num controlo de acessos, uma matrícula que não se lê sai como «não está em nenhuma lista», fica registada com a sua imagem e a cancela não se abre sozinha: abre-a uma pessoa à mão, com motivo escrito e em nome dela. E atenção, que é outra coisa: dar-se conta de que um veículo circula sem chapa legível não precisa de ler nada, e isso faz-se em câmaras onde a leitura está desligada.
E se se enganar a ler um carácter?
Acontece, e está previsto. Ao comparar com uma lista há três critérios: exato, só confusões conhecidas — que é o de fábrica — e aproximado. O do meio admite diferença unicamente em caracteres que de facto se confundem, e só nos pares ligados; não em qualquer carácter, que é justamente o que faz com que uma comparação frouxa acabe a abrir a cancela ao carro do lado. Para uma cancela pode exigir-se o critério exato, zero caracteres de diferença, e se o ajuste desse acesso ficar mais brando do que a regra geral, o ecrã di-lo a vermelho antes de guardar. Depois há dois pormenores que só aparecem quando isto se montou a sério: o silêncio dos avisos e o estado de quem está lá dentro guiam-se pela matrícula da lista e não pela lida, por isso uma letra trocada não salta o seu próprio silêncio nem conta como uma segunda entrada. E quando duas variantes de uma matrícula partilharam o mesmo seguimento, isso já não é uma parecença: é a prova de que era o mesmo carro, e o ecrã marca-o como tal.
A interface real, passo a passo
Define a regra uma vez. O IRIS aplica-a sempre.
Verá um resumo da interface, reproduzido passo a passo e sem mãos. Cada volta começa com outro caso. A ferramenta completa não cabe numa demonstração.
- Encontra a matrícula
- Lê os caracteres
- Segue a mesma matrícula
Passo seguinte
A indústria
Porque é que a linha parou?
237 casos, e em todos o IRIS avisa quando acontece algo. Vê cada imagem tal como é e depois com o que compreende por cima.
Os estacionamentos
Quantos lugares estão livres neste momento?
15 casos: 9 avisam quando acontece algo e 6 apenas medem. Vê cada imagem tal como é e depois com o que o IRIS compreende por cima.
E o melhor
O turno da noite não o cobre ninguém:cobre-o a câmara que já está ligada.
Não se cansa, não pestaneja e não vai buscar café. O que acontece de madrugada é compreendido como seria ao meio-dia, e quem está de serviço fica a saber enquanto está a acontecer.
Explique-nos o seu problema e dizemos-lhe se o IRIS o compreende ou ainda não.
Respondemos no mesmo dia útil.