CAM-52
Sem capacete no meio das máquinas
O interior de uma obra grande, com o chão de terra batida cheio de marca de pneu. Pelo meio atravessa a pé um grupo de pessoas: o primeiro está de capacete e colete, e os dois de trás estão de cabeça descoberta e sem nada refletivo. Mais ao fundo atravessam outros três, também sem capacete. À direita se move um dumper carregado de entulho com o operador sentado, e mais acima uma escavadeira trabalha ao lado do monte de terra.

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Imagem gerada com IA
O que o IRIS entende
O que ele reconhece nesta cena
- sem capacete
- cabeça descoberta
- sem capacete nem colete
- dumper carregado
- equipamento completo
A regra
Decida uma vez. O IRIS aplica sempre.
Se
uma pessoa a pé entra na área por onde as máquinas se movem e está sem capacete
Então
- avisar o encarregado com a câmera e o ponto exato onde essa pessoa está
- avisar também quem coordena as máquinas, para poder parar a manobra
- guardar os segundos de vídeo com a hora, para a reunião de segurança do dia seguinte
A instrução que configurou isso«Me diz quando alguém atravessar a pé sem capacete por onde as máquinas estão trabalhando, e me diz enquanto ele atravessa, que ali não tem segunda chance.»
O que muda
O que muda para quem responde pela obra
Uma máquina em movimento tem pontos por onde o operador não enxerga, e quem vai a pé nem sempre percebe que está bem num deles. Hoje isso fica por conta do sinaleiro, se tiver, e do costume de cada equipe, que muda a cada subempreiteira. Quando ainda por cima falta o capacete, se perde a única coisa que protege da pancada que já não dá para evitar. Com o IRIS o aviso chega no encarregado e em quem coordena as máquinas enquanto a pessoa está atravessando, com a câmera e o ponto, e ainda sobra margem para parar a manobra. E no fim da semana se enxerga por onde as pessoas atravessam de verdade, que quase nunca é por onde o plano de circulação manda. O IRIS não para a máquina e não substitui o sinaleiro: avisa, e quem decide e age é uma pessoa.
O que costumam perguntar
O IRIS pode parar a máquina?
Parar a máquina ele não pode. O IRIS não está ligado no dumper nem na escavadeira, não encosta nos comandos deles e não manda ordem para equipamento nenhum. O que ele faz é avisar pessoas: o encarregado e quem coordena a manobra, com a câmera e o ponto onde está quem vai a pé, enquanto está acontecendo. Parar a máquina é uma ordem dada por gente, e continua sendo assim de propósito: numa obra, quem conhece o contexto é quem está lá.
O IRIS reconhece o trabalhador que anda sem capacete?
Não reconhece. O IRIS enxerga que tem uma pessoa a pé dentro da área de máquinas e enxerga que falta o capacete nela; quem é, não — rosto ele não lê, base de dados ele não consulta e a lista da subempreiteira ele não cruza. O aviso diz que tem alguém sem capacete na passagem do dumper; nome ele não diz, e por isso ele não pode ser usado para punir um trabalhador. Serve para ir lá e corrigir antes que seja tarde.
E se a pessoa estiver de costas ou meio tampada por um monte de terra?
De costas o IRIS enxerga do mesmo jeito: para saber que falta um capacete não precisa ver o rosto de ninguém. O que atrapalha mesmo é o corpo ficar tampado por um monte de terra, pela caçamba de um dumper ou pela poeira que uma máquina levanta na seca, e aí pode passar batido. Por isso a zona se desenha em cima do que a câmera enxerga bem, e onde sobra ângulo morto se coloca uma segunda câmera em vez de fingir que uma só cobre tudo. A gente prefere dizer onde não chega a prometer que chega em tudo.
Simulação · como o IRIS funciona
A cada volta, um caso novo. Sempre a mesma tela.
Ele roda sozinho e mostra um caso do começo ao fim. É um resumo: a tela de verdade tem muito mais função do que cabe neste quadrado.
- Você monta a regra
- Ela vale nas câmeras
- Publicada, ela vigia sozinha
- E então ela dispara
Próximo passo
A rodovia
Quem vigia uma rodovia inteira?
10 casos: 8 avisam quando acontece alguma coisa e 2 só medem. Você vê cada imagem como ela é e depois com o que o IRIS entende por cima.
O transporte público
Quem vigia uma estação inteira no horário de pico?
17 casos: 11 avisam quando acontece alguma coisa e 6 só medem. Você vê cada imagem como ela é e depois com o que o IRIS entende por cima.
E o melhor
Tem noite de cerraçãoem que a imagem não serve pra nada. E a gente não disfarça.
Contraluz, chuva forte, um poste queimado. O IRIS trabalha com o que a câmera põe na frente dele; quando não tem imagem, avisa que não tem, em vez de inventar uma resposta.
Conte o seu problema e a gente diz se o IRIS entende isso ou ainda não.
A gente responde no mesmo dia útil.