CAM-53
A pé pelo portão de caminhões
A entrada de veículos de uma obra em plena cidade: a guarita, as cancelas e os semáforos da pista de entrada. Um caminhão betoneira está entrando neste momento, e atrás espera outro caminhão. Na frente do bico da betoneira atravessa a pé uma fileira de gente: dois estão de capacete e colete, um está de colete mas sem capacete, e outros cinco vão de cabeça descoberta e sem nada refletivo. À direita, o contêiner com as placas de equipamento obrigatório, as grades e um cone.

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Imagem gerada com IA
O que o IRIS entende
O que ele reconhece nesta cena
- a pé na pista
- cabeça descoberta
- sem capacete nem colete
- caminhão betoneira
- equipamento completo
A regra
Decida uma vez. O IRIS aplica sempre.
Se
uma pessoa a pé atravessa a pista de entrada de veículos, e ainda por cima está sem capacete ou sem colete
Então
- avisar o controle de acesso com a câmera, a pista e a hora
- marcar como urgente se naquele momento tiver caminhão entrando ou saindo
- registrar quantas vezes acontece e em que faixa de horário, para saber se falta uma passagem de pessoas
A instrução que configurou isso«Me avisa se alguém entrar a pé pela entrada de caminhões, e mais ainda se for sem capacete: por ali não deveria passar ninguém a pé.»
O que muda
O que muda para quem responde pela obra
A entrada de caminhões é o lugar da obra onde pior se enxerga: o motorista vai alto, o bico é comprido e na frente fica um ângulo onde ele não vê ninguém. Se ainda por cima as pessoas atravessam ali porque é o caminho curto até o vestiário, a mistura está feita. Hoje isso fica por conta de quem está na guarita, que ao mesmo tempo confere romaneio, abre a cancela e atende o telefone. Com o IRIS o aviso chega enquanto a pessoa ainda está na pista, e chega marcado como urgente se naquele momento tiver caminhão entrando. Fica também a contagem de quantas vezes acontece e em que hora, e esse número costuma dizer uma coisa incômoda: que a passagem de pessoas está no lugar errado e precisa mudar. Arrumar a entrada é o que tira o risco de verdade; o aviso só tampa o buraco enquanto isso.
O que costumam perguntar
Não basta a placa de proibida a passagem de pedestres?
A placa de proibida a passagem de pedestres é necessária, só que não basta: nesta mesma imagem a placa está lá e as pessoas atravessam do mesmo jeito. Uma placa informa uma vez; uma câmera olha todas as vezes. O que o IRIS acrescenta não é substituir a placa, é saber quantas vezes ela é ignorada, a que hora e por onde, e avisar enquanto está acontecendo. Essa contagem é o que permite decidir se a passagem de pessoas tem que mudar de lugar ou se falta um corredor cercado, que é a solução de verdade.
Isso serve para punir o trabalhador que atravessou?
Não, para punir o trabalhador que atravessou isso não serve, porque o IRIS não identifica ninguém. Ele enxerga que tem uma pessoa a pé na pista dos caminhões e que ela está sem capacete; QUEM é essa pessoa, não — rosto não é lido, base de dados não é consultada, registro de ponto não é cruzado. O aviso é sobre um lugar e um momento, não sobre alguém. Se numa obra o sistema virasse ferramenta de apontar gente, a própria obra pararia de usar em duas semanas, e é o contrário do que a gente quer.
Distingue alguém a pé de um motorista que desce do caminhão?
Distingue, e tem que distinguir, senão o aviso dispara vinte vezes por dia e para de servir. O motorista que desce da cabine, entrega o romaneio e sobe de novo está fazendo o trabalho dele e não é um incidente. A regra se desenha em cima da imagem: se marca a pista, se deixa de fora o espaço onde os caminhões param, e se pede que a pessoa fique alguns segundos ali e venha da rua. Assim o aviso fica para o que preocupa mesmo: alguém entrando a pé por onde entram os caminhões.
Simulação · como o IRIS funciona
Entra tudo pela câmera. Só o que importa chega aqui.
Aqui está resumido o que o IRIS faz com um aviso, desde que ele aparece até fechar. Na tela de verdade tem muito mais; isto é o fio principal.
- O aviso dispara
- Abre o aviso
- Confirma ou descarta
Próximo passo
A unidade fechada
Quem está olhando a tela do pátio quando o número sobe rápido num canto?
17 casos: 16 avisam quando acontece alguma coisa e um só mede. Você vê cada imagem como ela é e depois com o que o IRIS entende por cima.
O hospital
Quanto tempo passa até alguém andar naquele corredor às 4h da manhã?
13 casos: 12 avisam quando acontece alguma coisa e um só mede. Você vê cada imagem como ela é e depois com o que o IRIS entende por cima.
E o melhor
A gente prefere prometer de menos.Que a surpresa seja a primeira semana, não o folheto.
O que não dá, a gente fala no primeiro dia e não no último. A gente prefere uma lista curta que se cumpre inteira a uma lista longa que cai assim que liga.
Conte o seu problema e a gente diz se o IRIS entende isso ou ainda não.
A gente responde no mesmo dia útil.