CAM-137
A briga que não faz roda
A passagem lateral entre o edifício e o recreio, a meio da manhã. Contra a parede está um rapaz; à frente, três colegas fecham-lhe a saída e um tem o braço esticado na sua direção. À volta, nada: um banco vazio, um caixote e a sombra da árvore. A dezoito metros, dois alunos atravessam a passagem sem virar a cabeça, e ao fundo o recreio segue o seu curso. Em todo o enquadramento não há um único adulto. Na imagem nem sequer se distinguem os rostos, e não é preciso: o IRIS vê a forma — alguém contra o muro e vários a fechar-lhe a saída — e em que ponto da passagem está. Não sabe quem é nenhum daqueles miúdos, não diz quem empurra e quem recebe e não sabe o que aconteceu antes.

Ative o IRIS Vision
Imagem gerada com IA
O que o IRIS compreende
O que reconhece nesta cena
- contra a parede, com a saída fechada
- o recreio, a seguir o seu curso
O que esta câmara mede
Um aviso diz que se passa algo. A leitura diz quanto.
- 48 sDura há
- 0Crianças que se aproximaram
- 18 mPessoa mais próxima
- 0Adultos no enquadramento
- 11:47Hora do aviso
Os números deste ecrã são um exemplo da ilustração, não a medição de nenhum cliente.
A regra
Decide uma vez. O IRIS aplica sempre.
Se
na passagem lateral alguém fica contra a parede com várias pessoas a fechar-lhe a saída e isso se mantém mais do que uns segundos
Então
- avisar o professor de serviço com a câmara e o ponto exato da passagem
- guardar o vídeo do momento, a partir de alguns segundos antes do aviso
- registar a hora e o ponto, para saber que cantos da escola ficam sem ninguém à frente
A instrução que o configurou«Avisa-me se na passagem lateral alguém ficar contra a parede com vários a fechar-lhe a saída, mesmo que não se aproxime mais ninguém.»
O que muda
O que muda para a equipa da escola
Uma briga que faz roda descobre-se sozinha: a roda anuncia-a. Esta não a descobre ninguém. Acontece à vista, a vinte passos do recreio, e continua porque ninguém se aproxima. Que um miúdo passe o recreio com as costas contra uma parede é intolerável, e convém dizê-lo assim: intolerável o comportamento, nunca uma criança da imagem. E o problema não é que a escola não queira saber; é que hoje não pode: dois professores, trezentas crianças e uma passagem lateral que ninguém tem à frente. O IRIS não separa ninguém e não evita nada. Avisa enquanto está a acontecer, com a câmara e o ponto, e quem vai lá e o para é uma pessoa da escola. Deixa guardado o vídeo do momento, que é o que depois sustenta o que se conta a uma família. O que não faz, hoje nem nunca: dizer quem é cada criança.
O que costumam perguntar
Isto não vai disparar sempre que uns miúdos se abracem ou brinquem?
Não, se a regra estiver bem escrita. Um abraço, uma brincadeira de mãos ou um empurrão a brincar desfazem-se sozinhos em dois segundos e não deixam ninguém contra a parede. O que dispara o aviso é uma forma que se mantém: alguém de costas contra o muro e vários a fechar-lhe a saída, durante o tempo que a escola decidir. E como o aviso vai para uma pessoa, ninguém fica castigado por uma deteção: o professor chega-se, vê que era brincadeira e fecha aquilo em cinco segundos.
Quem recebe o aviso e o que se faz com o vídeo de um menor?
O aviso chega a quem a escola disser: normalmente o professor de serviço e a direção, e a mais ninguém de fora. O vídeo fica na escola, e quem o pode ver e quanto tempo se conserva escreve-se antes de instalar seja o que for. E convém dizê-lo com todas as letras: o IRIS não identifica nenhum menor. Não reconhece rostos, não os compara com nenhuma base de dados, não guarda quem é ninguém e não tem ficha de nenhum aluno. Nesta imagem nem sequer se distinguem os rostos e o aviso sai à mesma: o que se deteta é a situação, não as pessoas.
Isto não transforma o recreio num sítio vigiado onde as crianças não podem ser crianças?
O recreio já está vigiado, por dois professores que não podem estar em todo o lado. Aqui não se olha mais: olha-se onde não chega ninguém. Correr, gritar, brincar e discutir não geram aviso nenhum; o único que gera é alguém a quem não deixam sair. Numa sala de aula, numa casa de banho ou num balneário não se põe câmara, e não é configuração: não se põe. E não há historial de nenhum aluno: isso exigiria reconhecer rostos, e não se reconhecem.
Simulação · como funciona o IRIS
Uma câmara olha. O IRIS percebe o que está a ver.
Um extrato do ecrã real, sem locução e sem mãos. Cada volta apresenta outra situação. O que está por trás é bastante maior do que o que se vê.
- Monta-se a regra
- Aplica-se às câmaras
- Publicada, vigia sozinha
- E então dispara
Passo seguinte
Os centros comerciais
O que vê um centro comercial além do número de visitas?
12 casos: 4 avisam quando acontece algo e 8 apenas medem. Vê cada imagem tal como é e depois com o que o IRIS compreende por cima.
Os aeroportos
O que vê um aeroporto antes de a fila se formar?
14 casos: 7 avisam quando acontece algo e 7 apenas medem. Vê cada imagem tal como é e depois com o que o IRIS compreende por cima.
E o melhor
As câmaras que comprou há anoscontinuam a servir. O que lhes faltava não era qualidade.
Era alguém que olhasse. O IRIS liga-se à instalação que já tem — os mesmos equipamentos, os mesmos cabos — e essas imagens passam de guardadas a compreendidas.
Explique-nos o seu problema e dizemos-lhe se o IRIS o compreende ou ainda não.
Respondemos no mesmo dia útil.