Pular para o conteúdo
IRIS NEURALFale com a gente

Soluções por tipoAnálise de mobilidade

Quanto se está esperando agora, de verdade?

Fila não se estima: se mede

Quase onze da noite na chegada internacional. O serpentinado do controle está cheio nos quatro trechos e a fila se perde no fundo do corredor: mil e duzentas pessoas. Dos dezoito postos, onze estão apagados. O último que entrou vai levar mais de uma hora até chegar no balcão. Amanhã, no relatório, isso vai ser escrito com duas palavras: “teve fila”.

36 câmeras em 10 setores

É assim que se pede

«Me avisa se a espera no controle passar de quarenta minutos e ainda tiver posto por abrir.»

“Teve fila” não dá para discutir com ninguém. Não diz quantos minutos, não diz em que hora começou e não diz quantos postos estavam abertos quando começou. Sem esse número, a conversa com quem monta a escala é uma opinião contra outra, e se repete igual na terça seguinte na mesma hora. Enquanto isso, quem esperou uma hora não reclama no balcão: reclama na internet, e aquela avaliação tem hora marcada.

Se decide uma vez

Aqui não tem uma frase, tem uma área desenhada. A casa traça em cima da imagem onde a fila começa e onde ela termina, e decide uma vez a partir de quantos minutos quer o aviso, em que faixas de horário e para quem ele vai. Linha não se descreve falando: se traça. Por isso o número sai sempre igual, na terça e no domingo, e dá para conferir de novo em cima do mesmo vídeo. O IRIS aplica em todos os turnos, sem ninguém repetir nada.

O aeroporto é o exemplo grande, mas a cena se repete em lugares que não se parecem nada com ele. Numa agência bancária tem cinco pessoas de pé atrás do cordão, uma funcionária atendendo e um posto montado por inteiro — tela ligada, papelada no lugar — que há um quarto de hora não tem ninguém. Numa praça de alimentação no sábado, a fila do primeiro balcão dobra o corredor com onze minutos de espera enquanto no terceiro se espera dois. No saguão de um hospital, o balcão está vazio e tem gente na frente esperando alguém voltar.

Em todos esses lugares existem duas perguntas, e elas não são a mesma. A primeira é “está acontecendo agora?”, e se responde com um aviso: a espera passou do limite e ainda tem posto por abrir. A segunda é “quando é que acontece sempre?”, e se responde com uma curva: a fila de quinta às oito e meia, a de sábado às duas e vinte, a de todo primeiro dia do mês. A primeira salva a tarde. A segunda muda a escala, e por isso vale mais.

E tem um detalhe que pesa: o número não depende de quem olha. Ele é medido igual todo dia, em cima da mesma área desenhada, e dá para conferir no vídeo. Quando o dado é discutível, a reunião discute o dado. Quando ele não é, a reunião discute o que fazer.

O que muda

Antes isso era estimado a olho, ou alguém era colocado com um cronômetro uma semana por ano. No resto do tempo, o dado era a sensação de quem estava de turno.

Agora a espera é um número medido o dia inteiro, todos os dias, e a curva de quinta pode ser colocada do lado da curva da quinta anterior. Quem defende mais um turno às oito já não defende com impressão: defende com as últimas oito semanas.

Onde a gente já viu isso

  • Desembarque internacional, quase onze da noite, umidade e ar parado. O zigue-zague do controle de imigração está cheio nos quatro trechos e a fila some no fundo do corredor: seiscentas e vinte pessoas. São catorze guichês; em sete tem alguém atrás do vidro, os outros sete estão apagados. Do lado esquerdo sobra um corredor largo e vazio, onde caberia outra fila inteira. O IRIS mede três coisas enquanto a fila anda: quantos minutos se espera, quanta gente está lá dentro e quantos guichês estão abertos. Nada além disso. Não olha documento, não olha rosto e não sabe quem é ninguém.

    CAM-584Cinquenta e dois minutos de fila e sete guichês apagados

    «Me avisa se a espera do controle passar de quarenta minutos e ainda tiver guichê para abrir.»

    Ver esta câmeraOs aeroportos

  • Meio da manhã na agência. Tem cinco pessoas em pé atrás do cordão e uma funcionária só atendendo no balcão. Em primeiro plano, uma mesa de atendimento montada por inteiro — tela ligada, papéis separados, cadeira livre — está faz um bom tempo sem ninguém. O IRIS enxerga as duas coisas ao mesmo tempo: a fila que não anda e a mesa que está pronta e vazia.

    CAM-511Cinco pessoas esperando e um guichê montado sem ninguém

    «Me avisa quando tiver mais de três pessoas esperando e uma mesa ficar mais de quinze minutos montada e sem ninguém.»

    Ver esta câmeraOs bancos

  • Sábado, passada a meia-noite. No caixa central da casa de eventos tem três guichês atendendo e dois apagados à esquerda. Atrás do cordão de veludo espera uma fila de nove pessoas fechando a comanda; o piso na frente dos guichês fechados está vazio. O IRIS conta quantos esperam, quantos guichês estão abertos e quanto dura cada atendimento. Quem é ninguém, ele não sabe: conta corpos, não clientes.

    CAM-527Três guichês abertos, dois apagados e a fila esperando

    «Me avisa quando tiver mais de dez pessoas esperando no caixa central ou quando a espera passar de oito minutos com guichê sem abrir.»

    Ver esta câmeraAs casas de eventos

  • O saguão de um hospital no meio da manhã, com o sol entrando pelo vidro. No centro, o balcão curvo da recepção: monitores ligados, telefones no lugar, pastas em cima da bancada e duas cadeiras vazias. Na frente, três pessoas esperam de pé, olhando para o posto; ao lado, um profissional de jaleco espera também. Na área de espera tem só uma pessoa sentada. O IRIS não olha quem faltou: olha se a zona atrás do balcão está com alguém atendendo.

    CAM-126Balcão de recepção sem ninguém atrás

    «Me avisa se o balcão da recepção ficar sem ninguém atrás por mais tempo do que a gente combinou, principalmente se tiver gente esperando na frente.»

    Ver esta câmeraO hospital

  • Oito e meia da manhã, salão do café da manhã lotado. Duas ilhas de bufê com gente se servindo em volta, quase todas as mesas ocupadas e alguns hóspedes em pé com o prato na mão, sem lugar para sentar. No balcão de entrada tem uma fila segurada atrás do cordão: não entra mais ninguém até vagar uma mesa. O IRIS conta quanta gente está lá dentro, quanta espera, quantas mesas vagam e que áreas ficam saturadas.

    CAM-498O salão do café da manhã lotado e a fila sem andar

    «Me avisa quando tiver mais de dez pessoas esperando na entrada ou quando o corredor do bufê ficar cinco minutos sem dar passagem.»

    Ver esta câmeraOs hotéis

  • Seis da manhã na doca refrigerada, depois do temporal da madrugada. A porta da câmara fria está escancarada e o frio sai em vapor para a doca. Um operador espera de pé no vão, de braços abertos. Lá fora, no piso molhado, tem quatro cargas na fila: uma palete de caixas brancas de peixe, um carrinho de fruta, uma palete com filme stretch e uma bandeja de verdura. Uma empilhadeira descarrega a carreta da esquerda. O IRIS cronometra a porta e cada palete separadamente.

    CAM-277A câmara fria aberta e a carga esperando lá fora

    «Me diz há quanto tempo a porta do frio está aberta e há quanto tempo as paletes estão lá fora, e me avisa se passar de cinco minutos.»

    Ver esta câmeraA indústria

  • Sábado, duas e vinte da tarde, praça de alimentação lotada. Na frente do primeiro balcão a fila dobra e sai para o corredor: onze minutos de espera. No segundo esperam seis; no terceiro, dois. A área de mesas está quase completa e sobram só seis livres de oitenta e quatro. Pela escada rolante segue chegando gente. Aqui o IRIS não pergunta nada: tem uma linha traçada em cada balcão e duas áreas sobre o piso. Ele conta quem entra na fila, quem chega a pedir e quantas mesas sobram.

    CAM-541A fila da praça de alimentação não anda e nem tem mesa

    «Me avisa se a espera em algum posto passar de oito minutos ou se sobrarem menos de dez mesas livres.»

    Ver esta câmeraOs shoppings

  • Fim de tarde na rampa de entrada. A cancela está abaixada e o semáforo de acesso, em vermelho. Na frente da máquina espera um SUV claro; atrás, um carro cinza, um carro azul em primeiro plano e mais três descendo a rua. A fila saiu do acesso e ocupa a faixa da rua. O IRIS conta quantos veículos estão esperando e faz quanto tempo o último está parado.

    CAM-463Seis carros esperando e a fila já chegou na rua

    «Me avisa quando tiver mais de cinco carros esperando na rampa e me diz faz quanto tempo o último está ali.»

    Ver esta câmeraOs estacionamentos

  • Duas máquinas de venda de passagem, uma do lado da outra. Numa delas a tela está apagada e ninguém chega perto; na frente da outra se formou uma fila.

    CAM-90Máquina de passagem com defeito

    «Me avisa se uma máquina parar de ser usada enquanto a do lado tem fila.»

    Ver esta câmeraO transporte público

  • Meio-dia numa usina solar do interior, com poeira vermelha grudada no domo. As fileiras acompanham o sol viradas todas para o mesmo lado, menos uma: a do meio parou ao contrário e mostra o verso dos módulos e a estrutura nua. As vizinhas, de um lado e do outro, seguem alinhadas entre si. A comparação cabe inteira no mesmo enquadramento, e é por isso que a diferença aparece a olho nu.

    CAM-359Uma fileira de rastreadores virada ao contrário das outras

    «Me avisa se alguma fileira de rastreadores ficar com orientação diferente das vizinhas por mais de uma hora.»

    Ver esta câmeraA indústria

O que ele não faz

O IRIS não encurta a fila: ele mostra a fila. Não sabe por que um posto está lento e não julga quem atende, porque não olha as pessoas uma a uma e não sabe quem elas são.

Ele conta quanta gente tem dentro da área desenhada e quanto tempo aquilo leva para sair. Abrir outro guichê, mover alguém ou deixar como está continua sendo decisão da casa, e tem que continuar sendo.

Perguntas

Como ele mede quanto tempo alguém espera se não identifica ninguém?
Porque ele não precisa saber quem é ninguém. A espera sai do fluxo: quanta gente tem dentro da área desenhada e a que ritmo aquilo está saindo lá na frente. Com esses dois números se sabe quanto vai levar o último que entrou, do mesmo jeito que se calcula quanto tempo um reservatório leva para esvaziar. Não tem rosto, não tem nome e não tem ninguém sendo seguido: tem uma área, um contador de entrada e um de saída.
Precisa colocar câmera nova?
Nem sempre, e depende de uma coisa concreta: se a câmera que já está lá enxerga a fila inteira e enxerga de cima. Uma câmera de segurança apontada de frente para o balcão serve para ver quem está ali, mas não serve para contar bem a fila, porque as pessoas se tapam umas às outras. Contar pede um enquadramento alto e limpo em cima da área de espera. Em muito lugar isso já existe; em outros é mais uma câmera, e não uma instalação nova.
O dado serve para decidir turno e efetivo?
É para isso que ele mais rende. Uma tarde ruim se resolve com o aviso do dia; a escala do mês só muda com oito semanas de curva. Medida por faixa, a espera revela três coisas que ninguém tinha: a hora em que ela começa mesmo a subir, quanto tempo ela leva para ceder depois que um posto abre, e quais dias fogem do padrão dos outros. Com isso, a reunião para de discutir se a fila era grande e passa a discutir o que se faz com ela.
E se a fila dobra a esquina e sai da câmera?
Aí o número sai curto, e isso precisa ser dito antes e não depois. O que não aparece, não é contado: se a fila sai do enquadramento, a espera medida é a da parte visível. Isso se resolve de dois jeitos, os dois normais: encadeando a câmera do lado para a área continuar, ou escolhendo um ponto de câmera que cubra o pior dia e não o dia normal. É uma decisão de instalação, tomada no começo.

Ver todas as perguntas

Um caso diferente a cada volta

Veja o que acontece. E veja o que o IRIS faz com aquilo.

Isso não é vídeo gravado e não é desenho: é a ferramenta de verdade, resumida, com um caso diferente a cada volta. Ela inteira não cabe num quadrado.

  1. Você pergunta
  2. O IRIS procura
  3. Ele te mostra
IRIS NEURAL
30ES
IRISDirectoGrabacionesGISIncidencias3996SituaciónCasosLPRAutomatizacionesIRIS DATA
Pergunte ou peça alguma coisa…Enviar
IRIS · Infinity Neural

Não achou o seu aqui?

Estas palavras são as que a gente tem montadas, não as que o IRIS entende. A lista é curta de propósito: você pede com uma frase, e frase não acaba. Conte o que você tem na frente das suas câmeras e a gente diz se ele entende, ou se ainda não.

Ver todas as soluçõesConte para a gente o que você vê

E o melhor

Dez câmeras ou quatro mil:nenhuma fica sem alguém olhando.

No dia em que o IRIS entra, entram todas: as dez de uma escola ou as quatro mil de uma rede inteira. E ele só levanta a mão quando acontece aquilo que você pediu para olhar.

Conte o seu problema e a gente diz se o IRIS entende isso ou ainda não.

A gente responde no mesmo dia útil.