CAM-508
Alguém atravessa a porta de serviço com uma caixa
A porta dupla de serviço está escancarada e por trás vê-se a copa e o corredor da cozinha. Uma pessoa sem o uniforme da casa atravessa-a para dentro com uma caixa de cartão nas mãos. À esquerda, uma empregada de andares, parada junto ao seu carro, segue-a com o olhar. Ao centro, o supervisor de piso levanta os olhos do tablet. À direita espera um carro carregado de encomendas. O IRIS não diz quem é essa pessoa nem ao que vai: diz que alguém atravessou uma porta que não é de passagem pública, e di-lo enquanto está a acontecer.

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Imagem gerada com IA
O que o IRIS compreende
O que reconhece nesta cena
- pessoa a atravessar a soleira
- porta de serviço para a copa
- caixa de cartão nas mãos
- placa de acesso restrito
- empregada de andares a observar
- carro de limpeza
- supervisor com o tablet
- carro com as encomendas
O que esta câmara mede
Um aviso diz que se passa algo. A leitura diz quanto.
- 6 sTempo desde a passagem
- 2 min 10 sTempo com a porta aberta
- 54Passagens por esta porta hoje
- 2Pessoal na zona
- 09:41:12Vídeo guardado desde
Os números deste ecrã são um exemplo da ilustração, não a medição de nenhum cliente.
A regra
Decide uma vez. O IRIS aplica sempre.
Se
alguém atravessa a porta de serviço sem o uniforme da casa, ou a porta fica aberta mais de um minuto
Então
- avisa o supervisor de piso com a câmara, a hora e o sentido da passagem
- guarda o vídeo desde dez segundos antes da passagem, para se ver chegar
- regista a passagem no registo da porta, haja aviso ou não
A instrução que o configurou«Avisa-me quando alguém atravessar a porta de serviço sem o uniforme da casa, e guarda sempre o vídeo do que entra e do que sai por ali.»
O que muda
O que muda para a direção e para a receção
Pela porta de serviço entra o hotel inteiro: a comida, a roupa, a manutenção, as encomendas. E por ali também sai. Hoje essa porta é controlada por quem passa à frente, se passar. O que muda é que cada passagem fica com a sua hora e o seu vídeo, e que ao fim do mês se sabe quantas entregas houve, a que horas e quanto tempo a porta fica aberta. O limite é claro: o IRIS vê a passagem da porta. Não vê o que há dentro da caixa e não sabe se a entrega estava prevista; isso di-lo a guia de remessa. E onde há câmara é na copa, na cozinha, no armazém e na lavandaria, que são zonas de trabalho. Nos vestiários do pessoal, não: ficam de fora, como os quartos e as casas de banho.
O que costumam perguntar
O IRIS diz que essa pessoa está a fazer algo de mal?
Não, e não pode. A única coisa que afirma é que alguém atravessou uma porta que não é de passagem pública. Pode ser um estafeta com uma entrega prevista, um técnico que foi chamado ou alguém que se enganou na porta. O IRIS não julga nem adivinha intenções: põe o facto e o vídeo à frente da pessoa que pode decidir, e fá-lo enquanto está a acontecer, que é quando ainda se pode perguntar.
Reconhece o pessoal pela cara?
Não. O IRIS não reconhece caras nem as compara com nada. O que distingue é a roupa: o uniforme da casa vê-se diferente da roupa de rua, tal como numa obra se vê diferente um colete refletor de uma t-shirt. Vê peças de roupa, não pessoas. Se o hotel preferir nem isso, a regra pode ficar só na passagem da porta.
Onde se põe uma câmara destas e onde não?
Põe-se onde se trabalha e onde passa mercadoria: a porta de serviço, a copa, o armazém, a cozinha e a lavandaria. Não se põe onde alguém tem direito a estar sossegado: quartos, casas de banho e vestiários do pessoal ficam de fora, e não é uma configuração que se possa mudar a meio. E onde há câmara, avisa-se: a sinalização faz parte da instalação, não é um extra.
Outras câmaras
- CAM-495 · A fila da receção decide a avaliação que vão escrever
- CAM-496 · Quarenta hóspedes atravessam o pátio e a receção ainda não sabe
- CAM-497 · Dezanove pessoas à espera e um único balcão aberto
- CAM-498 · A sala está cheia e a fila não passa do atril
- CAM-499 · A mesa está há oito minutos por levantar e há gente à espera de lugar
- CAM-500 · Quatro à espera de pé e cinco mesas postas sem ninguém
A interface real, passo a passo
Define a regra uma vez. O IRIS aplica-a sempre.
Verá um resumo da interface, reproduzido passo a passo e sem mãos. Cada volta começa com outro caso. A ferramenta completa não cabe numa demonstração.
- Desenha a linha
- Conta-se sozinho
- Sai um número
Passo seguinte
A escola
Quem vê a criança que caiu na outra ponta do recreio?
13 casos: 12 avisam quando acontece algo e 1 apenas medem. Vê cada imagem tal como é e depois com o que o IRIS compreende por cima.
As infraestruturas
Quem está a olhar para uma instalação onde quase nunca está ninguém?
44 casos, e em todos o IRIS avisa quando acontece algo. Vê cada imagem tal como é e depois com o que compreende por cima.
E o melhor
O turno da noite não o cobre ninguém:cobre-o a câmara que já está ligada.
Não se cansa, não pestaneja e não vai buscar café. O que acontece de madrugada é compreendido como seria ao meio-dia, e quem está de serviço fica a saber enquanto está a acontecer.
Explique-nos o seu problema e dizemos-lhe se o IRIS o compreende ou ainda não.
Respondemos no mesmo dia útil.