CAM-128
Tem alguém atendendo esta ala?
Um corredor de internação. Duas pessoas de uniforme atravessam conversando, uma com um tablet na mão; ao fundo vêm outras duas, uma de jaleco e outra de uniforme. À esquerda, a porta de correr de um leito está aberta e dá para ver a cama arrumada e vazia. Ao fundo, à direita, as cadeiras junto ao vidro com acompanhantes esperando. Esta câmera não avisa nada: ela mostra um estado que se consulta. E o que interessa não é onde está cada profissional, e sim se esta zona tem alguém atendendo. O IRIS separa uniforme de roupa de rua, como o capacete numa obra; quem é a pessoa, ele não sabe, e se é a mesma de uma hora atrás, também não.

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Imagem gerada com IA
O que o IRIS entende
O que ele reconhece nesta cena
- de uniforme na zona
- de uniforme ao fundo
- leito com a porta aberta
- porta de correr
- cadeiras de espera
O que esta câmera mede
Um aviso diz que está acontecendo algo. A leitura diz quanto.
- 2De uniforme na zona
- 1Mínimo definido pelo hospital
- 58 minZona coberta, última hora
- 2 minMaior período sem ninguém
- 6Pessoas no enquadramento
- 07:52Hora da consulta
Os números desta tela são um exemplo da ilustração, não a medição de nenhum cliente.
A regra
Decida uma vez. O IRIS aplica sempre.
Se
a zona fica sem ninguém de uniforme por mais tempo do que o hospital definiu
Então
- mostrar isso no painel de estado da unidade, sem interromper ninguém: aqui não toca nada
- somar esses minutos ao tempo em que a zona ficou descoberta na hora
- não guardar nada sobre quem estava ali: a zona sim, a pessoa não
A instrução que configurou isso«Me diz se este corredor tem alguém atendendo agora, e quantos minutos da última hora ele ficou sem ninguém.»
O que muda
O que muda para quem toca a operação
Quem responde pela enfermagem não precisa saber onde está cada pessoa do turno: isso ela sabe. O que não tem como saber é que, às quatro da manhã, o corredor de uma unidade está há vinte minutos sem ninguém porque as duas pessoas de plantão entraram em dois quartos ao mesmo tempo. Isso não é culpa de ninguém e não se resolve olhando para ninguém: se resolve sabendo quantos minutos de cada hora a zona ficou descoberta e mexendo na distribuição ou no reforço. O IRIS devolve esse número por ZONA, nunca por pessoa. Não sabe quem é ninguém, não sabe se quem está agora é quem estava antes, e daqui não sai folha de ponto nem relatório sobre ninguém, porque não tem com o que montar. Numa implantação séria isso se conversa com quem representa os trabalhadores antes de instalar qualquer coisa, não depois: câmera que a equipe não aceita é câmera sobrando.
O que costumam perguntar
Isso serve para controlar a equipe?
Não serve, e essa é a linha que não se atravessa. O IRIS não identifica ninguém: não lê rosto, não sabe quem é cada profissional, não guarda ficha e não sabe se quem está ali agora é a mesma pessoa de uma hora atrás. Ele separa uniforme de roupa de rua, do mesmo jeito que separa quem está de capacete numa obra, e nada além disso. O que ele devolve é um dado da ZONA — esta zona ficou coberta cinquenta e oito minutos da última hora —, e não um dado de uma pessoa. Aqui não tem controle de jornada, não tem ponto, não tem medição de produtividade e não tem avaliação de ninguém: não é que esteja desligado, é que com o que a câmera enxerga não dá para fazer. E numa implantação de verdade isso se conversa com quem representa os trabalhadores antes de instalar qualquer coisa, não depois.
Então que pergunta ela responde, exatamente?
A pergunta que ela não responde é onde está a fulana. A que ela responde é outra: tem alguém no posto do terceiro andar agora? São perguntas diferentes, e só a segunda dá para responder olhando uma zona em vez de olhar uma pessoa. A primeira o IRIS não responde nem agora, nem configurado de outro jeito, nem com pedido por escrito. E a segunda é a que faz falta de verdade, porque é ela que deixa montar a escala da madrugada com dado, em vez de com a impressão de que aquela unidade fica curta.
Tem câmera dentro dos quartos?
Não tem, e não vai ter. Estas câmeras olham área comum: corredor, saguão, porta. Nem quarto, nem banheiro, nem sala de exame. Do leito da esquerda se enxerga o que a porta de correr aberta deixa aparecer do corredor, e quando ela fecha não se enxerga nada. Por isso esta câmera não consegue dizer se alguém está atendendo um paciente: ela diz só se no corredor tem gente ou não tem ninguém.
Demonstração · IRIS funcionando
Você define a regra uma vez. O IRIS aplica sempre.
Você vai ver um resumo da interface, rodando passo a passo e sem mão nenhuma. Cada volta começa com outro caso. A ferramenta completa não cabe numa demonstração.
- Entra na caixa
- Abre o aviso
- Confirma ou descarta
Próximo passo
A unidade fechada
Quem está olhando a tela do pátio quando o número sobe rápido num canto?
17 casos: 16 avisam quando acontece alguma coisa e um só mede. Você vê cada imagem como ela é e depois com o que o IRIS entende por cima.
O hospital
Quanto tempo passa até alguém andar naquele corredor às 4h da manhã?
13 casos: 12 avisam quando acontece alguma coisa e um só mede. Você vê cada imagem como ela é e depois com o que o IRIS entende por cima.
E o melhor
A regra se decide uma veze vale sempre do mesmo jeito.
Às 3h da manhã vale o mesmo que ao meio-dia, na câmera um e na câmera quatro mil. Não depende de quem está de turno nem de quão cansado está.
Conte o seu problema e a gente diz se o IRIS entende isso ou ainda não.
A gente responde no mesmo dia útil.