CAM-93
Paragem de autocarro: quem entra e quem fica
Uma paragem com abrigo ao fim da tarde: umas trinta pessoas à espera no passeio e um autocarro que acabou de parar com a porta aberta. O IRIS conta quantos esperam e quantos entram; não sabe quem é nenhum deles.

Ative o IRIS Vision
Imagem gerada com IA
O que o IRIS compreende
O que reconhece nesta cena
- fila
- autocarro
- abrigo
O que esta câmara devolve
Aqui ninguém recebe um aviso. Aqui saem números.
- 34À espera
- 21Entraram
- 4 minEspera média
- 18:00 – 19:00Hora de ponta
- 2.860Total do dia
- 13Ficam para trás
Os números deste ecrã são um exemplo da ilustração, não a medição de nenhum cliente.
O IRIS incorpora o NeuralPax, uma licença independente homologada pelo Centro Español de Metrología para a contagem de pessoas, a lotação e o controlo de afluências. Que o número esteja certo é garantido por um terceiro, não por nós, e é por isso que serve para cumprir a legislação em vigor. A homologação cobre essa medida — contar pessoas —, não o produto inteiro.
A série, não o dado solto
Um número não diz nada. Uma curva diz.
Espera e quem não embarca
- À espera
- Ficam em terra
| Intervalo | À espera | Ficam em terra |
|---|---|---|
| 06 | 18 | 0 |
| 08 | 62 | 13 |
| 10 | 34 | 2 |
| 12 | 28 | 0 |
| 14 | 31 | 1 |
| 16 | 36 | 2 |
| 18 | 74 | 17 |
| 20 | 41 | 3 |
| 22 | 15 | 0 |
Os números deste ecrã são um exemplo da ilustração, não a medição de nenhum cliente.
Como se conta
Contar não se pede a falar. Desenha-se uma linha.
A linha fica colada à porta do autocarro: quem a cruza para dentro soma-se aos que entraram. A zona pintada cobre o abrigo e o troço de passeio onde se espera, e mede quanta gente está lá e desde quando. Quando o autocarro arranca, quem continua dentro da zona é quem ficou para trás. Esse resto não se pede com uma frase: sai de subtrair uma linha a uma zona, e para isso é preciso desenhar as duas sobre o enquadramento.
- linha da porta · Linha de contagem
- zona da paragem · Zona de permanência
O que muda
O que muda para quem opera a estação
Quanta gente entra num autocarro já se sabe: conta-o a máquina de bilhetes. O que ninguém sabe é quanta gente fica na paragem a ver o autocarro cheio ir-se embora, porque quem não entra não valida nada e não aparece em nenhum sistema. Com a linha e a zona postas, esse número finalmente existe: treze pessoas às seis e meia, e não numa terça-feira solta mas em todas as terças. Com isso o responsável da linha pede um reforço àquela hora, ou reparte a frequência de outra maneira, e pede-o com a série de um mês à frente em vez de uma queixa na caixa de correio. E se o reforço entrar, a mesma câmara diz se serviu.
O que costumam perguntar
Como sabe o IRIS que alguém ficou sem entrar?
O IRIS sabe-o a subtrair. Conta quanta gente está na zona da paragem antes de o autocarro chegar, quanta cruza a linha da porta e quanta fica dentro da zona quando o autocarro parte: essa diferença é a gente que não entrou. Há um senão honesto que vale a pena dizer: numa paragem servida por várias linhas, parte dessa gente estava à espera de outra coisa. Por isso o número lê-se por faixas e comparado consigo próprio — se dispara justamente nas partidas da hora de ponta, é capacidade e não acaso — e em paragens com várias linhas ajusta-se com os horários de passagem antes de se dar por bom.
O IRIS reconhece quem apanha o autocarro todos os dias?
Não, o IRIS não reconhece ninguém, nem quem apanha o autocarro todos os dias nem quem o apanha uma vez por ano. Não lê rostos, não compara com nenhuma base de dados, não cruza a contagem com o passe e não guarda quem é ninguém. Conta corpos que cruzam uma linha e corpos que estão dentro de uma zona, e é tudo o que sai desta câmara. Se amanhã alguém quisesse saber quem espera nessa paragem, este sistema não lhe serviria: não foi feito para isso.
Este dado serve para justificar mais frequência?
Sim, este dado serve exatamente para isso, e é a sua razão de ser. Uma frequência muda-se com duas coisas: quanta gente entra e quanta fica para trás. A primeira o operador já tem; a segunda não a tinha ninguém até se desenhar a zona. Com as duas séries juntas, por dia da semana e por faixa horária, vê-se se o problema é de capacidade, de pontualidade ou de repartição entre linhas, e vê-se com números que se podem repetir no mês seguinte. O que este dado não faz é decidir por ninguém: põe o número em cima da mesa para que a decisão se tome a olhar para ele.
Veja com os seus olhos
Em cada volta, um caso novo. Sempre o mesmo ecrã.
Reproduz-se sozinho e mostra um caso do princípio ao fim. É um resumo: o ecrã real tem muitas mais funções do que cabem neste quadrado.
- Monta-se a regra
- Aplica-se às câmaras
- Publicada, vigia sozinha
- E então dispara
Passo seguinte
A estrada
Quem vigia uma autoestrada inteira?
10 casos: 8 avisam quando acontece algo e 2 apenas medem. Vê cada imagem tal como é e depois com o que o IRIS compreende por cima.
Os transportes públicos
Quem vigia uma estação inteira na hora de ponta?
17 casos: 11 avisam quando acontece algo e 6 apenas medem. Vê cada imagem tal como é e depois com o que o IRIS compreende por cima.
E o melhor
Uma parede de monitores impressiona.Ninguém consegue ler quarenta quadrados ao mesmo tempo.
Quantos mais quadrados houver, menos se olha para cada um. O IRIS olha para as quatro mil câmaras ao mesmo tempo e aponta apenas uma: a que precisa de alguém agora.
Explique-nos o seu problema e dizemos-lhe se o IRIS o compreende ou ainda não.
Respondemos no mesmo dia útil.