CAM-909
Estão a desmontá-la
Uma praça em pleno sol, vista a partir da câmara. A mesma pessoa de camisola escura com capuz subiu a um escadote e está à altura do equipamento. Com uma mão segura uma chave de fendas cuja ponta já toca o suporte; com a outra agarra a caixa, tão perto que sai desfocada. Pela margem direita e pelo canto de baixo aparece o próprio suporte da câmara: o enquadramento começou a mexer-se. Atrás continua a praça: uma esplanada com para-sol e gente às mesas, uma fila de laranjeiras, uma scooter estacionada, fachadas claras. O IRIS vê uma ferramenta em contacto com o suporte e uma pessoa ao alcance do equipamento. Não sabe quem é nem o que pretende: não reconhece rostos nem lê matrículas.

Ative o IRIS Vision
Imagem gerada com IA
O que o IRIS compreende
O que reconhece nesta cena
- ferramenta no suporte
- uma pessoa
A regra
Decide uma vez. O IRIS aplica sempre.
Se
uma ferramenta entra em contacto com o suporte, a caixa ou a caixa de ligações, ou o enquadramento começa a rodar enquanto há alguém à frente
Então
- avisar de imediato com a câmara, o ponto e a hora
- pôr de parte o vídeo dos minutos anteriores para que a rotação não o apague
- avisar também a câmara vizinha que cobre este mesmo ponto, para que continue a ver a cena se esta cair
A instrução que o configurou«Avisa-me assim que alguém tocar no suporte ou na caixa de uma câmara com uma ferramenta, mesmo que a imagem ainda se veja bem, e põe o vídeo de parte.»
O que muda
O que muda para quem responde por as câmaras verem
O aviso de que uma câmara ficou sem sinal chega sempre tarde: chega quando já não há nada para ver. Se uma câmara acaba no chão, a última coisa que gravou é um pedaço de céu ou de passeio, e o que servia — quem chegou, com quê, a que horas — aconteceu uns minutos antes, quando ninguém estava a olhar para aquele ecrã. Com o IRIS o aviso sai enquanto a ferramenta está no suporte, com a câmara ainda viva e a praça ainda no enquadramento. E o vídeo desses minutos é posto de parte para que a rotação não o apague. É a diferença entre saber amanhã que falta uma câmara e saber hoje o que lhe está a acontecer.
O que costumam perguntar
O IRIS reconhece a pessoa que está a mexer na câmara?
Não. O IRIS não reconhece rostos e não lê matrículas. O que afirma é apenas o que se vê: há uma ferramenta em contacto com o suporte e há uma pessoa ao alcance do equipamento. Não diz quem é, não a procura em nenhuma base de dados e não guarda a sua identidade. Quem é e o que estava a fazer decide-o uma pessoa a ver o vídeo. É a divisão de sempre: o IRIS avisa enquanto está a acontecer, a pessoa julga depois.
Isto serve como prova?
O que serve é o vídeo, e o que o IRIS faz é garantir que ele existe. Quando o aviso dispara, os minutos anteriores são retirados do ciclo de apagamento e ficam com a sua câmara, a sua data e a sua hora, junto com o registo de que regra disparou e quando. É isso que se entrega a quem tiver de o avaliar. O IRIS não qualifica o que aconteceu e não identifica ninguém: descreve o que estava à frente da objetiva. Qualificar é coisa de pessoas, e com o vídeo à frente.
E se for o técnico de manutenção, que vem desmontá-la?
Dispara na mesma, e tem de ser assim: a partir da objetiva, um trabalho programado e qualquer outra coisa veem-se exatamente igual. O que se ajusta é a resposta, não a deteção. Com uma ordem de trabalho aberta para aquela câmara, o aviso fica anotado e não acorda ninguém; sem ordem, telefona. E há um efeito secundário de que as brigadas gostam: fica registado que naquela câmara se trabalhou e a que horas, por isso quando uma aparece descaída ninguém tem de o reconstruir de memória.
Veja com os seus olhos
Isto não é um vídeo. É um pedaço do ecrã a sério.
Um resumo da interface real, reproduzido sem mãos. Vê-se o percurso de um caso do princípio ao fim; o que não se vê são os outros ecrãs, que são muitos.
- Quatro câmaras ao mesmo tempo
- Cada uma percebe a cena
- Os números sobem sozinhos
Passo seguinte
A segurança pública
O que pode ver uma câmara sem apontar a ninguém?
13 casos: 9 avisam quando acontece algo e 4 apenas medem. Vê cada imagem tal como é e depois com o que o IRIS compreende por cima.
Os centros de dados
E se a falha não começar com um ataque?
13 casos, e em todos o IRIS avisa quando acontece algo. Vê cada imagem tal como é e depois com o que compreende por cima.
E o melhor
A madrugada de hojenão tem de esperar pelo relatório da manhã.
O IRIS compreende no momento e avisa quem está de serviço, com a câmara e a hora. No dia seguinte não há nada a reconstruir: já está contado.
Explique-nos o seu problema e dizemos-lhe se o IRIS o compreende ou ainda não.
Respondemos no mesmo dia útil.