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O estado das câmaras

CAM-904

Tapada onde importa

O cruzamento vê-se perfeitamente: o carro azul a sair da passadeira, o vermelho à espera, a esplanada do toldo azul, a esquina do toldo amarelo, as pessoas a andar no passeio. Nítido, bem exposto, sem nada de estranho. E mesmo assim falta um terço do enquadramento: toda a faixa esquerda, de cima a baixo e com um bordo na diagonal, está tapada por uma massa ocre desfocada, colada à objetiva. Por baixo estavam o passeio da esquerda e o início da passadeira. A cena não se moveu, está exatamente onde sempre esteve: o que há é algo à frente. O IRIS vê que uma parte do campo de visão está cega há algum tempo, e que é justamente a parte que lhe pediram para vigiar.

O cruzamento vê-se perfeitamente: o carro azul a sair da passadeira, o vermelho à espera, a esplanada do toldo azul, a esquina do toldo amarelo, as pessoas a andar no passeio. Nítido, bem exposto, sem nada de estranho. E mesmo assim falta um terço do enquadramento: toda a faixa esquerda, de cima a baixo e com um bordo na diagonal, está tapada por uma massa ocre desfocada, colada à objetiva. Por baixo estavam o passeio da esquerda e o início da passadeira. A cena não se moveu, está exatamente onde sempre esteve: o que há é algo à frente. O IRIS vê que uma parte do campo de visão está cega há algum tempo, e que é justamente a parte que lhe pediram para vigiar.
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Imagem gerada com IA

CAM-904 · ZONA CRITICA · OCULTA

O que o IRIS compreende

O que reconhece nesta cena

  • zona vigiada tapada

A regra

Decide uma vez. O IRIS aplica sempre.

Se

a zona do enquadramento marcada como importante deixa de se ver e continua tapada passada a margem definida

Então

  1. avisar a central com a câmara, a hora, o vídeo e que zona ficou tapada
  2. dar essa zona por não vigiada até ficar livre, e dizer que outra câmara a cobre
  3. deixar registada a hora em que ficou tapada e a hora em que ficou livre
A instrução que o configurou«Avisa-me se ficar tapada a parte do enquadramento que te pedi para vigiar, mesmo que o resto da imagem esteja bem.»

O que muda

O que muda para quem responde por as câmaras verem

Esta é a pior de todas, e não porque tape mais, mas porque tapa menos. Uma imagem preta qualquer pessoa vê de relance. Esta passa a revisão visual sem se despentear: há rua, há cor e há movimento, por isso no mosaico da sala parece uma câmara saudável. No dia em que é preciso o vídeo do passeio, o passeio não está lá. Com o IRIS o aviso não depende de a imagem ficar feia: verifica-se a parte do enquadramento que de facto importa — a que foi desenhada ao configurar a câmara — e avisa-se quando essa parte deixa de se ver, mesmo que o resto esteja impecável. Quem está de piquete recebe a câmara, a hora, o vídeo e que zona concreta ficou cega.

O que costumam perguntar

Como sabe o IRIS que parte da imagem importa?

Porque se desenha. Ao configurar a câmara marca-se sobre a imagem a zona que é preciso vigiar: a porta, a caixa, a passadeira, o cais. Essa zona é a referência e é ela que se verifica. Fora dela a imagem pode ficar tapada sem que salte nada, porque não é o que se pediu para vigiar. É o mesmo gesto que se usa para contar: há coisas que não se podem descrever com uma frase, têm de se traçar por cima da imagem.

E uma carrinha que estaciona à frente dez minutos? Isso é um alerta?

É exatamente o mesmo facto: durante dez minutos aquela zona não é vigiada. O IRIS di-lo e uma pessoa decide o que fazer. Pode definir quanto tempo tem de estar tapada antes de sair o aviso e deixá-lo em alguns minutos, para que uma entrega normal não gere nada. O que não devia acontecer é que ninguém saiba nunca que a porta está há meia hora sem se ver. Avisar não é acusar: é dizer que ali, agora, não há vigilância.

Não devia ser a própria câmara a avisar? É um terço da imagem.

A câmara não sabe que parte da sua imagem é a importante. Para ela um terço tapado são píxeis diferentes, tal como uma sombra ao meio-dia ou uma carrinha branca estacionada. Quem sabe que ali por baixo estava a passadeira é quem configurou a instalação, e essa informação vive na regra, não na objetiva. Por isso o aviso sai da regra: a câmara dá a imagem e a regra dá o que há que olhar nela.

Demonstração · IRIS em funcionamento

Aqui não há alarmes a mais. Há o que é preciso ver.

Não é um vídeo gravado nem um desenho explicativo: é um resumo do ecrã real, com um caso diferente sempre que arranca. Por trás há muito mais.

  1. Monta-se a regra
  2. Aplica-se às câmaras
  3. Publicada, vigia sozinha
  4. E então dispara
IRIS NEURAL
30ES
IRISDirectoGrabacionesGISIncidencias3996SituaciónCasosLPRAutomatizacionesIRIS DATA
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E o melhor

Atrás de uma câmara cabe uma pessoa.Atrás de quatro mil não cabe ninguém.

Pôr mais uma câmara custa pouco; pôr mais um par de olhos, não. Por isso as câmaras crescem e a atenção não. O IRIS vê as quatro mil ao mesmo tempo e avisa-o do que hoje importa.

Explique-nos o seu problema e dizemos-lhe se o IRIS o compreende ou ainda não.

Respondemos no mesmo dia útil.