CAM-905
Tinta sobre a cúpula
Um cruzamento com lojas em plena luz do dia, visto do poste de iluminação da esquina. Por trás adivinham-se os toldos, um carro cinzento parado antes da passadeira e gente a andar no passeio. Não se reconhece nada, porque sobre o vidro da cúpula há um material claro e espesso que caiu de cima e escorreu até baixo em regueiros. Entre um regueiro e outro ficam espaços, e por aí vê-se a rua deformada, como através de um copo sujo. O IRIS vê que a objetiva está coberta por algo que ontem não estava e que esta imagem já não serve para nada. Não sabe que material é nem quem o pôs. A hora, essa sabe.

Ative o IRIS Vision
Imagem gerada com IA
O que o IRIS compreende
O que reconhece nesta cena
- material sobre a cúpula
A regra
Decide uma vez. O IRIS aplica sempre.
Se
uma parte grande do enquadramento fica coberta de repente por um material opaco que não estava na imagem de referência daquela câmara
Então
- avisar quem trata da manutenção com a câmara, a hora exata e o vídeo dos minutos anteriores
- marcar a câmara como fora de serviço e assinalar que parte da rua ficou sem ninguém a olhar
- deixar registada a hora em que a imagem deixou de servir, para que o relatório não diga «há já algum tempo»
A instrução que o configurou«Avisa-me assim que aparecer alguma coisa sobre o vidro de uma câmara e ela deixar de ver a rua, e guarda-me o vídeo dos minutos anteriores.»
O que muda
O que muda para quem responde por as câmaras verem
Uma câmara com o vidro coberto não se desliga: continua a gravar, continua na lista e continua com a luz verde acesa. Por isso passam semanas até alguém dar por ela, e quase sempre dá por ela no pior dia: quando é preciso o vídeo daquele cruzamento e o que há é um ecrã cheio de regueiros. Entretanto, ninguém reforçou aquela esquina, porque toda a gente assumia que estava coberta. Com o IRIS o aviso sai no mesmo momento em que a imagem muda, com a câmara, a hora e o vídeo dos minutos anteriores. Isso permite duas coisas que hoje não se fazem: organizar a subida com o equipamento certo em vez de descobrir por acaso, e saber a partir de que hora exata aquela câmara deixou de ver.
O que costumam perguntar
Como é que o IRIS distingue tinta da sujidade de sempre?
Pela velocidade da mudança. A sujidade acumula-se devagar: demora dias ou semanas e espalha-se pelo vidro mais ou menos por igual. Um material aplicado por cima aparece entre uma imagem e a seguinte, cai de cima e deixa regueiros e espaços. O IRIS compara o que vê agora com a imagem de referência dessa mesma câmara e avisa quando a mudança é súbita e grande. O que não faz é dar nome ao material: não diz se é tinta, espuma ou óleo. Isso vê-o quem lá sobe para limpar.
O IRIS diz quem pôs aquilo em cima da cúpula?
Não, e nunca o dirá. O IRIS afirma um facto: há um material opaco sobre a objetiva e a imagem deixou de servir a tal hora. Não identifica ninguém, não reconhece rostos e não interpreta intenções. Pode ser um aerossol, pode ser uma obra ao lado que salpicou, pode ser um camião de tinta. O que entrega é o vídeo dos minutos anteriores ao aparecimento, que costuma ser o único pedaço útil, e quem o vê e o que decide é coisa de uma pessoa. O IRIS aponta o que mudou e a que horas; o resto não é trabalho dele.
Se é preciso subir na mesma para limpar, o que ganho em saber hoje?
Ganha as semanas que essa câmara teria passado a gravar uma parede de regueiros sem ninguém saber. O IRIS não limpa nada: a cúpula limpa-a uma pessoa, e para isso é preciso subir. O que muda é que a subida se organiza de propósito e com o que faz falta, que entretanto se pode pedir a cena a outra câmara do mesmo ponto, e que quando alguém reclamar o vídeo daquele cruzamento se saberá a partir de que hora não há nada. Uma câmara que grava e não vê é pior do que uma desligada, porque toda a gente conta com ela.
Veja com os seus olhos
Tudo entra pela câmara. Só o importante chega aqui.
Aqui resume-se o que o IRIS faz com um aviso, desde que aparece até se fechar. No ecrã real há muito mais; isto é o fio principal.
- A hora, numa grelha
- Olhas onde está escuro
- Saltas para esse minuto
Passo seguinte
A indústria
Porque é que a linha parou?
237 casos, e em todos o IRIS avisa quando acontece algo. Vê cada imagem tal como é e depois com o que compreende por cima.
Os estacionamentos
Quantos lugares estão livres neste momento?
15 casos: 9 avisam quando acontece algo e 6 apenas medem. Vê cada imagem tal como é e depois com o que o IRIS compreende por cima.
E o melhor
O turno da noite não o cobre ninguém:cobre-o a câmara que já está ligada.
Não se cansa, não pestaneja e não vai buscar café. O que acontece de madrugada é compreendido como seria ao meio-dia, e quem está de serviço fica a saber enquanto está a acontecer.
Explique-nos o seu problema e dizemos-lhe se o IRIS o compreende ou ainda não.
Respondemos no mesmo dia útil.