CAM-907
Uma pancada no suporte
Uma rua estreita a meio da tarde, vista de cima e de lado. À esquerda, fachadas de pedra com varandas e vasos e dois toldos às riscas; na faixa de rodagem, carros estacionados em fila e um prateado a circular; à direita, um passeio com uma árvore e bastante gente a andar. O enquadramento é o do costume: a câmara não saiu do sítio. O que acontece é que sai tudo a dobrar. Os gradeamentos das varandas aparecem repetidos, as pessoas são sombras sobrepostas e as linhas do chão tremem. A câmara mexeu-se enquanto tirava a imagem. O IRIS vê que o suporte se mexe e que a imagem perdeu nitidez; se foi uma pancada, um parafuso solto ou um camião a passar, não sabe.

Ative o IRIS Vision
Imagem gerada com IA
O que o IRIS compreende
O que reconhece nesta cena
- imagem tremida
A regra
Decide uma vez. O IRIS aplica sempre.
Se
a imagem sai tremida porque o suporte se está a mexer, e o tremor dura mais ou repete-se mais vezes do que é normal naquele ponto
Então
- avisar a manutenção com a câmara, a hora da pancada e o vídeo dos segundos anteriores
- continuar a vigiar essa câmara nos dias seguintes e voltar a avisar se o tremor regressar
- registar quantas vezes tremeu em cada dia, para que a visita se peça com um dado e não com uma sensação
A instrução que o configurou«Avisa-me se uma câmara levar uma pancada ou começar a tremer, e diz-me se acontece uma vez ou todos os dias à mesma hora.»
O que muda
O que muda para quem responde por as câmaras verem
Uma câmara que treme é a avaria que toda a gente deixa passar, porque «vê-se, mais ou menos». Mas uma imagem a dobrar deixa de servir justamente quando é precisa: não se lê uma matrícula, não se distingue se alguém leva alguma coisa na mão e as deteções que saem dali valem menos. E um suporte que hoje vibra é um suporte que daqui a uns meses acaba a olhar para o chão; aí sim alguém dá por ela, e a essa altura o vídeo desses meses já não vale nada. Com o IRIS o tremor nota-se no dia em que começa, com a câmara, a hora e as vezes que aconteceu. Com esse dado a visita pede-se por escrito e resolve-se a apertar um suporte, em vez de discutir se «está estranho».
O que costumam perguntar
E o camião que passa e faz vibrar o poste?
Não tem de avisar. Um camião provoca um tremor que dura dois segundos e para sozinho, e repete-se às horas em que há camiões. Isso é um padrão, e um padrão fica de fora do aviso. O que se pede é o que não encaixa: o tremor que dura muito mais, o que chega às três da manhã ou o que já não para. E se acontecer que os camiões deixam aquela câmara a tremer todos os dias, isso não é uma falha do aviso: é a informação de que aquele suporte fica curto para aquela rua.
O IRIS sabe se alguém deu uma pancada na câmara?
Não, e não o vai afirmar. O que vê é que a câmara se mexeu, quanto e durante quanto tempo. Se foi uma mão, uma escada encostada ao poste, o vento ou um parafuso solto há meses, a imagem não distingue. O que entrega é a hora exata e o vídeo dos segundos anteriores, que é onde costuma estar a resposta. Quem vê esse vídeo decide se liga à manutenção ou se o assunto é outro; o IRIS não acusa ninguém nem escreve a palavra sabotagem em lado nenhum.
Se a imagem ainda se vê, porquê avisar por um tremor?
Porque o que se perde não é a imagem inteira, é o momento. Os segundos em que a câmara treme são precisamente os que depois se pedem, e nesses segundos não se lê uma matrícula nem se vê o que alguém leva na mão. Por isso este caso está marcado como aviso e não como crítico: a câmara continua a servir quase sempre. Mas um suporte solto não se arranja sozinho, e quanto mais cedo se souber, mais barato fica: aperta-se um suporte hoje, ou substitui-se uma câmara caída daqui a seis meses.
Veja com os seus olhos
Isto não é um vídeo. É um pedaço do ecrã a sério.
Um resumo da interface real, reproduzido sem mãos. Vê-se o percurso de um caso do princípio ao fim; o que não se vê são os outros ecrãs, que são muitos.
- A hora, numa grelha
- Olhas onde está escuro
- Saltas para esse minuto
Passo seguinte
Os estacionamentos
Quantos lugares estão livres neste momento?
15 casos: 9 avisam quando acontece algo e 6 apenas medem. Vê cada imagem tal como é e depois com o que o IRIS compreende por cima.
Os estádios
O que vê um recinto com vinte mil pessoas lá dentro?
15 casos: 11 avisam quando acontece algo e 4 apenas medem. Vê cada imagem tal como é e depois com o que o IRIS compreende por cima.
E o melhor
O turno da noite não o cobre ninguém:cobre-o a câmara que já está ligada.
Não se cansa, não pestaneja e não vai buscar café. O que acontece de madrugada é compreendido como seria ao meio-dia, e quem está de serviço fica a saber enquanto está a acontecer.
Explique-nos o seu problema e dizemos-lhe se o IRIS o compreende ou ainda não.
Respondemos no mesmo dia útil.