CAM-520
Entra com o capacete posto e a viseira em baixo
Meio da manhã, agência de rua. A porta de vidro abre-se e entra uma pessoa com o capacete integral posto e a viseira em baixo. A mota está estacionada no passeio, a uns metros, e vê-se pelo mesmo vidro. À esquerda fica o arco de segurança da entrada; ao fundo, um empregado atende uma cliente ao balcão. A agência tem uma norma escrita e simples: lá dentro, a cara descoberta. O IRIS vê que a norma não está a ser cumprida e di-lo no momento em que a porta se fecha. Mais nada.

Ative o IRIS Vision
Imagem gerada com IA
O que o IRIS compreende
O que reconhece nesta cena
- pessoa que entra com o capacete posto
- capacete com a viseira em baixo
- porta de vidro
- arco de segurança
- mota estacionada no passeio
- balcão com empregado e cliente
- cordão e postes da fila
O que esta câmara mede
Um aviso diz que se passa algo. A leitura diz quanto.
- 8 sDentro da agência
- 11:06:22Atravessou a porta às
- 3Pessoas no átrio
- 2Empregados na agência
- 11:06:09Vídeo guardado desde
Os números deste ecrã são um exemplo da ilustração, não a medição de nenhum cliente.
A regra
Decide uma vez. O IRIS aplica sempre.
Se
alguém atravessa a porta com a cara tapada e continua assim dentro da agência
Então
- avisa sem ruído no ecrã da agência
- abre o vídeo em direto da porta
- guarda o clipe desde que a pessoa se aproximou da porta
A instrução que o configurou«Avisa-me sem ruído no ecrã do balcão se alguém entrar na agência com a cara tapada por um capacete, um gorro passa-montanhas ou um capuz descido até aos olhos.»
O que muda
O que muda para quem responde pela rede de balcões
Isto não se resolve com uma sirene: resolve-se com um aviso discreto no ecrã da agência, três segundos depois de a porta fechar. Na maioria das vezes é alguém que chegou de mota e se esqueceu de o tirar, e basta pedir-lho com naturalidade antes de chegar ao balcão. É tudo o que há a ganhar, e é a diferença entre uma frase simpática e uma situação que já ninguém sabe como começar. A norma existia desde sempre; o que faltava era alguém vê-la cumprida, em todas as agências ao mesmo tempo.
O que costumam perguntar
O IRIS está a dizer que essa pessoa vai fazer alguma coisa?
Não, e é importante perceber isto bem. O IRIS não julga intenções, não as deduz e não as insinua. A agência tem uma norma — lá dentro, a cara descoberta — e a única coisa que o IRIS faz é ver que neste momento não está a ser cumprida. Na própria imagem está a explicação mais provável: há uma mota estacionada no passeio. Que seja quase sempre isso não é uma falha do sistema; é exatamente para isso que serve, porque a norma cumpre-se com uma frase simpática e acaba ali.
E uma máscara, um capacete de obra ou um cachecol no inverno?
A norma escreve-a a agência, não nós. Pode pedir-se só o capacete integral, ou a cara tapada em geral, e pode afinar-se por horas, por agência ou por época do ano. Também se pode desligar onde não faça sentido. É o mesmo que acontece com qualquer regra: se incomoda mais do que serve, muda-se num minuto e aplica-se a partir do minuto seguinte em todas as agências. O que não se pode é afinar uma regra que não existe.
O IRIS reconhece quem entra?
Não. O IRIS não reconhece caras, não as compara com nada e não guarda a identidade de ninguém; aqui, aliás, o que vê é justamente o contrário: que não há cara para ver. E o enquadramento tem o seu limite, que também convém dizer: esta câmara cobre a porta e os primeiros metros do átrio. O que acontece ao balcão, na zona das caixas automáticas ou numa segunda entrada não fica coberto, porque isso são outras câmaras. Uma câmara não serve para tudo, e quem disser o contrário nunca montou nenhuma.
Outras câmaras
- CAM-510 · A fila diz quantos balcões são precisos àquela hora
- CAM-511 · Cinco pessoas à espera e um posto montado sem ninguém
- CAM-512 · Duas pessoas atravessam a porta com uma única abertura
- CAM-513 · Uma porta restrita aberta e alguém à espera lá fora
- CAM-514 · Uma operação que pede duas pessoas, e na sala está uma
- CAM-515 · Alguém está há vinte e dois minutos no átrio e outro para à porta
Um caso diferente em cada volta
Isto não é um vídeo. É um pedaço do ecrã a sério.
Um resumo da interface real, reproduzido sem mãos. Vê-se o percurso de um caso do princípio ao fim; o que não se vê são os outros ecrãs, que são muitos.
- Entra na caixa
- Abre o aviso
- Confirma ou descarta
Passo seguinte
A indústria
Porque é que a linha parou?
237 casos, e em todos o IRIS avisa quando acontece algo. Vê cada imagem tal como é e depois com o que compreende por cima.
Os estacionamentos
Quantos lugares estão livres neste momento?
15 casos: 9 avisam quando acontece algo e 6 apenas medem. Vê cada imagem tal como é e depois com o que o IRIS compreende por cima.
E o melhor
O IRIS só vê o que a câmara mostra.Onde não chegamos, dizemo-lo.
Nenhum programa corrige um enquadramento virado para o lado errado nem uma lente suja. Antes de prometer seja o que for, dizemos que câmaras estão em condições de ver o que lhes pede.
Explique-nos o seu problema e dizemos-lhe se o IRIS o compreende ou ainda não.
Respondemos no mesmo dia útil.