CAM-512
Duas pessoas atravessam a porta com uma única abertura
É de noite e a agência já está fechada ao público; o átrio das caixas automáticas continua aberto com a porta controlada. Pela mesma folha de vidro passam duas pessoas: uma já entrou e segue a andar, a outra segura a folha com a mão e entra atrás. O IRIS vê dois corpos e uma única abertura de porta. É tudo o que vê, e é exatamente o que diz.

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Imagem gerada com IA
O que o IRIS compreende
O que reconhece nesta cena
- pessoa que segura a folha e entra atrás
- pessoa que já atravessou
- folha de vidro, aberta uma só vez
- pasta
- caixa automática da esquerda
- caixa automática da direita
- domo que olha as caixas automáticas
O que esta câmara mede
Um aviso diz que se passa algo. A leitura diz quanto.
- 2Corpos que atravessaram
- 1Aberturas da porta
- 6 sTempo desde que atravessaram
- 19:58Hora do aviso
- 19:58:12O vídeo começa às
Os números deste ecrã são um exemplo da ilustração, não a medição de nenhum cliente.
A regra
Decide uma vez. O IRIS aplica sempre.
Se
atravessam dois corpos pela mesma abertura da porta
Então
- avisa quem trata da segurança com a porta, a hora e quantos corpos atravessaram
- guarda o vídeo desde uns segundos antes de a porta abrir
- deixa o facto anotado para o cruzar com o registo de acessos
A instrução que o configurou«Avisa-me quando passarem duas pessoas com uma única abertura da porta.»
O que muda
O que muda para quem responde pela rede de balcões
O controlo de acessos sabe quantas credenciais foram usadas. A câmara sabe quantos corpos atravessaram. Quando os dois números não batem certo há algo para ver, e hoje não o vê ninguém porque não há maneira de comparar sem engolir a gravação inteira. O IRIS deixa o aviso com a hora exata e o vídeo desses segundos, e quem trata da segurança demora um minuto a ver o que aconteceu. Não há nenhuma acusação em lado nenhum: há um facto e um vídeo, e uma pessoa que decide.
O que costumam perguntar
O IRIS sabe se a segunda pessoa tinha direito a passar?
Não, e não o pode saber. O IRIS não lê a credencial, não identifica ninguém e não consulta nenhuma lista de pessoas autorizadas. A única coisa que vê é que por uma abertura de porta passaram dois corpos. O outro dado está no controlo de acessos, que sabe quantas credenciais foram usadas. Juntar as duas coisas e decidir se há algo a rever é trabalho de uma pessoa; a câmara só põe o facto e o vídeo em cima da mesa.
E se os dois trabalham aqui e entram juntos todos os dias?
Então não haverá nada a rever e o aviso fecha-se em dez segundos. Um aviso não é uma acusação: é uma pergunta com vídeo. Muitos resolvem-se assim que alguém olha para eles, e já vale a pena, porque hoje esses segundos não os vê ninguém. E se numa porta concreta passar de dois em dois é o normal, a regra ajusta-se para essa porta: decide-se uma vez e aplica-se sempre.
O IRIS reconhece as pessoas que entram no átrio?
Não. Numa agência bancária o IRIS não reconhece caras, não as compara com nenhuma base de dados e não identifica nenhum cliente nem nenhum funcionário. Aqui também não lê matrículas. Conta corpos e mede tempos: quantos atravessaram, quando e quanto tempo a porta esteve aberta. Chega para dizer o que aconteceu, e não é preciso mais nada.
Outras câmaras
- CAM-510 · A fila diz quantos balcões são precisos àquela hora
- CAM-511 · Cinco pessoas à espera e um posto montado sem ninguém
- CAM-513 · Uma porta restrita aberta e alguém à espera lá fora
- CAM-514 · Uma operação que pede duas pessoas, e na sala está uma
- CAM-515 · Alguém está há vinte e dois minutos no átrio e outro para à porta
- CAM-516 · Um caixa automático aberto na rua e duas pessoas dentro da zona
A interface real, passo a passo
Tudo entra pela câmara. Só o importante chega aqui.
Aqui resume-se o que o IRIS faz com um aviso, desde que aparece até se fechar. No ecrã real há muito mais; isto é o fio principal.
- Monta-se a regra
- Aplica-se às câmaras
- Publicada, vigia sozinha
- E então dispara
Passo seguinte
O comércio
Quem vê as vendas que não chegam à caixa?
10 casos: 4 avisam quando acontece algo e 6 apenas medem. Vê cada imagem tal como é e depois com o que o IRIS compreende por cima.
A obra
Quem está a olhar quando a carga passa por cima de alguém?
11 casos: 9 avisam quando acontece algo e 2 apenas medem. Vê cada imagem tal como é e depois com o que o IRIS compreende por cima.
E o melhor
Às quatro da manhã,a câmara continua a olhar como ao meio-dia.
Não lhe pesam as pálpebras, não se distrai e não muda de turno. O que acontece de madrugada percebe-se de madrugada, não na manhã seguinte.
Explique-nos o seu problema e dizemos-lhe se o IRIS o compreende ou ainda não.
Respondemos no mesmo dia útil.