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CAM-521

Um volume grande entra e fica parado no átrio

Meio da tarde numa agência de rua. Ao balcão está a ser atendido um cliente. Atrás, de pé no meio do átrio, está uma pessoa com uma mochila grande e rígida às costas, do tamanho de uma caixa. Não está na fila, não se aproxima do balcão e não sai do sítio: já lá está há mais de dois minutos. O IRIS não sabe ao que veio ninguém, não o deduz e não lhe compete. O que vê é um facto que se mede com um relógio: um volume entrou pela porta, ficou na zona de público e continua ali.

Meio da tarde numa agência de rua. Ao balcão está a ser atendido um cliente. Atrás, de pé no meio do átrio, está uma pessoa com uma mochila grande e rígida às costas, do tamanho de uma caixa. Não está na fila, não se aproxima do balcão e não sai do sítio: já lá está há mais de dois minutos. O IRIS não sabe ao que veio ninguém, não o deduz e não lhe compete. O que vê é um facto que se mede com um relógio: um volume entrou pela porta, ficou na zona de público e continua ali.
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Imagem gerada com IA

CAM-521 · BRANCH LOBBY · BULKY ITEM 2 min 20 s

O que o IRIS compreende

O que reconhece nesta cena

  • volume grande
  • pessoa de pé no átrio
  • boné
  • cliente atendido ao balcão
  • empregado atrás do balcão
  • balcão
  • caixa automática interior
  • porta de entrada

O que esta câmara mede

Um aviso diz que se passa algo. A leitura diz quanto.

  • 2 min 20 sO volume está dentro há
  • 1 min 50 sParado no mesmo sítio
  • 17:42:11Entrou pela porta às
  • 3Pessoas no átrio
  • 17:41:58Vídeo guardado desde

Os números deste ecrã são um exemplo da ilustração, não a medição de nenhum cliente.

A regra

Decide uma vez. O IRIS aplica sempre.

Se

um volume grande entra pela porta e está há mais de dois minutos parado na zona de público

Então

  1. avisa sem ruído no ecrã da agência
  2. anota a hora a que o volume entrou e onde está agora
  3. guarda o clipe da entrada e o da saída, para se poderem ver lado a lado
A instrução que o configurou«Avisa-me se um volume grande entrar na agência e ficar mais de dois minutos na zona de público sem se aproximar do balcão.»

O que muda

O que muda para quem responde pela rede de balcões

Numa agência com dois empregados e um cliente à frente, ninguém está a olhar para o átrio, e é essa a história toda. O aviso não diz quem é ninguém nem o que vai acontecer: diz que há um volume grande parado onde as pessoas passam e que está ali há dois minutos. Com isso, um empregado levanta os olhos e pergunta se precisa de alguma coisa, que é o que faria com qualquer pessoa que está de pé há um bocado sem entrar na fila. E fica a segunda coisa, que vale tanto como a primeira: a hora a que o volume entrou e a hora a que saiu, uma ao lado da outra, e se o que saiu não é o mesmo que entrou, também fica registado. Esse registo hoje ninguém o tem.

O que costumam perguntar

O IRIS diz alguma coisa da pessoa que leva o volume?

Não, e não o vai dizer. O IRIS não sabe ao que veio ninguém, não o deduz e não o insinua. Uma entrega, uma mudança, uma encomenda, uma mochila de viagem ou alguém que vem do ginásio são coisas normais numa agência de rua, e nenhuma delas diz o que quer que seja sobre ninguém. No aviso há um objeto, um sítio e um relógio: entrou um volume grande a tal hora, está na zona de público e está parado há dois minutos. Quem o leva não faz parte do dado: não se guarda, não se compara e não se pergunta.

Então para que serve o aviso?

Para que alguém olhe. Numa agência com dois empregados ocupados, um átrio pode estar vinte minutos sem que ninguém levante os olhos, e é isso que se corrige. Na esmagadora maioria das vezes o empregado pergunta se precisa de ajuda, a resposta é que sim e acaba ali, que é como deve acabar. O que fica depois é um registo simples e objetivo do que entrou, quanto tempo ficou e o que saiu, com a hora. Esse registo não existia, e serve tanto para uma reclamação como para saber se é preciso mudar alguma coisa no balcão.

O que é que esta câmara não vê?

Vê o átrio e a porta, e de um volume só vê a parte de fora: o tamanho, a forma e a cor. Não vê o que está dentro e não o pode ver. Também não distingue duas mochilas iguais da mesma cor e do mesmo tamanho; o que compara são objetos, nunca pessoas. E o que fica fora do enquadramento — atrás do balcão, dentro da caixa automática interior, a rua — não conta: isso são outras câmaras. Uma câmara honesta é a que diz até onde chega.

Simulação · como funciona o IRIS

Aqui não há alarmes a mais. Há o que é preciso ver.

Não é um vídeo gravado nem um desenho explicativo: é um resumo do ecrã real, com um caso diferente sempre que arranca. Por trás há muito mais.

  1. Olha para todo o sistema
  2. Marca o que falha
  3. Põe tudo num ecrã
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IRISDirectoGrabacionesGISIncidencias3996SituaciónCasosLPRAutomatizacionesIRIS DATA
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E o melhor

Acrescentar uma câmara custa o que custa;acrescentar alguém que a veja custa todos os meses.

Por isso, passado certo número, quase ninguém vê nada. O IRIS vê todas ao mesmo tempo e só o chama quando numa delas acontece aquilo que disse que lhe importava.

Explique-nos o seu problema e dizemos-lhe se o IRIS o compreende ou ainda não.

Respondemos no mesmo dia útil.