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CAM-518

Uma embalagem sai pela porta blindada, e agora fica a hora registada

Sala de valores, quase dez da manhã. A porta blindada está aberta e uma pessoa sai pelo vão com uma embalagem selada nas mãos. Ao fundo, uma funcionária trabalha de costas junto às estantes; sobre a mesa de contagem há tabuleiros preparados e um carro com mais tabuleiros espera ao lado da passagem. O IRIS marca três coisas e só três: que a porta está aberta há quatro minutos, que um objeto atravessou o vão para fora e quantas pessoas estão dentro da sala enquanto acontece. Uma saída assim pode ser uma expedição prevista e anotada numa guia. O IRIS não o sabe, e não o diz.

Sala de valores, quase dez da manhã. A porta blindada está aberta e uma pessoa sai pelo vão com uma embalagem selada nas mãos. Ao fundo, uma funcionária trabalha de costas junto às estantes; sobre a mesa de contagem há tabuleiros preparados e um carro com mais tabuleiros espera ao lado da passagem. O IRIS marca três coisas e só três: que a porta está aberta há quatro minutos, que um objeto atravessou o vão para fora e quantas pessoas estão dentro da sala enquanto acontece. Uma saída assim pode ser uma expedição prevista e anotada numa guia. O IRIS não o sabe, e não o diz.
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Imagem gerada com IA

CAM-518 · CASH ROOM · ITEM THROUGH VAULT DOOR

O que o IRIS compreende

O que reconhece nesta cena

  • embalagem selada que atravessa a passagem
  • porta blindada aberta, 4 minutos
  • vão da passagem blindada
  • pessoa que sai pela passagem
  • carro com tabuleiros
  • mesa de contagem
  • funcionária a trabalhar ao fundo
  • carro com caixas

O que esta câmara mede

Um aviso diz que se passa algo. A leitura diz quanto.

  • 4 min 12 sHá quanto tempo a porta blindada está aberta
  • 1Objetos que atravessaram a passagem
  • 1Pessoas na passagem nesse momento
  • 2Pessoas dentro da sala
  • 09:52Hora exata da passagem
  • 09:47:50Vídeo guardado desde

Os números deste ecrã são um exemplo da ilustração, não a medição de nenhum cliente.

A regra

Decide uma vez. O IRIS aplica sempre.

Se

um objeto atravessa o vão da passagem blindada para fora enquanto a porta está aberta há mais de dois minutos

Então

  1. avisa quem gere a sala com a hora exata da passagem e quantas pessoas estão lá dentro
  2. guarda o vídeo desde o minuto em que a porta blindada foi aberta
  3. deixa a passagem registada no registo do dia, com a hora, para poder ser cruzada com a guia
A instrução que o configurou«Avisa-me quando sair um objeto pela passagem blindada e diz-me a hora exata e quantas pessoas estão dentro da sala.»

O que muda

O que muda para quem responde pela rede de balcões

O que sai de uma sala de valores fica anotado num papel. O papel diz o que devia sair; não diz a que horas saiu nem quem estava à frente. O IRIS deixa a outra metade da prova: o minuto exato em que um objeto atravessou a passagem blindada e o vídeo desse minuto. Quase sempre vai coincidir com a guia, e quando coincide não aconteceu nada: ninguém fica a saber, e é assim que deve ser. No dia em que não coincidir, a diferença vê-se em dez segundos em vez de aparecer no inventário do mês seguinte, quando já ninguém se lembra de quem estava de turno.

O que costumam perguntar

O IRIS sabe o que está dentro da embalagem?

Não. Vê uma caixa do tamanho de uma caixa e nada mais: não olha para dentro de nada, não lê etiquetas e não sabe o que contém. O que regista é que um objeto desse tamanho atravessou a passagem blindada àquela hora, e guarda o vídeo para que alguém o compare com a guia. Comparar é trabalho de uma pessoa, não do IRIS.

Isto transforma o pessoal em gente vigiada?

Não, e convém dizê-lo em voz alta. O IRIS não identifica ninguém, não segue nenhuma pessoa pelo edifício e não mede o que ninguém faz durante o seu turno. Vigia uma passagem, não quem a atravessa: a regra fala de uma porta e de um objeto. E o registo também protege quem ali trabalha. Quando uma contagem não bate certo e não há nenhum dado, a dúvida reparte-se por todos os que tinham chave; quando há uma hora e um vídeo, a dúvida dura o tempo que alguém leva a vê-lo.

Onde está o limite desta câmara?

Não está ligada à guia, não verifica autorizações e não sabe se aquela saída estava prevista: só pode dizer que aconteceu e quando. Também não distingue uma embalagem de outra parecida. E a sala tem a sua própria dificuldade: a passagem é estreita e há pilares, por isso, se o objeto for junto ao corpo e de costas para o vão, o IRIS pode registar que passou uma pessoa e não que passou um objeto. Por isso o que entrega é sempre o minuto e o vídeo, nunca uma conclusão.

Demonstração · IRIS em funcionamento

Tudo entra pela câmara. Só o importante chega aqui.

Aqui resume-se o que o IRIS faz com um aviso, desde que aparece até se fechar. No ecrã real há muito mais; isto é o fio principal.

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E o melhor

A regra decide-se uma veze aplica-se sempre da mesma maneira.

Às três da manhã vale o mesmo que ao meio-dia, na câmara um e na câmara quatro mil. Não depende de quem está de turno nem de quão cansado está.

Explique-nos o seu problema e dizemos-lhe se o IRIS o compreende ou ainda não.

Respondemos no mesmo dia útil.