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E se terminar lá dentro uma luva ou um pedaço de plástico?
Alguma coisa que não é produto
Meio da tarde na linha de pratos prontos. As bandejas seguem em fila pela esteira, fechadas e etiquetadas, a caminho da estação de controle. Em cima da linha, deitada entre duas bandejas, tem uma luva azul de nitrila. Ninguém viu ela cair, e ainda ninguém deu falta de uma luva. Ela vai na mesma velocidade que todo o resto e faltam onze metros até o fim da linha.
7 câmeras em 5 setores
É assim que se pede
«Me avisa se aparecer na esteira alguma coisa que não seja produto: uma luva, um pedaço de plástico ou uma ferramenta.»
Se a luva ficar na esteira, não acontece nada. Se ela entrar numa bandeja, acontece tudo: a ligação de um cliente, um recolhimento de produto, uma comunicação obrigatória e uma auditoria perguntando como exatamente aquilo é controlado. E o detector de metais da linha não vai parar essa luva, porque nitrila não é metal. O único lugar onde ela era fácil de enxergar era a esteira, onze metros antes, e ali não tinha ninguém olhando.
Se decide uma vez
Isso se decide uma vez, e não é uma câmera que decide. Você diz que trechos de linha entram, o que conta como corpo estranho no seu produto, o que se faz quando aparece — parar, tirar, revisar o trecho — e quem é avisado: se na esteira de bandejas aparecer alguma coisa que não é produto, aviso para o controle de qualidade com a imagem e o ponto da linha, e vídeo guardado dos trinta segundos anteriores. O IRIS aplica em todos os turnos.
Corpo estranho não tem forma. É aí que mora a dificuldade inteira. Uma luva entre as bandejas de uma linha de pratos prontos. Um botijão de gás vermelho, inteiro e fechado, descendo pela esteira de triagem no meio das embalagens. Um roedor atravessando de madrugada pelo piso, entre os paletes de produto acabado. Um ponto escuro boiando dentro de um frasco já cheio. Não tem dois iguais e não tem lista que pegue todos.
Por isso é tão difícil de vigiar. Uma pessoa na linha não está procurando uma luva: está olhando bandeja, centenas por hora, e a luva é azul em cima de uma esteira azul num turno de oito horas. E uma máquina programada para procurar “coisas estranhas” precisa que alguém diga antes o que é estranho, e ninguém consegue escrever essa lista, porque estranho é qualquer coisa que caia do seu bolso.
O IRIS vira a pergunta do avesso. Em vez de procurar tudo o que não era pra estar ali, ele olha como é o que era: bandeja igual, frasco igual, papelão. E avisa quando passa uma coisa que não encaixa, seja ela qual for. Depois existem duas velocidades, e vale distinguir as duas: a luva é problema de qualidade e dá tempo de tirar; o botijão descendo para o triturador é problema de segurança, e o aviso precisa chegar no posto antes do botijão.
O que muda
Antes, corpo estranho aparecia no fim: no controle de saída, numa reclamação ou quando alguma coisa quebrava dentro de uma máquina. Agora ele aparece onde é fácil de enxergar, que é a esteira, e chega um aviso com a imagem e o ponto exato da linha. O operador tira a luva e segue. E se o que está descendo é um botijão, o aviso chega no posto a tempo de parar a esteira, que é o único que importa naquele caso.
Onde a gente já viu isso

CAM-203Uma luva na esteira, no meio das bandejas
«Me avisa se aparecer na esteira alguma coisa que não seja produto: uma luva, um pedaço de plástico ou uma ferramenta.»

CAM-182Botijão na esteira de triagem
«Me avisa se descer pela esteira alguma coisa que não tem a forma do que a gente está triando, tipo um botijão.»

CAM-290Quebrou vidro na curva e a linha continua andando
«Me avisa na hora em que quebrar um frasco na linha de envase, mesmo que a esteira continue andando.»

CAM-424Uma garrafa de vidro descendo na linha de papelão
«Me avisa se passar vidro ou metal na linha de papel e papelão, e faz a contagem por hora.»

CAM-354Três fileiras de placas com o vidro estilhaçado
«Me avisa se aparecerem placas quebradas, sujas ou fora do lugar em alguma fileira da usina.»

CAM-213Um roedor no meio dos paletes
«Me diz na hora em que uma câmera enxergar um animal no galpão ou na expedição, mesmo que ele só atravesse um segundo, e me diz onde e a que horas.»

CAM-293Um ponto escuro boiando dentro de um frasco cheio
«Me avisa se passar pela inspeção um frasco com alguma coisa escura boiando dentro.»
O que ele não faz
O IRIS não enxerga por dentro. Um corpo estranho dentro de uma embalagem fechada e opaca não está na imagem: para isso existem o detector de metais e o raio X, e ele não substitui nenhum dos dois.
O que ele enxerga é o que está à vista: em cima da esteira, ou dentro de uma embalagem transparente se a luz ajudar. E tem coisa que naquela distância não se distingue — uma lasca pequena, um fio de cabelo —, e isso se fala antes, não depois.
Perguntas
- Ele substitui o detector de metais ou o raio X?
- Não substitui, e nem tenta. Esses equipamentos enxergam dentro da embalagem fechada, que é justamente onde uma câmera não chega. O IRIS cobre o contrário: o que está à vista antes de a embalagem fechar, na esteira, na mesa ou no piso. Uma luva de nitrila não é parada por detector de metais, mas aparece perfeitamente em cima da linha. O sensato é ter as duas coisas, cada uma onde ela é boa, e não pedir a nenhuma o que a outra faz.
- Como ele detecta uma coisa que pode ser qualquer coisa?
- Olhando ao contrário. Ele não procura a lista de tudo o que poderia cair numa esteira, porque essa lista não existe: ele procura o oposto. Aprende como o seu produto aparece passando — bandeja igual, frasco igual, papelão — e avisa quando aparece uma coisa que não encaixa. Tanto faz se é uma luva, uma chave de grifo ou uma garrafa de vidro: o que dispara o aviso não é reconhecer o objeto, é ele não se parecer com o que passou a manhã inteira.
- Ele também detecta um animal no galpão?
- Detecta, e é um dos avisos mais bem recebidos. Um roedor atravessando de madrugada entre os paletes passa um segundo na frente da câmera e ninguém enxerga, porque naquela hora não tem ninguém olhando. O IRIS te diz que ele atravessou, em que câmera e a que horas, e guarda o vídeo. Isso muda uma inspeção de pragas: em vez de discutir se tem atividade ou não, se mostra onde e quando, e o tratamento vai num ponto específico em vez de ir no galpão inteiro.
- E os avisos que, quando alguém olha, não eram nada?
- Vai ter, e aqui é bom que tenha. Numa linha de alimento, olhar a mais custa dez segundos e olhar a menos custa um recolhimento. Mesmo assim, o número de avisos é ajustado: se afina a área que se olha, o tamanho mínimo do que gera aviso e o trecho de linha, até o que chega valer a pena. Esse ajuste é feito com as suas imagens e com o seu produto, e não com um valor de fábrica, e dá para mexer de novo quando a linha muda.
Todas as simulações
Vazou alguma coisa
Me avisa se tiver líquido ou espuma fora do lugar e, dois minutos depois, ainda estiver ali.
- A frase
- Onde ela vale
- O que ela acha
- A mesma regra
Não achou o seu aqui?
Estas palavras são as que a gente tem montadas, não as que o IRIS entende. A lista é curta de propósito: você pede com uma frase, e frase não acaba. Conte o que você tem na frente das suas câmeras e a gente diz se ele entende, ou se ainda não.
E o melhor
A porta ficou aberta às 2h.Saber às 9h já não adianta.
O vídeo conta às 9h. O IRIS fala às 2h, com a câmera, a hora e as imagens daquele momento. A diferença entre uma coisa e outra é alguém conseguir ir lá.
Conte o seu problema e a gente diz se o IRIS entende isso ou ainda não.
A gente responde no mesmo dia útil.