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Soluções por tipoSegurança das pessoas

A célula está parada ou só está quieta?

Entrou com a célula ainda ligada

São 11:15. A célula de soldadura está há três minutos sem se mexer porque falta peça. Um operário levanta o trinco, atravessa a porta da vedação e entra a ver a ferramenta. Os três robôs estão quietos, mas não estão parados: continuam alimentados e à espera do sinal para voltarem a mexer. Se a peça chegar enquanto ele está lá dentro, o braço arranca por onde arranca sempre.

3 câmaras em 2 setores

É assim que se pede

«Avisa-me assim que alguém atravesse a porta da célula sem a célula estar parada.»

Um braço de soldadura não trava porque está alguém à frente: faz o movimento que tem programado à velocidade que tem programada. Uma pancada assim não é uma contusão. Depois vem o resto: a célula selada, a investigação, semanas com aquela estação parada enquanto se revê tudo e uma linha inteira a trabalhar a meia capacidade. Tudo isto por uma avaria que se resolvia em dez segundos.

Decide-se uma vez

A decisão toma-se uma vez e vale para todas as células iguais. Se uma pessoa atravessa a porta da vedação, em qualquer momento, e a célula continua a dar sinais de estar disponível para se mexer, então avisa-se o chefe de linha com a câmara aberta e guarda-se o vídeo desde antes. Aqui não há espera: dentro de uma célula viva, um segundo já é demasiado.

Um robô quieto e um robô parado não são a mesma coisa, e é essa diferença que leva as mãos. Quieto quer dizer que espera; parado quer dizer que não tem energia e não se mexe nem que lhe chegue o sinal. Da porta da vedação as duas coisas vêem-se exactamente iguais: uma célula em silêncio. E quem entra é quase sempre quem melhor conhece aquela célula, precisamente porque confia nela e porque vai demorar dez segundos.

No dia em que corre mal não há aviso prévio. A peça chega, o autómato recebe o sinal e o braço faz o seu percurso. Não há ruído antes, não há luz que mude a tempo e não há nada que reaja ao corpo que está lá dentro. Um robô não improvisa: repete. Por isso as células são vedadas, e por isso o problema nunca é a vedação, mas o tempo em que a porta está aberta.

O IRIS olha para essa porta e olha para dentro da célula. Vê o corpo a atravessar enquanto a célula continua a dar sinais de estar viva, e di-lo naquele momento. E, já agora, a mesma câmara serve para o aborrecido: avisar que a célula está há cinco minutos sem tirar peça porque o contentor está vazio. Uma evita uma pancada e a outra evita uma hora de linha parada. A segunda nota-se na factura; a primeira não se esquece.

O que muda

Antes, uma entrada assim sabia-se se alguém passasse pela passadeira naquele momento, e se não, não se sabia nunca. Agora o chefe de linha recebe a câmara aberta com o minuto exacto e com a pessoa ainda dentro da vedação. E no fim do mês vê uma coisa que antes não via: que se entra doze vezes por dia naquela célula, sempre pelo mesmo encravamento. Aí o problema deixa de ser as pessoas e passa a ser a peça que encrava.

Onde já o vimos

  • Turno da tarde na célula de soldadura. Dentro da vedação há três robôs cor de laranja à volta de um útil com uma plataforma de carroçaria. E há uma pessoa: capacete branco, colete refletor, de pé junto ao útil com a botoneira na mão. A porta da célula está aberta e a baliza continua em verde. O IRIS vê uma silhueta humana dentro do recinto vedado enquanto a célula está disponível para se mover, e cronometra há quanto tempo lá está.

    CAM-233Uma pessoa dentro da vedação com três robôs vivos

    «Avisa-me se entrar alguém na célula de soldadura enquanto ela ainda estiver disponível para se mover.»

    Ver esta câmaraA indústria

  • Uma pessoa abre a porta da vedação amarela e entra na célula. Lá dentro, o braço laranja continua a trabalhar sobre os dispositivos com as peças de alumínio. A baliza âmbar do poste está acesa: a célula não parou. A folha da porta está aberta para fora e o operador ainda tem a mão nela. No corredor não há mais ninguém que o possa avisar.

    CAM-253Alguém entra na célula com o robô ainda em funcionamento

    «Avisa-me assim que alguém atravessar a porta da célula do robô sem que a célula esteja parada.»

    Ver esta câmaraA indústria

  • Primeira hora na célula robotizada. O braço está parado ao meio, sem nada para pegar. À frente da vedação, o contentor cinzento grande não tem uma única peça lá dentro: vê-se o fundo. A tremonha de aço ao lado também está vazia, e o contentor ao fundo, junto à palete, está igual. Um operador olha para a célula de pé, com as mãos na cintura, à espera do material. O IRIS cronometra desde que a célula ficou sem nada para processar.

    CAM-243A célula está pronta e o contentor está vazio

    «Avisa-me se o contentor da célula ficar vazio e o robô estiver há mais de cinco minutos sem tirar uma peça.»

    Ver esta câmaraA indústria

O que não faz

O IRIS não está ligado à segurança da máquina e não sabe se o encravamento está posto nem se a célula tem mesmo energia. Vê uma pessoa a atravessar a porta e uma célula que continua a dar sinais de estar viva.

E não pára nada. A paragem de uma célula é comandada por um sistema feito para isso, com barreiras e paragens de emergência. O IRIS é o aviso, não o travão.

Perguntas

O IRIS pode parar a célula?
Não, e não deve. Parar uma célula é trabalho da segurança da máquina: encravamentos, barreiras e paragens de emergência, que estão feitos e certificados para isso. O IRIS avisa, e o aviso chega a quem comanda a linha com a câmara aberta e o vídeo de alguns segundos antes. O que consegue é que alguém saiba agora, não na reunião de segunda. A diferença está aí: alguém sabe agora.
O IRIS sabe se a célula está mesmo parada?
Não com certeza, e por isso a frase escreve-se com cuidado. O IRIS trabalha com o que se vê de fora: as balizas, os pilotos da porta, o movimento recente dos braços e o estado que o painel mostra. Com isso distingue uma célula que espera de uma célula bloqueada. Se naquela instalação não houver sinal visível nenhum, o honesto é dizê-lo antes de pôr a regra, não depois.
Serve a mesma câmara para ver se a célula está sem peça?
Sim, e é uma das cenas mais rentáveis de uma fábrica. Pede-se noutra frase: avisar se o contentor da célula ficar vazio e o robô estiver há uns minutos sem tirar peça. Uma regra é de segurança e a outra de produção, mas saem da mesma imagem e da mesma câmara. Na prática, a de produção é a que faz com que ninguém desligue nunca o sistema. Mesma câmara, duas frases diferentes.
É preciso mudar algo no robô ou no autómato?
Não. O IRIS trabalha com a imagem da câmara que já olha para aquela célula, por isso não é preciso mexer no robô, no autómato nem no programa da estação. Isto importa mais do que parece: numa nave com células de três marcas e quatro idades diferentes, tudo o que exija integrar máquina a máquina fica por fazer. Aqui a regra escreve-se uma vez e serve para todas as células com câmara.

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Veja com os seus olhos

Aqui não há alarmes a mais. Há o que é preciso ver.

Não é um vídeo gravado nem um desenho explicativo: é um resumo do ecrã real, com um caso diferente sempre que arranca. Por trás há muito mais.

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Estas palavras são as que temos montadas, não as que o IRIS compreende. A lista fica curta de propósito: pede-se com uma frase, e as frases não se esgotam. Diga-nos o que tem à frente das suas câmaras e dizemos-lhe se compreende, ou se ainda não.

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E o melhor

Sem obras, sem valas, sem cabos novos:as câmaras já lá estão e já estão a ver.

O que muda é o que se faz com aquela imagem. Antes era guardada e ninguém a via; agora é compreendida enquanto acontece, com os mesmos equipamentos que comprou há anos.

Explique-nos o seu problema e dizemos-lhe se o IRIS o compreende ou ainda não.

Respondemos no mesmo dia útil.