CAM-567
Uma coluna de fumo, e os dois minutos que decidem tudo
Estrada de montanha ao entardecer. No mato, a dez metros da berma, sobe uma coluna de fumo com chama na base: ainda é pequena, do tamanho de um arbusto. Há um carro parado na berma, uma pessoa de pé junto ao foco e outra a atravessar a faixa. Pela estrada sobe um todo-o-terreno com rotativo âmbar. Atrás há um painel informativo e uma mesa de piquenique. O IRIS não diz como aquilo começou nem quem lá estava antes: diz que há fumo a sair do monte, em que ponto da estrada e a partir de que minuto.

Ative o IRIS Vision
Imagem gerada com IA
O que o IRIS compreende
O que reconhece nesta cena
- coluna de fumo
- chama na base do foco
- pessoa de pé junto ao foco
- pessoa a atravessar a faixa
- carro parado na berma
- todo-o-terreno com rotativo âmbar
- estrada de acesso ao monte
- painel informativo da área
- mesa de piquenique
- vedação de madeira da berma
A regra
Decide uma vez. O IRIS aplica sempre.
Se
aparece fumo na zona de vegetação
Então
- avisa a vermelho a sala com o ponto da estrada e a imagem
- guarda o vídeo desde dois minutos antes do primeiro fumo
- mede como cresce a coluna e atualiza o aviso a cada minuto
A instrução que o configurou«Avisa-me a vermelho assim que vires fumo a sair do monte.»
O que muda
O que muda para quem sai, para quem decide e para quem o justifica depois
Num incêndio florestal os dois primeiros minutos decidem se aquilo se apaga com uma mochila ou se amanhã há meios aéreos. Hoje o aviso chega por telefone, de alguém que passava, quando já se vê a coluna da aldeia. Com uma câmara a olhar o monte, o aviso sai no momento em que começa a haver fumo, com o ponto quilométrico e a imagem, e quem está de serviço sabe para onde ir sem perguntar. E há um dado menos épico que também conta: a maioria destes avisos fecha-se em vinte segundos porque é pó, nevoeiro ou o vapor de um armazém. Olhar é barato; chegar tarde não.
O que costumam perguntar
A câmara diz quem provocou o fogo?
Não, e é aqui que mais importa deixá-lo claro. O IRIS vê fumo e vê que há gente perto, e esses são dois factos diferentes que não se podem somar. Um fogo florestal começa muitas vezes por uma faísca, um raio ou um cabo, e quem está ao lado pode ser o primeiro que o viu e parou para o apagar. A câmara não sabe nada disso, não o insinua e não o escreve em lado nenhum. O que faz é guardar a sequência completa desde antes de haver fumo, e essa sequência serve tanto para apontar como para descartar. Quem investiga é uma pessoa.
Não confunde o fumo com nevoeiro ou com pó?
Às vezes sim, e por isso o aviso leva sempre o vídeo. O fumo de um fogo sobe a partir de um ponto, alarga-se e cresce minuto a minuto; o nevoeiro chega em banda e o pó de um caminho levanta-se e cai. Essa maneira de crescer é o que distingue, não a cor. Ainda assim, não prometemos que não haja avisos a mais, e nenhum número que disséssemos sobre isso se poderia demonstrar. O que dizemos é que um aviso com vídeo se descarta em vinte segundos, e que num monte em agosto essa troca vale muito mais do que o incómodo.
É preciso pôr câmaras novas por todo o monte?
Não necessariamente. Quase todos os acessos a um espaço natural já têm câmara posta por outro motivo: a cancela, o parque, o miradouro, a estrada. O IRIS lê essas mesmas câmaras e acrescenta-lhes mais uma regra. Pôr câmara nova faz-se onde falta cobertura e onde há base legal, e isso decide-o quem gere o espaço. O que não se deve fazer é deitar fora o que já está instalado para começar do zero.
Outras câmaras
- CAM-560 · A porta está bloqueada há oito minutos por um veículo parado
- CAM-561 · Quanta gente está dentro do recinto, neste momento
- CAM-562 · Dois carros no corredor que tem a cruz vermelha
- CAM-563 · Trinta e quatro minutos de espera, e só três vias abertas
- CAM-564 · Algo atravessa o muro por cima e larga um volume lá dentro
- CAM-565 · Quem entrou no depósito, quando, e o que se pode demonstrar
Simulação · como funciona o IRIS
Isto não é um vídeo. É um pedaço do ecrã a sério.
Um resumo da interface real, reproduzido sem mãos. Vê-se o percurso de um caso do princípio ao fim; o que não se vê são os outros ecrãs, que são muitos.
- Entra na caixa
- Abre o aviso
- Confirma ou descarta
Passo seguinte
A obra
Quem está a olhar quando a carga passa por cima de alguém?
11 casos: 9 avisam quando acontece algo e 2 apenas medem. Vê cada imagem tal como é e depois com o que o IRIS compreende por cima.
O estabelecimento prisional
Quem está a olhar para o ecrã do pátio quando começa a briga?
17 casos: 16 avisam quando acontece algo e 1 apenas medem. Vê cada imagem tal como é e depois com o que o IRIS compreende por cima.
E o melhor
Uma linha não se descreve com uma frase.Tem de se traçar sobre a imagem.
Perguntar serve para procurar; contar serve para medir. Por isso o número sai igual todos os dias, e por isso a contagem de pessoas está homologada pelo Centro Español de Metrología.
Explique-nos o seu problema e dizemos-lhe se o IRIS o compreende ou ainda não.
Respondemos no mesmo dia útil.