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CAM-564

Algo atravessa o muro por cima e larga um volume lá dentro

Recinto restrito ao anoitecer, com o pátio já vazio. Um drone atravessa o topo do muro por cima do arame, leva um volume pendurado e projeta um círculo de luz sobre o pavimento. Em baixo, o portão de veículos está fechado, há luz na guarita e na rua acabou de chegar um carro de serviço. O IRIS não diz quem pilota aquele drone nem de onde. Diz que há um objeto a voar dentro de um espaço onde nada pode voar e que largou um volume no pátio, e di-lo enquanto está a acontecer.

Recinto restrito ao anoitecer, com o pátio já vazio. Um drone atravessa o topo do muro por cima do arame, leva um volume pendurado e projeta um círculo de luz sobre o pavimento. Em baixo, o portão de veículos está fechado, há luz na guarita e na rua acabou de chegar um carro de serviço. O IRIS não diz quem pilota aquele drone nem de onde. Diz que há um objeto a voar dentro de um espaço onde nada pode voar e que largou um volume no pátio, e di-lo enquanto está a acontecer.
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O que o IRIS compreende

O que reconhece nesta cena

  • drone a atravessar o muro
  • volume pendurado no drone
  • círculo de luz sobre o pavimento
  • muro perimetral com arame
  • pátio interior vazio
  • portão de veículos fechado
  • guarita de controlo com luz
  • carro de serviço na rua
  • pessoa de serviço a apontar para cima
  • portões do armazém

A regra

Decide uma vez. O IRIS aplica sempre.

Se

algo voa por cima do muro do recinto

Duranteo recinto está fechado e o pátio vazio

Então

  1. avisa a vermelho a guarita e a sala, com o ponto por onde atravessou
  2. marca na imagem o ponto do pátio onde caiu o volume
  3. guarda o vídeo completo do sobrevoo e deixa-o ligado ao auto
A instrução que o configurou«Avisa-me a vermelho se algo voar por cima do muro fora do horário de serviço.»

O que muda

O que muda para quem sai, para quem decide e para quem o justifica depois

Um muro alto e arame farpado resolvem o problema de quem entra a pé, e não resolvem nada do que chega por cima. Esta câmara devolve duas coisas que até agora não existiam: a hora exata a que aconteceu e o ponto do pátio onde caiu o volume, que é a diferença entre procurar por um pátio inteiro de noite e ir direto a um sítio. E devolve uma terceira, que é a que aguenta o passar do tempo: a sequência guardada. Quando alguém perguntar, daqui a seis meses, se aquilo aconteceu mesmo e a que horas, a resposta não é uma recordação.

O que costumam perguntar

O IRIS pode saber quem pilota o drone?

Não, e não o tenta. Uma câmara vê o que se passa à frente dela: um objeto a voar e um volume a cair. Quem o maneja e de que terraço é uma investigação, e essa fá-la uma pessoa com os meios e a competência para o fazer. O que o IRIS traz é o ponto de entrada, a hora exata e o vídeo, que é justamente por onde começa qualquer investigação a sério.

E se o que atravessa for um pássaro?

Vai acontecer, e por isso o aviso leva o vídeo colado. Um pássaro e um drone não se movem igual — um bate as asas e desvia-se, o outro vai a direito e para no ar —, por isso a maioria separa-se sozinha. As que não, separa-as uma pessoa em dois segundos a olhar o clipe. Preferimos um aviso a mais com vídeo do que um aviso a menos: olhar custa dois segundos, não saber custa a noite inteira.

O IRIS pode abater o drone ou bloquear o seu sinal?

Não. O IRIS é um sistema de vídeo: vê e avisa. Não emite nada, não interfere com nada e não atua sobre nenhum objeto. O que faz é que alguém saiba no momento em vez de no dia seguinte, e que fique gravado. Qualquer medida sobre o drone é uma decisão de quem tem essa competência, com as regras que a regulem, e não a toma um programa.

Simulação · como funciona o IRIS

Aqui não há alarmes a mais. Há o que é preciso ver.

Não é um vídeo gravado nem um desenho explicativo: é um resumo do ecrã real, com um caso diferente sempre que arranca. Por trás há muito mais.

  1. Olha para todo o sistema
  2. Marca o que falha
  3. Põe tudo num ecrã
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E o melhor

A madrugada de hojenão tem de esperar pelo relatório da manhã.

O IRIS compreende no momento e avisa quem está de serviço, com a câmara e a hora. No dia seguinte não há nada a reconstruir: já está contado.

Explique-nos o seu problema e dizemos-lhe se o IRIS o compreende ou ainda não.

Respondemos no mesmo dia útil.