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CAM-175

A água a subir pela escadaria

De noite, depois de horas de chuva. A água desce turva e com espuma pelo leito canalizado e cobriu quase toda a escadaria de descida: restam três degraus acima. No passeio molhado há um grupo parado a olhar, e outras pessoas debruçam-se da ponte. O IRIS lê a que altura chega a água sobre os degraus de pedra, que ali estão desde sempre e não se mexem.

De noite, depois de horas de chuva. A água desce turva e com espuma pelo leito canalizado e cobriu quase toda a escadaria de descida: restam três degraus acima. No passeio molhado há um grupo parado a olhar, e outras pessoas debruçam-se da ponte. O IRIS lê a que altura chega a água sobre os degraus de pedra, que ali estão desde sempre e não se mexem.
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Imagem gerada com IA

CAM-175 · ACCESS STEPS · LEVEL OVER STEPS

O que o IRIS compreende

O que reconhece nesta cena

  • escadaria coberta
  • escadaria de acesso
  • pessoas no passeio
  • pessoas na ponte
  • restos a flutuar

O que esta câmara mede

Um aviso diz que se passa algo. A leitura diz quanto.

  • 9 / 12Degraus cobertos
  • 2,10 mAltura acima do primeiro degrau
  • +25 cm / 10 minRitmo de subida
  • 2,40 mCota de corte do acesso
  • 8Debruçados sobre o leito
  • 20:30Hora da leitura

Os números deste ecrã são um exemplo da ilustração, não a medição de nenhum cliente.

A série, não o dado solto

Um número não diz nada. Uma curva diz.

A água sobre a escadaria, a cada dez minutos

  • Altura acima do primeiro degrau
  • Cota de corte do acesso
A água sobre a escadaria, a cada dez minutos
IntervaloAltura acima do primeiro degrau
19:300.55 m
19:400.7 m
19:500.95 m
20:001.25 m
20:101.55 m
20:201.85 m
20:302.1 m
Cota de corte do acesso2.4 m

Os números deste ecrã são um exemplo da ilustração, não a medição de nenhum cliente.

A regra

Decide uma vez. O IRIS aplica sempre.

Se

a água cobre o degrau marcado pelo município, ou sobe mais depressa do que o ritmo definido

Então

  1. avisar o técnico de proteção civil com a câmara, a leitura e a curva da última hora
  2. dizer quanta gente está debruçada sobre o leito nesse momento
  3. repetir o aviso a cada dez minutos enquanto a água continuar a subir
A instrução que o configurou«Diz-me a que degrau da escadaria chega a água, e avisa-me quando passar o que marcámos.»

O que muda

O que muda para quem responde pela instalação

«A água está a 2,10 metros acima do primeiro degrau» não diz nada a ninguém. Pode estar assim a tarde toda. O que decide se se corta o acesso não é a altura: é a que ritmo sobe. Nos primeiros dez minutos subiu quinze centímetros; nos últimos, vinte e cinco. Esse declive vê-se num relance no gráfico e não cabe num número solto. Quem está de serviço olha para a curva, vê onde está a cota que o município definiu e decide fechar a escadaria antes de ser preciso tirar alguém de lá. O IRIS não fecha nada e não prevê nada: lê uma altura sobre uma pedra que ali está, e desenha-a enquanto muda.

O que costumam perguntar

Isto substitui os sensores da bacia?

Não, e convém que fique claro. Isto é uma leitura sobre uma referência visível — uns degraus de pedra — feita com uma câmara, e só vale para o troço de leito que essa câmara vê. Não é um sistema de aviso hidrológico: não mede caudal, não sabe o que se passa quilómetros acima e não anuncia uma cheia. Os sensores da bacia e o serviço de emergência continuam a fazer o seu trabalho na mesma, e esta câmara não lhes retira nenhuma função. O que acrescenta é aquilo que lhes falta: o que se passa exatamente neste ponto, e se está alguém à frente.

O IRIS avisa que vai haver uma cheia?

Não. O IRIS não prevê. O gráfico só tem dados à esquerda do agora: não há nenhuma curva desenhada para o futuro, porque o IRIS não sabe se daqui a dez minutos a água vai subir, descer ou ficar igual. O que mostra é o que a água fez até este momento sobre uma referência que não se mexe. Com isso, uma pessoa decide. Sem isso, decide na mesma, mas às cegas.

E de noite, ou com a água muito turva?

A leitura não é da cor da água: é de onde está a linha de água em relação aos degraus, e isso vê-se igual de noite com a iluminação do passeio. Quando a câmara não consegue ler a referência — nevoeiro cerrado, chuva contra a objetiva, o vidro sujo — o IRIS di-lo e deixa de dar a leitura, em vez de dar um número inventado. Uma leitura que falha em silêncio é pior do que não a ter. E quanto às pessoas debruçadas, o IRIS conta corpos e mais nada: não identifica ninguém, não reconhece rostos e não lê matrículas.

Demonstração · IRIS em funcionamento

Veja o que acontece. E veja o que o IRIS faz com isso.

Não é um vídeo gravado nem um desenho: é um resumo da ferramenta real, com um caso diferente em cada volta. A ferramenta inteira não cabe num quadrado.

  1. Olha para todo o sistema
  2. Marca o que falha
  3. Põe tudo num ecrã
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E o melhor

Comprou um armazém de imagens.O que era preciso era alguém que as visse.

Essas mesmas câmaras que hoje só enchem discos podem avisar do que importa enquanto está a acontecer. O armazém fica; deixa é de ser tudo o que tem.

Explique-nos o seu problema e dizemos-lhe se o IRIS o compreende ou ainda não.

Respondemos no mesmo dia útil.