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CAM-126

Balcão sem ninguém atrás

O átrio de um hospital a meio da manhã, com o sol a entrar pelo janelão. Ao centro, o balcão curvo da receção: os monitores ligados, os telefones no lugar, as pastas em cima do tampo e as duas cadeiras vazias. À frente, três pessoas esperam de pé a olhar para o posto; à direita, um profissional de bata também espera. Na sala de espera do janelão está só uma pessoa sentada. O IRIS não olha para quem falta: olha se a zona atrás do balcão tem alguém a atendê-la.

O átrio de um hospital a meio da manhã, com o sol a entrar pelo janelão. Ao centro, o balcão curvo da receção: os monitores ligados, os telefones no lugar, as pastas em cima do tampo e as duas cadeiras vazias. À frente, três pessoas esperam de pé a olhar para o posto; à direita, um profissional de bata também espera. Na sala de espera do janelão está só uma pessoa sentada. O IRIS não olha para quem falta: olha se a zona atrás do balcão tem alguém a atendê-la.
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Imagem gerada com IA

CAM-126 · MAIN RECEPTION · POST UNATTENDED

O que o IRIS compreende

O que reconhece nesta cena

  • posto sem ninguém
  • pessoas à espera
  • à espera no balcão
  • profissional também à espera
  • sala de espera

O que esta câmara mede

Um aviso diz que se passa algo. A leitura diz quanto.

  • 9 minPosto vazio há
  • 0 / 2Postos cobertos
  • 3Pessoas à espera à frente
  • 6 minA que espera há mais tempo
  • 1Sentadas na espera
  • 12:37Hora do aviso

Os números deste ecrã são um exemplo da ilustração, não a medição de nenhum cliente.

A regra

Decide uma vez. O IRIS aplica sempre.

Se

o posto do balcão fica sem ninguém mais minutos do que o hospital definiu e há pessoas à espera à frente

Então

  1. avisar o responsável de turno com a câmara e o balcão que ficou descoberto
  2. dizer quanta gente está à espera à frente e desde quando
  3. fechar o aviso só quando alguém volta ao posto, não quando alguém o vê
A instrução que o configurou«Avisa-me se o balcão da receção ficar sem ninguém atrás mais tempo do que combinámos, e sobretudo se houver gente à espera à frente.»

O que muda

O que muda para quem gere o serviço

Um balcão fica sozinho por bons motivos. Alguém desce a buscar uma cadeira de rodas, alguém acompanha uma pessoa idosa até ao elevador, alguém atende uma chamada de dois minutos que dura vinte. Ninguém fez nada de errado, mas à frente junta-se gente que não sabe para onde ir, e o primeiro que pergunta costuma ser o que está pior. Hoje a supervisora sabe por uma reclamação, três dias depois. Com o IRIS sabe enquanto acontece, com a câmara e o balcão, e manda alguém cobrir. E ao fim do mês tem o dado que hoje não existe: a que horas do dia aquele balcão fica descoberto, que é o que faz falta para arranjar a escala em vez de pedir mais vontade.

O que costumam perguntar

Isto serve para saber se alguém saiu do seu posto?

Não, e não pode ser usado assim. O IRIS não identifica ninguém: não sabe quem estava no balcão, não sabe se quem lá está agora é o mesmo de há uma hora, não reconhece rostos e não tem ficha de ninguém. O que olha é a ZONA: se o posto tem alguém a atendê-lo ou não. A pergunta que responde é «há alguém na receção neste momento?», não «quem é que saiu?». Com a primeira cobre-se um turno; a segunda não a responde, porque a câmara não o sabe.

Como sabe que a pessoa atrás do balcão é do hospital?

Por onde está e pela roupa que traz, não por quem é. A zona desenhada aqui é o lado de dentro do balcão, não a fila da frente, e o hospital pode ainda exigir que quem lá esteja traga farda. É exatamente o mesmo mecanismo que reconhece um capacete numa obra: uma peça de roupa e um sítio. Se alguém se mete atrás do balcão à paisana, a zona não conta como coberta, e isso também é útil saber.

E se o balcão ficar vazio de propósito, à noite?

Então aí não há regra nenhuma e não dispara nada. O horário escreve-o o hospital, balcão a balcão e faixa a faixa: quantos postos têm de estar cobertos, quantos minutos se tolera que não estejam e a que horas a regra se desliga por completo. É isso que faz o aviso continuar a significar alguma coisa. Um aviso que dispara todas as noites deixa de ser lido numa semana, e depois também não serve na noite em que faz falta.

A interface real, passo a passo

Em cada volta, um caso novo. Sempre o mesmo ecrã.

Reproduz-se sozinho e mostra um caso do princípio ao fim. É um resumo: o ecrã real tem muitas mais funções do que cabem neste quadrado.

  1. Monta-se a regra
  2. Aplica-se às câmaras
  3. Publicada, vigia sozinha
  4. E então dispara
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IRISDirectoGrabacionesGISIncidencias3996SituaciónCasosLPRAutomatizacionesIRIS DATA
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IRIS · Infinity Neural

E o melhor

A madrugada de hojenão tem de esperar pelo relatório da manhã.

O IRIS compreende no momento e avisa quem está de serviço, com a câmara e a hora. No dia seguinte não há nada a reconstruir: já está contado.

Explique-nos o seu problema e dizemos-lhe se o IRIS o compreende ou ainda não.

Respondemos no mesmo dia útil.