CAM-922
Estourada: metade da imagem virou uma mancha branca
O mesmo cruzamento e, no primeiro olhar, parece que a câmera funciona: tem imagem, tem cor embaixo à esquerda, dá para ver a gente esperando ao lado da jardineira e as folhas da árvore da esquina. Só que do meio para cima não sobrou nada. A fachada, o toldo verde da farmácia, a área externa do café e a calçada do fundo viraram uma mancha branca só, sem desenho nenhum lá dentro. A faixa de pedestres é quase um fantasma. Onde tinha luz, agora tem branco. O IRIS enxerga que boa parte do enquadramento está acima do que o sensor consegue registrar e que ali não sobrou nada para recuperar. Se é o sol deste horário, um ajuste que saiu do lugar ou um refletor novo mal apontado, ele não sabe.

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Imagem gerada com IA
O que o IRIS entende
O que ele reconhece nesta cena
- enquadramento estourado de branco
A regra
Decida uma vez. O IRIS aplica sempre.
Se
uma parte grande do enquadramento satura de branco e fica sem detalhe por mais tempo do que dura um reflexo
Então
- avisar a manutenção com a câmera, o horário e o vídeo de como foi ficando assim
- apontar que zona do enquadramento ficou sem detalhe, e não só que a imagem está clara
- repetir a verificação no mesmo horário nos dias seguintes, para separar o sol de toda tarde de um defeito
A instrução que configurou isso«Me avisa se numa câmera uma parte do enquadramento ficar estourada de branco por mais tempo do que dura um reflexo, e me diz que parte é.»
O que muda
O que muda para quem responde pelas câmeras enxergarem
Uma imagem estourada engana mais do que uma preta. A preta qualquer um enxerga ao passar na frente do monitor; a branca parece que funciona: tem movimento, tem cor embaixo, tem gente. E o pedaço que se perdeu quase sempre é o que interessava: a porta do prédio, a calçada do fundo, a entrada da loja. No dia em que alguém pede aquele vídeo, a metade de cima não existe, e num relatório de ocorrência “não dá para distinguir nada” pesa pouquíssimo. Com o IRIS alguém fica sabendo hoje, com o horário e com a parte do enquadramento que ficou sem detalhe. Muitas vezes se resolve mudando um refletor de lugar ou colocando uma pala, sem comprar nada.
O que costumam perguntar
O sol bate de frente uma hora toda tarde e sempre foi assim. Vai avisar todo dia?
Não, se você disser que aquele horário é normal nessa câmera. A regra se escreve por câmera e por faixa de horário: o horário do sol fica marcado como esperado e para de avisar. O que dispara é o que sai desse padrão: o dia em que o estouro começa duas horas antes, dura o dobro ou não some quando o sol se põe. Mesmo assim vale saber que aquele ponto fica cego uma hora por dia, porque uma hora sem enxergar uma entrada é uma hora sem enxergar, seja por causa do sol ou por causa de um defeito.
A câmera não corrige isso sozinha? Ela tem compensação de contraluz.
Muitas vezes sim, e quando consegue não tem nada para avisar. O problema é o dia em que não consegue: o sol muda de lugar com a estação, aparece um vidro novo na frente devolvendo a luz, ou alguém instala um refletor onde não tinha. Aí a correção fica curta e o resultado é essa imagem. O IRIS não mexe nos ajustes da câmera nem pretende mexer: olha o resultado e diz se aquele enquadramento serve para enxergar ou não. Calibrar a câmera continua sendo trabalho de gente.
Um vídeo estourado serve para alguma coisa?
Para alguma coisa serve: para saber que aconteceu algo e em que horário, porque o movimento continua aparecendo. Para o resto, não. Não tem roupa, não tem rosto, não tem número, não tem cor confiável. E depois de estourado não se recupera aumentando o brilho: o que o sensor não registrou não está no arquivo. Por isso esta ficha trata o caso como defeito e não como incômodo. A imagem continua bonita no monitor e falha na única coisa que vão pedir dela no dia em que fizer falta.
Todas as simulações
A pé no meio das máquinas
Me avisa se alguém entrar a pé por onde uma máquina se movimenta e ficar lá mais de cinco segundos.
- A frase
- Onde ela vale
- O que ela acha
- A mesma regra
Próximo passo
O estado das câmeras
E quem fica de olho nas câmeras?
34 casos, e em todos o IRIS avisa quando acontece alguma coisa. Você vê cada imagem como ela é e depois com o que ele entende por cima.
A cidade
Quem olha as câmeras de uma cidade inteira?
23 casos: 18 avisam quando acontece alguma coisa e 5 só medem. Você vê cada imagem como ela é e depois com o que o IRIS entende por cima.
E o melhor
A regra não decide nada.Ela só lembra sempre, e avisa quem decide.
Você escreve uma vez o que tem que ser olhado e aquilo se cumpre igual às 3h da manhã e ao meio-dia. O que se faz com o aviso continua sendo decisão de uma pessoa.
Conte o seu problema e a gente diz se o IRIS entende isso ou ainda não.
A gente responde no mesmo dia útil.