CAM-919
Sujeira de pombo secando no domo
Meio-dia numa praça de frente para o mar, com o sol batendo de frente. Dá para ver tudo: gente atravessando a calçada, a área externa do café com os guarda-sóis, as jardineiras, os carros encostados no meio-fio. Tudo menos um canto. Do lado direito do enquadramento tem uma mancha branca e grossa, cheia de grumos, grudada no vidro do domo: não é sombra nem reflexo, está na frente da imagem. Cobre inteira a faixa de pedestres e a calçada da frente. O IRIS enxerga que aquele pedaço faz horas que não muda enquanto o resto do enquadramento se mexe, e avisa que a câmera perdeu uma parte do que tinha que vigiar.

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Imagem gerada com IA
O que o IRIS entende
O que ele reconhece nesta cena
- mancha grudada no domo
A regra
Decida uma vez. O IRIS aplica sempre.
Se
uma parte do enquadramento fica coberta por algo grudado no domo e continua coberta horas depois
Então
- avisar a manutenção com a câmera, o horário e o vídeo do momento em que apareceu
- dizer que zona vigiada ficou sem ser vista e desde quando
- registrar quantas vezes aconteceu a mesma coisa naquela câmera neste ano
A instrução que configurou isso«Me avisa se alguma coisa grudar no domo e cobrir um pedaço do enquadramento, e me diz se esse pedaço é uma das zonas que eu vigio.»
O que muda
O que muda para quem responde pelas câmeras enxergarem
É o defeito mais bobo e um dos que saem mais caro. A câmera está boa, a imagem está boa e ninguém vai dar baixa nela. Só que a faixa de pedestres que ela tinha que ver sumiu do vídeo, e a mancha cobre sempre o mesmo pedaço: não é falha que vai e volta. Se amanhã alguém for atropelado bem ali, a gravação existe e não mostra. Com o IRIS o aviso chega no mesmo dia e diz que pedaço se perdeu e se esse pedaço era uma das zonas vigiadas. Aí você sobe para limpar aquela câmera, e não as trinta da praça. E ficam as duas datas: o dia em que ficou encoberta e o dia em que voltou a enxergar.
O que costumam perguntar
Perto do mar isso acontece quase todo dia. Não vou acabar ignorando o aviso?
Depende do que vem junto com o aviso. Se for só uma luzinha acendendo, sim, uma hora você ignora. Esse aqui traz mais duas coisas: que parte do enquadramento se perdeu e se essa parte era uma das zonas vigiadas. Mancha num canto de céu fica anotada e espera a próxima visita; mancha em cima da faixa de pedestres sobe hoje. Mesma câmera, mesma sujeira, duas prioridades diferentes.
Ele percebe que a câmera foi limpa ou é preciso fechar o aviso na mão?
Fecha sozinho. O IRIS compara o que está vendo com a referência daquela câmera: quando o pedaço encoberto volta a se mexer e a dar detalhe como o resto, o aviso fecha com data e hora. Ninguém precisa lembrar de dar por resolvido. E ficam as duas datas juntas, a de encobrir e a de limpar, que é justamente o que faz falta para saber se a ronda de limpeza chega na hora ou chega tarde.
Serve de alguma coisa saber que numa câmera acontece sempre a mesma coisa?
Serve para parar de limpar. Se uma câmera aparece encoberta de duas em duas semanas e as vizinhas não, o problema já não é limpeza: é que tem um lugar bem em cima onde as aves pousam. Isso não se resolve subindo mais vezes, se resolve com um espinho ou mudando o suporte. O IRIS não decide nada disso: só conta quantas vezes aconteceu em cada câmera. Essa contagem faz a pergunta sozinha.
A interface real, passo a passo
Você define a regra uma vez. O IRIS aplica sempre.
Você vai ver um resumo da interface, rodando passo a passo e sem mão nenhuma. Cada volta começa com outro caso. A ferramenta completa não cabe numa demonstração.
- Você monta a regra
- Ela vale nas câmeras
- Publicada, ela vigia sozinha
- E então ela dispara
Próximo passo
Os portos
Quem está olhando um cais inteiro às 3h da manhã?
14 casos: 13 avisam quando acontece alguma coisa e um só mede. Você vê cada imagem como ela é e depois com o que o IRIS entende por cima.
Os bancos
Quem olha as câmeras de uma rede inteira de agências?
13 casos: 12 avisam quando acontece alguma coisa e um só mede. Você vê cada imagem como ela é e depois com o que o IRIS entende por cima.
E o melhor
Tem noite de cerraçãoem que a imagem não serve pra nada. E a gente não disfarça.
Contraluz, chuva forte, um poste queimado. O IRIS trabalha com o que a câmera põe na frente dele; quando não tem imagem, avisa que não tem, em vez de inventar uma resposta.
Conte o seu problema e a gente diz se o IRIS entende isso ou ainda não.
A gente responde no mesmo dia útil.