Os data centersSegurança das pessoas
CAM-547
Duas pessoas passam e só uma encostou o crachá
Oito e meia da manhã, cabine de acesso ao data center. Uma pessoa para na frente do leitor e apresenta o crachá. A folha abre e, enquanto ela volta, uma segunda pessoa entra atrás pelo mesmo vão sem parar. Nenhum dos dois faz nada de estranho: deram bom-dia e um segurou a porta para o outro. Do lado de fora uma terceira espera. O IRIS enxerga dois corpos cruzando e um crachá só apresentado, e guarda o vídeo.

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Imagem gerada com IA
O que o IRIS entende
O que ele reconhece nesta cena
- segunda pessoa cruzando sem crachá
- pessoa que apresenta o crachá
- crachá na frente do leitor
- leitor da porta
- folha ainda aberta
- cabine de acesso
- balcão da recepção
- pessoa esperando do lado de fora
O que esta câmera mede
Um aviso diz que está acontecendo algo. A leitura diz quanto.
- 1Crachás apresentados
- 2Pessoas que cruzaram a folha
- 1,4 sTempo entre um e outro
- 6 sSegundos com a folha ainda aberta
- 08:41:20Vídeo salvo a partir de
Os números desta tela são um exemplo da ilustração, não a medição de nenhum cliente.
A regra
Decida uma vez. O IRIS aplica sempre.
Se
pela mesma folha cruzam duas pessoas e foi apresentado um crachá só
Então
- avisa a recepção com a porta, a hora e quantos cruzaram
- guarda o vídeo dos dez segundos de antes e dos dez de depois
- deixa o aviso do lado da leitura do controle de acesso, para conferir de bate-pronto
A instrução que configurou isso«Me avisa quando por uma porta de acesso passarem mais pessoas do que crachás apresentados.»
O que muda
O que muda para quem responde pela segurança física do data center
Um data center vende uma coisa antes de qualquer outra: saber quem esteve lá dentro e a que horas. Se por uma porta passam duas pessoas com uma leitura só, a lista de quem está dentro para de bater, e isso se descobre no dia da auditoria, não no dia em que aconteceu. O IRIS não acusa ninguém: conta corpos, conta leituras e avisa quando os dois números não fecham. O que fazer em seguida — relembrar o procedimento, trocar o tipo de porta ou simplesmente deixar registrado — quem decide é quem responde pela segurança.
O que costumam perguntar
O IRIS sabe se o segundo tinha permissão para entrar?
Não. O IRIS conta corpos e enxerga quantos crachás foram apresentados no leitor; de quem é cada crachá ele não sabe, e não vai saber. Esse dado é do controle de acesso. O que a câmera acrescenta é a outra metade: por aquela folha passaram duas pessoas às 08:41 e teve uma leitura só. Com as duas metades lado a lado, conferir leva trinta segundos.
Não é normal segurar a porta para um colega?
É normal, é educado e acontece todo dia. Por isso o aviso não chama ninguém de suspeito e não trava nada: ele só registra que a lista de quem está dentro não bate com o que passou pela porta. A maioria se fecha em um minuto, e é exatamente o que tem que acontecer. O que não pode é ninguém perceber nunca.
Ele reconhece o rosto de quem entra?
Não. O IRIS não reconhece rosto, não compara rosto com lista nenhuma e não sabe quem é ninguém. O que ele enxerga é um corpo cruzando um vão, e quantos cruzam. A identidade quem põe é o controle de acesso com o crachá dele, ou não põe ninguém. Essa separação é de propósito: a câmera dá o fato, o outro sistema dá o nome.
Outras câmeras
- CAM-548 · Os dois dentro da eclusa, e a folha de dentro aberta
- CAM-549 · Alguém sozinho num corredor onde se entra acompanhado
- CAM-550 · Um calço de madeira segurando a porta da sala
- CAM-551 · Parece uma manutenção comum, e provavelmente é
- CAM-552 · O rack ficou aberto e já não tem mais ninguém na frente
- CAM-553 · Um único par de mãos dentro do painel aberto
Todas as simulações
Equipamento de emergência tapado
Me avisa se alguma coisa tapar uma saída, um chuveiro lava-olhos ou um acesso de emergência, ou se faltar equipamento.
- A frase
- Onde ela vale
- O que ela acha
- A mesma regra
Próximo passo
Os bancos
Quem olha as câmeras de uma rede inteira de agências?
13 casos: 12 avisam quando acontece alguma coisa e um só mede. Você vê cada imagem como ela é e depois com o que o IRIS entende por cima.
As casas de eventos
Quanto tempo leva para achar uma ocorrência de duas horas atrás?
12 casos: 9 avisam quando acontece alguma coisa e 3 só medem. Você vê cada imagem como ela é e depois com o que o IRIS entende por cima.
E o melhor
A regra se decide uma veze vale sempre do mesmo jeito.
Às 3h da manhã vale o mesmo que ao meio-dia, na câmera um e na câmera quatro mil. Não depende de quem está de turno nem de quão cansado está.
Conte o seu problema e a gente diz se o IRIS entende isso ou ainda não.
A gente responde no mesmo dia útil.