CAM-917
Pó e areia
Uma marginal a meio da manhã, vista do candeeiro. À esquerda o mar e o muro, ao centro as palmeiras e as pessoas a passear, à direita a faixa de rodagem com os carros estacionados e as esplanadas. Vê-se tudo, mas como através de um vidro sujo: o enquadramento inteiro está coberto por um véu acastanhado que apaga o azul da água e o verde das palmeiras, e deixa o asfalto e o passeio da mesma cor de areia. Não há uma mancha concreta: a sujidade está repartida por igual. O IRIS vê que esta câmara há dias que dá menos detalhe e menos cor do que ela própria. O que não sabe é se o pó está no ar ou colado ao vidro: isso di-lo o tempo que durar.

Ative o IRIS Vision
Imagem gerada com IA
O que o IRIS compreende
O que reconhece nesta cena
- véu de pó
A regra
Decide uma vez. O IRIS aplica sempre.
Se
uma câmara está há vários dias seguidos a dar menos detalhe e menos cor do que a sua própria imagem de referência
Então
- avisar a manutenção com a câmara, a hora e o vídeo de como se vê agora
- guardar o dia em que começou a velar-se e quanto caiu desde então
- pô-la na lista de limpeza e tirá-la sozinha quando a imagem voltar à referência
A instrução que o configurou«Diz-me que câmaras estão a dar menos detalhe do que na semana passada, e avisa-me se alguma estiver assim há mais de dois dias.»
O que muda
O que muda para quem responde por as câmaras verem
Uma câmara velada não está avariada. Continua a gravar, continua ligada e na lista aparece a verde. Por isso ninguém lhe toca. O problema chega no dia em que faz falta aquele vídeo — quem deixou o volume no passeio, que carro raspou o candeeiro — e o que há é uma imagem cor de areia onde não se distingue nada. Hoje o pó tira-se quando alguém sobe por outra coisa ou quando a ronda de limpeza lhe calha por calendário. Com o IRIS deixa de ser calendário: há uma lista de câmaras concretas, cada uma com o dia em que começou a velar-se. Limpa-se a que precisa, e fica escrito quando se sujou e quando voltou a ver. A manutenção deixa de ser um hábito e passa a ser um dado.
O que costumam perguntar
Numa pedreira todas as câmaras estão sempre sujas. Isto não é um aviso perpétuo?
Não, porque não se compara com uma câmara limpa de fábrica: compara-se consigo mesma. Cada câmara tem a sua própria referência, que é como vê aquele sítio acabada de limpar. Numa pedreira essa referência já tem pó, e não faz mal. O aviso salta quando aquela câmara concreta piora em relação a si mesma e não recupera sozinha. O limite é posto por quem opera a instalação: numa pedreira põe-se mais alto do que num átrio.
Como distingue o pó do vidro do nevoeiro ou da calima?
Pelo tempo que dura e pela forma como se reparte. O nevoeiro e a calima entram, duram umas horas e a imagem volta sozinha; o pó colado ao vidro continua igual de noite, no dia seguinte e com sol. Além disso, o nevoeiro come sobretudo o fundo e deixa o primeiro plano bastante limpo, enquanto a sujidade do vidro vela todo o enquadramento por igual. Por isso o IRIS não avisa à primeira hora má: espera para ver se a imagem recupera sozinha.
Isto não devia ser resolvido pelo contrato de limpeza?
O contrato diz de quanto em quanto tempo se sobe. Não diz quais é que precisam. Hoje limpam-se todas de tempos a tempos: as que estavam bem e as que há semanas não viam nada. O IRIS não limpa nenhuma câmara; o que faz é dar a lista de quais e desde quando, para que a visita vá onde é preciso. E deixa as duas datas juntas, a de se sujar e a de voltar a ver, que é o que permite verificar se a ronda chega a tempo.
Simulação · como funciona o IRIS
Define a regra uma vez. O IRIS aplica-a sempre.
Verá um resumo da interface, reproduzido passo a passo e sem mãos. Cada volta começa com outro caso. A ferramenta completa não cabe numa demonstração.
- A hora, numa grelha
- Olhas onde está escuro
- Saltas para esse minuto
Passo seguinte
Os hotéis
Quando se decide uma má avaliação?
15 casos: 11 avisam quando acontece algo e 4 apenas medem. Vê cada imagem tal como é e depois com o que o IRIS compreende por cima.
Os portos
Quem está a olhar para um cais inteiro às três da manhã?
14 casos: 13 avisam quando acontece algo e um apenas mede. Vê cada imagem tal como é e depois com o que o IRIS compreende por cima.
E o melhor
Câmaras é o que não lhe falta.O que se esgota são os olhos para as ver.
Uma pessoa consegue seguir dois ou três ecrãs. Ninguém consegue seguir quarenta. O IRIS olha para todos e avisa quando é preciso que alguém decida.
Explique-nos o seu problema e dizemos-lhe se o IRIS o compreende ou ainda não.
Respondemos no mesmo dia útil.