CAM-910
Suja
O cruzamento de sempre, visto através de um vidro que há semanas não se limpa. A imagem não está tremida nem escura: está velada. Uma camada de salpicos secos cobre todo o enquadramento e engrossa numa faixa larga pelo centro e pela parte de baixo. Ainda se reconhece o que é grande — duas passadeiras, o toldo verde da farmácia, o azul do café com gente às mesas, um carro branco, um vermelho, uma carrinha azul sobre a passadeira —, mas tudo chega mole, sem contraste e com as cores apagadas. As manchas não se mexem: os carros passam por baixo e elas continuam onde estavam. O IRIS vê que esta câmara vê pior do que há um mês. O que não sabe é se a sujidade está por fora ou por dentro do vidro.

Ative o IRIS Vision
Imagem gerada com IA
O que o IRIS compreende
O que reconhece nesta cena
- sujidade sobre a ótica
A regra
Decide uma vez. O IRIS aplica sempre.
Se
uma câmara perde nitidez e contraste de forma sustentada durante dias e o véu não se mexe com a cena
Então
- marcá-la como câmara que vê pior e pô-la na lista de limpeza
- juntar a imagem de hoje ao lado da do último dia em que via bem
- avisar a manutenção e voltar a verificá-la depois da limpeza
A instrução que o configurou«Diz-me todas as manhãs que câmaras veem pior do que há um mês e quais precisam de limpeza, ordenadas por quanto pioraram.»
O que muda
O que muda para quem responde por as câmaras verem
Ninguém limpa uma câmara porque ninguém sabe qual é que está suja. A sujidade entra devagar: cada dia a imagem está um pouco pior do que ontem e nenhum dia está mal o suficiente para alguém pegar no telefone. Ao fim de um mês a câmara continua «a funcionar» — dá imagem, grava e aparece a verde no mural — e já não serve para aquilo que se comprou. No dia em que é preciso ver uma matrícula, ou de que cor ia a mota, não se vê. Com o IRIS cada câmara compara-se consigo mesma e o aviso chega quando a queda é clara e ainda se resolve com uma vara e um pano. A sujidade não é uma avaria: é uma limpeza que ninguém pediu porque ninguém a viu.
O que costumam perguntar
Como sabe o IRIS que a câmara está suja e não que há nevoeiro?
Porque a sujidade não se mexe e o nevoeiro sim. O IRIS compara cada câmara consigo mesma ao longo do tempo, não com uma imagem ideal: vê se a nitidez e o contraste baixaram e se a perda fica nos mesmos pontos do enquadramento dia após dia, com sol, com chuva e de noite. Um nevoeiro levanta de manhã; um salpico seco continua lá para a semana. Quando a dúvida persiste, o IRIS avisa na mesma e confirma-o quem vir a imagem: mais vale uma verificação de um minuto do que um mês de câmara velada.
O vídeo de uma câmara suja serve para alguma coisa?
Serve para saber que aconteceu alguma coisa e não serve para saber o quê. Com a ótica velada continuam a ver-se vultos, movimentos e veículos; deixam de se ver a matrícula, a cor exata de um casaco ou quem ia à frente. E o problema de fundo não é só que se veja pior: é que ninguém dá por isso até ao dia em que é preciso esse vídeo, e nessa altura já não há forma de o recuperar. Por isso limpar uma câmara é uma tarefa de segurança, não de estética.
E depois de o técnico a ter limpo, é preciso dizê-lo ao IRIS?
Não é preciso. O IRIS volta a olhar para a câmara e compara-a com o seu estado anterior: se a nitidez e o contraste voltaram, o aviso fecha-se sozinho e fica registado que aquela câmara foi limpa nesse dia. Se não voltarem, não fecha, e isso também é informação útil: a sujidade pode estar por dentro da cúpula, o vidro pode estar riscado ou o que falha pode ser a focagem e não a sujidade. Um aviso que não fecha é a forma de saber que a visita não resolveu o problema.
Demonstração · IRIS em funcionamento
Em cada volta, um caso novo. Sempre o mesmo ecrã.
Reproduz-se sozinho e mostra um caso do princípio ao fim. É um resumo: o ecrã real tem muitas mais funções do que cabem neste quadrado.
- A hora, numa grelha
- Olhas onde está escuro
- Saltas para esse minuto
Passo seguinte
Os portos
Quem está a olhar para um cais inteiro às três da manhã?
14 casos: 13 avisam quando acontece algo e um apenas mede. Vê cada imagem tal como é e depois com o que o IRIS compreende por cima.
A banca
Quem vê as câmaras de toda uma rede de balcões?
13 casos: 12 avisam quando acontece algo e um apenas mede. Vê cada imagem tal como é e depois com o que o IRIS compreende por cima.
E o melhor
O vídeo conta o que aconteceu.Um aviso chega enquanto está a acontecer.
Ver a gravação serve para explicar. Saber no momento serve para chegar a tempo. São duas coisas diferentes, e até agora só tinha a primeira.
Explique-nos o seu problema e dizemos-lhe se o IRIS o compreende ou ainda não.
Respondemos no mesmo dia útil.