CAM-913
Teias de aranha
Uma esquina tranquila a meio da manhã: o passeio largo, dois portões metálicos, um muro baixo com um canteiro, árvores jovens e, do outro lado da faixa de rodagem, um prédio de tijolo com as plantas das varandas. Não passa ninguém. O que ocupa o enquadramento não está na rua: é uma teia de aranha colada ao vidro da cúpula, fios brancos acesos pelo sol que atravessam toda a metade esquerda e chegam ao centro. Nota-se que está no vidro porque os fios se veem nítidos e a rua não, e porque não se mexem quando as árvores se mexem. O IRIS vê que há filamentos sobre a ótica e que parte do enquadramento velam. Não sabe se a aranha ainda lá está, e também não precisa.

Ative o IRIS Vision
Imagem gerada com IA
O que o IRIS compreende
O que reconhece nesta cena
- teia sobre o vidro
A regra
Decide uma vez. O IRIS aplica sempre.
Se
há filamentos colados à ótica que velam parte do enquadramento e não se mexem com a cena
Então
- avisar a manutenção com a câmara, a hora e o vídeo da última noite
- voltar a olhar para essa câmara ao anoitecer, quando acende o infravermelho, e guardar as duas imagens juntas
- incluir na mesma rota de limpeza as restantes câmaras do mesmo poste
A instrução que o configurou«Avisa-me se uma câmara tiver teias à frente da objetiva, e diz-mo antes de anoitecer.»
O que muda
O que muda para quem responde por as câmaras verem
De dia parece uma tolice, e por isso está ali desde agosto. De noite deixa de o ser. A câmara acende o seu próprio infravermelho e essa luz bate em fios que estão a cinco centímetros da objetiva: os fios ficam brancos e já não se vê a rua, vê-se a lâmpada da câmara a ressaltar. Uma câmara boa, escolhida precisamente porque via bem de noite, fica cega justamente nas horas que importam. E como só acontece de noite, quem olha para o mural de imagens de manhã não vê nada de estranho. Ainda por cima, os fios mexem-se com o ar e disparam deteções que não são nada, até o operador deixar de acreditar naquela câmara. Arranjá-lo são dez segundos e um pano. O que falta é que alguém saiba.
O que costumam perguntar
Uma teia de aranha não é uma tolice ao lado de alguém mexer na câmara?
De dia quase. De noite não. A câmara acende o seu próprio infravermelho, a luz ressalta em fios que estão a cinco centímetros e o enquadramento fica branco: aquela câmara deixou de ver a rua. Acontece todas as noites, resolve-se com um pano e ninguém dá por isso, porque de dia a imagem parece correta. É dos defeitos mais baratos de resolver de toda a instalação e dos que mais vídeo útil levam pela frente. Alguém mexer na câmara nota-se; isto não.
Como distingue uma teia de algo que está na rua?
Por três coisas que se veem na própria imagem. Está focada quando o resto não está, porque toca no vidro. Não se mexe com a cena: quando o vento move as árvores do fundo, ela vai por sua conta. E continua no mesmo sítio hora após hora e dia após dia. Quando as três coincidem, o IRIS avisa; se não for claro, avisa na mesma e uma pessoa olha para a imagem. Quem decide se é preciso subir a limpar é sempre alguém, não a máquina.
De quanto em quanto tempo é preciso limpar o vidro de uma câmara?
Depende tanto do sítio que qualquer resposta geral seria mentira. Uma cúpula debaixo de uma árvore ou ao lado de um candeeiro, no fim do verão, pode precisar em semanas; o mesmo modelo numa fachada limpa e ventilada pode passar anos. Ninguém consegue escrever um calendário que sirva para os dois, e por isso as revisões gerais chegam sempre cedo a umas câmaras e tarde a outras. O IRIS não propõe um calendário: diz que câmara, e esta semana.
A interface real, passo a passo
Uma câmara olha. O IRIS percebe o que está a ver.
Um extrato do ecrã real, sem locução e sem mãos. Cada volta apresenta outra situação. O que está por trás é bastante maior do que o que se vê.
- Entra na caixa
- Abre o aviso
- Confirma ou descarta
Passo seguinte
A segurança pública
O que pode ver uma câmara sem apontar a ninguém?
13 casos: 9 avisam quando acontece algo e 4 apenas medem. Vê cada imagem tal como é e depois com o que o IRIS compreende por cima.
Os centros de dados
E se a falha não começar com um ataque?
13 casos, e em todos o IRIS avisa quando acontece algo. Vê cada imagem tal como é e depois com o que compreende por cima.
E o melhor
Gravar é memória.Compreender é atenção, e é isso que nunca tinha comprado.
A gravação continua guardada para o caso de ser precisa. O que se acrescenta é que essas mesmas imagens já se compreendem enquanto entram, não meses depois nem à mão.
Explique-nos o seu problema e dizemos-lhe se o IRIS o compreende ou ainda não.
Respondemos no mesmo dia útil.