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Soluções por tipoSegurança das pessoas

E se ele enfia a mão e ela está nua?

A mão nua em cima da esteira

5h50, começo de turno na esteira de triagem. Passa papelão, passa plástico e, de tempo em tempo, um caco de vidro que ninguém viu entrar. Um dos operadores trabalha de mãos nuas: de luva ele não consegue segurar as garrafinhas, e largou elas na terceira hora do turno de ontem. O braço mergulha no meio do material, a um palmo dos roletes, e volta. Quem está na passarela olha aquilo de cima, de costas e a dez metros de distância. Dali, braço com luva e braço sem luva são a mesma coisa.

3 câmeras em 3 setores

É assim que se pede

«Me avisa se alguém começar a triar na esteira sem luva.»

Um corte com vidro na esteira são três pontos, um afastamento de um mês e um posto coberto com hora extra durante quatro semanas. Um respingo de cáustico nas costas da mão é uma ida ao pronto-socorro e uma comunicação de acidente que depois precisa ser explicada para uma fiscalização. E nenhuma das duas aparece em papel nenhum até já ter acontecido, porque ninguém registra as vezes em que alguém trabalhou sem luva e não se cortou.

Se decide uma vez

A decisão é tomada uma vez e é tomada inteira. Se alguém trabalha no trecho de esteira que a gente marcou, por mais do que alguns segundos seguidos, e ainda por cima está com as mãos nuas, abre ocorrência, avisa o encarregado e guarda o vídeo. Os segundos de margem existem para abaixar e pegar alguma coisa não contar. Depois ninguém precisa lembrar: o IRIS aplica em cada turno.

A luva é tirada, e quase nunca por descaso. Ela é tirada porque atrapalha. Uma luva boa tira o tato, e tem gesto que com tato se faz em dois segundos e sem tato em vinte: rosquear uma tampa, separar duas peças pequenas, fazer uma emenda fina. Por isso a mão sai da luva por um momento, e esse momento estica. De longe ninguém corrige, porque a dez metros uma mão com luva e uma mão nua são a mesma mancha.

O dia em que dá errado quase nunca vira notícia. Um corte na esteira, um respingo de soda que no começo nem dói e por isso quem pega continua trabalhando meia hora antes de ir se lavar. Do lado de um cubículo de alta tensão não tem meio-termo. São acidentes de mão, e mão não vira manchete: elas aparecem sozinhas na estatística de afastamento no fim do ano, quando já não tem nada para corrigir.

O IRIS olha as mãos exatamente onde elas importam: em cima do ponto de transferência, no trecho de esteira onde se tria, na frente dos cubículos. Ele enxerga se tem luva ou não tem e avisa enquanto o tambor ainda está fechado e a mão ainda está de fora. Uma luva custa menos do que um dia de afastamento. Aqui isso não é frase de cartaz: é a conta inteira.

O que muda

Antes isso aparecia na ronda do encarregado, se ele passasse por ali, ou no vídeo do dia seguinte quando já tinha uma comunicação para preencher. Agora chega para o encarregado a câmera aberta com o minuto exato e a imagem em que aparece a mão nua em cima do material. Ele vai lá, fala duas palavras e acabou. E no fim do mês ele tem a conta de quantas vezes aquilo aconteceu e em que trecho, que é o que ele precisa para pedir outro tipo de luva.

Onde a gente já viu isso

  • Dez e quinze da manhã na área de transferência. Com os braços à mostra, sem óculos, sem luva e sem avental, um operador passa produto por mangueira para um tambor azul de soda cáustica apoiado numa bacia de contenção amarela. Nas costas dele, a placa que cobra óculos, luva e avental naquela área. Poucos metros adiante, dois colegas da mesma equipe trabalham de capacete, protetor facial e luva de cano longo.

    CAM-313Transfere um cáustico sem óculos, sem luva e sem avental

    «Me avisa se alguém transferir produto nesta área sem os óculos, a luva e o avental.»

    Ver esta câmeraA indústria

  • Turno da tarde no galpão de triagem. No posto da esteira da frente tem uma pessoa sem capacete, sem luva e sem colete, inclinada sobre o material e pegando uma garrafa com a mão nua no meio de vidro, lata e filme. Em volta dela, sete colegas trabalham com capacete, protetor auricular, máscara, colete e luva, e o encarregado revisa a linha com um tablet. O IRIS enxerga um posto ocupado por alguém a quem falta o equipamento.

    CAM-438Sem capacete nem luva, a mão nua em cima da esteira

    «Me avisa se alguém começar a triar na esteira sem capacete, sem luva ou sem colete.»

    Ver esta câmeraA indústria

  • Meio da manhã. Alguém atravessa a brita do pátio de manobra, entre o transformador e os cubículos, e estica o braço na direção deles. Sem capacete, sem protetor facial, sem luva isolante, sem vestimenta antichama. Do lado aparecem arcos azuis nos painéis. Aqui não precisa decidir quantas pessoas são demais: uma pessoa sem equipamento àquela distância já é a ocorrência.

    CAM-347Sem roupa de proteção do lado dos cubículos

    «Me avisa se alguém entrar na área de alta tensão sem capacete, sem luva e sem vestimenta de proteção, mesmo que seja só de passagem.»

    Ver esta câmeraA indústria

O que ele não faz

O IRIS não sabe se a luva é a certa para aquele produto, nem se ela está rasgada por dentro, nem se alguém está com ela mal colocada. Ele enxerga se tem uma mão coberta ou uma mão nua no ponto que você marcou.

E ele depende muito de onde a câmera está: a dois metros e de frente ele separa bem, a vinte metros e de costas não separa. Se aquela câmera não dá conta, o honesto é falar antes e não colocar a regra ali.

Perguntas

O IRIS separa uma mão com luva de uma mão nua?
Separa, desde que a câmera esteja onde as mãos aparecem de perto: em cima do ponto de transferência, no trecho de esteira onde se tria, na bancada. A dois metros e de frente, uma luva se separa bem da cor da pele. A vinte metros e de costas, não, e nesse caso o honesto é não colocar a regra ali. Nesta cena, onde a câmera é colocada decide se a regra funciona ou não.
Serve para a transferência de produto químico?
Serve, e é um dos lugares onde ele mais é usado. Numa transferência a norma costuma pedir três coisas ao mesmo tempo: óculos, luva e avental. O IRIS pode olhar as três na mesma frase e avisar se faltar qualquer uma, antes de o tambor abrir. A graça está no momento: o aviso chega quando ainda dá para ir buscar o equipamento, e não quando já tem produto no piso e alguém lavando o braço.
Ele avisa se alguém tirar só por um momento?
Avisa, e esse momento é exatamente o que se procura. Quase ninguém trabalha um turno inteiro sem luva: tira por trinta segundos para rosquear uma tampa ou separar duas peças pequenas, e é aí que acontece o corte ou o respingo. Se coloca uma margem de alguns segundos para um gesto normal não disparar nada, e se avisa só se a mão continuar nua depois daquela margem.
Isso é usado para punir quem não usa luva?
Não. O IRIS não identifica ninguém, não reconhece rostos e não diz quem é a pessoa da imagem: ele enxerga uma mão nua num ponto onde luva é necessária. O aviso vai para quem consegue resolver naquele momento, normalmente o encarregado da linha, e serve para essa pessoa colocar a luva. Usar como castigo estraga o sistema: as pessoas aprendem a se esconder da câmera e se perde o que valia.

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Demonstração · IRIS funcionando

A cada volta, um caso novo. Sempre a mesma tela.

Ele roda sozinho e mostra um caso do começo ao fim. É um resumo: a tela de verdade tem muito mais função do que cabe neste quadrado.

  1. As câmeras, em cima do mapa
  2. Você desenha uma área
  3. Sai o que passou
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Estas palavras são as que a gente tem montadas, não as que o IRIS entende. A lista é curta de propósito: você pede com uma frase, e frase não acaba. Conte o que você tem na frente das suas câmeras e a gente diz se ele entende, ou se ainda não.

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E o melhor

A regra não decide nada.Ela só lembra sempre, e avisa quem decide.

Você escreve uma vez o que tem que ser olhado e aquilo se cumpre igual às 3h da manhã e ao meio-dia. O que se faz com o aviso continua sendo decisão de uma pessoa.

Conte o seu problema e a gente diz se o IRIS entende isso ou ainda não.

A gente responde no mesmo dia útil.