Pular para o conteúdo
IRIS NEURALFale com a gente

Soluções por tipoSegurança das pessoas

O que você está vestindo quando abre a válvula?

Dois minutos sem o avental

13h40 e a transferência de hoje são dois minutos: encher uma bombona de vinte litros e fechar. O avental de PVC está pendurado no gancho, a três metros. Ele pesa, esquenta e precisa ser amarrado atrás. Ninguém veste um avental por dois minutos, muito menos em janeiro. A bombona enche por cima e a boca fica na altura da cintura. O que respinga, respinga ali. E ninguém olha.

1 câmeras em 1 setores

É assim que se pede

«Me avisa se alguém transferir produto nesta área sem o avental vestido.»

Um cáustico que cai no uniforme não dói na hora. Ele vai atravessando o tecido devagar, e quando queima já não tem tempo de tirar a roupa. A queimadura aparece no vestiário, no fim do turno. O que vem depois é um afastamento longo, uma apuração e um posto que alguém precisa cobrir por meses. Tudo por uma peça que estava a três metros.

Se decide uma vez

Isso se decide uma vez, e nesta área é quase trivial de definir: o ponto é o metro quadrado na frente da bomba, e o equipamento obrigatório é o que a ficha do produto manda. A frase fica assim: se alguém se colocar na frente da bomba, e além disso não estiver com o avental, avisa quem responde pelo turno e guarda o vídeo. E quem revisa a conta no fim do mês vale ainda mais.

De todo o equipamento de uma área de transferência, o avental é a peça que fica no gancho. É a mais incômoda, a mais quente e a que menos parece fazer falta: um óculos se coloca em dois segundos, uma luva também, mas um avental precisa ser amarrado. E como o risco que ele evita não aparece, aquilo é adiado. Afinal, são dois minutos.

E o dano que ele evita também não avisa. Um cáustico que cai em cima da roupa não queima na hora: ele vai atravessando o tecido devagar enquanto a pessoa continua trabalhando. Quando dói, já não tem como tirar o uniforme a tempo. A queimadura é descoberta no vestiário, no fim do turno, e é daquelas que deixam alguém três meses fora e uma marca para sempre. Ninguém lembra de ter sentido nada.

O IRIS olha aquele metro quadrado na frente da bomba e avisa quando alguém se coloca ali sem o avental. Um aviso, naquele momento, custa vinte segundos até o gancho. É uma das coisas menos espetaculares que o IRIS faz numa fábrica química, e uma das que mais vezes por dia vão ser usadas. Vinte segundos de gancho contra três meses de afastamento: é a conta inteira.

O que muda

Antes, neste ponto não tinha nada. O óculos e a luva aparecem de longe e o encarregado cobra ao passar; o avental, não, porque ninguém olha a cintura de ninguém. Agora tem um aviso na hora e, principalmente, uma contagem no fim do mês: quinze vezes, quase todas no turno da tarde. Com isso se compram aventais mais leves.

Onde a gente já viu isso

  • Dez e quinze da manhã na área de transferência. Com os braços à mostra, sem óculos, sem luva e sem avental, um operador passa produto por mangueira para um tambor azul de soda cáustica apoiado numa bacia de contenção amarela. Nas costas dele, a placa que cobra óculos, luva e avental naquela área. Poucos metros adiante, dois colegas da mesma equipe trabalham de capacete, protetor facial e luva de cano longo.

    CAM-313Transfere um cáustico sem óculos, sem luva e sem avental

    «Me avisa se alguém transferir produto nesta área sem os óculos, a luva e o avental.»

    Ver esta câmeraA indústria

O que ele não faz

O IRIS não sabe de que material o avental é feito nem se ele aguenta o produto que está sendo transferido. Ele enxerga se a pessoa está com ele vestido na frente da bomba ou não está.

Escolher o equipamento certo para cada produto continua sendo de quem conhece a ficha de segurança. Esta regra confere que ele é usado, não que ele é o adequado para o que tem dentro do tambor.

Perguntas

Vale a pena uma regra só para o avental?
Vale, justamente porque o avental é pulado sem ninguém perceber. O óculos e a luva aparecem de longe e qualquer um que passe cobra; o avental ninguém olha, porque é preciso reparar na cintura de alguém para dar falta. É a peça sem vigilância natural, e a queimadura que ela evita só avisa no fim do turno. Uma regra que só cobrisse o que já aparece estaria resolvendo o problema fácil.
Vale se o uniforme já for de um tecido resistente?
Não, o IRIS não consegue levar isso em conta, e vale dizer com clareza. Ele não sabe de que tecido um uniforme é feito nem se aquele tecido resiste ao produto daquele tambor: isso está na ficha de segurança, não na imagem. Se na sua fábrica o uniforme aprovado substitui o avental em algumas áreas, essa exceção é decidida na hora de escrever a regra e vale só onde precisa valer. O que não dá é esperar que o IRIS deduza isso olhando.
Ele pode contar quantas vezes o avental é pulado?
Pode, e é aí que a regra passa a valer alguma coisa de verdade. Um aviso isolado não diz nada: dá para botar a culpa no dia ruim e seguir a vida. Já a contagem de um mês inteiro aponta o dedo para um lugar concreto — a bomba dois, o turno que entra às 14h, os meses de calor. E aí a conversa deixa de ser sobre disciplina e vira sobre equipamento, que é onde a solução costuma estar: um avental mais leve, ou um gancho preso do lado da bomba em vez de trinta metros longe dela.
O IRIS sabe se aquele avental aguenta aquele produto?
Não sabe, e é um limite para deixar claro desde o começo. Ele enxerga que tem um avental vestido; não lê etiqueta, não conhece o material e não sabe que produto está no tambor de hoje. A compatibilidade entre equipamento e produto está na ficha de segurança e quem decide é quem conhece ela. Esta regra resolve um problema bem concreto — o avental ficar no gancho — e não pretende resolver nenhum outro.

Ver todas as perguntas

Todas as simulações

Vazou alguma coisa

Me avisa se tiver líquido ou espuma fora do lugar e, dois minutos depois, ainda estiver ali.

  1. A frase
  2. Onde ela vale
  3. O que ela acha
  4. A mesma regra
IRIS NEURAL
30ES
IRISDirectoGrabacionesGISIncidencias3996SituaciónCasosLPRAutomatizacionesIRIS DATA
Pergunte ou peça alguma coisa…Enviar
IRIS · Infinity Neural

Não achou o seu aqui?

Estas palavras são as que a gente tem montadas, não as que o IRIS entende. A lista é curta de propósito: você pede com uma frase, e frase não acaba. Conte o que você tem na frente das suas câmeras e a gente diz se ele entende, ou se ainda não.

Ver todas as soluçõesConte para a gente o que você vê

E o melhor

A madrugada de hojenão precisa esperar o relatório da manhã.

O IRIS entende na hora e avisa quem está de plantão, com a câmera e a hora. No dia seguinte não tem nada para reconstruir: já está contado.

Conte o seu problema e a gente diz se o IRIS entende isso ou ainda não.

A gente responde no mesmo dia útil.