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E se o controle é pulado por quem está com pressa?

A etapa que foi pulada

Cedo, no controle da pedreira. Na pista da esquerda tem fila: um caminhão está parado em cima da balança com a cancela ainda abaixada. À direita, um caminhão carregado de blocos sai pela pista livre sem pesar, levanta poeira e pega a estrada. Ninguém falou nada com ele, porque ninguém estava olhando aquela pista. No relatório daquela hora esse caminhão não vai aparecer.

5 câmeras em 4 setores

É assim que se pede

«Me avisa quando um caminhão carregado sair sem passar pela balança, e guarda a placa para mim.»

O que não passa pela balança não é faturado, não bate no inventário e não consta em lugar nenhum. No fim do mês o buraco não é atribuído a um caminhão específico: ele é repartido entre todos e recebe o nome de quebra. Ninguém está levando nada; tinha fila e o motorista tinha outra carga às nove. Só que o número do pátio não bate, ninguém sabe por quê, e a reunião termina discutindo uma diferença que não dá para explicar.

Se decide uma vez

Isso se decide uma vez, e quem decide é o dono do procedimento. Você diz qual é a sequência obrigatória, quem pode pular e com que motivo, e quem é avisado quando ela não é cumprida: se um caminhão carregado sair do recinto sem ter passado pela balança, aviso para o controle de produção com a placa, a hora e o vídeo da saída. O IRIS aplica em todas as saídas, inclusive quando tem fila e principalmente quando tem pressa.

A etapa que é pulada quase nunca é importante para quem pula. Aí está a chave, e ela explica por que aquilo acontece tanto. Pesar o caminhão não serve para o motorista: serve para quem fatura, três semanas depois. Passar a caixa pela mesa de inspeção não serve para quem empurra os roletes: serve para quem vai receber a reclamação daqui a dois meses. O benefício de um controle quem cobra é sempre outro, e quase sempre mais tarde.

Por isso o controle é pulado quando tem fila, quando falta tempo ou quando uma máquina falha. A caixa que na bifurcação não segue reto para a mesa de inspeção e pega o desvio direto para a cintagem. O tarugo que na troca de vias entra no galpão que não é o dele. O caminhão carregado que desce do pátio pela estrada de terra em vez de passar pela balança. O problema aparece semanas depois, quando alguém tenta remontar o que aconteceu e descobre que da etapa que faltou não tem rastro nenhum.

O IRIS não vigia a etapa: ele vigia a sequência. Ele sabe que aquele caminhão estava no pátio às 8h12 e na saída às 8h19 sem ter estado em cima da balança no meio. E na antecâmara de higiene ele faz a única coisa que serve de verdade: avisa na porta, não dentro da sala, porque um aviso que chega quando a pessoa já está junto do produto chega tarde.

O que muda

Antes, a etapa que faltou aparecia no fechamento do mês, quando chegava uma reclamação, e nessa altura já não tinha como saber quem nem quando. Agora o aviso chega no momento e no lugar: a placa que sai sem pesar, a caixa que chega na cintagem sem ter passado pela mesa, a pessoa que atravessa a catraca sem lavar as mãos. E ele chega em quem consegue parar aquilo, não em quem vai ter que explicar.

Onde a gente já viu isso

  • Três da tarde na embalagem, com o galpão quente. A esteira desce cheia, uma caixa atrás da outra. Chega na bifurcação e uma delas não vai reto até a mesa de inspeção: entra no desvio e cai direto no posto de selagem, onde um operador já fecha a caixa anterior. Os roletes da mesa de inspeção ficam parados, sem nada em cima. E a torre de sinalização da linha continua verde, porque para o sistema não aconteceu nada. O IRIS acompanha cada caixa e enxerga o caminho que ela pegou.

    CAM-246A caixa pega o desvio e pula a inspeção

    «Me avisa se uma caixa chegar na selagem sem ter passado pela mesa de inspeção.»

    Ver esta câmeraA indústria

  • Seis da manhã na barreira sanitária que separa o corredor da sala de embalagem. À esquerda, o lavatório de aço com três torneiras, sem uso. À direita, o cabideiro com os jalecos limpos e as botas brancas na prateleira. Alguém de cabeça descoberta, sem jaleco e sem touca, passa pela catraca em direção à área limpa. Do outro lado, uma pessoa de touca, máscara e avental azul está no lava-botas. Pela janela aparece a linha cheia de garrafas.

    CAM-212Entrar na área limpa sem touca

    «Me avisa se alguém passar pela catraca para a sala sem touca, sem jaleco ou sem parar no lavatório, e me avisa na porta, não lá dentro.»

    Ver esta câmeraA indústria

  • Começo da manhã no controle de saída da pedreira. Na pista da esquerda tem fila: um caminhão parado em cima da balança e a cancela ainda embaixo. Do lado direito, um caminhão carregado de blocos sai pela faixa pintada como área não autorizada, com a placa de sentido proibido logo na frente. Dois operadores olham a cena do acostamento. O IRIS vê um veículo carregado deixando a instalação sem ter passado pelo ponto de registro.

    CAM-386Um caminhão carregado que passa longe da balança

    «Me avisa quando um caminhão carregado sair da pedreira sem passar na balança, e guarda a placa dele.»

    Ver esta câmeraA indústria

  • Uma placa avança pela mesa de rolos rumo aos portões do fundo. No desvio, o carro de transferência mandou a placa para um portão diferente do que a plaqueta de identificação dela indicava. Turno da tarde na mesa de expedição. Um operador acompanha tudo do púlpito de controle, com o sinalizador aceso ao lado. Outros três olham das passarelas, dois deles com tablet. À esquerda, na outra linha, tem bobinas com a plaqueta colocada.

    CAM-367A placa pegou o desvio errado

    «Me avisa se uma placa ou uma bobina entrar num galpão que não é o que a plaqueta indica.»

    Ver esta câmeraA indústria

  • Começo da tarde no pátio de pilhas. Na balança tem um caminhão branco pesando e outro esperando a vez. À direita, um caminhão vermelho carregado de concentrado desce por uma estrada de terra que começa ao lado da placa de saída não autorizada e contorna a cerca, encosta abaixo. Ainda vai levantando poeira. Ninguém registrou essa viagem. O IRIS vê um caminhão carregado cruzando uma linha por onde não sai nada.

    CAM-380Um caminhão carregado sai por onde não se sai

    «Me avisa se um caminhão carregado sair da pilha pela estrada de baixo em vez de passar na balança.»

    Ver esta câmeraA indústria

O que ele não faz

O IRIS não sabe se alguém tinha autorização para pular a etapa. Existem exceções legítimas todo dia: um caminhão de serviço, uma saída autorizada por outra porta. O IRIS enxerga a sequência e avisa; quem conhece o contexto decide se aquilo estava certo.

E ele só enxerga etapa que acontece num lugar. Se a etapa que faltou é uma assinatura numa tela, aquilo não está na imagem e câmera nenhuma pode conferir.

Perguntas

Como o IRIS sabe que uma etapa foi pulada?
Pela sequência, não pela etapa isolada. Você marca para ele os pontos por onde é preciso passar — o pátio, a balança, a saída — e em que ordem. Se alguma coisa aparece no último ponto sem ter estado no do meio, é isso que dispara o aviso. Com veículo se acompanha a placa; com produto se acompanha o volume de uma câmera para a seguinte. Não precisa colocar leitora em cada ponto: precisa ter câmera onde cada etapa acontece.
E se o caminhão tinha autorização para sair por ali?
Aí o aviso se fecha em dez segundos, e não acontece nada. O IRIS não sabe quem tem autorização nem para quê: quem sabe é a pessoa que recebe o aviso, que abre a imagem, enxerga que é o caminhão da manutenção de sempre e descarta. É justamente por isso que o aviso leva a placa, a hora e o vídeo: para conferir custar dez segundos em vez de um telefonema. E se um caso se repete muito, a regra é ajustada em vez de ser aturada.
Serve para a antecâmara de higiene de uma sala limpa?
Serve, e ali o importante é onde ele avisa. A regra útil não é “me avisa se tiver alguém sem touca dentro da sala”, porque aí o produto já está exposto. A regra útil é “me avisa na porta, antes de atravessar a catraca”: sem touca, sem jaleco ou sem ter passado pelo lavatório. Se marca a área da antecâmara em cima da imagem e o aviso chega na passagem, e não na sala. O resto é documentar um problema em vez de evitar ele.
Ele substitui a balança ou o controle de acesso?
Não substitui. A balança continua pesando e o controle de acesso continua abrindo a porta para quem tem direito; o IRIS não mexe em nenhum dos dois. O que ele traz é o que escapa daqueles sistemas por definição: o que faz quem não passa por eles. Uma balança sabe o que ela pesou, ela não sabe o que saiu sem pesar. Uma catraca sabe quem atravessou, ela não sabe se aquela pessoa lavou as mãos antes. O IRIS olha isso, e avisa quem consegue intervir.

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Veja com os seus olhos

Isso não é vídeo. É um pedaço da tela de verdade.

Um resumo da interface real, rodando sem mão nenhuma. Você vê o caminho de um caso do começo ao fim; o que você não vê são as outras telas, que são muitas.

  1. Quatro câmeras ao mesmo tempo
  2. Cada uma entende a cena
  3. Os números sobem sozinhos
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Estas palavras são as que a gente tem montadas, não as que o IRIS entende. A lista é curta de propósito: você pede com uma frase, e frase não acaba. Conte o que você tem na frente das suas câmeras e a gente diz se ele entende, ou se ainda não.

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Não pesa a pálpebra dela, ela não se distrai e não troca de turno. O que acontece de madrugada é entendido de madrugada, não na manhã seguinte.

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