CAM-932
Desmanchada em blocos: não dá para ler a placa
Uma rua de comércio ao meio-dia, vista de cima. Tem um toldo vermelho de café à esquerda, gente andando na calçada, um grupo de três pessoas à direita, carros estacionados em vaga inclinada e uma moto embaixo. E está tudo desmanchado em blocos: o teto do carro branco do meio é uma mancha chapada, a moto virou um borrão cinza, os rostos não são rostos e nas placas não tem letra. Dá para ver que passa um carro; não dá para ver qual. O IRIS enxerga que o detalhe desta câmera caiu muito abaixo do que esse mesmo enquadramento entrega quando está bom. O que ele não sabe é se o gargalo está na câmera ou no caminho.

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Imagem gerada com IA
O que o IRIS entende
O que ele reconhece nesta cena
- blocos no lugar do detalhe
A regra
Decida uma vez. O IRIS aplica sempre.
Se
a imagem se quebra em blocos e o detalhe cai abaixo do que aquela câmera precisa para o trabalho dela
Então
- avisar a manutenção com a câmera, o horário e o vídeo pixelado
- colocar do lado a imagem boa do mesmo enquadramento, para ver quanto se perdeu
- deixar anotado que, enquanto durar, aquela câmera não serve para ler detalhe
A instrução que configurou isso«Me avisa quando uma câmera parar de dar o detalhe de que eu preciso para ler o que está na imagem.»
O que muda
O que muda para quem responde pelas câmeras enxergarem
Uma batida entre uma moto e um carro nessa rua se resolve com o vídeo: quem ia por onde e com que placa. A câmera estava lá, estava ligada e gravou. E quando o arquivo abre, o carro é um retângulo branco. Esse detalhe não se perdeu na hora de olhar: se perdeu na hora de gravar, e daí não volta. O caro não é o defeito, é descobrir tarde. Com o IRIS o aviso sai no dia em que o detalhe cai, com a imagem boa dessa mesma câmera do lado para comparar. Muitas vezes se resolve sem subir no poste, mexendo em como o vídeo é transmitido; outras vezes não. Mas se sabe, e se sabe a tempo.
O que costumam perguntar
A gravação toda pixelada serve como prova?
Serve para umas coisas e não serve para outras, e é melhor saber antes. Serve para mostrar que aconteceu alguma coisa, em que horário e por onde. Não serve para ler uma placa nem para distinguir alguém a meia distância, porque esse detalhe não está no arquivo: não se perdeu na hora de olhar, se perdeu na hora de gravar, e não tem como recuperar. Quem dá um vídeo por válido é quem conduz o processo, não a gente. Por isso importa ficar sabendo no dia em que começa e não no dia em que se pede.
Comprimir é normal. Onde está o limite?
O limite quem define é para que aquela câmera está ali. Uma câmera de contexto, que só precisa dizer se tem gente na praça, aguenta muita compressão e continua servindo. Uma colocada para ler placa numa entrada, quase nenhuma. Por isso o limite se define câmera por câmera e quem escreve é o titular da instalação, não a gente. O IRIS avisa quando aquela câmera cruza o limite dela, e não quando cruza um número geral que para metade do parque não vale.
É a câmera ou é a rede?
Pode ser qualquer uma das duas, e às vezes as duas juntas. O IRIS não faz esse diagnóstico e não vai fingir que faz: diz qual câmera, desde quando, quanto caiu e com que imagem. Daí em diante a pista é simples. Se acontece numa câmera só, se olha aquela câmera. Se acontece em todas do mesmo trecho no mesmo horário, se olha o caminho. É o dado com que a busca começa, e hoje ele só existe quando alguém reclama que não dá para ler nada.
A interface real, passo a passo
Você define a regra uma vez. O IRIS aplica sempre.
Você vai ver um resumo da interface, rodando passo a passo e sem mão nenhuma. Cada volta começa com outro caso. A ferramenta completa não cabe numa demonstração.
- A hora, numa grade
- Você olha onde está escuro
- Você pula para aquele minuto
Próximo passo
O hospital
Quanto tempo passa até alguém andar naquele corredor às 4h da manhã?
13 casos: 12 avisam quando acontece alguma coisa e um só mede. Você vê cada imagem como ela é e depois com o que o IRIS entende por cima.
A escola
Quem vê a criança que caiu na outra ponta do pátio?
14 casos: 13 avisam quando acontece alguma coisa e um só mede. Você vê cada imagem como ela é e depois com o que o IRIS entende por cima.
E o melhor
Tem noite de cerraçãoem que a imagem não serve pra nada. E a gente não disfarça.
Contraluz, chuva forte, um poste queimado. O IRIS trabalha com o que a câmera põe na frente dele; quando não tem imagem, avisa que não tem, em vez de inventar uma resposta.
Conte o seu problema e a gente diz se o IRIS entende isso ou ainda não.
A gente responde no mesmo dia útil.