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CAM-109

Um carro parado tempo demais junto ao muro

A via pública que passa colada ao muro do estabelecimento, vista de uma câmara alta. Junto ao passeio está uma carrinha branca e, à frente, um carro cinzento. Duas pessoas estão paradas no passeio, debaixo do letreiro do muro, e outra de pé contra a vedação ao fundo. Mais à frente, a porta de pessoal e a guarita. O IRIS mede há quanto tempo cada coisa ali está. Mais nada: não sabe de quem é o carro nem quem vai lá dentro.

A via pública que passa colada ao muro do estabelecimento, vista de uma câmara alta. Junto ao passeio está uma carrinha branca e, à frente, um carro cinzento. Duas pessoas estão paradas no passeio, debaixo do letreiro do muro, e outra de pé contra a vedação ao fundo. Mais à frente, a porta de pessoal e a guarita. O IRIS mede há quanto tempo cada coisa ali está. Mais nada: não sabe de quem é o carro nem quem vai lá dentro.
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Imagem gerada com IA

CAM-109 · OUTER PERIMETER · PARKED TOO LONG

O que o IRIS compreende

O que reconhece nesta cena

  • carro parado
  • pessoa junto à vedação
  • carrinha estacionada
  • pessoas no passeio
  • porta de pessoal

A regra

Decide uma vez. O IRIS aplica sempre.

Se

um veículo ou uma pessoa fica parado na faixa exterior do muro mais tempo do que o estabelecimento definiu

Então

  1. avisar a sala de controlo com a câmara, o ponto do perímetro e há quanto tempo ali está
  2. abrir o vídeo desses minutos para que uma pessoa o veja e decida
  3. registar a hora, para saber se aquele ponto do muro é dos que dão trabalho
A instrução que o configurou«Avisa-me se um veículo ficar parado colado ao muro mais tempo do que definimos, ou se alguém ficar plantado contra a vedação, e diz-me em que ponto do perímetro é.»

O que muda

O que muda para quem responde pelo estabelecimento

O muro por fora não é olhado por ninguém. Há uma câmara instalada, mas à frente dela há mais um ecrã entre outros quarenta, e quem está na sala de controlo tem outras coisas para atender. Com o IRIS essa faixa olha-se sozinha: se um veículo ou uma pessoa ficar parado ali mais tempo do que o estabelecimento definiu, chega um aviso com a câmara, o ponto do perímetro e o vídeo desses minutos. O que chega não é uma acusação, é uma pergunta: olha para isto. Quem decide o que significa é uma pessoa, e continua a ser.

O que costumam perguntar

Esta câmara olha para uma estrada pública. O que é que o IRIS NÃO faz aqui?

Não identifica ninguém. Não lê matrículas, não reconhece rostos, não os compara com nenhuma base de dados, não guarda quem é ninguém e não tem ficha de ninguém. Um carro parado muito tempo junto a um muro pode ser qualquer coisa: alguém à espera de outra pessoa, alguém que parou para fazer um telefonema, alguém que se perdeu. O IRIS só diz que aquele veículo está ali há mais tempo do que o estabelecimento definiu e em que ponto está. Quem vai lá dentro e o que faz não é algo que o IRIS saiba, nem que possa saber: isso é uma pessoa que o vê.

Isto serve para sancionar alguém?

Não. O IRIS não identifica ninguém e não serve para sancionar uma pessoa concreta. O que produz é um aviso sobre uma situação — um veículo parado tempo demais num ponto do muro — com a sua hora e o seu vídeo. Nesse aviso não há nenhum nome, porque o IRIS não o tem nem o pode ter. O que o estabelecimento fizer depois rege-se pelos seus próprios procedimentos, com pessoas que veem, decidem e respondem pelo que decidem.

E as pessoas que passam no passeio todos os dias?

Passar não é ficar. A regra olha para o tempo que uma coisa está parada na faixa exterior, e abaixo desse tempo não acontece nada: quem passa a pé, estaciona um momento e vai-se embora, ou espera que lhe abram a porta, não gera aviso nenhum. Quanto tempo é demasiado é escrito pelo estabelecimento, não por nós, e pode ser diferente de dia e de noite ou num troço de muro e noutro. Esse número é o que decide se o aviso continua a significar alguma coisa: se dispara a toda a hora, toda a gente deixa de o olhar.

Um caso diferente em cada volta

Uma câmara olha. O IRIS percebe o que está a ver.

Um extrato do ecrã real, sem locução e sem mãos. Cada volta apresenta outra situação. O que está por trás é bastante maior do que o que se vê.

  1. As câmaras, sobre o mapa
  2. Desenha-se uma zona
  3. Sai o que passou
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E o melhor

A regra decide-se uma veze aplica-se sempre da mesma maneira.

Às três da manhã vale o mesmo que ao meio-dia, na câmara um e na câmara quatro mil. Não depende de quem está de turno nem de quão cansado está.

Explique-nos o seu problema e dizemos-lhe se o IRIS o compreende ou ainda não.

Respondemos no mesmo dia útil.