CAM-926
Embaciada por dentro
Um cruzamento de rua a pleno sol, visto de uma varanda alta. Em baixo, uma passadeira com gente a atravessar; na esquina, uma loja com plantas e um toldo; à esquerda, carros estacionados em fila. As sombras no chão são curtas e marcadas: é um dia limpo. E ainda assim, meio enquadramento está velado de branco. O véu não é igual em todo o lado: espesso no canto superior esquerdo e por toda a margem, mais limpo ao centro e à direita, onde ainda se distinguem as pessoas e as riscas da passadeira. Veem-se fios de gotas que escorreram para baixo. O IRIS vê que o véu não se move com a cena: as pessoas passam por baixo e ele fica parado. O que o IRIS não pode fazer é tocar no vidro para saber por onde entrou a água.

Ative o IRIS Vision
Imagem gerada com IA
O que o IRIS compreende
O que reconhece nesta cena
- embaciado por dentro
A regra
Decide uma vez. O IRIS aplica sempre.
Se
uma parte do enquadramento fica velada, não se move com o que passa à frente e continua ali depois de horas de sol
Então
- avisar a manutenção com a câmara, a hora e o vídeo da manhã em que o véu foi crescendo
- dizer no próprio aviso que esse véu não sai limpando por fora
- registar há quantos dias está assim e juntar a visita com as outras câmaras da mesma zona
A instrução que o configurou«Diz-me que câmaras têm o vidro velado e quais continuam iguais com o sol a bater em cheio, para não subir a limpar por fora o que está por dentro.»
O que muda
O que muda para quem responde por as câmaras verem
Aqui o caro não é a avaria: é a viagem. Alguém vê a imagem turva, pega num pano, sobe com a escada e esfrega o vidro por fora. Desce, olha para o monitor e está igual, porque a água está por dentro. Isso pode repetir-se de poucas em poucas semanas durante meses, e entre viagens aquela câmara só cobre metade do enquadramento sem que fique registado em lado nenhum. Com o IRIS o aviso chega no primeiro dia e diz outra coisa: o véu continua lá com o sol a bater em cheio, cresce de manhã e baixa à tarde, e não se vai com a chuva. Com isso, quem sobe sobe uma vez, com a junta e o exsicante na mão, e não com um pano.
O que costumam perguntar
A condensação vai-se sozinha quando sai o sol?
Não. O vapor dentro de uma caixa não se evapora para fora, porque a caixa está fechada. O que o sol faz é movê-lo: de manhã a água condensa em cima, com o calor do meio-dia desce e à noite volta. Parece que melhora umas horas e no dia seguinte está igual. Enquanto a humidade estiver lá dentro não se vai: é preciso abrir, secar, mudar o exsicante e encontrar por onde entra a água.
Como sei se está embaciada por dentro ou por fora antes de subir?
Olha-se para o vídeo, não para uma foto solta. O de fora muda: a chuva deixa gotas que escorrem e desaparecem, e o vapor de fora vai-se assim que a temperatura sobe. O de dentro comporta-se ao contrário: continua lá com sol, tem a mesma forma dia após dia e cresce de manhã. O IRIS põe lado a lado a imagem de hoje e a de ontem à mesma hora. Não é uma certeza, mas evita a viagem do pano.
Pode continuar a usar-se essa câmara entretanto?
Em parte, e convém saber em que parte. Quando o véu tapa só uma zona do enquadramento, o resto continua a servir: ali distinguem-se pessoas e veículos e as regras continuam a funcionar. O que não se pode é dar por vigiado o enquadramento inteiro. O IRIS diz que parte deixou de ver, para que quem confia nessa câmara saiba hoje o que lhe cobre e o que não, em vez de descobrir no dia em que precisa do vídeo.
Veja com os seus olhos
Isto não é um vídeo. É um pedaço do ecrã a sério.
Um resumo da interface real, reproduzido sem mãos. Vê-se o percurso de um caso do princípio ao fim; o que não se vê são os outros ecrãs, que são muitos.
- A hora, numa grelha
- Olhas onde está escuro
- Saltas para esse minuto
Passo seguinte
A escola
Quem vê a criança que caiu na outra ponta do recreio?
13 casos: 12 avisam quando acontece algo e um apenas mede. Vê cada imagem tal como é e depois com o que o IRIS compreende por cima.
As infraestruturas
Quem está a olhar para uma instalação onde quase nunca está ninguém?
44 casos, e em todos o IRIS avisa quando acontece algo. Vê cada imagem tal como é e depois com o que compreende por cima.
E o melhor
Às quatro da manhã,a câmara continua a olhar como ao meio-dia.
Não lhe pesam as pálpebras, não se distrai e não muda de turno. O que acontece de madrugada percebe-se de madrugada, não na manhã seguinte.
Explique-nos o seu problema e dizemos-lhe se o IRIS o compreende ou ainda não.
Respondemos no mesmo dia útil.