CAM-108
Debruçado sobre o corrimão
O módulo a meio da manhã: a sala das mesas à esquerda, o corredor das celas à direita e um guarda de pé em primeiro plano, de costas. Em cima, na galeria do segundo piso, está uma pessoa debruçada sobre o corrimão, com as duas mãos apoiadas nele, o corpo por cima e o olhar para o chão do módulo. Mesmo por baixo passa gente. O IRIS vê um corpo por cima do corrimão; não sabe quem é nem precisa.

Ative o IRIS Vision
Imagem gerada com IA
O que o IRIS compreende
O que reconhece nesta cena
- person over rail
- upper rail
- floor below
- officer on floor
A regra
Decide uma vez. O IRIS aplica sempre.
Se
o corpo de uma pessoa passa por cima do corrimão da galeria de cima
Então
- avisar o guarda que está no módulo, com a câmara e o troço de corrimão
- abrir o vídeo em direto desse troço, para ver o que se passa sem subir às cegas
- registar a hora e o troço: um mesmo sítio a repetir-se é um problema do sítio, não de uma pessoa
A instrução que o configurou«Avisa-me assim que alguém se debruce por cima do corrimão do piso de cima ou suba para ele.»
O que muda
O que muda para quem responde pelo estabelecimento
Isto não é sobre comportamentos estranhos nem sobre julgar ninguém: é sobre uma altura. Uma galeria de cima é um primeiro piso, e por cima do corrimão há uma queda de vários metros sobre betão. A regra é escrita pelo estabelecimento — que troços e a que horas — e é uma regra concreta sobre uma situação que se vê: há um corpo por cima do corrimão. Hoje isso descobre-se se o guarda que está em baixo levantar os olhos naquele momento, e lá em baixo acontece muita coisa ao mesmo tempo. Com o IRIS o aviso chega-lhe com o troço exato enquanto está a acontecer. Quem sobe, quem fala e quem decide o que fazer continua a ser uma pessoa.
O que costumam perguntar
Isto é detetar comportamentos invulgares?
Não, e a diferença importa. O IRIS não classifica condutas, não pontua ninguém e não decide o que é normal num módulo. Aqui há uma regra concreta escrita pelo estabelecimento sobre uma situação concreta e visível: um corpo por cima do corrimão da galeria de cima. Isso vê-se ou não se vê, e qualquer pessoa que veja o vídeo pode confirmar se o aviso tinha razão. Um rótulo como «comportamento invulgar» não se pode confirmar, e uma máquina não tem de julgar ninguém; isto confirma-se, e não julga.
O IRIS sabe quem está no corrimão?
Não. Não reconhece rostos, não os compara com nenhuma base de dados, não guarda quem é ninguém e não segue nenhuma pessoa concreta pelo módulo. Vê um corpo num sítio onde o estabelecimento disse que não deve haver nenhum, e avisa. Por isso não serve para sancionar uma pessoa concreta: o aviso diz o que se passa e onde, e quem vê o vídeo e decide o que fazer é um guarda.
É preciso escrever uma regra para cada coisa que possa acontecer no módulo?
Não, e tentar seria má ideia. Um estabelecimento tem três ou quatro situações que quer mesmo ver na zona das celas, e essas escrevem-se uma a uma, numa frase, com o seu troço e o seu horário. O resto fica de fora de propósito. Um sistema que avisa de tudo é um sistema que ninguém olha, e num módulo isso é pior do que não ter nada.
Demonstração · IRIS em funcionamento
Define a regra uma vez. O IRIS aplica-a sempre.
Verá um resumo da interface, reproduzido passo a passo e sem mãos. Cada volta começa com outro caso. A ferramenta completa não cabe numa demonstração.
- O aviso dispara
- Entra na caixa
- Abre o aviso
- Confirma ou descarta
Passo seguinte
Os transportes públicos
Quem vigia uma estação inteira na hora de ponta?
17 casos: 11 avisam quando acontece algo e 6 apenas medem. Vê cada imagem tal como é e depois com o que o IRIS compreende por cima.
O comércio
Quem vê as vendas que não chegam à caixa?
10 casos: 4 avisam quando acontece algo e 6 apenas medem. Vê cada imagem tal como é e depois com o que o IRIS compreende por cima.
E o melhor
Uma parede de monitores impressiona.Ninguém consegue ler quarenta quadrados ao mesmo tempo.
Quantos mais quadrados houver, menos se olha para cada um. O IRIS olha para as quatro mil câmaras ao mesmo tempo e aponta apenas uma: a que precisa de alguém agora.
Explique-nos o seu problema e dizemos-lhe se o IRIS o compreende ou ainda não.
Respondemos no mesmo dia útil.