CAM-412
Alguém desceu ao poço e cá em cima não ficou ninguém
Meio da manhã na estação. A tampa do poço está afastada no chão, a escada assoma pela boca e um operador de capacete e colete já está a descer: só se lhe veem a cabeça, os ombros e as luvas agarradas ao degrau. À volta do poço, o pavimento está vazio. Não há ninguém cá fora, nem tripé, nem linha de vida à vista. O IRIS vê duas coisas e junta-as: alguém entrou no poço e na zona de vigilância não resta nenhuma pessoa.

Ative o IRIS Vision
Imagem gerada com IA
O que o IRIS compreende
O que reconhece nesta cena
- operador a descer ao poço
- boca do poço aberta
- escada a assomar pela boca
- tampa afastada no chão
- zona à volta do poço, sem ninguém
- boia salva-vidas, longe do poço
O que esta câmara mede
Um aviso diz que se passa algo. A leitura diz quanto.
- 1Pessoas no enquadramento
- 0Pessoas fora do poço
- 2 minTempo desde que começou a descer
- 1Acessos abertos no enquadramento
- 10:12Hora do aviso
Os números deste ecrã são um exemplo da ilustração, não a medição de nenhum cliente.
A regra
Decide uma vez. O IRIS aplica sempre.
Se
uma pessoa entra no poço e não fica nenhuma na zona de vigilância à volta
Então
- avisa o chefe de manutenção e a sala de controlo com a câmara e a hora
- guarda o vídeo desde que a tampa foi afastada
- deixa o aviso aberto até uma pessoa o fechar
A instrução que o configurou«Avisa-me se alguém descer a um poço e não houver ninguém a vigiar cá fora.»
O que muda
O que muda para quem responde pela fábrica
O vigia exterior não é papelada: é quem dá a voz e quem puxa a linha. Ao chefe de manutenção o aviso chega enquanto o operador ainda tem meio corpo de fora, que é quando ainda se pode parar. E fica o vídeo do acesso com a hora, que é o que qualquer investigação pede depois e o que ninguém consegue reconstruir com memória e uma assinatura numa permissão.
O que costumam perguntar
O IRIS mede o gás dentro do poço?
Não. Uma câmara não mede atmosferas. O oxigénio e os gases mede-os o detetor pessoal que leva quem desce, e isso não é substituído por nenhuma imagem. O que o IRIS vê é a parte que se vê: a tampa afastada, a pessoa que entra e se há alguém a vigiar cá fora. As duas coisas são precisas e nenhuma vale pela outra.
Como sabe que a pessoa cá fora é o vigia?
Não sabe, e não precisa. O IRIS não identifica ninguém nem verifica nomes. Conta quantas pessoas estão na zona marcada à volta do acesso enquanto alguém está lá dentro. Se o número for zero, avisa. Que a pessoa cá fora seja a certa e tenha formação é assunto da permissão de trabalho, não da câmara.
E se o vigia se afastar por um momento?
Depende do que a estação decidir. A regra leva um tempo de tolerância definido por quem manda na instalação: uns segundos para dar a volta a um equipamento, ou tolerância zero enquanto houver alguém lá dentro. O IRIS aplica o número que lhe puserem e guarda o vídeo do intervalo em que a zona ficou vazia, para depois se poder ver com calma.
Outras câmaras
- CAM-400 · A água sai pela tampa e a rua já é um rio
- CAM-401 · O decantador encheu-se de espuma e transborda pelo descarregador
- CAM-402 · A grade está tapada de toalhitas e a água já não passa
- CAM-403 · Uma árvore desceu pelo canal e entope a captação
- CAM-404 · Um jato sai da flange e a poça não para de crescer
- CAM-405 · O contentor ligado não é o que devia ser
Demonstração · IRIS em funcionamento
Em cada volta, um caso novo. Sempre o mesmo ecrã.
Reproduz-se sozinho e mostra um caso do princípio ao fim. É um resumo: o ecrã real tem muitas mais funções do que cabem neste quadrado.
- A hora, numa grelha
- Olhas onde está escuro
- Saltas para esse minuto
Passo seguinte
As infraestruturas
Quem está a olhar para uma instalação onde quase nunca está ninguém?
44 casos, e em todos o IRIS avisa quando acontece algo. Vê cada imagem tal como é e depois com o que compreende por cima.
A indústria
Porque é que a linha parou?
237 casos, e em todos o IRIS avisa quando acontece algo. Vê cada imagem tal como é e depois com o que compreende por cima.
E o melhor
Preferimos prometer a menos.Que surpreenda a primeira semana, não o folheto.
O que não dá, diz-se no primeiro dia e não no último. Preferimos uma lista curta que se cumpra a uma longa que caia mal se liga.
Explique-nos o seu problema e dizemos-lhe se o IRIS o compreende ou ainda não.
Respondemos no mesmo dia útil.