CAM-541
A fila não avança e já quase não há mesas livres
Sábado, duas e vinte da tarde, praça de alimentação cheia. À frente do primeiro balcão a fila dobra e sai para o corredor: onze minutos de espera. No segundo esperam-se seis; no terceiro, dois. O campo de mesas está quase completo e só restam seis livres de oitenta e quatro. Pela escada rolante continua a chegar gente. Aqui o IRIS não pergunta nada: há uma linha traçada em cada balcão e duas zonas sobre o chão. Conta quem entra na fila, quem chega a pedir e quantas mesas sobram.

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Imagem gerada com IA
O que o IRIS compreende
O que reconhece nesta cena
- fila do primeiro balcão
- fila do segundo balcão
- fila do terceiro balcão
- mesas ocupadas
- mesa em primeiro plano, ocupada
- uma das poucas mesas livres
- a escada rolante que traz mais gente
- a ilha de cafetaria
O que esta câmara devolve
Aqui ninguém recebe um aviso. Aqui saem números.
- 11 min+4 minEspera mais longa
- 48Nas três filas
- 9 / minAtendidos por minuto
- 6 / 84Mesas livres
- 38 minTempo médio de mesa
- 14:20Atualizado
Os números deste ecrã são um exemplo da ilustração, não a medição de nenhum cliente.
Como se conta
Contar não se pede a falar. Desenha-se uma linha.
Perguntar serve para procurar. Contar serve para medir. E não se fazem da mesma maneira. Aqui há três linhas — uma encostada a cada balcão — e duas zonas: uma sobre o chão das filas e outra sobre o campo de mesas. Quem entra na zona de fila e sai sem atravessar a linha foi-se embora sem pedir. Uma linha não se descreve com uma frase: tem de se traçar, e por isso o número sai igual hoje e daqui a seis meses.
- linha do primeiro balcão · Linha de contagem
- linha do segundo balcão · Linha de contagem
- linha do terceiro balcão · Linha de contagem
- o chão das três filas · Zona de permanência
- o campo de mesas · Zona de permanência
E além disso, uma regra
Decide uma vez. O IRIS aplica sempre.
Se
Quando a espera num balcão passar dos oito minutos
Então
- avisa o encarregado da praça com o posto e os minutos de espera
- guarda a contagem daquela faixa por balcão e por mesa
- deixa a curva do dia no relatório da operação
A instrução que o configurou«Avisa-me se a espera nalgum posto passar dos oito minutos ou se restarem menos de dez mesas livres.»
O que muda
O que muda para operações, para gestão e para segurança
O diretor de operações sabe hoje quanto faturou cada posto, mas não o que se foi embora pelo corredor. Com a espera de cada balcão e as mesas livres por faixa horária decide onde abrir mais uma caixa e a que horas reforçar a recolha. E o operador que paga a renda vê, com números, porque perde vendas às duas e meia. Quem espera onze minutos com o tabuleiro na mão não volta no sábado seguinte.
O que costumam perguntar
É possível saber quanta gente se vai embora sem pedir?
Sim. É uma zona e uma linha: quem entra na zona de fila e sai sem chegar a atravessar a linha do balcão foi-se embora sem pedir. É um número, não uma impressão, e hoje ninguém o tem: a caixa só sabe o que se vendeu. Com esse dado por posto e por faixa horária decide-se onde abrir outra caixa e a que horas.
O IRIS sabe o que cada cliente pediu?
Não. O IRIS conta pessoas e mesas, não compras, e não sabe quem é ninguém: não reconhece caras nem as compara com nada. O que dá é quantos esperam, quanto tempo, quantos chegam a pedir e quantas mesas ficam livres. O que se vendeu sabe-o a caixa do operador. São dois dados diferentes, e leem-se melhor juntos.
Serve para discutir com um operador da praça?
Serve para falar com dados. O operador vê a espera do seu balcão e as mesas livres da sua faixa; a propriedade vê a praça inteira. Ninguém discute sobre uma impressão. O que o IRIS não faz é medir as pessoas que atendem: conta gente na fila e mesas ocupadas, não o desempenho de ninguém, e não identifica ninguém.
Outras câmaras
- CAM-535 · Quanta gente entra por cada porta, e a que horas
- CAM-536 · Um corredor vazio a vinte metros de uma ala cheia
- CAM-537 · Antes, durante e depois: o que a campanha trouxe mesmo
- CAM-538 · Mil e oitocentos passam à frente e duzentos param
- CAM-539 · O piso térreo cheio e a passadeira de cima deserta
- CAM-540 · Quantos saem do carro e por que porta acabam a entrar
Veja com os seus olhos
Veja o que acontece. E veja o que o IRIS faz com isso.
Não é um vídeo gravado nem um desenho: é um resumo da ferramenta real, com um caso diferente em cada volta. A ferramenta inteira não cabe num quadrado.
- Monta-se a regra
- Aplica-se às câmaras
- Publicada, vigia sozinha
- E então dispara
Passo seguinte
A estrada
Quem vigia uma autoestrada inteira?
10 casos: 8 avisam quando acontece algo e 2 apenas medem. Vê cada imagem tal como é e depois com o que o IRIS compreende por cima.
Os transportes públicos
Quem vigia uma estação inteira na hora de ponta?
17 casos: 11 avisam quando acontece algo e 6 apenas medem. Vê cada imagem tal como é e depois com o que o IRIS compreende por cima.
E o melhor
À oitava hora de turnoninguém olha como olhava na primeira. E isso não é um defeito.
É ser pessoa. A câmara não tem oitava hora: às quatro da manhã compreende o mesmo que compreendia ao meio-dia, e avisa da mesma maneira quem está de serviço.
Explique-nos o seu problema e dizemos-lhe se o IRIS o compreende ou ainda não.
Respondemos no mesmo dia útil.