CAM-929
A piorar há semanas
Uma praça do centro histórico a meio da manhã, vista de uma câmara alta. A fonte de pedra com a estátua ao meio, as varandas e as persianas à volta, a esplanada com o guarda-sol branco, os contentores junto ao canteiro e sete ou oito pessoas a atravessar. Vê-se tudo. E é aqui que esta ficha é estranha: se esta fosse a única imagem que tens, dirias que a câmara está bem. Um pouco apagada, um pouco lavada, com os cantos algo escuros. Nada que justifique subir a limpá-la. O defeito não está nesta imagem: aparece quando a pões ao lado da de há um mês. O IRIS não vê uma avaria. Vê uma descida. O que não sabe é a causa: se a cúpula, a junta ou a focagem, dirá quem lá subir.

Ative o IRIS Vision
Imagem gerada com IA
O que o IRIS compreende
O que reconhece nesta cena
- pior a cada semana
A regra
Decide uma vez. O IRIS aplica sempre.
Se
a qualidade da imagem de uma câmara desce dia após dia durante os dias seguidos que a instalação tenha definido, sem que nenhuma imagem isolada pareça defeituosa
Então
- avisar a manutenção com a câmara, a hora e o vídeo de hoje ao lado do da primeira imagem da série
- juntar a linha dos últimos dias, para que se veja a descida e não só a foto de hoje
- deixá-la na lista da próxima visita de manutenção e fechar o aviso só quando a imagem voltar ao nível de partida
A instrução que o configurou«Mostra-me as câmaras que hoje veem pior do que há um mês, mesmo que nenhuma pareça avariada, e ordena-mas por quanto caíram.»
O que muda
O que muda para quem responde por as câmaras verem
Nenhuma câmara se avaria de repente. A cúpula vai ficando velada, a junta vai deixando passar humidade, a focagem vai-se um pouco. Cada semana vê um pouco pior do que a anterior, e nenhuma semana é pior o suficiente para alguém reparar. Assim passam meses. No dia em que faz falta o vídeo, o vídeo não serve de nada, e só então se descobre que estava a cair há meio ano. O que o IRIS faz é guardar todos os dias como se vê esta câmara e mostrar a linha. A avaria ainda não aconteceu: pode subir-se na próxima terça, com escadote, um pano e sem urgência. É a única das trinta e quatro que se arranja antes de partir.
O que costumam perguntar
Se piora aos poucos, quando avisa exatamente?
Quando o disser a regra que escreves tu, não nós. O IRIS guarda todos os dias uma medida da imagem de cada câmara e desenha a linha. Tu decides quanto tem de cair e quantos dias seguidos antes de o aviso disparar. Na câmara desta ficha, a instalação definiu catorze dias em queda. A de uma praça pode aguentar uma descida lenta; a que lê um acesso, não. Pôr o mesmo número para todas seria inventá-lo.
E se a imagem desce por causa do tempo e não da câmara?
Acontece, e por isso não se olha para uma imagem sozinha: olha-se para a linha e para as câmaras vizinhas. Uma semana de nevoeiro ou de calima baixa a qualidade de todas as câmaras da zona ao mesmo tempo, e volta a subir quando abre. Uma câmara que desce sozinha, enquanto as do lado continuam iguais, e que não recupera em nenhum dia, não é o tempo. Quando o IRIS não tem a certeza, di-lo: apresenta-o como algo a ver, não como avaria.
É preciso guardar semanas de vídeo para poder comparar?
Não. Para comparar não é preciso o vídeo inteiro: basta uma medida diária da imagem e um fotograma de referência por dia. Isso ocupa muito pouco e pode conservar-se meses sem tocar na política de retenção do vídeo, que continua a ser a tua. O vídeo guarda-se o tempo que a tua norma disser; a linha de qualidade vive à parte e sobrevive mesmo depois de o vídeo ter sido apagado.
A interface real, passo a passo
Tudo entra pela câmara. Só o importante chega aqui.
Aqui resume-se o que o IRIS faz com um aviso, desde que aparece até se fechar. No ecrã real há muito mais; isto é o fio principal.
- Monta-se a regra
- Aplica-se às câmaras
- Publicada, vigia sozinha
- E então dispara
Passo seguinte
A escola
Quem vê a criança que caiu na outra ponta do recreio?
13 casos: 12 avisam quando acontece algo e um apenas mede. Vê cada imagem tal como é e depois com o que o IRIS compreende por cima.
As infraestruturas
Quem está a olhar para uma instalação onde quase nunca está ninguém?
44 casos, e em todos o IRIS avisa quando acontece algo. Vê cada imagem tal como é e depois com o que compreende por cima.
E o melhor
Se a câmara não o mostra,o IRIS não o vê. E isso diz-se antes, não depois.
Nenhuma câmara vê através de uma parede nem no escuro total. Preferimos mostrar-lhe onde está o limite e colocar bem o que existe, a prometer algo que depois não aparece no ecrã.
Explique-nos o seu problema e dizemos-lhe se o IRIS o compreende ou ainda não.
Respondemos no mesmo dia útil.